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Postado em 24 de agosto por Eu Vou de Bike

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O mercado das bicicletas elétricas

Este post faz parte de uma série de testes que o Eu Vou de Bike fez com uma bicicleta elétrica durante uma semana. Para ver como foi a experiência, clique aqui.

A indústria só descobriu recentemente o grande potencial da bicicleta elétrica. Desde os anos 80, companhias japonesas como a Panasonic, Yamaha e Sanyo têm feito experiências com “pedelecs“, mas fora de Japão não houve verdadeiro interesse pelo assunto.

Recentemente um vento forte – ou um furacão – de interesse pelo e-cycling (ciclismo elétrico) surgiu de outros dois expoentes do ciclismo: a China pelas bicicletas elétricas com aceleração independente e a Holanda pelos “pedelecs”, bicicletas de pedais elétricos.

Atualmente, a grande questão é se a bicicleta elétrica conseguirá suprir as necessidades de ciclismo elétrico do consumidor ou se a indústria automotiva (carros/motocicleta/scooters) vai “roubar” o mercado da indústria da bicicleta.

Em seu artigo “A Revolução Silenciosa das Bicicletas Elétricas”, o fundador da General Wings, Ricardo Marques De Féo, afirma que “não precisa ser um cientista ou visionário para predizer que o transporte elétrico de duas rodas ecológico vai causar a maior revolução na indústria da bicicleta. É literalmente uma revolução silenciosa”.

Um pouco mais de informações sobre o assunto:

Na China, de um total de 35 milhões de bicicletas vendidas em 2008, 20 milhões ou quase 60% foram bicicletas elétricas. Uma bicicleta elétrica comum chinesa custa 1.400 RMB (cerca de R$ 350,00), sendo 3,5 vezes mais cara do que uma bicicleta comum.

Na Holanda, ainda nesse ano, as vendas de pedelec chegarão às 200.000 unidades. Isso é 15% do total do mercado holandês em unidades, mas 40% do mercado em valor. O preço médio ao consumidor de um pedelec holandês está em torno de 2.000 Euros (quase R$ 4.500,00) enquanto uma boa bicicleta comum holandesa é vendida por 750 Euros (um pouco mais que R$ 1.500,00) 2,5 vezes menos aproximadamente.

Na França, os números são ainda mais surpreendentes: pedelecs absorverão de 2% a 3% do mercado com um preço médio de 1.000 Euros (cerca de R$ 2.200,00), seis vezes mais do que uma bicicleta comum francesa.

Para enfatizar mais estes números, na feira internacional de Bicicletas da Europa, a Eurobike/Alemanha de 2008, havia apenas um número próximo de 15 expositores baseados exclusivamente em “bicicletas-elétricas”. Um ano depois, na Eurobike/2009, já havia mais de 50 expositores trabalhando com o tema. E o que é mais impressionante, 95% deles não eram chineses, mas europeus em sua grande parte e americanos.

Ainda nas palavras de Ricardo, “a mágica das bicicletas elétricas é a combinação de um pacote dourado de virtudes: por um lado estimulando a boa forma e saúde e satisfazendo a necessidade de uma consciência ecológica e, por outro, dando o conforto e conveniência de não suar”.

E ele conclui dizendo que “com certeza, a onda que vem por aí é uma onda comercial verdadeira e enorme, pois aparte da influência internacional, o cenário brasileiro é um terreno fértil para as bicicletas elétricas, ou para os Light Electric Vehicles em geral. Na tradução correta, “veículos elétricos leves – bicicletas, triciclos e scooters, elétricos abaixo de 100kg de peso”.

Se pensarmos no cenário acima, realmente ele tem razão, pois:

- o Brasil é um grande produtor de energia elétrica limpa, a partir de hidroelétricas;
- o aquecimento global é tema de primeira grandeza para um país que detém a maior parte da floresta-amazônica;
- a ausência de planejamento viário nas grandes cidades não sai das manchetes;
- a economia diária que se consegue alcançar com o uso de uma bicicleta elétrica extrapola qualquer possibilidade já discutida no exterior;


Comentário

  • [...] testes que o Eu Vou de Bike fez com uma bicicleta elétrica durante uma semana. Leia mais sobre o mercado das bicicletas elétricas e o que a lei brasileira diz a respeito do [...]

    Eu Vou de Bike – Bicicletas, Lazer e Transporte Urbano » Eu Vou de Bike testa bicicleta elétrica euvoudebike.com/2010/08/testamos-uma-bicicleta-eletrica-veja-como-foi
  • Eu gosto muito da ideia de a “bicicleta” elétrica começar a substituir os veículos, mas principalmente os carros, aqueles típicos casos de um carro por cabeça que frequentemente é visto nas cidades. Por que não entrar no lugar das mortocicletas? Seria uma boa…
    Mas acredito que esse ciclomotor leve não substituirá, e eu também não substituirei, a bicicleta original, aquele lindo veículo de propulsão humana =D
    E por mais que muito se divulgue que hidroelétrica é energia limpa, não é tãooo assim. É uma das mais limpas, mas a áreas que são alagadas viram problemas tanto ambiental quanto social… mas essa última parte é outra discussão.
    Vendo pelo lado positivo, se for para substituir os carros “one guy, one car” e as mortocicletas, aí eu vejo como um avanço =D

    Vinícius Martim twitter.com/littlemartim
  • Comprei uma bicicleta bristol lance na cor rosa, e adorei todos na cidade comentan a bicicleta da novela,e no trabalho adoram comentam que querem comprar uma também,só troquei o banco por de molas mais largo e confortavel.

    cristiane de oliveira marques
  • Bastante interessante.

    Ronaldo
  • ofs tem bicicleta eletrica mais bonita do que essa essa dai ta mais ou menos!!!

    vitoria vic@lhotmail.com
  • tem mais bicicleta mais bonita do que essa muito mas bonita!!!

    vitoria vic@lhotmail.com
  • comprei a tres meses, uma bicicleta elétrica da Ecostart, ela é ótima, possue cambio shimano de 5 velocidades, que compensa o peso da bicicleta.

    seiki
  • vi uma chamada m 55 ,ai sim em.carrega quase toda a bateria em 15 min.vel max 64 kmh .autonomia de 120 km.

    rica
  • Gostaria de compartilhar opinião de pessoas que possuem bicicleta elétrica, para não adquirir gato por lebre. Ricardo ricamonbr@hotmail.com

    Ricardo

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