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Postado em 24 de agosto por Eu Vou de Bike

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Eu Vou de Bike testa bicicleta elétrica

Nos último cinco dias, tive a oportunidade de testar uma bicicleta eletro-assistida. Por onde passei, a bicicleta chamou atenção, foi alvo de perguntas curiosas e algumas polêmicas.

A controvérsia sobre a bicicleta eletro-assistida começa pela nomeclatura, como apontou o leitor Ardz em um comentário aqui no site. Uns dizem que é um ciclomotor e não a consideram uma bicicleta, outros dizem que é uma bicicleta legítima, apenas com a assistência de um motor elétrico.

Deixando a polêmica de lado, neste post irei relatar a experiência de ter usado uma bicicleta eletro-assistida ao longo de quase uma semana pelas ruas de São Paulo.

O modelo utilizado no teste foi uma Java 21s, montada no Brasil pela General Wings, que utiliza uma quadro em alumínio desenvolvido e fabricado pelo designer Fábio Yoshimoto. A bicicleta tem um sistema de motorização importado com 450 W, 24 V, e que desenvolve 20 km/h, com uma autonomia de 15 a 30 kms, dependendo do uso – se misto (pedalando parte do tempo) ou totalmente elétrico. Os valores são aproximados, uma vez que fatores como peso do condutor, vento e até o percurso influenciam na autonomia da bicicleta.

Veja abaixo alguns detalhes do motor:

Durante os cinco dias de uso da bicicleta eletro-assistida, pude concluir imediatamente que ela é um ótimo meio de transporte, desde que conjugada com uma política séria de ciclovias e até com financiamento e incentivo governamental, uma vez que seus valores ainda são altos para o padrão brasileiro (cerca de R$ 2.500).

Uma outra observação é que a bicicleta elétrica pode ser uma ótima porta de entrada para a prática de esportes! O ciclismo é uma atividade física indicada a todos, pois não faz distinção de idade, sexo, estrutura ou condicionamento físicos.

Quando indicamos o ciclismo como alternativa ao sedentarismo, encontramos uma barreira inicial por parte do aspirante a atleta devido à falta de condicionamento físico, que pode até causar a desistência da atividade esportiva. Neste caso, uma bicicleta eletro-assistida pode suprir a falta de fôlego inicial, incentivando a pessoa sedentária a continuar sua jornada até que o artifício não seja mais necessário.

Durante cinco dias, utilizei a bicicleta eletro-assistida em quase 100% dos deslocamentos. Ela chamou bastante atenção por onde passou, quer seja nos parques, quer seja nas ruas, e várias pessoas me pararam para perguntar mais informações sobre a bike, o que mostra uma simpatia geral do público pela ideia de uma bicicleta assim.

Uma ressalva foi a CPTM, que administra a ciclovia da Marginal Pinheiros, que não permitiu que eu pedalasse por lá. Segundo a organização, é proibida a presença de bicicletas elétricas na ciclovia e os funcionários foram irredutíveis, mesmo após a alegação de que eu poderia retirar a bateria, deixando-a com um dos guardas. Lamentável, pois em nenhum momento está informação foi exposta da maneira adequada. Posteriormente, constatei que no artigo 3.3 do regulamento de utilização da Ciclovia da Marginal Pinheiros encontra-se esta proibição.

Durante os testes, pedalei a maior parte do tempo nas vias planas, usando a assistência do motor apenas nas subidas ou nos trechos mais longos. Utilizei o motor também nas saídas dos semáforos, porque a bicicleta é pesada e demora um pouco mais para “pegar ritmo”, o que pode causar alguns transtornos no trânsito, principalmente nas grandes cidades.

Nas subidas também é necessário pedalar, mas certamente de maneira mais suave do que nas bicicletas sem ajuda do motor. Ou seja, aquela idéia de que em uma bicicleta deste tipo não é necessário pedalar, pelo menos nesse caso, é um mito.

Nas últimas semanas, uma questão foi levantada em nosso fórum e também na comunidade Eu Vou de Bike no Facebook: será que o fato de pedalar uma bicicleta convencional mais leve (para alguém bem condicionado) não se equivaleria a pedalar uma bicicleta mais pesada com motor (que na maioria dos casos chega quase ao dobro do peso)? Sinto que no meu período de uso, mesmo que generoso, não foi suficiente para responder a esta questão.

Por fim, a bicicleta elétrica não chega para substituir o automóvel ou a motocicleta. Para substituir os carros e motos convencionais, estão chegando os carros híbridos e as motos elétricas. O Prius, carro híbrido da Toyota, por exemplo, já ultrapassou a casa de duas milhões de unidades vendidas em 2009 em todo mundo.

Arriscaria dizer que a bicicleta eletro-assistida também não substitui as bicicletas convencionais, principalmente com relação ao ciclismo esportivo e recreacional. Mas diria que ela chega para ampliar as opções de um transporte ecologicamente correto, silencioso e elegante!

E que venha a “revolução silenciosa”!

Este post faz parte de uma série de testes que o Eu Vou de Bike fez com uma bicicleta elétrica durante uma semana. Leia mais sobre o mercado das bicicletas elétricas e o que a lei brasileira diz a respeito do veículo.

- Por Guga Machado


Comentário

  • [...] Este post faz parte de uma série de testes que o Eu Vou de Bike fez com uma bicicleta elétrica durante uma semana. Para ver como foi a experiência, clique aqui. [...]

    Eu Vou de Bike – Bicicletas, Lazer e Transporte Urbano » O mercado das bicicletas elétricas euvoudebike.com/2010/08/o-mercado-das-bicicletas-eletricas
  • [...] Este post faz parte de uma série de testes que o Eu Vou de Bike fez com uma bicicleta elétrica durante uma semana. Para ver como foi a experiência, clique aqui. [...]

    Eu Vou de Bike – Bicicletas, Lazer e Transporte Urbano » O que a lei diz sobre bicicleta elétrica euvoudebike.com/2010/08/o-que-a-lei-diz-sobre-bicicleta-eletrica
  • Apoio total a estas alternativas.

    PAULO BSB
  • [...] Fonte: http://www.euvoudebike.com [...]

    TrilhasBR – As melhores trilhas – novidades, histórias e links interessantes. Tudo que envolver trilhas, bikes, esportes radícais e eventos esportivos terá espaço garantido nesse blog. » Legislação sobre bicicleta elétrica trilhasbr.com.br/wordpress/?p=1661
  • Olá!
    Eu gostaria de saber um email de contato dos responsáveis pelo Eu Vou de Bike.
    Quero fazer um convite. Se puderem me mandar ficarei agradecida.
    Abraços.

    Eduarda Ribeiro
  • contato@euvoudebike.com

    Gustavo euvoudebike.com
  • Tenho muita vontade de “esperimentar” uma, espero que este dia não esteja muito longe. Já andei pesquisando na internet e realmente o preço ainda é um pouco amargo, ainda tem aquelas empresas que mandam um equipamento para você acoplar em sua bike, mas nunca se sabe se isto vai de fato solucionar ou pelo menos dar certo… enfim, não imaginava que poderia ser tão pesada, assim como você nos mostra aqui na matéria.

    No mais, um dia quero uma. Por enquanto fico com a minha bike convencional e o uso periódico do ônibus. (rs)

    Parabéns pela matéria, de fato, estigante!

    Daiane [@VivoVerde] vivoverde.com.br
  • Legal, outro dia mesmo me questionava se compartilharia a ciclovia de boa com uma dessas. Acho que sim, principalmente pq a bike elétrica é uma opção de acessibilidade; mais no link que deixo acima. Lá tem outra bicicleta que um engenheiro aqui de São José dos Campos está começando uma empresa que comercializa o motor. Um pouco diferente desse que vc testou.

    Tom Bike capimcompoeira.blogspot.com/2010/08/popularizacao-das-bicicletas-eletricas.html
  • sempre tive interesse por veículos movidos elétricamente,comprei um destes kit´s,e montei em minha bike com motor um pouco mais potente,1000w/36v e baterias seladas e pesadas,até que andas bem em subidas mas com pedaladas,só que não vai muito longe,descarrega muito rápido,o certo seria usar baterias de Lithium só que muito caras e rendimento não é tão assim como falam, loge da nossa realidade,tem o inconveniente de levar umas boas horas para carregar a bateria e a conta de luz sobe consideralvente se for utilizar constantemente.Vendi este kit elétrico e comprei um outro a gasolina e motor de dois tempos de 80cc,sei que polui e não usa combustível alternativo,o motor não polui tanto assim e o barulho é aceitável,o motor é muito potente,sobre morro assentuado com muita facilidade e pedalando fica melhor ainda ,muito econômico, com um tanque de 2 litros faz em torno de 100 km e com motor já amaciado este rendimento melhora e muito,eu moro na região do bairro de Pinheiros e faço constantemente o trajeto dos bairros Jardins,Paraiso,Pinheiros e Vila Madalena(região com muitas subidas),antes com minha bike normal era meio desgastante,agora com essa bike motorizada este trajeto se tornou mais prazeroso e rápido,muitos ficam admirados com a performance
    da bike ,um excelente veiculo alternativo,econômico e de baixo custo,muito melhor que essas bikes elétricas,acabou o combustível,é só abastecer e acelerar;para que veículos elétricos possam ser uma alternativa viável aqui,precisa que o governo incentive e facilite a importação de equipamentos para que os mesmos se tornem mais baratos,ainda vai demorar e muito.

    Hermes G.Inacio
  • [...] já falamos bastante aqui sobre as bicicletas eletro-assistidas e uma das grandes críticas é em relação ao visual da [...]

    Eu Vou de Bike – Bicicletas, Lazer e Transporte Urbano » Bicicleta elétrica com design urbano euvoudebike.com/2010/10/bicicleta-eletrica-com-design-urbano
  • [...] que acontece quando acaba a bateria de uma bicicleta eletro-assistida no meio do caminho? Esse é um dos grandes problemas desse tipo de [...]

    Eu Vou de Bike – Bicicletas, Lazer e Transporte Urbano » Estação sustentável de recarga de bicicletas euvoudebike.com/2010/11/estacao-de-recarga-de-bicicletas
  • Acho que as chamadas bicicletas “eletro-assistidas” acabam com o argumento de que a topografia de São Paulo é um impedimento à difusão das magrelas. Eu já encomendei uma, com bateria leve de lítio, para ir ao trabalho e não chegar suado. É bom que se diga que, mesmo em terreno plano, a velocidade de uma dessas bicicletas não passa de 25kh/h; ou seja, o motor é apenas uma “ajudinha” que vem a calhar principalmente nos aclives típicos da nossa metrópole.

    Wagner

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