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Blog Vou de Bike

Postado em 27 de setembro por Eu Vou de Bike

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Mais cidades “amigas” da bicicleta

Nosso primeiro texto sobre as cidades brasileiras com mais iniciativas para incentivo do uso da bicicleta como meio de transporte gerou comentários positivos e algumas sugestões de inclusão de novas cidades na lista.

>> As cidades do Brasil com melhor estrutura aos ciclistas

Como não temos a pretensão de sermos os “donos da verdade” e como não conhecemos o Brasil inteiro, é muito interessante essa colaboração com internautas de todo o País para mapear o que de melhor está sendo feito por aí. No primeiro texto, nós falamos de São Paulo, Rio de Janeiro, Sorocaba, Santos, Aracaju e Afuá.

Veja abaixo mais algumas cidades que apresentam boas iniciativas locais para os ciclistas.

Curitiba

A cidade de Curitiba, capital do Paraná, é conhecida mundialmente por seu planejamento viário, sua qualidade de vida e grandes áreas verdes na cidade. Atualmente, a cidade está em fase de conclusão de seu plano cicloviário, mas já é possível ver algumas ações pontuais que podem incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte.

No Dia Mundial Sem Carro, por exemplo, os curitibanos puderam circular pela futura ciclofaixa da Avenida Marechal Floriano Peixoto, que ficou aberta em fase de testes. A ciclofaixa conectará ciclovias da cidade, criando uma rota ligando diferentes partes da cidade.

A elaboração do plano cicloviário faz parte do programa Pedala Curitiba, que também prevê a recuperação da malha cicloviária atual, com sinalização em toda a rede existente. Além da criação de ciclovias, a cidade planeja a implantação de paraciclos, a instalação de bicicletários em locais estratégicos e a adoção de faixas compartilhadas na vida.

A cidade conta ainda com o programa “Pedala Curitiba“, projeto que incentiva a atividade física e o lazer com passeios noturnos e é desenvolvido pela Secretaria Municipal do Esporte e Lazer. Em média, cerca de 180 pessoas, entre jovens e adultos, participam do Pedala Curitiba. O “Pedala Curitiba” é monitorado por técnicos de esporte e lazer e acompanhado por guardas municipais e agentes de trânsito. Tem mais informações (ou críticas) ao sistema cicloviário de Curitiba? Deixe nos comentários!

Brasília

O trânsito de Brasília, cidade planejada, é conhecido pela educação de seus motoristas, que param na faixa de pedestres mesmo que o farol (sinal) esteja aberto.

A cidade, que tem a geografia bem plana e ideal para a prática do ciclismo, criou o Pedala-DF, um plano cicloviários para incentivar o transporte por bicicleta.

A meta do programa é, até o fim do ano, construir a maior malha cicloviária da América Latina, com 600 km de extensão. Atualmente, a cidade tem apenas 42 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas e dificilmente deve cumprir a meta até o fim do ano. Mas é possível perceber uma movimentação na cidade pelo maior uso das bicicletas como meio de transporte.

Além das ciclovias, a cidade tem instalado bicicletários e paraciclos nas principais estações de metrô e terminais de onibus para incentivar a comutação dos residentes das cidades-satélite. Tem mais informações (ou críticas) ao sistema cicloviário de Brasília? Deixe nos comentários!

Porto Alegre

Porto Alegre, a capital do Rio Grande do Sul, também tem um Plano Cicloviário. A lei que prevê a criação de novos trechos de ciclovia na cidade foi sancioada em 2009.

A meta do plano cicloviário de Porto Alegre é a criação de uma rede de 495 quilômetros de extensão de ciclovias e ciclofaixas para garantir a bicicleta como meio de transporte para cerca de 200 mil habitantes. Além disso, a cidade conta com alguns investimentos privados, como a ciclovia implementada pelo BarraShopping Sul na avenida Diário de Notícias.

“O Plano Cicloviário está legitimando a bicicleta como novo meio de transporte na cidade. Mas ainda precisamos trabalhar na conscientização da população”, avaliou o presidente da Associação dos Ciclistas da Zona Sul, Paulo Roberto Alves, o Lagartixa, em entrevista ao site da Prefeitura. Veja o mapa do Plano Cicloviário de Porto Alegre. Tem mais informações (ou críticas) ao sistema cicloviário de Porto Alegre? Deixe nos comentários!


Comentário

  • Curitiba era uma cidade estruturada e isso aconteceu em 1988, quando foi o início do último mandato dele como prefeito. Daí para frente a coisa só desandou. Veja isso: http://pedaleiro.com.br/2010/09/26/policia-preparada/

    Rodrigo fixacwb.wordpress.com
  • Sobre Curitiba, posso lhe informar que esta acontecendo uma revolução das bicicletas mesmo! Mas, posso garantir que não foi iniciada pelo Pedala Curitiba, mas sim, por ação popular conjunta.
    Como bem vcs informaram o “Pedala Curitiba”, é um “passeio noturno de bicicleta monitorado por atletas e acompanhados guarda municipal e agente de trânsito”. Não menospreso a iniciativa desse pessoal, mas o que esta acontecendo aqui é bem maior que isso. São as ações livres feitas por vários grupos de ciclistas é que estão promovendo a mudança. Grupos como Interlux Arte Livre, Curitiba Cycle Chic, FixaCWB, Transporte Humano e vários outros grupos unidos é que estão fazendo a diferença.
    São os “Cidadãos Amigos da Bicicletas” é que estão transformando a Capital do Paraná. O aumento do uso da bicicletas é notório e vísivel, principalmente no meio urbano, “com ou sem ciclofaixas”, o cidadão está pedalando.
    E esse aumento de ciclistas nas ruas, “já começou a atrapalhar o trânsito”, por essa razão que a prefeitura já está começando a pensar em planejamento cicloviário.
    As verdadeiras mudança estão vindo de ações como o Arte Bicicleta Mobilidade que reunem no mês de setembro vários eventos incentivando o uso de bicicletas, através de discussões, encontros, passeios, música, arte e outras manifestações. Uma outra ação importante foi a criação do VotoLivre.com, iniciado com a “Lei da Bicicleta”, lei de cunho popular , que já está fazendo mudança mesmo antes de ser aprovada ( apenas por sua criação e existência).
    Outra coisa importante foi a criação do Curitiba Cycle Chic, que retirou o pré-conceito do cidadão que bicicleta era “meio de transporte de pobre e de baixa renda”, mostrando que na verdade é um estilo de vida de pessoas inteligentes, elegantes e culturalmente bem informadas. Moro a 10 anos na cidade e nunca tinha visto até o últimos dois anos tanta gente “bem vestida “, andando de bicicleta, principalmente mulheres. Não podemos esquecer a Bicicletada Curitiba, que nos últimos meses mostrou um aumento de participantes, “gritando menos e agindo mais”, indo mais a favor da bicicletas e menos contra os carros.

    Como também não sou o “dono da verdade”, mas vivo e moro em Curitiba e estou vendo essa mudanças que estão vindo através dos cidadãos. Posso lhe garantir que até eu mudei, deixo cada vez mais meu carro em casa e estou usando mais minha bike. Estou me mudando para Boston, em alguns meses, mas estou feliz por estar deixando uma Cidade que está evoluindo rápido pela força unida dos curitibanos que fazem realmente a diferença.

    Abraço a todos.

    P.S – Parabéns pelo site, sempre que posso faço uma visita por aqui.

    Frederico S. Klaatu
  • Sobre o trânsito e o pedalar em Brasília:

    1) O respeito à faixa de pedestres não funciona como foi dito. Faixa de pedestre com sinal, o que vale é o sinal, e no sinal verde para carros os motoristas avançam do mesmo jeito. Faixa de pedestre sem sinal dá, em tese, preferência ao pedestre, mas tem muito motorista que finge que não vê pedestre começando a atravessar, ou acelera o carro pra cima dele antes de terminar a travessia. Mesmo assim, é comum perceber que o respeito nas ruas é um pouco maior do que a média.

    2) Brasília é uma das únicas cidades em que a maior parte das áreas de circulação de bicicletas dentro das cidades não precisariam de separação física dos veículos motorizados. As ruas largas e o espaço ao longo delas (coisas raras em outras cidades) permitiriam ciclofaixas, ou mesmo a simples sinalização vertical e horizontal que chame atenção para o compartilhamento da via. As ciclovias são prioridade em locais de maior velocidade e de grande fluxo, junto a avenidas e estradas. O prometido é aumentar a malha cicloviária; a esperança é que, além disso, crie-se sinalização, integração com transporte coletivo e sobretudo educação e formação de cultura de mobilidade civilizada.

    3) O transporte público brasiliense é um lixo. Não há outra forma de descrever. Conseguiram reunir numa mesma cidade todos os problemas possíveis no transporte coletivo, dos atrasos aos veículos velhos, passando pela falta de integração e de atendimento, custo alto, demora no trajeto, pontos sem abrigo, concessões mal-feitas e eternas, falta de planejamento e de uso inteligente de diferentes modais. Nenhuma política de mobilidade vai funcionar se não for refeito o sistema de transporte coletivo — coisa prometida pelo governo do finado político Arruda mas, como se percebe, não cumprida.

    Abraços

    Pedro M
  • A galera se divide sobre o projeto “Pedala Curitiba”, alternando belos elogios à iniciativa da prefeitura com uma possível tapada de sol com peneira por parte da administração pública. Uma cidade não evolui sem a evolução de seus moradores e isso, infelizmente, ainda parece ser um grande problema em Curitiba, cidade que prefere buzinar a ceder ao pedestre a prioridade que ele tem por direito. Particularmente, vou esperar as obras ganharem corpo pra só depois – espero, de coração – atualizar minha visão sobre as possíveis mudanças para os ciclistas. Porém, repito: de nada vai adiantar um espaço delimitado se a falta de respeito continuar em primeiro plano. Torcemos para que seja um passo importante para a cidade, mas que não seja o único.

    eduardo 665.interbarney.com
  • [...] Leia mais no Eu Vou de Bike [...]

    Mais cidades “amigas” das bicicletas « ACZS aczs.wordpress.com/2010/09/28/mais-cidades-amigas-das-bicicletas
  • Moro em Joinville (SC), maior cidade do estado e com o título de “cidade das bicicletas”. Mas isso é de longe uma realidade. Titulo esse, conferido no passado e que hoje não tem mais nada a ver. Andar de bicicleta é aqui, é tentativa suicídio. Volta e meia se houve falar em ciclista atropelado. Falta ciclovia, falta sinalização, falta respeito, falta consciência, falta… tem muita falta. Não é difícil levar um buzinasso seguido de um dedo médio através da janela do carro. A Prefeitura? Há! A Prefeitura! Como se não bastasse transformou os acostamentos em corredores de ônibus nos principais acessos da cidade. O jeito é andar sobre a calçada ou nos arriscando nos próprios corredores. Essa é a realidade de Joinville. Parabéns Brasília, parabéns Curitiba e parabéns Porto Alegre. Aqui vai se levando!

    Odair @vamodebike
  • Sou de Porto Alegre, e não posso deixar de dizer que o Plano Cicloviário de Porto Alegre praticamente só existe no papel. Fizeram duas ciclovias de mentira, em cima da calçada onde na verdade é um espaço do pedestre, e uma delas (pasmem) é de lajota em sua maior parte!

    Os motoristas gaúchos são bem hostis com os ciclistas, assim como com o pedestre. O prefeito Fortunati investe milhões em estrutura para carros particulares, como alargamento de pistas, viadutos, garagem subterrânea, com a desculpa da Copa 2014. Metrô não existe por causa de lobbys das empresas de ônibus, e quem sabe das montadoras. O trânsito daqui é um caos!

    Melissa Webster mwebster.nu
  • itapeba

    nilton de souza moraes
  • De onde vem o dinheiro para fazer as ciclovias ou ciclofaixas??? Será que vem do IPVA ou da Licença que os carros pagam? Na grande maioria das cidades as bicicletas não são emplacadas, não tem de pagar nenhuma licança para circular, apesar de serem veículos de propulsão humana. Acho importantissimo a instalação das ciclovias e ciclofaixas, mas vamos dividir as despesas?

    Fernando

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