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Blog Vou de Bike

Postado em 1 de setembro por Eu Vou de Bike

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Paraciclos nas escolas municipais de SP

Terminou ontem o prazo que as Diretorias Regionais de Ensino de São Paulo tinham para requisitar a instalação de paraciclos nas escolas municipais. A medida, anunciada no Facebook pelo Secretário de Educação Municipal, Alexandre Schneider, visa incentivar e aumentar o número de crianças que pedalam até a escola.

A instalação de paraciclos nas escolas gerou reações controversas, com o foi relatado no blog do Willian Cruz. Alguns criticam a medida, dizendo que é perigoso para uma criança pedalar até a escola. A maioria, no entanto, comemora a iniciativa e ressalta que muitas crianças já vão para a escola pedalando, mas não contam com nenhuma infraestrutura para isso.

Conversamos com Daniel Guth, assessor parlamentar do Secretário de Educação Municipal, Alexandre Schneider, cicloativista que luta diariamente pela inserção da bicicleta no cotidiano da cidade.

Em nossas perguntas, buscamos entender um pouco mais sobre a implantação dos paraciclos nas escolas, quais são os objetivos e quais são os próximos passos para o projeto. Veja abaixo:

Eu Vou de Bike – Além dos paraciclos nas escolas, está prevista alguma ação educativa sobre o uso da bicicleta com os alunos?

Daniel Guth: Sim. A instalação dos paraciclos é apenas a fase 1 de um projeto amplo de introdução da bicicleta no ambiente escolar.

Trata-se da primeira etapa, a da valorização de quem já faz o percurso casa-escola utilizando o modal bicicleta. Não apenas os alunos, mas também professores, funcionários, diretores e pais.

O projeto completo será lançado em breve, pelas mãos do Secretário Alexandre Schneider e pelo prefeito. Um piloto será implantado em Parelheiros para que possa ser estendido a toda Rede Municipal de Ensino.

- As ciclo-rotas que estão sendo mapeadas na cidade levam em consideração as escolas aptas a receberem os paraciclos?

Daniel Guth: O mapeamento das ciclo-rotas, parceria do Cebrap com a Prefeitura e coordenado pelo Leandro Valverdes, tem o recorte do Centro Expandido.

Dentre os equipamentos mapeados considerando as rotas cicláveis, certamente há equipamentos educacionais contemplados. Ainda não saberia precisar quais serão contemplados com paraciclo neste fase inicial. Caso a manifestação espontânea do equipamento chegue até nós, certamente estes paraciclos serão instalados.

Um ponto muito importante para compreender o papel da bicicleta na vida familiar é poder mapear as rotas já traçadas pelos pais e alunos para chegar à escola. O caso do CEU Parelheiros é exemplar, só para citar um caso, pois os bairros no entorno do equipamento têm rotas quase únicas para chegar ao CEU, facilitando o acompanhamento do Poder Público. Como o mapeamento do Cebrap das ciclo-rotas compreende um checklist de facilidades ao pedal, tais como aclives e declives, arborização, rota de ônibus, etc, certamente estes dados se cruzam com o caminho dos alunos para a escola.

- Quantas escolas já aderiram? Elas ficam mais na periferia ou mais no centro expandido?

Daniel Guth: O prazo para a entrega dos pedidos para instalação de paraciclos terminou ontem (31 de Agosto). Até o momento, 12 das 13 Diretorias Regionais de Ensino já se manifestaram, num universo de 990 mil alunos da rede municipal.

- Depois das escolas, qual é o próximo passo?

Daniel Guth: Os próximos passos são: Lançar o programa-piloto em Parelheiros, acompanhar o andamento e implantar em toda a cidade.

Como a rede municipal contempla essencialmente o ensino fundamental, consideramos esta a melhor fase para trabalhar os conceitos e a prática do papel da mobilidade na vida destes alunos. A bicicleta pode ser introduzida, aos poucos, com circuitos interativos para noções de trânsito, equilíbrio, espírito em equipe, disciplina.

O caminho de casa para a escola, acompanhado dos pais, poderá ser realizado com bondes de alunos para melhor segurança e acompanhamento destas crianças.

Estamos estudando entregar novas bicicletas para os alunos, incluindo kit completo (capacete e luzes), para valorização do estilo de vida e para que eles se sintam felizes e honrados em ser ciclistas. Eles já o são, mas quando a idade avança é comum verificar o abandono natural da bicicleta por ainda carregar muitos preconceitos, principalmente de ordem sócio-econômica.

Para nós, a Educação tem este papel também. E que irradia para dentro de casa, influenciando os pais, as mães, os irmãos mais velhos, os vizinhos e a sociedade como um todo.


Comentário

  • [...] bicicleta por alunos da rede municipal de ensino. Nós já falamos bastante sobre esse assunto na entrevista com o Daniel Guth, assessor parlamentar do Secretário de Educação Municipal, que adiantou alguns pontos do que está por [...]

    Eu Vou de Bike – Bicicletas, Lazer e Transporte Urbano » Prefeitura de SP incentiva transporte para a escola de bicicleta euvoudebike.com/2011/11/prefeitura-de-sp-incentiva-transporte-para-a-escola-de-bicicleta

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