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Blog Vou de Bike

Postado em 24 de janeiro por Eu Vou de Bike

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Conheça a CicloVila, empreendimento voltado para bicicleta em SP

Os ciclistas da cidade de São Paulo não têm do que reclamar quando o quesito é a qualidade e a variedade dos empreendimentos que têm a bicicleta como foco. Por aqui há várias bicicletarias e bike shops especializadas, lojas bacanas e até uma vila dedicada à bicicleta.

Esta vila é a CicloVila, um negócio que surgiu no fim de 2011 de maneira tímida e agora se consolida como um ótimo ponto de encontro para ciclistas. Na CicloVila há uma loja de bicicletas voltadas para o ciclismo nas cidades, a Ciclo Urbano, um café, uma loja e até um escritório de bike courier.

Nesta semana entrevistamos Leandro Valverdes, da Ciclo Urbano, para saber um pouco mais sobre essa ideia. Veja abaixo!

Eu Vou de Bike: Há quanto tempo a loja/escritório está funcionando?
A Ciclovila abriu em setembro de 2011, junção de quatro empresas diferentes: Ciclo Urbano Bicicletas, Manti Cafés Especiais, Bike Forever e Giro Courier.

EVDB: Como surgiu a ideia de abrir este negócio?
Dois dos quatro empreendimentos já existiam: a Ciclo Urbano, loja especializada no uso da bicicleta como meio de transporte, e a Manti Cafés. Outras duas surgiram após termos encontrado o imóvel na Vila Olímpia.

E eu ressalto a questão do imóvel em que estamos porque ele é um ponto chave: fica numa “vila” no meio dos excessivos prédios da Vila Olímpia (daí o nome de CicloVila para a nossa joint-venture); está rodeado de escritórios (o que é ótimo para a Giro Courier, por exemplo) e aos domingos e feriados a Ciclofaixa de Lazer nos margeia por todos os lados.

Em comum, há o fato de todos os sócios das quatro empresas já utilizarem há anos a bike em seu dia-a-dia, como principal meio de transporte.

EVDB: Qual o tipo de público que tem utilizado os serviços da CicloVila?
A CicloVila recebe públicos diferentes conforme o dia da semana e também de acordo com o horário. Exemplo: o horário do almoço, com o verdadeiro “formigueiro” que se forma nas ruas do entorno, traz um público interessado em tomar um café após a refeição. O final da tarde, pós-expediente, atrai pessoas cujo elo de ligação conosco é a bicicleta: amigos e clientes que se locomovem de bike e precisam de peças, acessórios ou serviços para os seus “veículos”. E no boca-a-boca vai se espalhando a existência da CicloVila entre os usuários de bicicleta da região…


Após o almoço, CicloVila é um bom local para tomar um cafezinho

EVDB: Qual o principal objetivo do seu negócio/serviço?
Arrisco dizer que tanto o comércio – venda de bikes e acessórios para o chamado “ciclista urbano” – quanto os serviços que oferecemos (entregas por bike courier, consertos e revisão de bicicletas, “bike anjo” para quem compra uma bicicleta conosco) têm um objetivo maior, ambicioso, de conseguir modificar ainda que ligeiramente o caótico trânsito da região, em que sobram automóveis e estresse e faltam vagas para estacionar e civilidade… Aquele cenário já bem conhecido dos paulistanos, e especialmente agravado na Vila Olímpia, em que novos prédios de escritórios e centros comerciais são inaugurados a cada mês.

EVDB: Na opinião de vocês, qual o público que tem adotado a bicicleta como meio de transporte?
Em geral, o senso comum ainda pensa num público masculino e jovem (faixa etária de 20 a 30 anos), que estaria mais “apto” a enfrentar a realidade adversa para quem pedala em SP. Mas, desde que abrimos, nos surpreende a frequência de clientes mulheres, que buscam não só uma bicicleta para passear no fim de semana mas também uma solução para deslocamentos curtos no bairro. Eu diria que ainda não está “meio a meio” esta divisão, mas o número de clientes do sexo feminino tem crescido. E isso se reflete inclusive no tipo das bicicletas que temos procurado encomendar com os importadores…

EVDB: Quem pode adotar este estilo de vida?
Quem tiver força de vontade… Quero dizer, claro que a bicicleta não é uma solução para todos os deslocamentos que se faz numa cidade gigantesca como São Paulo. Mas creio que boa parte dos trajetos curtos que fazemos (ida ao comércio local, ou à academia para pedalar numa ergométrica!) podem e devem ser experimentados com uma bicicleta. Há cada vez mais gente pedalando, e isso naturalmente faz a cidade se tornar cada vez mais segura para o ciclista.

EVDB: O que falta nas grandes cidades brasileiras para terem mais adeptos da bicicleta como meio de transporte?
Em primeiro lugar, educação. Em segundo, educação novamente. E só a partir do terceiro posto nesta minha hierarquização eu começaria a falar em infraestrutura.

Acho importantíssimo reforçar a noção de que o que difere nossa realidade ciclística da de outros países (e aqui posso comparar São Paulo tanto com cidades de Primeiro Mundo – Copenhague, Amsterdã –, como com metrópoles de países pobres – Bogotá e Quito–) não é a falta de ciclovias e ciclofaixas, mas a falta de respeito.

>> Veja mais fotos da CicloVila

A CicloVila fica na Trav. Dr. José Alves de Souza Neto, 49 (altura do número 229 da rua do Rocio)


Comentário

  • O local é super bacana e a galera que trabalha lá também é super gente boa e atenciosa!

    Eduardo Cabral
  • Nossa, queria muito um lugar desses aqui no Rio!

    Dominique Thomaz ummetroemeio.com.br
  • Fui à Ciclovila uma vez, comprei um jogo de paralamas e fiquei bem impressionado com o local. Uma sensação bacana, meio um oásis no meio da cidade.

    Deixo a sugestão: Se algum imóvel da vila estiver vazio, utilizar ele para dar estrutura ao ciclista que se desloca até lá para a trabalhar, mais ou menos nos moldes do http://www.cycle2city.com.au

    Felipe Menhem bonks.com.br/b2
  • Lugar bonito e gente boa.

    Tiago Barufi
  • sou fã
    confio, consumo e convivo por lá

    fabes

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