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Blog Vou de Bike

Postado em 16 de janeiro por Eu Vou de Bike

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O renascimento de uma bicicleta clássica

Aqui no Eu Vou de Bike, as bicicletas clássicas e antigas tem um lugar especial nos nossos corações. Podem ser bicicletas novas com visual ‘retrô’, mas se for uma antiga restaurada, melhor ainda! Inclusive já escrevemos a respeito aqui.

Recentemente fui procurado por um amigo, o Mentor Muniz Neto, carinhosamente chamado de Neto. Algum tempo atrás, o pai dele lhe presenteou com uma bicicleta que era de sua propriedade e uso (inclusive até os dias de hoje). Trata-se de uma legítima Husqvarna.

Talvez você esteja imaginando uma motosserra ou algo semelhante, mas a empresa sueca, que foi fundada em 1689 (!!!!), começou produzindo mosquetes, passando por armas de caça, bicicletas, motociclos, aparelhos de cozinha, máquinas de costura e produtos para utilização no exterior. Suas motos clássicas são famosas e usadas até hoje.


E a “estrela” chega à loja…

Bom, o caso é que o Neto nos pediu que a bicicleta fosse restaurada com máximo de originalidade possível, ou seja, mantendo os conceitos ciclísticos clássicos utilizados na década de 50.

Logo percebemos que esta era uma missão para o Mario Canna e o Leandro Valverdes, da recém inaugurada loja/oficina Ciclo Urbano, localizada em São Paulo, na Vila Olímpia.

A bicicleta do Neto está tão original que ainda conserva uma placa de registro. Sim, você leu certo! Entre as décadas de 40 e 60, era obrigatório o emplacamento de bicicletas em território nacional. Elas tinham até um documento de registro, semelhante ao dos automóveis, inclusive (e obviamente) recolhendo taxas junto ao governo.


Notem o detalhe da placa. Na foto o Neto, o Leandro V. e o Zapella (esq/dir.) da Giro Courier.

Combinamos então um café na loja para ajustarmos as expectativas relativas ao projeto, bem como as possibilidades de restauração que, como vocês poderão acompanhar por aqui, é um processo extremamente complexo e artesanal.


Na foto o Zapella, o Mario Canna e o Neto

Este foi só o primeiro passo para a restauração desta bicicleta Husqvarna clássica. O Eu Vou de Bike vai acompanhar o processo de restauração por aqui, com fotos, detalhamento e dicas. Será uma espécie de diário desta restauração. O que vocês acham?

E aí, se animam a pedir aquela bicicleta antiga ao seu parente, que está tomada de poeira, para restaurá-la?


Comentário

  • Melhor coisa que alguém pode fazer é pegar uma bike clássica e restaurá-la. Acreditem, o resultado é incrível! Eu fiz isso com uma Schwinn Varsity, bike americana de meados de 70 e ficou sensacional. Uma pedalada suave, macia, embora a bike seja extremamente pesada, e muito resitente (todas peças originais estão zero bala até hj!). Pena que na época não conhecia o Canna e o Valverdes, mesmo assim o trampo foi de prima. PArabéns ao Neto pela escolha!

    Eduardo Dias bikecostelinha.wordpress.com
  • Que raridade. Incrível essa bicicleta. Estou curiosa para ver o resultado.

    Dominique Thomaz
  • [...] Para os que não acompanharam, confiram aqui [...]

    Eu Vou de Bike – Bicicletas, Lazer e Transporte Urbano » Notícias da Restauração da Husqvarna euvoudebike.com/2012/03/noticias-da-restauracao-da-husqvarna
  • GOSTARIA DE SABER ONDE VC MANDOU CROMEAR AS PECAS,- FLAF40@BOL.COM.BR

    carlos
  • Tenho uma dessas Husqvarna, mas acho que é mais antiga, a caixa de ferramentas é atrás da garupeira. Tem fotos no blog acima. Preciso de fotos para iniciar o restauro. Tenho também uma Phillips e uma Humber da mesma época, mas vou mexer depois. Podem me ajudar? Estou em Franca-SP.

    clovis larrabure francopedal.blogspot.com.br
  • Caro amigos parabéns pela publicação desta matéria em relação a baike Husgvarna, muito linda, acabei de adquirir uma Velorbis Churchill Baloon (Dinamarca), agora depois desta matéria, como conseguir uma para fazer parte de um início de coleção de baikes clássicas.

    Um abraço.

    Hudson Corrêa de Faria
  • Bom dia, uma bicicleta como esse não precisava de restauração. Tudo bem , ficou legal.

    mauricio de almeidamattos
  • amigo serviço de primeira fiquei imprecionado,preciso cromar peças de uma monark aro20,mas onde moro ninguem quer fazer,sou de sorocaba e estou precisando de alguem que crome essas peças pra mim,pode me ajudar?

    ademilson soares naotenho
  • Como fasso para adiquirir algumas peças de uma Phillips na qual o ano nao sei??

    João Vitor Motta
  • Parabéns pelo trabalho e pelo site.
    Bom saber que tem mais loucos nesse mundo que gostam de preservar o antigo.
    Estou com uma bike VICTORIA (com motor) e com uma placa de registro da Prefeitura de SP de 1957.
    Vc sabem me dizer mais detalhes sobre essa placa ??
    Vale a pena restaurar uma bicicleta dessas ??
    O valor investido (para mantê-la original) não é perdido ??
    Não quero restaura-la para ganhar dinheiro, mas também não quero investir e perder o investimento.
    Nunca se sabe o dia de amnahã.
    Atencisoamente,
    Abraço,
    Ricardo

    Ricardo Neukirchner
  • Gostei de acompanhar o processo de restauração. Ocorre que minha bicicleta é monark ano 1956 e aqui não há quem a restaure. Poderiam informar se há interesse em fazer o serviço? Trata-se de uma Monark “breque-de-pé”, como era chamada naquela época, cujo quadro, pés de vela, guidão e cubo traseiro ainda são originais. Trocados inadvertidamente foram os paralamas, o celim e os aros, se bem que sobre esses não tenho certeza. Sofreu reforma na minha ausência e perdeu a cor original. Aguardo resposta. Agradecido.

    tito livio bereta nãotenho
  • Boa noite, parabéns pelo trabalho, também gosto de bicicletas antigas e clássicas, tenho uma husqvarna masculina que era do meu avô, gostaria de reforma-lá na cor original mas não sei qual o vermelho usar, e também não sei se os cachimbo são na cor branca ou creme? Gostaria de saber se você pode me dar está informação.

    Eduardo Palmieri Trevizan
  • Parabens pelo trabalho rapazes, ficou uma obra de arte!!! Poderia informar onde fizeram o servico de cromagem? Pois aqui onde moro nao tem empresas ou pessoas especializadas neste servico.

    Jose Manoel
  • Qual o tel de contato

    Marcello R
  • O maior meio de locomoção da historia é a bicicleta alem de tudo muito bom pra saúde, adoro bicicletas minha vida sem foi em cima de uma, parabéns pelo post

    abs

    Fabio Assunção calvicezero.com

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