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Blog Vou de Bike

Postado em 9 de abril por gugamachado

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Afinal, o que são realmente todas estas “Ciclocoisas” ???

Recentemente estamos acompanhando na cidade de São Paulo um caloroso debate sobre a implementação do sistema cicloviário. No momento este já passa de 200 kms, e a expectativa é que chegue a 400 kms nos próximos anos.

Polêmicas a parte, nos últimos tempos acabamos tomando contato com vários termos mais “técnicos” referentes a este sistema, porém, apesar de muito semelhantes, contém diferenças bem significativas entre si, que podem deixar dúvidas até nos ciclistas mais experientes.

Tivemos acesso a este plano cicloviário, e assim, decidimos publicar exatamente a que estes termos se referem. Acompanhe a seguir:

São TIPOLOGIAS DE TRATAMENTO cicloviário:

Os tratamentos cicloviários classificam-se em:

Ciclovias – Pista de uso exclusivo de bicicletas e outros ciclos, com segregação física do tráfego lindeiro motorizado ou não motorizado, com sinalização viária, podendo ter piso diferenciado no mesmo plano da pista de rolamento ou no nível da calçada.

  • Ciclovia unidirecional: é a ciclovia com um único sentido de circulação.
  • Ciclovia bidirecional: é a ciclovia com sentido duplo de circulação.

Ciclofaixas – Faixa de rolamento de uso exclusivo à circulação de ciclos, com segregação visual

  • do tráfego lindeiro, podendo ter piso diferenciado no mesmo plano da pista de rolamento.
  • Ciclofaixa unidirecional: é a ciclofaixa com um único sentido de circulação.
  • Ciclofaixa bidirecional: é a ciclofaixa com sentido duplo de circulação.

Ciclorrotas – Sinalização cicloviária específica em pista de rolamento compartilhada com os de- mais veículos, onde as características de volume e velocidade do trânsito na via possibilitam o uso de vários modos de transporte a necessidade de segregação. Este conceito deve ser aplicado obedecendo ao princípio da continuidade e orientação, especialmente em complementação às ciclovias e ciclofaixas.

Calçadas compartilhadas e partilhadas – O CTB (Art. 59) prevê que a circulação de bicicletas nas calçadas é permitida “desde que autorizada e devidamente sinalizada pelo órgão ou entidade com circunscrição sobre a via”. Sem que haja prejuízo do conforto e da segurança de pedestres e cadeirantes, é possível utilizar as calçadas de duas formas na rede cicloviária:

  • Calçada Compartilhada: espaço comum para a circulação de bicicletas, pedestres e cadeiran- tes, devidamente sinalizado.
  • Calçada Partilhada: espaço exclusivo para circulação de ciclos sobre a calçada, com segre- gação visual do tráfego de pedestres, podendo ter piso diferenciado no mesmo plano, devidamente sinalizado. As calçadas partilhadas equiparam-se às ciclofaixas, porém na calçada.

Esperamos com isto ter esclarecido ao menos as terminologias relativas a todas estas “ciclocoisas”!!!!

E que venham mais!


Postado em 11 de outubro por gugamachado

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Podcast EuVoudeBike – Episódio #168

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EVDB # 168

No mês de setembro aconteceu em São Paulo o  1º Seminário da Frente Parlamentar em Defesa da Mobilidade Humana. Nas próximas semanas vamos postar por aqui os audios das palestras, para que vocês possam tomar conhecimento do que tem se discutido em termos de mobilidade humana e políticas públicas na cidade de São Paulo.

Continuando, vamos ouvir sobre os trabalhos propriamente ditos da Frente.

No Grupo de Trabalho que falou sobre o Orçamento, tivemos a participação como moderador do vereador Police Neto, e a exposição de Gabriel di Piero, diretor da Associação CicloCidade que também é representante do GT Juventude da Rede Nossa São Paulo.

Na sequência, quem se apresentou foi o GT que falou sobre Consolidação da Legislação que teve como moderador o vereador Nabil Bonduki e como expositores o Daniel Guth, que é fotógrafo e consultor na área de mobilidade urbana, foi coordenador de implantação das ciclofaixas de lazer, viabilizou o mapeamento das ciclorrotas de SP e coordenador do Programa Escolas de Bicicleta;  e do
Carlos Henrique Lopes que é administrador, com experiência em consultoria a micro e pequenas empresas. Cientista político, colaborador da Ciclocidade, engajado nos projetos de política pública de mobilidade por bicicletas.

Finalizando este audio, tivemos o tema “Gestão da Política Municipal de Mobilidade por Bicicletas”, que tratou de como a cidade de São Paulo vem articulando as diversas iniciativas de implantação e gestão da mobilidade por bicicletas e  quais são as perspectivas para o estabelecimento definitivo de redes cicloviárias e políticas de fomento que atendam e estimulem o uso de bicicletas na cidade.
Como moderador. tivemos o vereador Floriano Pesaro, e como expositores: o Dr. Gustavo Partezani, que é Diretor da SP Urbanismo, e o Ronaldo Tonobohn – da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET)

Para nós, este foi um momento histórico no sentido do comprometimento do poder público com melhores e mais eficazes políticas cicloviárias!

Vamos acompanhar!

Atenção: pedalar no trânsito com fones de ouvido é perigoso e deve ser evitado, mas em ciclovia reservada apenas para bicicletas, como a da Marginal Pinheiros em São Paulo ou a de Santos, por exemplo, pode ser bem estimulante, desde que o volume do audio não impeça a audição do meio ambiente.

 


Postado em 29 de maio por gugamachado

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Conheça a Ciclomidia

paraciclo instalado no “The Fifities” da Vila Olímpia

Nesta semana entrevistamos o Eduardo Grigolleto, da empresa Ciclomidia, que vem contribuindo em muito com o uso da bicicleta como meio de transporte na cidade de São Paulo.
Foi uma entrevista muito proveitosa, e trouxe muito do pensamento como nós aqui do EVDB tratamos esta questão! Muito obrigado, Edu, por dividir conosco seu tempo e sua sabedoria!!!!

- Há quanto tempo a Ciclomídia foi lançada?
Acabamos de fazer 2 anos de vida!

- Como surgiu a idéia da Ciclomídia?
A ideia central do negócio surgiu quando eu passei a usar a bicicleta como meu principal meio de transporte para ir ao trabalho e para resolver coisas do dia-a-dia, como ir ao banco ou realizar pequenas compras. Como eu já estava saturado do trânsito de São Paulo e com as condições precárias do transporte público, resolvi usar a bicicleta como alternativa. Esse movimento foi algo realmente transformador em minha vida, pois além dos benefícios físicos a bicicleta me fez enxergar e viver a cidade de São Paulo de uma maneira totalmente diferente.

Apesar de a cidade oferecer pouquíssima estrutura para o ciclista, ver bicicletas nas ruas de São Paulo é cada vez mais comum. E uma das grandes dificuldades desses ciclistas, ao contrário do que muitos pensam, não é somente a questão de se locomover no trânsito de uma cidade grande, mas sim onde estacionar suas bicicletas ao chegarem em seus destinos. A maioria dos estabelecimentos e empresas não dispõe de um local adequado e não sabem como atender o ciclista ou como lidar com a situação.

Passando por essa dificuldade diariamente e vendo o aumento considerável de pessoas passando a usar a bicicleta, e também cada vez mais iniciativas de estímulo ao uso da bicicleta, comecei a enxergar que esse ”problema bom” de estacionamento de bikes seria cada vez maior, e foquei nisso. Já existem “N” iniciativas de incentivo ao uso da bicicleta, o que é ótimo, mas depois que a pessoa passa a fazer essa opção pela bicicleta onde ela vai estacioná-la?

Criei então produtos e serviços para ajudar a resolver essas questões e hoje, além de adequar os locais, nosso trabalho envolve também a promoção desses estabelecimentos como locais “Bike Friendly”. E acabamos também sendo consultores para eles nas questões que envolvem as bicicletas em seus negócios.

 

Serviço de “bike valet” na Adventure Sports Fair/2013

- Qual o principal objetivo da Ciclomídia?

O principal objetivo da Ciclomídia é disseminar essa visão de que o ciclista é um cidadão e um consumidor também. Nossa missão é fazer as empresas, estabelecimentos comerciais, eventos, etc enxergarem isso e se preocuparem em receber bem essas pessoas que chegam em seus estabelecimentos de bicicleta pois eles também merecem ser bem recebidos e bem tratados como qualquer outra pessoa.

Um estabelecimento que não vê isso dessa forma hoje, está perdendo dinheiro – simples assim! Pois este “consumidor sobre duas rodas” irá onde é bem recebido com sua bicicleta. Esses ciclistas têm um perfil de alta fidelização por esses lugares onde os recebem bem.

Uma empresa que não vê isso e não incentiva seus funcionários que optam por ir trabalhar de bicicleta, está também deixando de economizar com saúde, pois essas pessoas se tornam bem mais saudáveis e também faltam menos. Além disto, está deixando de ter funcionários mais produtivos e bem humorados, e até mesmo mais pontuais, pois o próprio desafio intermodal realizado anualmente mostra que a bicicleta é o meio de transporte mais eficiente hoje na cidade de São Paulo.

- Na opinião de vocês, qual o perfil do público que tem adotado a bicicleta como meio de transporte?

Pelo que vemos na ruas são pessoas dos mais variados perfis, mas o que todos tem em comum é a busca de uma forma alternativa e eficiente de transporte, e que acabaram encontrando isso na bicicleta. O trânsito saturado, os transportes coletivos superlotados, caros e de péssima qualidade também estão fazendo as pessoas procurarem outras alternativas, eu conheço muita gente que além das bicicletas estão indo trabalhar até de skates e patins!

Paraciclo do tipo “U Invertido”

- Falando mais especificamente, o que podemos fazer para prevenir o furto de bikes?

Previnir o furto é uma conjunção de fatores. Primeiro, um paraciclo ideal para estacionar a bike, que é o U invertido, pois ele permite que se trave a bicicleta prendendo pelo quadro e rodas, o que dificulta bastante o furto.

Boas travas também são essenciais – o ideal é ter sempre 2 tipos de travas diferentes pois na maioria das vezes o gatuno está com a ferramenta para romper um tipo de trava. Eu recomendo sempre o uso de uma boa trava U-lock pois ela é bem difícil de ser quebrada. E, com mais um acessório que é um cabo de aço, ainda permite que você trave até mesmo o selim da bile. A combinação de 2 sistemas diferentes é sempre um boa estratégia.

A localização dos paraciclos também é super importante. Quando vamos instalar em nossos clientes, sempre orientamos a colocarem num local com boa visibilidade e iluminação.De preferência com fluxo de pessoas por perto, pois o movimento inibe o ladrão.Afinal, ele nunca sabe se alguma daquelas pessoas chegando perto é o dono da bike. Colocar os paraciclos naqueles cantos “obscuros” é um grande erro.

- O que falta nas grandes cidades brasileiras para terem mais adeptos da bicicleta como meio de transporte?

Isso é uma soma de fatores.

Na minha opinião o principal fator é a falta de respeito entre todos. Se as pessoas se respeitassem mais, já teríamos um cenário bem melhor do que temos hoje.

Podemos somar nessa conta a falta de estrutura e planejamento para quem se desloca por bicicletas, tais como ciclovias, ciclofaixas, ciclorrotas, etc. Faltam também sinalização vertical e de solo.
Falta promover também a integração entre os modais de transporte. Hoje temos a cultura de pensar em sair do ponto A e chegar no B usando um modal. A bicicleta não é a solução definitiva para o trânsito, mas faz parte dela e na minha opinião, a integração entre os modais é fundamental. Se os terminais de trens, ônibus e metrô implementassem bicicletários, por exemplo, já seria um ótimo incentivo e tenho certeza que com grande demanda de usuários. Veja o caso do bicicletário de Mauá, por exemplo.

Campanhas educacionais para motoristas, ciclistas e pedestres promovendo o conhecimento de todos os direitos e deveres de cada um e o respeito entre todos é fundamental.

Uma coisa que está impressa em nossa sociedade são os preconceitos. Esta visão de que quem usa transporte público ou bicicletas não é uma pessoa bem sucedida e que ter um carro é um símbolo de sucesso é muito comum, principalmente em nosso país. Porém, ela já não cabe mais nos dias de hoje. Com o passar do tempo, estamos vendo que isso não é verdade, tanto que pesquisas já apontam o desinteresse dos jovens por automóveis, o que começa a preocupar as montadoras. Quebrar esses paradigmas ajudam muito na construção de uma cidade e de uma sociedade melhor também.

E infelizmente não dá pra não citar o que eu acho que está entre as principais causas que é a impunidade e morosidade do nosso sistema judiciário. Hoje nosso trânsito mata mais que muitas guerras, motoristas, pedestres, ciclistas, skatistas e há uma visao comum na justiça que trata essas mortes como “acidentes” quando não como deveriam ser tratadas desta maneira. Deveriam ser sim tratadas como crimes.

Você vê que a maioria das pessoas que cometem crimes bárbaros de trânsito nunca são presas. E quando são, ficam pouquíssimo tempo até seus advogados conseguirem com que paguem uma fiança e respondam um processo em liberdade. E, quando condenadas, têm penas ridículas como pagamento de cestas básicas e prestação de serviços comunitários.

- Finalizando, quais são suas dicas para aqueles que adotaram a bicicleta como estilo de vida?

Que aproveitem sua escolha! Usando a bikes ficamos mais livres, felizes, saudáveis, sociáveis, temos um acesso e uma visão melhor da cidade e das pessoas, então curtam isso todos os dias quando estiverem pelas ruas.

Quanto mais fazemos isso, mais à vontade e integrados nos sentimos nas ruas. Então a principal dica é também não relaxar totalmente da segurança, ande sempre ligado com o que acontece ao seu redor, ocupe seu espaço, sinalize suas intenções, interaja com os motoristas e pedestres, respeite as regras de trânsito e curta a vida!


Postado em 11 de outubro por Eu Vou de Bike

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São Paulo tem ciclovia e ciclofaixa de lazer ampliadas

Os jornais de São Paulo trazem duas boas notícias nesta quinta-feira para quem pedala na cidade. No Estadão, ficamos sabendo que a ciclovia da Avenida Brigadeiro Faria Lima será prolongada e chegará ao Parque Villa-Lobos.

A ciclovia irá passar por toda a Avenida Faria Lima, atravessará o Largo da Batata e a Pedroso de Morais, passará pela Praça Panamericana e chegará ao parque. Vale lembrar que isso será uma ciclovia mesmo, fixa, e não uma ciclofaixa de lazer instalada apenas aos domingos.

Segundo o Estadão, a promessa de ciclovia na Avenida Brigadeiro Faria Lima é de 1995 e o projeto previa a ligação da Ceagesp, na Vila Leopoldina, zona oeste, até o Shopping Morumbi, na zona sul, passando pelo Parque do Ibirapuera e pela USP. Isso ainda não aconteceu e não há previsão para que aconteça tão cedo.

A outra boa notícia é a ampliação da ciclofaixa de lazer de São Paulo na região central. Segundo a Folha de S. Paulo, a ciclofaixa será ampliada para outros locais do centro e interligada ao parque do Ibirapuera.

Em um primeiro momento, já a partir deste domingo (14), a ciclofaixa vai chegar à Praça Dom José Gaspar. No outro domingo, 21 de outubro, a ciclofaixa será ampliada até a Praça Roosevelt.

No começo de novembro, a interligação será feita até o Parque da Luz. Em 11 de novembro, a ciclofaixa será ligada do centro ao Parque do Ibirapuera. Partindo da avenida Paulista, a ciclofaixa seguirá pela rua Vergueiro e avenidas Domingos de Morais, Jabaquara, Indianópolis e República do Libano até o parque. Veja os mapas

São notícias como essas que nos animam a lutar cada vez mais por mais respeito ao ciclista, mais ciclovias, ciclofaixas, ciclorrotas e convivência pacífica com motoristas e pedestres!


Postado em 13 de setembro por gugamachado

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Vereador de SP se declara Pró-Bicicleta

Aqui no EVBD nós acreditamos que o aumento na utilização da bicicleta como meio de transporte de forma eficaz e consistente necessariamente passa pelo poder público.

E em ano de eleições, nada melhor do que pesquisar e apoiar quem é a favor de nossos ideais. O poder Legislativo, infelizmente costuma ser relegado a segundo plano, e isto é um grande erro, uma vez que sem este, o poder Executivo pouco pode produzir.

Neste sentido, iniciamos uma série de entrevistas com candidatos a vereador por São Paulo que se declaram a favor das bicicletas, e que, acima de tudo, tenham uma história de compromisso com esta plataforma.

Nesta semana estivemos com o atual vereador Gilberto Natalini, que nos concedeu uma entrevista bem produtiva, deixando bem claro o seu ponto de vista sobre o assunto.

Acompanhem na sequência:

EVDB: Após os avanços que tivemos na cidade de São Paulo, qual é o próximo passo para inserir cada vez mais a bicicleta como meio de transporte na capital?

G.N.: Avançamos muito, mas o Brasil ainda é o país do automóvel, precisamos avançar muito mais, e isso é um grande desafio. Precisamos primeiramente mudar a cultura do nosso país, criando uma cultura para a bicicleta, depois precisamos pensar em ampliar a infraestrutura cicloviária, fazendo cliclovias que tenha interligação com CPTM e Metrô, para que as pessoas possam utilizar para ir trabalhar. Também precisamos avançar com relação a educação no trânsito, os motoristas precisam conhecer melhor as leis e respeitá-las.

EVDB: Como a Prefeitura pode trabalhar com o governo do Estado para implementar a instalação de bicicletários em todas as estações de Metrô e Trem, durante todo o horário de funcionamento das estações? Essa proposta é viável?

G.N.: Essa proposta é viável e indispensável. Já temos 22 bicicletários na CPTM e 16 no Metrô, já avançamos bastante e contem comigo para avançar mais.

EVDB: A Ciclofaixa de Lazer em São Paulo é um sucesso de público e mostra que a demanda é enorme. Não está na hora de começarmos a estudar a viabilidade de ciclofaixas permanentes?

G.N.: A Ciclofaixa de Lazer, criada através da lei do então vereador Walter Feldman e implantada por ele, quando Secretário de Esportes é um sucesso, milhares de pessoas passam por ela aos domingos, certamente precisamos torná-las ciclofaixas permanentes, para uso diário, existia uma promessa de aumentar mais um dia da semana, a proposta é ousada, pois mexerá bastante com o trânsito da cidade, pelo menos num primeiro momento acredito que o trânsito ficará mais caótico, depois certamente vai melhorar, pois muitas pessoas deixarão os carros em casa, para ir trabalhar de bicicleta. A CET já está estudando essa questão e contem com o meu apoio para levar o assunto adiante.

EVDB: O senhor participou da COP-15, em 2009, e viu como funciona o uso de bicicletas em Copenhague. Que ideias que São Paulo poderia importar para incentivar as bicicletas por aqui?

G.N.: Acho que poderíamos pensar em criar um órgão especial para mobilidade humana na cidade, estruturar o plano cicloviário no município, ampliando as ciclovias, ciclorrotas, ciclofaixas, bicicletários, paraciclos, vias de tráfego compartilhado …Além de melhorar a infraestrutura de integração de transporte de média e alta capacidade, principalmente trem e metrô.

EVDB: A Lei 13.995, de 10 de Junho de 2005, prevê a criação de estacionamento de bicicletas em locais de grande afluxo de público, como mercados, hospitais, igrejas, museus, shoppings, etc. Como melhorar a fiscalização desta lei? É possível ampliá-la para incluir grandes prédios de escritórios, especialmente em regiões com alto índice de trânsito, como Itaim, Paulista, Berrini?

G.N.: A partir do momento que ganharmos os governos para o uso da bicicleta, essa lei será regulamentada naturalmente, isso é a mudança da cultura, é educação no trânsito. Aí todos os locais públicos ou privados terão que ter estacionamentos para bicicletas, assim como a maioria dos locais tem estacionamento para motos. Isso certamente será natural.

EVDB: Como o Sr. relaciona o seu mandato e suas atividades majoritariamente voltadas à sustentabilidade com a mobilidade por bicicletas?

G.N.: Defendo na Câmara dos Vereadores, recursos do orçamento da Prefeitura para a mobilidade por bicicletas, principalmente para projetos e obras cicloviárias, além de ajudar o nosso candidato José Serra a alcançar a meta de 400km de infraestrutura para bicicleta. Sou um vereador, defensor da causa ambiente, por uma SP mais Sustentável; tenho projetos importantes como  Água de Reuso, que já economizou bilhões de litros de água potável,  Conferência de Produção Mais Limpa e Mudanças Climáticas, que esse ano reuniu mais de 4000 pessoas no Memorial da América Latina.

EVDB: Qual vai ser sua prioridade, caso eleito, com relação ao uso da bicicleta como meio de transporte na cidade?

G.N.: Eu apoio a criação do Órgão Especial para mobilidade humana, a partir daí poderemos realizar diversos estudos e avançar na questão do uso da bicicleta como meio de transporte em SP, de forma coerente.


Postado em 9 de agosto por Eu Vou de Bike

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A evolução das vias cicláveis de Portland

A cidade de Portland (EUA), como já falamos aqui, é um ótimo exemplo de cidade que se preocupa com a bicicleta como meio de transporte. E essa preocupação não surgiu de um dia para outro, ela veio se consolidando ao longo dos últimos 30 anos. Ou seja, independente do prefeito no cargo, a política pública relacionada à bicicleta não foi alterada.

Para mostrar como foi a implantação de vias cicláveis – ciclofaixas, ciclovias, ciclorrotas – na cidade, o site Bike Portland divulgou um mapa animado mostrando a construção dessas vias ao longo do tempo.

No vídeo abaixo, as vias rosa mostram as vias que estão fora do sistema viário (parques, trilhas, etc). As vias verdes são os chamados ‘bike boulevards‘, um tipo de rua com certas restrições para veículos (algo parecido com a ideia de ciclorrota). As vias azuis são as ciclovias e ciclofaixas. Dá só uma olhada na evolução!

A cidade, que tem 500 mil habitantes, conta com cerca de 15 mil pessoas que se locomovem exclusivamente usando a bicicleta, um número ainda pequeno, mas impressionante se considerarmos a cultura das cidades americanas, exclusivamente voltada aos carros.

De acordo com a Bicycle Transportation Alliance, uma organização que incentiva o uso de bicicleta em Portland, cerca de 2,1 milhões de quilômetros são rodados mensalmente pelos ciclistas da cidade, uma marca impressionante.

O que explica essa predisposição à bicicleta em um país que sempre priorizou os veículos? Além de Portland não ser muito grande, o que ajuda nas locomoções de bicicleta, a cidade conta com uma infraestrutura espetacular para os ciclistas. Paraciclos em cada esquina, estações de aluguel de bicicletas, ônibus que levam as bicicletas em racks instalados na frente do veículo, limite de velocidade reduzido na maioria das ruas… Além de, é claro, a implantação da via cicloviária que você viu no vídeo acima!

Ou seja, a cultura da bicicleta pode muito bem ser criada em uma população que não estava acostumada com a bicicleta como meio de transporte. Basta dar estrutura e segurança para o ciclista, que a demanda reprimida sairá às ruas para pedalar.

Veja no vídeo abaixo um pouco mais sobre a bicicleta na cidade de Portland. Como diz o vídeo, “o jetpack já existe. É a bicicleta. Nós somos uma cidade de 20 minutos. Nenhuma loja de donut é longe o bastante. Todos os horários de compromissos são fáceis de ser cumpridos”.

- Via TreeHugger
- Foto por Steven Vance


Postado em 7 de agosto por Eu Vou de Bike

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GPS para ciclistas disputa concurso do Google

O Google lançou um concurso para patrocinar uma ideia inovadora, e entusiastas da bicicleta como meio de transporte estão competindo com a proposta de criação de um aplicativo de GPS para smartphones voltados para os ciclistas.

Segundo seus criadores, Lucas Dranka e Eric Cesani, o app seria um pouco diferente dos que já existem atualmente, como o Garmin e o Endomondo, porque ele iria traçar rotas levando em consideração as vias cilísticas – ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas – além de mostrar pontos de interessa para os ciclistas, como bicicletarias, paraciclos, bicicletários.

“O objetivo principal desse projeto é tornar seguro o deslocamento do ciclista e fazer com que ele conheça todas as ciclovias da cidade e quais os melhores caminhos para se usar. Um objetivo secundário é o incentivo ao uso da bicicleta como meio de transporte alternativo”, afirma a dupla de criadores do projeto.

Segundo Eric e Lucas, o projeto surgiu em 2011 em Curitiba, capital do Paraná, após uma pesquisa mostrar a precariedade das vias ciclísticas da cidade. Agora, o projeto disputa o Google Creative Sandbox, concurso que vai financiar um projeto bacana usando os recursos do Google.

Se você curtiu a ideia de Lucas e Eric, vá até a página do Google Creative Sandbox e vote no projeto!

Foto no Flickr de Eyeline-Imagery


Postado em 26 de julho por Eu Vou de Bike

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Dinamarca investe em “rodovias” para bicicletas

Enquanto no Brasil a gente ainda discute se as ciclovais são viáveis ou não e se as ciclofaixas contribuem para o aumento do uso da bicicleta como meio de transporte, a Dinamarca já planeja até ‘rodovias’ para bicicletas.

As chamadas Cykelsupersti são longas ciclovias que ligam as áreas mais afastadas de Copenhague ao centro da capital dinamarquesa. Segundo reportagem do New York Times, as ‘rodovias para bicicletas’ são longos caminhos pavimentados (com mais de 20 km de extensão) sem interrupções ou cruzamentos. Essas ‘rodovias’ se interligam com ciclofaixas e ciclorrotas no centro da cidade.

A primeira ‘rodovia para bicicletas’ na região de Copenhague foi inaugurada em abril, e ao menos 26 devem ser construídas nos próximos meses. A ideia é fazer com que as pessoas que moram a até 25 quilômetros do centro de Copenhague deixem o carro em casa e usem a bicicleta – em conjunto com o sistema de trens e metrô – para chegar ao centro da capital.

O foco do projeto é atingir a pessoa que mora mais afastada do centro, que geralmente usa o carro ou o transporte público para ir até a cidade. As ‘rodovias para bicicletas’ são bem parecidas com as estradas para veículos – bem asfaltadas, bem sinalizadas, bem iluminadas e sem interrupções. No total, as ‘rodovias’ cruzam 20 cidades localizadas na região de Copenhague.

“Um ciclista comum pedala cerca de 3 a 5 quilômetros para o trabalho. Nós apenas pensamos em como fazer com que as pessoas fizessem percursos mais longos”, afirmou Brian Hansen, do departamento de tráfego de Copenhague, ao The New York Times.

E sabe quanto custou esse projeto todo? Segundo o site da Cykelsupersti, os 300 quilômetros espalhados em 26 ‘rodovias’ custam apenas US$ 2,12 milhões de dólares! Barato e eficaz, não?

Veja no vídeo abaixo uma propaganda da ‘rodovia para bicicletas’ da Dinamarca:


Postado em 25 de abril por Eu Vou de Bike

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Mais estrutura = mais ciclistas!

Nós já mostramos aqui que as cidades que oferecem mais infraestrutura para os ciclistas, como ciclofaixas e ciclovias, acabam atraindo mais adeptos a essa modalidade de transporte. É o que está acontecendo em Nova York e é o que comprova um estudo de John Pucher e Ralph Buehl, da Universidade de Rutgers, de Nova Jersey.

A pesquisa, intitulada “Pedalando para o trabalho em 90 grandes cidades americanas: novas evidências do papel de ciclofaixas e ciclovias” (ufa!), analisa a relação entre a presença de ciclovias e ciclofaixas e o número de ciclistas em cerca de 90 cidades dos Estados Unidos.

Sem surpresa nenhuma, os pesquisadores concluíram que as cidades com um maior número vias próprias para os ciclistas – ciclofaixas, ciclovias e ciclorrotas – têm um manior número de pessoas que vão para o trabalho de bicicleta.

De acordo com os pesquisadores, essa correlação existe independente de fatores como geografia da cidade, clima, condições socioeconômicas, preço da gasolina ou qualidade do transporte público. Ou seja, é possível concluir que essa correlação poderia existir aqui no Brasil e o número de ciclistas seria muito maior se a infraestrutura fosse mais abrangente.

Além disso, a pesquisa mostrou que cidades mais compactas, com menor número de proprietários de carros e mais estudantes tinham um maior índice de uso da bicicleta como meio de transporte para o trabalho.

É aquela velha história de que “se você construir, eles virão“, frase consagrada no filme “Campo dos Sonhos“, com Kevin Costner*:

O estudo completo de Ralph Buehler e John Pucher pode ser lido na íntegra (pdf em inglês) aqui!

- Via TreeHugger

* Opa, o filme é com Kevin Costner, e não com Mel Gibson, como falamos anteriormente


Postado em 20 de dezembro por Eu Vou de Bike

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Nova ciclorrota em SP liga parques da zona oeste

Uma nova ciclorrota começa a funcionar nesta terça-feira, 20 de dezembro, em São Paulo. A Ciclorrota da Lapa, com 18 quilômetros de extensão, vai ligar os parques Villa-Lobos e Água Branca, passando pelo Centro Educacional e Esportivo Edson Arantes do Nascimento (Pelezão), Sesc Pompeia e Palestra Itália, o estádio do Palmeiras.

De acordo com a Prefeitura de São Paulo, a escolha do percurso das ciclorrotas foi baseada no projeto desenvolvido pelo CEBRAP e proposto pela Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação e pelos pólos de interesse ciclísticos e de lazer existentes nas regiões onde estão sendo implantados.

O objetivo das ciclorrotas, segundo a Prefeitura, é incentivar o uso de bicicleta em viagens pequenas, restritas ao bairro onde estão situadas, em qualquer dia e horário. Com isso, pretende-se consolidar pequenos percursos, como idas ao comércio local, que são apropriados para serem feitos por bicicleta, desestimulando, com isto, o uso do automóvel.

Com a inauguração da ciclorrota da Lapa, São Paulo contará com cinco ciclorrotas em funcionamento (no Brooklin, em Moema, no Butantã, na Mooca e na Lapa). Juntas, elas têm cerca de 50 quilômetros de extensão. A ciclorrota da Mooca também é nova. Ela foi inaugurada na última semana, tem 8 quilômetros de extensão e liga o Centro Educacional da Mooca ao Sesc Belenzinho, na zona leste da cidade.

>> Veja no mapa do blog Vá de Bike, criado pelo ciclista Willian Cruz, a localização das ciclorrotas

O que é a ciclorrota?
A ciclorrota é uma via comum, compartilhada com carros, mas com sinalização especial. Não há separação física entre carros e bicicletas, como acontece nas ciclofaixas e cicloviais, mas a preferência é sempre do ciclista. A CET pinta no piso dessas vias bicicletas estilizadas no asfalto, para lembrar os motoristas da prioridade de quem está pedalando. Também são instaladas placas de alerta.

Torcemos (muito!) para que a expansão das ciclorrotas (e ciclofaixas) seja cada vez mais rápida na cidade, interligando vias de maior e menor movimento em todas as regiões de São Paulo, para que os ciclistas tenham cada vez mais opções seguras de compartilhamento da via pública.



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