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Blog Vou de Bike

Postado em 15 de agosto por gugamachado

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Transporte de bikes nos carros

O Contran (Conselho Nacional de Trânsito) publicou no Diário Oficial da União   já a algum tempo uma resolução que regulamenta o transporte das bikes em veículos. Quem deu a dica da notícia foi o José Inácio, lá no Twitter do @euvoudebike.

O transporte da bicicleta em veículos sempre foi uma área meio cinzenta no código de trânsito, sem uma definição específica. Agora, com a normatização do Contran, é possível saber exatamente qual é a regra para transportar sua bike em longas distâncias e na estrada.

A regulamentação publicada no Diário Oficial da União exalta as vantagens proporcionadas pelo uso da bicicleta. O texto diz:

“Considerando a conveniência de atualizar as normas que tratam do transporte de bicicletas nos veículos particulares.

Considerando as vantagens proporcionadas pelo uso da bicicleta ao meio ambiente, à mobilidade e à economia de combustível; resolve:
(…)
Art. 3º – A carga ou a bicicleta deverá estar acondicionada e afixada de modo que:
I- não coloque em perigo as pessoas nem cause danos a propriedades públicas ou privadas, e em especial, não se arraste pela via nem caia sobre esta;
II- não atrapalhe a visibilidade a frente do condutor nem comprometa a estabilidade ou condução do veículo;
III- não provoque ruído nem poeira;
IV- não oculte as luzes, incluídas as luzes de freio e os indicadores de direção e os dispositivos refletores; ressalvada, entretanto, a ocultação da lanterna de freio elevada (categoria S3);
V- não exceda a largura máxima do veículo;
VI- não ultrapasse as dimensões autorizadas para veículos estabelecidas na Resolução CONTRAN nº 210, de 13 de novembro de 2006, que estabelece os limites de pesos e dimensões para veículos que transitam por vias terrestres e dá outras providências, ou Resolução posterior que venha sucedê-la.
VII- todos os acessórios, tais como cabos, correntes, lonas, grades ou redes que sirvam para acondicionar, proteger e fixar a carga deverão estar devidamente ancorados e atender aos requisitos desta Resolução.
VIII- não se sobressaiam ou se projetem além do veículo pela frente.

(…)

Capítulo III
Regras aplicáveis ao transporte de bicicletas na parte externa dos veículos
Art. 8º A bicicleta poderá ser transportada na parte posterior externa ou sobre o teto, desde que fixada em dispositivo apropriado, móvel ou fixo, aplicado diretamente ao veículo ou acoplado ao gancho de reboque.
§ 1º O transporte de bicicletas na caçamba de caminhonetes deverá respeitar o disposto no Capítulo II desta Resolução.
§ 2º Na hipótese da bicicleta ser transportada sobre o teto não se aplica a altura especificada no parágrafo 2º do Artigo 5°.
Art. 9º O dispositivo para transporte de bicicletas para aplicação na parte externa dos veículos deverá ser fornecido com instruções precisas sobre:
I- Forma de instalação, permanente ou temporária, do dispositivo no veículo,
II- Modo de fixação da bicicleta ao dispositivo de transporte;
III- Quantidade máxima de bicicletas transportados, com segurança;
IV- Cuidados de segurança durante o transporte de forma a preservar a segurança do trânsito, do veículo, dos passageiros e de terceiros.

- Leia mais sobre a normatização do transporte de bicicletas em veículos no Observatório Eco

Tendo como base a normatização acima, podemos concluir que o melhor modo de transportar sua bike sobre quatro rodas é por meio da canaleta instalada sobre o carro.

Outro modo muito usado pelos ciclistas –  o rack na traseira dos veículos, pode prejudicar a visão do motorista, obstruir a identificação da placa do carro e ainda exceder a largura do carro. Em breve publicaremos algumas dicas práticas sobre o assunto.

Você tem alguma dica para transportar a bike? Deixe sua opinião nos comentários!

Aliás acompanhe as atualizações sobre o tema em nossos comentários! Valeu leitores amigos! Informação é tudo!!!


Postado em 8 de agosto por gugamachado

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17 idéias de “bike racks” incríveis!

É claro que todo bom ciclista, se pudesse, deixaria sua bike num “bunker” a prova de fogo, e ainda com guarda armada, tamanho amor e apego temos as nossas magrelas!!!!

Brincadeiras a parte, o site Coolist trouxe uma seleção bem legal de “racks” para guardarmos nossas queridas dentro de casa!

Veja se alguma destas idéias te atende!!!

Clug Bike Clip

 Delta El Greco Bicycle Ceiling Hoist

 

Velo Sock Indoor Bike Cover

 

SteadyRack

 

Michelangelo Two Bike Gravity Stand

 

Bike Valet

 

Cycloc Solo

 

Velo WallStirrups

 

Artifox Rack

 

Mikili SLÎT

 

Saris Cycle Racks Hottie

 

The BikeAll

 

Saris Parking Vertical Rack

 

Flat-Bike-Lift

 

Woodstick Iceberg Chestnut

 

Pedal Pod

 

Vadolibero Bike Shelf


Postado em 1 de agosto por gugamachado

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Pilates pode te ajudar na bike!

O método Pilates traz inúmeros benefícios para o corpo e a mente. Utilizando mais de 450 exercícios que proporcionam ao praticante uma aula sempre diferenciada e dinâmica, é também uma atividade onde o impacto nas articulações é ausente.

Com cerca de 10 aulas, já é possível perceber mudanças. As cinco principais vantagens são:

1-) Fortalece a musculatura do corpo todo, principalmente a abdominal e a musculatura de sustentação da coluna, eliminando dores e alinhando a postura, muito comuns em longos pedais! ;

2-) Desenvolve a flexibilidade, a elasticidade muscular e a mobilidade articular;

3-) Estimula um melhor equilíbrio, coordenação e consciência corporal;

4-) Melhora a capacidade cardiorrespiratória e o desempenho sexual;

5-) Alivia problemas relacionados ao estresse, diminuindo a tensão e a fadiga.

Para praticar o pilates você deve ter no mínimo dez anos de idade, e não tem idade máxima. Os profissionais devidamente habilitados podem atender desde pessoas com limite de mobilidades e sedentários até atletas de alta performance.

O pilates pode se encaixar como programa de reabilitação, condicionamento físico, como também para em casos de doenças crônicas como: hérnia de disco, osteoporose, artrite e problemas de circulação.

Dentre as diversas situações em que o Pilates pode proporcionar melhorias, as mais frequentes são:

- Em idosos: recupera funções motoras perdidas, contribui na manutenção da pressão arterial, calcificação óssea, reestruturação postural, recuperação do controle das funções orgânicas e autonomia para o desenvolvimento das tarefas do dia a dia.

- Em gestantes: para facilitar o parto ou recuperar a forma física no pós-parto, fortalecer os abdominais e os músculos pélvicos, que ajudam no tratamento da incontinência urinário. Alterações na postura, (como cifose, escoliose e lordose), contribuindo para combater sua progressão e até melhorar as condições da mesma.

- Também pode ser associado a programas de condicionamento cardiorrespiratório de alta intensidade e programas de perda de peso.

Atualmente temos o “personal pilates”, um profissional capacitado para ir a sua residência, academia ou no seu trabalho para lhe atender com todo o conforto e comodidade.

Lembre-se: antes de praticar qualquer atividade física procure um médico para uma avaliação de seu estado geral e, sempre que possível, esteja acompanhado de um profissional de atividade física.

Agradecemos ao professor Rafael Alberti Roverso* pelo artigo acima!

* Licenciado e Bacharel em educação física, especialista em saúde e qualidade de vida, Experiência em prescrição de atividades física, em elaborar atividades de acordo com a necessidade individual de cada um. Personal Trainer, tem atuado em parques, academias, empresas e residências.

Rafael Roverso
CREF 141112-G/SP
cel: 11 9957-13386
Email: rsesportivaassessoria@gmail.com

 


Postado em 18 de julho por gugamachado

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Saiba tudo sobre alongamento muscular!

Antes ou depois das atividades físicas? Pode ser feito por todos? Fisioterapeuta Bernardo Sampaio tira as principais dúvidas sobre o tema.

 

Ao praticar atividades físicas, sempre se ouve falar sobre a necessidade de “alongar” antes da realização dos exercícios de maior impacto, mas será que todos sabem o porquê e a importância dessas “preliminares”?

O alongamento se dá pelo estiramento dos tecidos do corpo, afastando o músculo de um ponto ao outro, com o objetivo de dar mais agilidade, aumentar a amplitude do movimento muscular e da elasticidade.

Isso acontece, pois fisiologicamente o alongamento baseia-se num efeito neurofisiológico que envolve o reflexo de estiramento. O efeito final é o relaxamento do músculo e a melhora da flexibilidade do mesmo.

Entretanto, a importância do alongamento ainda é um tema amplamente discutido, pois as evidências científicas são controvérsias em relação aos benefícios de prevenção e recuperação muscular por exemplo. Existem indícios que têm demonstrando efeito em curto prazo.

Quando se deve fazer o alongamento?

Antes ou depois de atividade física? Como muitos pontos em relação ao alongamento, a resposta ainda fica em cima do muro. O que sabemos até então é que estudos mostram que há uma redução na capacidade de força isométrica do músculo logo após alongamento intenso, predispondo a uma menor eficiência e reduzindo o desempenho na prática esportiva, principalmente em corridas.

Portanto alongamentos severos ou de alta intensidade que antecedem a prática esportiva não apresentam benefícios como forma de aquecimento.

Após a atividade física o alongamento provoca pequeno benefício nas dores musculares e na recuperação das mesmas. A recuperação pós atividade deve ser feita gradualmente com outras intervenções ativas ou passivas. Isto não nos diz que é contraindicado, mas sim não a única solução como acreditava-se. Por hora, após atividade física alongamentos leves podem sim trazer um leve benefício e conforto para a musculatura. 

Principais benefícios

Em resumo, os benefícios do alongamento em indivíduos que não apresentam patologias, como as neurológicas, por exemplo, são melhora da mobilidade em longo prazo de acordo com um programa de exercícios e relaxamento muscular momentâneo.

Indicações

O alongamento é indicado para pessoas que apresentam encurtamento muscular e falta de flexibilidade. Ele pode ajudar no relaxamento destes músculos e consequentemente treiná-los a “aumentar a capacidade” de estiramento.

Contraindicações 

Estão contraindicados alguns alongamentos para pessoas que apresentam alguma condição dolorosa, como por exemplo, dor ciática. Em muitos casos o alongamento dos músculos posteriores das pernas pode agravar o caso. Nestes casos de condições específicas é sugerido diagnóstico orientação profissional para cada caso em específico.

Dicas de exercícios

Alguns alongamentos básicos podem ser realizados diariamente como:

  • Segurar a cabeça com uma das mãos e levemente puxá-la levando uma orelha em direção ao ombro;
  • De pé com o joelho dobrado segurar o pé com uma das mãos e tentar flexionar um pouco mais o joelho;
  • Deitado de barriga para cima, mantendo as pernas esticadas, trazer um joelho de cada vez em direção ao peito enquanto a outra perna se mantém esticada;
  • Ainda de pé pode-se fazer o alongamento da “batata da perna” apoiando a ponta dos pés em um degrau e deixando o calcanhar se mover para baixo.

Obs.: manter cada repetição por 30 segundos.

Bernardo Sampaio é o fisioterapeuta responsável pela Unidade de Guarulhos do ITC Vertebral e do Instituto Trata. É também diretor regional da Associação Brasileira de reabilitação de coluna – ABR Coluna. Graduado pela PUC- Campinas e com formação em osteopatia clínica pela Académie de Thérapie Manuelle Et Sportive (Belgica), o profissional também possui especialização em fisioterapia músculo esquelética, aprimoramento em membro superior e oncologia ortopédica pela Santa Casa de São Paulo.

Saiba mais em: www.institutotrata.com.br e www.itcvertebral.com.br


Postado em 11 de julho por Eu Vou de Bike

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Camisas e pontuação do Tour de France

A 106ª edição do  Tour de France iniciou no dia 7 de julho com uma contra-prova individual em Bruxelas, e terminará com a fase dos Champs-Élysées em Paris, em 28 de julho. Um total de 198 pilotos de 22 equipes participam da prova, que este ano tem mais de 3.400 km!

Uma das grandes tradições do Tour de France é a possibilidade de os ciclistas usarem camiseta especiais de acordo com suas conquistas na prova.

Além de ser um motivo de orgulho pessoal, usar uma camisa diferente do resto do grupo também serve para facilitar na identificação dos ciclistas favoritos e/ou que estão nos primeiros lugares da classificação geral.

Veja abaixo uma explicação sobre o significado de cada camisa especial do “Tour de France”:

A camiseta amarela

A camiseta amarela (“maillot jaune”) é atribuída ao primeiro corredor em tempo individual na classificação geral e é a camiseta de maior prestígio no Tour de France. Ela foi criada em 1919, em referência ao papel amarelo do jornal L’Auto.

É atribuída calculando-se o tempo total gasto por cada corredor, isto é, adicionando-se os tempos de cada etapa. O corredor com o menor tempo é considerado o líder no momento, e, ao final do evento, é declarado o vencedor geral do Tour de France.

A camiseta verde

A camiseta verde (“maillot vert”) foi criada em 1953, em comemoração aos 50 anos do primeiro Tour de France, e é atribuída ao primeiro corredor na classificação individual por pontos (sprints). Ao final de cada etapa, ganham-se pontos quando se termina a etapa nos primeiros lugares. O número de pontos depende do tipo de etapa – mais pontos se a etapa for plana, um pouco menos se for intermediária, ainda menos se for de montanha e o mínimo em etapas contra o relógio.

Também atribuem-se uns poucos pontos ao corredor que alcança primeiro certos pontos intermediários, assim como um bônus em segundos para o concurso da camiseta amarela, mas são geralmente tão poucos que não representam muita coisa no resultado final. No entanto, têm um papel preponderante durante a primeira semana, antes das etapas de montanha, quando os corredores estão relativamente próximos na classificação geral.

A camiseta branca com bolas vermelhas

A camiseta branca com bolas vermelhas (“maillot à pois”) é atribuída ao primeiro corredor na classificação em etapas de montanha; no topo de cada montanha do Tour, atribuem-se pontos aos primeiros a chegar no topo.

As subidas são classificadas em categorias de 1 (mais difícil) a 4 (menos difícil) de acordo com seu grau de dificuldade, onde são levados em conta o declive e o comprimento da subida. Uma quinta categoria, chamada categoria especial, é reservada às montanhas ainda mais difíceis que as da primeira categoria.

O primeiro corredor em uma subida de quarta categoria recebe 5 pontos, enquanto o primeiro de uma subida categoria especial recebe 40. Em uma subida de quarta categoria, somente o 2° e o 3° colocados, além do primeiro, ganham pontos. Em uma subida de categoria especial, os 15 primeiros são recompensados.

Apesar de o melhor ciclista em montanha ser distinguido desde 1933, foi somente em 1975 que a camiseta branca com pontos vermelhos foi introduzida para identificá-lo. As cores foram decididas pelo patrocinador da época, Chocolates Poulain, para combinar com um de seus produtos mais populares.

A camiseta branca

A camiseta branca (“maillot blanc”) segue os mesmos critérios da camiseta amarela, mas somente disputada por corredores com idade máxima de 25 anos em 31 de dezembro do ano em questão.

A categoria, criada em 1975, introduzida como forma de reconhecer o desempenho dos ciclistas mais jovens, foi temporariamente extinta em 1998, mas novamente reintroduzida pouco tempo depois. Poucos são os competidores que se podem orgulhar de ter vestido as camisetas amarela e branca no mesmo ano.

Saiba mais sobre o Tour no site oficial do evento.


Postado em 13 de junho por gugamachado

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Como pedalar com a sua família!

Pedalar em família é uma grande diversão . Trata-se de um tempo precioso juntos , desfrutando de ar fresco e fazendo exercício .

E por isso as ciclofaixas de lazer são um sucesso de público, chegando a ter mais de 150.000 frequentadores por domingo, em São Paulo!

E o segredo para que esta atividade funcione bem é, literalmente, “pensar pequeno”.

Você deve limitar a distância a percorrer não em quilômetros, e sim em tempo, procurando realizar seu passeio entre uma ou duas horas, incluindo as paradas. Foque no proveito que seus filhos terão no passeio, e não somente no ato de pedalar, ou seja, pense nesta atividade como um passeio com seus filhos onde a bicicleta é uma das atividades, e não a única (e se você não conseguir pensar e agir assim, melhor pedalar sozinho!)

Planeje parar constantemente! Se houver uma pequena praça ou um parque com equipamentos infantis no seu caminho, isto pode revigorar e entreter muito as crianças pequenas. Um agradável café, uma lanchonete ou bar pode ser ideal para famílias mais adultas. Inclusive você pode até planejar um piquenique durante seu trajeto!

Normalmente as crianças menores precisam de mais paciência com elas do que de muito entretenimento. E como o objetivo é passear e se divertir, lembre-se que na bicicleta você pode parar quando quiser. Então pare assim que perceber cansaço nelas, e procure pedalar em velocidade baixa, destacando para as crianças algo interessante nas paisagens do trajeto.

Se os seus filhos aproveitarem o passeio, você também vai aproveitar. Então procure agradá-los! Muitas vezes as crianças estão muito mais interessadas no sorvete que elas vão tomar do que no cenário agradável. Um passeio prejudicado pelo mau tempo pode ser salvo por uma guloseima surpresa em alguma padaria.

Planeje sempre a sua rota! 

Você pode pesquisar e planejar a rota de seu passeio em websites, guias impressos e principalmente no seu smartphone. Se puder, tenha também a mão um mapa impresso em grande escala. Assim você pode não apenas traçar a sua rota com antecedência, como também usar o mapa para eventuais atalhos. E, se alguém estiver ficando cansado, o mapa ajuda você a mostrar a localização do grupo e dizer: “Olha, estamos quase lá. O almoço é logo depois desta rua”!. Você pode obter estes mapas junto ao órgão de turismo de sua cidade, ou mesmo imprimi-los a partir de websites.

Mesmo com um bom mapa em mãos, se possível, conferira a rota sozinho pedalando-a de antemão. Assim você saberá o que esperar com um nível de detalhe que nenhum mapa ou guia vai te proporcionar. Desta forma você saberá previamente onde fica o café mais agradável, o parque mais interessante para um piquenique ou mesmo o local mais apropriado para uma parada estratégica. E este conhecimento pode ser inestimável.

Se não houver ciclovias ou ciclofaixas de lazer reservadas em sua cidade, procure sempre pedalar por ruas sem trânsito, mesmo que elas tornem seu percurso mais longo. Estas ruas não só favorecem sua segurança, como também são bem menos barulhentas do que as grandes vias, favorecendo inclusive a comunicação entre o grupo.

Rotas “off-road” são ideais quando os seus filhos já pedalam suas próprias bicicletas. Estes caminhos podem estar até mesmo dentro de parques de sua cidade, tornando o passeio bem rico e variado. Só evite as grandes subidas e descidas, que podem acarretar cansaço ou mesmo acidentes.

Seja qual for o caminho que você escolher, não superestime o quão rápido ou quão longe sua família pode pedalar. Calcule uma velocidade média de 8 a 13 km/h, e inclua as paradas em seu cálculo. De posse destas informações, você pode estimar sua rota em termos de distância, lembrando também de prestar atenção na altimetria (relevo: subidas e descidas) do trajeto. Lembre-se de sempre nivelar “para baixo” suas expectativas, para evitar problemas de cansaço e perda de interesse do grupo.

Preparação pré- viagem

“Vamos parar? Meu bumbum está doendo!” Você com certeza não quer ouvir isso. Portanto, inicialmente verifique se todos estão com as vestimentas adequadas, se possível com roupas técnicas de ciclismo, principalmente aquelas famigeradas bermudas de lycra com “almofada” entre as pernas, que ajudam em muito a diminuir o desconforto no bumbum. Verifique também a posição do ciclista sobre a bicicleta com relação ao guidão, pedias e selim. Veja aqui  mais informações sobre o assunto.

Certifique-se de que todas as bicicletas estão em bom estado de funcionamento, verificando-as pelo menos na noite anterior – ou mais cedo, para evitar surpresas desagradáveis. Verifique se os pneus estão inflados corretamente, se todos os parafusos das partes móveis (rodas, guidão, pedais e demais partes) estão bem apertados, e se os freios e as engrenagens funcionam bem. Se você deixar para fazer este “check list” antes de sair, as crianças certamente se cansarão e podem se rebelar, estragando assim o passeio.

Lembre-se também dos equipamentos de segurança individual, tais como capacete, óculos de proteção e luvas. E no caso de transporte de crianças em sua própria bicicleta através de “cadeirinhas” apropriadas, verifique se a mesma está bem presa e ajustada a altura e peso de seu filho.

Como ciclista mais forte e experiente, você deve carregar toda bagagem – desde as jaquetas e demais itens de vestuário, até o kit de ferramentas e itens do piquenique. Distribua bem sua bagagem, e se possível, tenha cestos ou alforges de fácil acesso instalado em sua bicicleta, evitando mochilas. Assim quem transporta a carga é a bicicleta, e não você.

Não saia de casa sem:

- Abundância de bebidas! Água em garrafas de bicicleta é sempre  melhor, pois além de matar a sede, ela também pode ser usada para lavar as mãos ou a arrefecer o rosto.

- Barras de cereais , frutas, biscoitos, e guloseimas sem muita gordura e de fácil digestão. Sanduíches de peito de peru e queijo divididos em pequenos pedaços são altamente recomendáveis!

- Camadas extras de roupas! Jaquetas do tipo “corta vento”, casacos impermeáveis, e calças são bem aceitáveis, pois as vezes as condições climáticas mudam de repente e podem nos pegar literalmente de “calças curtas”!

- Roupas sobressalentes sempre, principalmente para as crianças!

- Kit de ferramentas para manutenções rápidas, bomba de pneus, kit de reparos de furos e câmara de ar reserva. O ideal são aqueles “canivetes” próprios para bike.

- Kit de “primeiros socorros”. Band-Aids, creme anti-séptico, analgésicos, bronzeadores com alto fator de protetor solar, lenços umedecidos e demais medicações de uso constante.

- Telefone celular e, principalmente,

- Distrações para as crianças, por exemplo bola de tênis, e bonequinhos do tipo “action figure”.

E, acima de tudo, leve seu espírito esportivo e todo seu clima de diversão!


Postado em 6 de junho por Eu Vou de Bike

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Aprenda a frear corretamente

Quando começamos a andar de bicicleta, uma das coisas que mais fazemos é frear! E, infelizmente, é uma das coisas que mais fazemos da maneira errada.

Frear corretamente e sem desgastar os componentes das bicicleta envolve muitas variáveis! Dentre essas variáveis estão o tipo de freio (“cantilever”, “v-brake”, a disco, entre outros), o tipo e a condição do terreno em que estamos pedalando (asfalto, terra, areia, etc), e o tipo de bicicleta que estamos conduzindo.

Não temos o objetivo de fazer uma discussão técnica sobre qual o tipo de freio é melhor ou mesmo técnicas utilizadas em ambiente competitivo. Nossa ideia é fornecer algumas dicas para que você possa otimizar esta tarefa rotineira e crucial para quem “vai de bike”!

Para obter uma boa frenagem, é necessário estar com os pneus em dia, bons freios (com boas “sapatas” ou bons discos, dependendo do caso), boas rodas e, principalmente, manter o conjunto sempre limpo e bem regulado. O posicionamento errado do conjunto de freios compromete a eficiência de todo o processo, qualquer que seja a qualidade das peças.

O ideal é frear sempre nas retas, para obter a maior tração possível do conjunto. A posição dos manetes dos freios deve estar sempre o mais próximo possível do avanço do guidão, pois o ideal é que nossos dedos estejam nas pontas dos manetes, e não no meio, pois com isto temos mais força de alavanca e, portanto, menos desgaste físico.


Posição ideal dos dedos no manete do freio

Em termos de terreno, o ideal é sempre dar prioridade para frear em terreno mais seco e firme. Ou seja, em dias de chuva ou garoa, devemos diminuir nossa velocidade e sempre procurar antecipar as reações dos outros veículos em nosso entorno. Se estiver pedalando na terra, escolha a parte mais seca do solo, com menos vegetação e umidade. Acredite: isto pode fazer toda a diferença entre “tomar um chão” ou não!

O excesso de frenagem também pode provocar acidentes. Procure olhar sempre para onde se está indo, o mais “para frente” possível. Isto diminuirá a sensação de velocidade pois ao olharmos mais perto de onde estamos, parece que estamos indo “muito rápido” e tendemos a frear mais.

Assim como nos veículos a motor, o ideal é trabalhar com as marchas e com a velocidade, freando o mínimo possível. Com a experiência, percebemos que cada lugar tem a sua velocidade. E, ao trabalharmos desta maneira, poupamos os componentes da bike.

A eficiência dos freios

Somente para referência, um bom conjunto de freios deve ser acionado, em situações normais, somente com um dedo, e nas emergências com dois dedos. Se você tiver que fazer maior esforço que este, provavelmente está com algum problema em seu sistema e o ideal é ir a uma oficina de sua confiança para resolver o problema.

Por incrível que pareça, o freio dianteiro é o mais eficiente para parar a bicicleta. Procuramos sempre trabalhar em média com 65% de apoio no freio dianteiro e 35% no freio traseiro. A importância de trabalhar os dois freios “em conjunto” é muito grande, pois, apesar do freio dianteiro ser o maior responsável por “parar” a bike, o freio traseiro é que fornece a “firmeza” no trajeto e na direção da bicicleta, e que também vai garantir a tração da bike para que o dianteiro possa atuar.

Devemos evitar sempre o travamento das rodas, que quase sempre é seguido por uma derrapagem e uma possível queda. Se precisar frear bruscamente, “trave” a roda traseira, mas nunca a dianteira. E ao fazer isto, procure jogar seu corpo para trás, como se quisesse “puxar” a bike. Aliás, a posição do corpo afeta e muito a bike no momento da frenagem. Quanto mais peso houver sobre a roda traseira, maior será a tração com o solo, fazendo você parar com mais eficiência.

Por exemplo, se estiver descendo um trecho inclinado e precisar frear, saia do selim e movimente seu corpo para trás, fazendo com que todo seu peso se desloque para a roda traseira. Em trechos mais técnicos, principalmente em trilhas, chegamos até a ficar com o corpo atrás do selim, modificando o centro de gravidade da bicicleta. Mas para o uso cotidiano, e principalmente urbano, isto não se faz necessário.

E só para lembrar, o freio dianteiro é sempre do lado esquerdo, do lado do coração! E o traseiro do lado direito. Acredite: já vi muito ciclista cair por se confundir na hora de frear…

Além das dicas acima, sempre mantenha seu olhar para a frente, prevendo o que acontece no entorno, os obstáculos e as reações dos outros veículos e pedestres. Fique sempre atento aos pedestres, que quase sempre atravessam na frente das bicicletas por não terem ideia de que a bike normalmente “chega” até eles antes do que eles previram, devido a velocidade em que se desloca. Este é o motivo mais comum de acidentes entre ciclistas e pedestres, principalmente nos parques, onde muitas vezes todos estão mais desatentos do que o usual.

Concluindo, utilize sempre seus freios com equilíbrio e segurança!


Postado em 30 de maio por Eu Vou de Bike

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Veja como travar sua bicicleta no paraciclo

Já demos algumas dicas para você deixar sua bicicleta mais segura nos paraciclos, mas o blog Ciclismo Urbano publicou uma ilustração muito bacana que pode te ajudar bastante.

Com a falta de bicicletários espalhados pelas cidades, muitas vezes temos de deixar nossas bicicletas presas a postes, grades ou paraciclos. O blog sugere o uso da U-Lock, uma espécie de cadeado em forma de ‘U’, muito mais sólido e seguro do que aquelas correntes com fios metálicos emborrachados.

Veja as dicas de posicionamento abaixo:

Além de seguir as dicas de posicionamento acima, não se esqueça de procurar um paraciclo que esteja preso firmemente ao solo e, de preferência, em um local movimentado. Locais com bastante gente passando dificulta bastante o trabalho dos ladrões.

Lembrando que, além da U-Lock no quadro, é interessante prender a roda que ficou sobrando com uma corrente emborrachada, só para garantir. :)


Postado em 23 de maio por Eu Vou de Bike

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Dicas de segurança para pedalar na cidade

Ao longo das próximas semanas, vamos compilar aqui no Eu Vou de Bike uma série de dicas que já publicamos ao longo de mais de sete anos de blog.

Nesta quinta, vamos dar algumas dicas de segurança para pedalar nas grandes cidades com mais tranquilidade. Veja as dicas abaixo e deixe suas sugestões nos comentários!

- A primeira dica ao pedalar no trânsito é ter certeza de estar visível aos motoristas. Durante o dia, utilize cores vibrantes como amarelo, vermelho ou laranja. No período noturno, procure utilizar a cor branca, além das fundamentais iluminações dianteiras e traseiras e dos refletores obrigatórios.

- Pedale defensivamente, mas nunca timidamente. Você deve sempre ter uma postura ostensiva, de modo a transmitir segurança aos motoristas à sua volta. Com isto, você os ajudará a antecipar as suas intenções de percurso, deixando-os confortáveis em dividir a rua com você.

- Observe sempre o comportamento dos motoristas, inclusive os estacionados, e procure manter uma distância suficiente para não ser surpreendido com uma porta que se abra repentinamente e que possa atingir sua bicicleta.

- Você deve ficar atento e evitar os três principais erros dos motoristas, a saber: virar a esquerda na frente a um ciclista que seguirá reto; desobedecer aos sinais de trânsito, sendo o mais comum ultrapassar no farol vermelho; ultrapassar um ciclista para imediatamente fazer uma conversão a direita.

- Seus ouvidos devem ser utilizados como um verdadeiro “detector de perigo”. Para isto, evite pedalar com fones de ouvido, principalmente se o tráfego estiver intenso.

- Sempre que você sinaliza suas intenções, você ganha a confiança dos motoristas. Use o braço esquerdo (com o dedo apontando para baixo) para virar a esquerda. A palma da mão voltada para baixo significa que você vai frear.

- Uma dica aparentemente “boba” mas que acontece com uma grande frequência: jamais pegue a garrafinha de água com a mão direita. Desta forma, se precisar frear de repente, o ciclista o fará com a mão esquerda, freando apenas a roda dianteira, aumentando as chances de uma queda.

- Se o trânsito estiver parado, vá em frente com cuidado.

- E se estiver melhor para ir a pé, pare a bicicleta e vá a pé, conduzindo a bike junto a você.

- Procure não trafegar junto a ônibus ou caminhões.

- Não dispute espaço, evite ficar inesperadamente entre veículos e procure pedalar sempre onde possa ser visto.

JAMAIS:

- pedale na contra-mão;
- fique entre ônibus ou, pior, caminhões;
- pedale muito próximo do meio fio;
- brigue, xingue ou entre em discussões no trânsito.

CUIDADO:
- com pedestres em geral;
- quando o trânsito começa a se movimentar;
- com motociclistas apressados.

- com demais modais de mobilidade, em especial patinetes e outros elétricos, pois normalmente a velocidade destes pode ser maior que a sua!


Postado em 16 de maio por gugamachado

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Então sua bicicleta foi roubada…

Hoje estamos aqui para tratar de um assunto infelizmente muito recorrente em nossos dias. Com o aumento do uso da bicicleta como meio de transporte e de lazer no Brasil, em especial nas grandes capitais, aumentou também o número de furtos e roubos.

Antigamente, os criminosos não tinham muita noção dos valores das bicicletas, e achavam que bicicleta não era algo muito lucrativo, pois era coisa de “gente pobre”…

Infelizmente, eles descobriram que uma boa parte das bicicletas tem um valor considerável, algumas chegando a custar o valor de um automóvel! E mais infelizmente ainda, existe um grande comércio para este tipo de crime no Brasil, principalmente através de sites que vendem peças com preços muito abaixo dos de mercado, claramente suspeitos…

Então, aqui fica o primeiro alerta: se encontrar um site destes, fique atento! Pois se diminuirmos o comércio, diminui também a demanda por roubos e furtos…Ou seja: comprar bicicletas e peças, só com procedência idônea comprovada!

Então, sua bicicleta foi roubada… Depois de se recuperar do susto inicial e do sentimento de “soco no estômago”,  além do sentimento de impotência e de injustiça, a gente deve por a cabeça no lugar e começar a agir racionalmente com o foco de recuperar nossa querida amiga e companheira de todos os dias.

A boa notícia é que hoje em dia existem alguns recursos que podem permitir com que recuperemos nossa bicicleta. Obviamente, em primeiro lugar, existem algumas manobras preventivas que são:

- procurar não chamar atenção, até cobrindo a marca da bicicleta, e/ou utilizando outros recursos para disfarçar o valor da mesma;

- se for uma bicicleta com um valor significativo, você pode fazer um seguro da mesma;

- evitar pedalar em lugares notoriamente perigosos, onde já tenham havido outros roubos;

- evitar parar a bicicleta na rua, mesmo que bem presa. Mas se precisar fazê-lo, procurar amarrá-la através de bons cadeados e travas (tipo “U-Lock, por exemplo. Aqui, siga a dica de ciclistas mais experientes e procure comprar a melhor trava que seu dinheiro permita) em locais bem iluminados e com bastante visibilidade e trânsito de pessoas.

No caso do roubo/ furto consumado, você pode seguir alguns passos no sentido de ter sua magrela de volta!

Inicialmente, você deve registrar um Boletim de Ocorrência Policial na delegacia de sua região. Atualmente, esta manobra ficou bem mais fácil, e se não houver violência, em muitos casos pode até ser realizada “online”. Lembre-se de registrar todas as características possíveis da bike, e principalmente o número de série e fotos. Aliás, se você não tem estes dados com você, pare de ler este post agora e vá anotar o número de série da sua bicicleta, bem como fazer algumas fotos! O número de série da bicicleta geralmente se encontra embaixo do quadro, na região do movimento central (onde ficam instalados os pedais). Procure verificar se no local onde ocorreu o fato havia alguma camera de segurança, e registre também esta informação.

Inclusive com este número de série, você pode e deve fazer mais uma manobra preventiva: registrar sua bike num site especializado, tal como o Bike Registrada. Nós já tratamos dele neste post.

Após a ocorrência, você deve registrar o fato neste mesmo site, bem como em outros sites especializados na situação de roubos, tais como o “Bicicletas Roubadas”. Nestes registros, inclua o máximo de informações que puder.

Vasculhe anúncios de sites como “Mercado Livre” ou “Craigslist” para ver se encontra sua bicicleta. Parece loucura, mas já ouvimos situações onde bicicletas roubadas foram comercializadas nestes tipos de sites…Importante: se você conseguir encontrar sua bicicleta, contate a  polícia!!! Não tente dar “uma de herói” pois estes criminosos podem ser muito perigosos e violentos! Se você encontrar sua bicicleta num destes sites, faça um novo endereço de e-mail falso e finja ser um comprador interessado, tentando obter informações sobre e-mail e número de telefone do vendedor para que você pode passar para a polícia.

Espalhe a notícia sobre sua bicicleta roubada ao longo de suas redes sociais, bem como a de amigos. Ciclistas costumam ser muito “parceiros”, principalmente nestas horas! Poste uma foto bem nítida de sua bicicleta no Facebook e no Twitter e peça para que  seus amigos compartilhem. Quanto “mais olhos” você  tiver nas ruas à procura de sua bicicleta, maiores são as chances de encontrá-la!

Esperamos que este seja um post preventivo, e que você nunca necessite de utilizar as dicas que demos aqui…

Já anotou o número de série de sua bicicleta e registrou? Não? Então vai lá!!!



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