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Postado em 23 de novembro

Uso da bicicleta como meio de transporte é viável?

Baseado em nosso recente post sobre Amsterdã, e os comentários gerados a partir deste, criamos este espaço por aqui para que possamos aprofundar a discussão sobre a utilização da bicicleta como meio de transporte e as políticas públicas de incentivo (ou não).

Seria muito interessante se todos pudessemos fazer um breve relato de nossa cidade natal com relação a usar a bike em nosso dia a dia. Quem sabe com isto ganhamos representatividade para reinvidicar nossos direitos?

Foto: Claudio Olivares Medina

IDEIAS

Atrelar a venda de carros à venda de bicicletas.

Por Rafael David Armano em 24/02/2011

Estudo engenharia urbana e ambiental e andei pensando sobre como fomentar o uso da bicicleta na metrópole. A conclusão a que cheguei é que não dá pra fazer ciclovia pra pouco ciclista e não dá pra fazer ciclista pra pouca ciclovia. O ciclo vicioso não vai ser quebrado tão cedo porque é simplesmente muito mais confortável (embora mais estressante e custoso) andar de carro. Mas se uma lei municipal obriga todas as concessionárias e revendedoras de usados a darem uma bicicleta junto com todo veiculo vendido, de repente, um numero enorme de bicicletas entraria nas casas paulistas.O impacto na indústria de bicicletas, que não sofre grandes pressões para crescer seria imenso. E, já que está lá encostada em casa, logo a bicicleta se tornaria um novo hobby, no domingo no parque, na ida e volta à padaria, e um dia, quem sabe, nas viagens motivo-trabalho. isto também seria uma nova forma de competitividade entre as concessionárias que, por exemplo, iriam mais adiante do que o mero cumprimento da lei, e venderiam racks com os utilitários esportivos, bikes dobráveis (as minhas favoritas) com os compactos e infantis para os carros de família. Todo mundo ganha.



Comentário

  • E se as operadoras de seguro entrassem nesse programa tb? Certamente teriam seus lucros aumentados com os carros circulando menos, desta forma menos expostos a acidentes.

    Hugo Lima Cordeiro
  • Exatamente Hugo!
    Na verdade ninguém sai perdendo. O custo adicionado aos carros é muito inferior ao desconto normalmente praticado nas concessionárias. E seguindo a minha lógica de usar a bicicleta como marketing, atrelando o tipo de bike ao perfil do carro, os veículos de frota, por exemplo, poderiam ser entregues com bicicletas adequadas ao uso na prestação de serviço, como as usadas pelos mecânicos da Porto Seguro, ou cargueiras a serem vendidas com veículos normalmente usados para entregas.

    Rafael David Armano
  • Toda ideia autoritária é fadada ao insucesso. Reduzir a liberdade das pessoas ao obrigá-las a adquirir algo que possivelmente nunca vão usar, é pura estupidez. Incentivar o uso de bicicletas é aceitável, mas buscar amparo legal para coisas desse nível não. O custo de uma bicicleta é extremamente reduzido, quem possui carro não compra uma por pura preguiça ou por não ter vontade. As pessoas devem convencer as outras através do exemplo, e não obrigá-las a adotar sua visão.

    Jr
  • Concordo com o Jr. Ter a bicicleta não é sinônimo de uso, além é claro de o preço da bicicleta será obviamente repassado ao cliente. Melhor seria se a empresa fosse obrigada a plantar uma arvore para cada carro vendido por exemplo.. obrigar os carros a vir com filtro nos escapamentos... Não acho que seja saldável nem seguro andar de bicicleta entre os carros...

    Adriano

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