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Blog Vou de Bike

Postado em 7 de dezembro por Eu Vou de Bike

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Ciclorrotas são ampliadas em São Paulo

As ciclorrotas, que começaram tímidas neste ano, já estão sendo ampliadas em São Paulo. De acordo com reportagem desta quarta-feira do jornal ‘O Estado de S. Paulo‘, duas novas ciclorrotas serão inauguradas ainda em dezembro na cidade, dobrando o número de quilômetros de vias na cidade em que o tráfego entre carros e bicicletas é compartilhado.

As novas ciclorrotas ficam na Lapa, zona oeste de São Paulo, e na Mooca, zona leste da cidade. De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), os traçados foram feitos com base em um mapeamento que identificou pontos onde o uso das bicicletas já é consagrado. “A ideia é que as pessoas que fazem pequenas viagens dentro dos bairros, como para ir à padaria ou levar os filhos à escola, usem essas vias para andar de bicicleta, em vez de carro”, diz a gerente de Planejamento da CET, Daphne Savoy.

Hoje, São Paulo já tem três ciclorrotas em funcionamento (no Brooklin, em Moema, ambos na zona sul, e no Butantã, na zona oeste). Juntas, elas têm 22 quilômetros de extensão. O circuito da Lapa, que vai ligar os parques Villa-Lobos e Água Branca, além de passar por vias como as ruas Turiaçu, Padre Chico, Coriolano e Avenida Pio 11, vai ter 18 quilômetros de extensão. Na Mooca, o trajeto de 8 quilômetros ligará o Centro Educacional da Mooca ao Sesc Belenzinho, passando pela Avenida Cassandoca e a Rua Tobias Barreto.

O que é a ciclorrota?
A ciclorrota é uma via comum, compartilhada com carros, mas com sinalização especial. Não há separação física entre carros e bicicletas, como acontece nas ciclofaixas e cicloviais, mas a preferência é sempre do ciclista. A CET pinta no piso dessas vias bicicletas estilizadas no asfalto, para lembrar os motoristas da prioridade de quem está pedalando. Também são instaladas placas de alerta.

Torcemos (muito!) para que a expansão das ciclorrotas (e ciclofaixas) seja cada vez mais rápida na cidade, interligando vias de maior e menor movimento em todas as regiões de São Paulo, para que os ciclistas tenham cada vez mais opções seguras de compartilhamento da via pública.

Foto no Flickr da Ciclocidade


Postado em 3 de novembro por Eu Vou de Bike

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Ciclofaixa de Moema, em SP, está pronta

Quem passou pelas ruas do bairro de Moema, zona sul de São Paulo, nas últimas semanas deve ter notado alguma coisa diferente. Duas das principais avenidas que cortam o bairro, a Rouxinol e a Pavão, ganharam uma ciclofaixa permanente, pintada de vermelho, no lado esquerdo da via!

O trajeto já está todo pintado, mas a ciclofaixa ainda não foi inaugurada oficialmente. De acordo com reportagem do Radar SP, a inauguração deve acontecer até a segunda semana deste mês.

Ao contrário da Ciclofaixa de Lazer de São Paulo, que só funciona aos domingos e feriados, as ciclofaixas de Moema são permanentes e estão ativas todos os dias. Na ciclofaixa, não existe separação física por meio de muretas ou grade entre as faixas para bicicleta e o restante do tráfego, e o espaço do ciclista deve ser respeitado pelos veículos.

Em alguns trechos da ciclofaixa, que tem três quilômetros no total, as vagas de estacionamento de veículos foram deslocadas para a direita, e a coisa pode ficar meio confusa. Com os carros estacionados praticamente no meio da rua, os ciclistas ficam ‘invisíveis’ para quem entra em garagens ou estacionamentos comerciais, o que pode ser perigoso.

Nesta semana, visitamos a ciclofaixa de Moema e constatamos um claro desrespeito dos motoristas que estavam estacionados sobre a demarcação para as bicicletas. Apesar de a via ainda não ter sido inaugurada oficialmente, já havia ciclistas pedalando por ali. Veja nas fotos e no vídeo abaixo:

 

Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, os carros que invadirem o espaço poderão ser multados. A CET não informou o valor da multa, mas disse que na primeira etapa haverá apenas orientação aos motoristas e ciclistas para, só depois, começar a aplicar multas.

Além do desrespeito de alguns motoristas que estacionaram sobre a ciclofaixa, a mudança no bairro de Moema gerou polêmica entre alguns comerciantes, que não gostaram de perder as vagas de estacionamento na rua. Em comentário na Folha de S. Paulo, uma dona de padaria criticou a medida e afirmou: “Isso é um perigo. Imagina os atropelamentos que vão ter nessa faixa. A pessoa entra na loja, não vê a bicicleta e acaba atropelando”, disse.

Além da ciclofaixa nas duas avenidas, o bairro de Moema ganhou também em novembro cerca de 6,5 quilômetros de ciclorrota, que é uma via comum, compartilhada com carros, mas sinalizada de modo que a preferência seja sempre do ciclista.

Veja no mapa abaixo, publicado na Folha de S. Paulo, o traçado da ciclofaixa e da ciclorrota de Moema:

Como é possível ver pelo mapa, a ciclofaixa de Moema deverá ser bastante usada por quem circula pelo bairro, mas uma possível ampliação pode ligar a região até outros polos importantes, como a Vila Olímpia ou alguma estação próxima de metrô, o que já seria interessante.

Numa pedalada rápida que demos pelo local, tivemos que desviar de alguns buracos enormes no meio fio, o que pode ser perigoso em dias mais movimentados. Além disso, tivemos de sair da ciclofaixa e usar a rua nos trechos em que os motoristas estacionaram sobre a faixa pintada, em claro desrespeito aos ciclistas.

No geral, a ciclofaixa de Moema é uma ótima iniciativa para a cidade de São Paulo, desde que seja um projeto embrionário com perspectiva de crescimento e de implementação em outros bairros da cidade.

Torcemos (muito!) para que nos próximos anos uma grande rede de ciclofaixas seja interligada com ciclorrotas e com ruas e avenidas da cidade, para que os ciclistas tenham cada vez mais opções seguras de compartilhamento da via pública.



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