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Blog Vou de Bike

Postado em 21 de agosto por gugamachado

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De Bike pela Inglaterra (parte 4)

Na quarta parte deste nosso “diário de viagem”, dia dois, nós amanhecemos em Stratford Upon Avon, terra do Sheakespeare, para conhecermos a fábrica das tradicionais bicicletas “Pashley“. Lá, além de um glorioso “tour” pela fábrica, recepcionados pelo simpático e prestativo “Dave”, nós iríamos pegar nossas bicicletas Pashley modelo “Guv’nor”, as quais iríamos utilizar na “L’Eroica”.

A fábrica foi fundada em 1926, e o processo fabril é todo artesanal, o que se traduz por uma qualidade e exclusividade incrível e única!

Ao chegarmos, nossos brinquedos já estavam prontos, nos esperando!

Pudemos acompanhar todo o processo de fabricação destas tradicionais e adoradas bicicletas. Aliás, elas fazem parte do imaginário inglês, como pudemos constatar mais tarde, pois foram por muitos anosa as bicicleta utilizadas pelos correios!

Veja o processo de fabricação no video abaixo:

London pt.2 from Augusto Machado on Vimeo.

Na saída, ainda recebemos, além de camisetas e outros brindes, um kit que acompanha a bike constituído por camara reserva, uma sacola, uma linda chave de boca cromada, uma lata de óleo, e, é claro, um pacote de chá cujo “blend” era da própria bike! Simplesmente um luxo!!!

Fábio Samori demonstra sua satisfação com o “mimo”!

Após esta maravilhosa manhã, saímos com nossos novos brinquedos pedalando pela linda e organizada cidade, para conhecer melhor.

Passamos por vários locais incríveis, inclusive a cidade é cortada pelo rio Avon, onde o pessoal costuma praticar remo no final de tarde! Demais, né?

Voltamos ao hotel, paramos as bikes para descanso, pois ainda teríamos pela frente o desafio de assistir a um jogo da Inglaterra num legítimo pub londrinho, mais velho que o Brasil!!!!

Fomos ao pub de bike para ver a Inglaterra sendo derrotada pelo Uruguai por 2 x 1. Porém, o mais impressionante foi ver a reação da torcida inglesa no pub, diante da eminente derrota…

My Movie from Augusto Machado on Vimeo.

Uma lição de patriotismo! Quem sabe um dia…

Neste clima, voltamos ao hotel pois no dia seguinte teríamos uma longa viagem de trem e bike até o local onde ocorreria a L’Eroica”, a região de Peak District!

 Até a próxima!


Postado em 13 de agosto por gugamachado

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Shimano Fest 2014 muda para Sorocaba e foca em mobilidade

Semana passada estivemos em Sorocaba a convite da Shimano para o lançamento do Shimano Fest 2014.

Maior evento de bike e pesca da América Latina, o Shimano Fest chega à sua quinta edição com uma novidade: o município de Sorocaba, a 100 km de São Paulo (SP) receberá o evento pela primeira vez, entre 21 e 23 de novembro. Criado em 2010 para atender ao público familiar, os temas principais são a bicicleta e a pesca como forma de unir as pessoas por meio da prática saudável. Esta edição será realizada no Parque das Águas, aberto 24 horas ao público, com uma área de 162 mil m², com ciclovia, playground, lagos, quadras esportivas e pista de skate. O Shimano Fest é um evento totalmente gratuito, para todos os públicos, e foi lançado na quinta-feira (7/08) na Biblioteca Municipal de Sorocaba.

Neste quinto ano consecutivo de sua realização, a mobilidade, assunto prioritário das politicas urbanas da maioria das cidades no mundo, é o lema que une Sorocaba ao Shimano Fest. Com seus 115 Km de ciclovias e estrutura projetada para facilitar aos cidadãos a locomoção por meio da bicicleta, a cidade tem muito mais a oferecer além de lugares para se pedalar em segurança. O município, com maior percentual de quilômetros de ciclovias por habitante do País, também possui iniciativas que ajudam a transformar a bicicleta em um modal plausível integrado ao transporte urbano.

“Escolhemos Sorocaba porque a cidade respira bicicleta. Desde 2006 o município adotou a bike como uma alternativa modal e hoje possui 115 km de ciclovias, integrando as quatro zonas da cidade. Sorocaba também adotou o único sistema de ‘aluguel’ de bikes gratuito do País, o Integrabike. Possui ainda o Pedala Sorocaba, uma iniciativa pública para fomentar e conscientizar a população sobre o uso da bicicleta, organizando passeios, grupos de pedal, aulas para crianças e idosos. Voltado para a mobilidade, o Shimano Fest 2014 terá apoio fundamental da Urbes, órgão responsável pelo trânsito, transportes e mobilidade”, reforçou Alexandre Okazaki, gerente de Marketing da Shimano Latino América.

Um dos responsáveis pela implementação da cultura da bike em Sorocaba, o engenheiro José Carlos de Almeida, assessor técnico da Urbes, comemorou a parceria com a Shimano. “Nossa expectativa já é muito grande para a realização do Shimano Fest, no Parque das Águas. Ficamos muito satisfeitos por ter uma empresa como a Shimano, muito respeitada no mercado, nos procurando para realizar o evento aqui. Traz credibilidade e muito orgulho para nós sorocabanos. Espero que todos participantes fiquem felizes e satisfeitos com a estrutura que será apresentada”, destacou.

E aí, ficou com vontade de ir? Aguarde em breve mais informações!


Postado em 4 de agosto por gugamachado

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A Bicicleta do Futuro!

A bicicleta do futuro promete eliminar a necessidade de trocar marchas, sofrer nas subidas e mesmo de carregar uma trava de segurança!

Você acredita nisto? Pois o pessoal da “Teague ” e sua equipe especializada em design de bikes, de Seattle, não só acreditou como também  construiu uma bicicleta apelidada de “Denny”, especialmente para o consagrado projeto de design de bicicletas  Oregon Manifest .

Com desenho simples e minimalista, esta bike traz muita tecnologia embarcada, porém sem ser ostensiva. Ela possui um motor elétrico no cubo dianteiro (com bateria removível) para auxiliar nas subidas, integrado a um câmbio automático controlado por computador, que realiza as mudanças necessárias nas marchas para facilitar sua pedalada, conforme o terreno a ser “enfrentado”.

Ela tem também um interessante sistema de “para-lamas”, para evitar os respingos e sujeiras, comum em nossas pedaladas. Tem também um inédito sistema de trava integrada, muito prático e aparentemente eficaz. Confira no vídeo abaixo:

SEA: TEAGUE X SIZEMORE BICYCLE’S DENNY from oregon manifest on Vimeo.

 

Para finalizar, ela tem um inovador sistema de iluminação e sinalização, que até pode servir de referência para outros modelos, de tão legal!

Por enquanto ela ainda está em fase de protótipo, mas em breve deve ganhar as ruas!

E aí, você acredita que este é o futuro da bicicleta urbana?

Via Engadget


Postado em 31 de julho por gugamachado

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Ciclista filma o momento de seu próprio acidente !!!!

 

Aqui no EVDB não gostamos muito de dar ênfase a este tipo de assunto. Porém, com o crescente número de ciclistas nas ruas, cresce também o número de acidentes. E para mostrar que esta não é uma exclusividade nossa, resolvemos postar este vídeo de acidente ocorrido na periferia de Londres.

Aliás, recentemente estivemos por lá e pedalamos o suficiente para entender como funciona a dinâmica das bicicletas com relação a compartilhamento das vias, e podemos dizer que este ocorrido é uma excessão, pois no geral os motoristas londrinos são extremamente educados, cuidadosos e acostumados com a presença dos ciclistas dividindo o espaço de vias públicas.

Veja o vídeo abaixo:

 

 

“Na segunda vez que eu fui dar uma volta em Londres para ver se eu entrava em forma, em vez de pegar o trem, a viagem terminou assim”, diz o usuário do YouTube cyclejack. Ele continua: ” Eu estava viajando a cerca de 35 quilômetros por hora em Romford. O tempo estava chuvoso, e eu estava tomando cuidado nas curvas e rotatórias. Estava com as mãos próximas dos freios (dá para ver no frame antes do impacto) mas eu não tive chance de parar. Não sei como não fui visto. Eu tenho mais de 1,80m de altura e estava vestindo uma jaqueta azul brilhante. Se eu fui visto, ela deve ter calculado errado a minha velocidade. No momento, a motorista pediu desculpas, e, ao ser informada pela polícia que eu estava filmando meu trajeto, ela pareceu assumir a culpa. Mas, quando eu entrei com uma queixa ao seguro, ela contestou. Posso dizer que o vídeo me evitou um monte de problemas e, depois de três semanas, o cheque da seguradora já estava em minhas mãos.”

Graças a Deus ele só teve ferimentos leves…

Por aqui damos várias dicas de segurança, inclusive em nossos podcasts. Já ouviu alguma?

No mais, é se cuidar sendo o mais prudente e visível possível!

 


Postado em 28 de julho por gugamachado

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De Bike pela Inglaterra (parte 3)

 

Conforme dissemos no último post, chegamos no final da tarde do primeiro dia a estação de trem de Marylebone, em Londres, onde pegaríamos um trem de altíssima velocidade rumo a Stratford Upon Avon, distantes cerca de 166 kms. Até aí, nenhuma novidade…

Após imprimirmos nossos bilhetes (adquiridos previamente no Brasil), adentramos no interior da estação, e qual não foi nossa surpresa ao nos depararmos com este pequeno bicicletário vazio…

Acompanhe neste video abaixo nossas impressões registradas pelo Ricardo:

London from Augusto Machado on Vimeo.

Que coisa incrível! Como esta estação serve bastante as pequenas cidades nos arredores (e distantes) também de Londres, é comum as pessoas irem (ou virem) para suas casas de trem, deixando seu meio de transporte em Londres, a bicicleta, estacionada para um novo dia de trabalho! Realmente os Londrinos entenderam o conceito de uma cidade que não depende de carros!

Após nos recuperarmos deste verdadeiro “choque”, pegamos o trem que nos levaria a Stratford Upon Avon, onde eramos aguardados pelo proprietário do hotel, o Mark, um inglês típico em sua pontualidade e combinados, o que resultou em algumas situações engraçadas…Mas isto é outra história!

Interior do hotel em Stratford Upon Avon. Qualquer semelhança com o Harry Potter não é coincidência!

Mas o dia ainda não tinha finalizado! Tínhamos uma missão: comemorar o aniversário do Ricardo que acontecia naquele dia! Escolhemos festejar com queijos e vinhos que adquirimos em Londres! Foi uma festa muito animada!

Semana que vem tem mais!


Postado em 14 de julho por gugamachado

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Nantes, a capital verde da Europa!

Nosso leitor e amigo Paulo Augusto esteve recentemente em Nantes, uma cidade francesa com 270.000 habitantes,  sendo a sexta maior cidade da França e ficou muito impressionado com o que viu por lá.

Segundo ele,  ”a cidade é pensada para privilegiar o transporte público através de  bondes elétricos e bicicletas, sendo que estas se deslocam através de largas ciclovias”.

Ele segue falando: “O centro comercial da cidade é bem restrito e em várias ruas apenas veículos de carga e descarga podem trafegar.”

Nantes está situada a 50 km do Oceano Atlântico com uma área metropolitana de cerca de 804,833 mil habitantes (estimativa de 2008). É um porto na foz do rio Loire.

Em 2004, a revista Time descreveu Nantes como a “cidade com mais vida da Europa”. Em 2013, Nantes foi eleita pela segunda vez a capital verde da Europa.

Imagina morar numa cidade assim?


Postado em 7 de julho por gugamachado

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De mochila pelo mundo!

Quem nos acompanha (e lá se vão mais de quatro anos!!!!) sabe que nós por aqui adoramos cicloturismo!

E é neste espirito que nós conhecemos o Aldo Lammel, que tem um projeto muito legal, o “Mochila & Bike“, e pedimos que ele detalhasse melhor por aqui nesta entrevista!

EVDB: Poderia nos contar sua história? Onde morava, emprego, o que fazia?

Aldo: Nasci na capital gaúcha, cresci numa cidadezinha há 70 km ao oeste de Porto Alegre, chamada “Charqueadas”, mas aos 20 anos retornei a minha cidade natal para estudar e trabalhar. Cursei Publicidade e me tornei especialista em gestão de projetos online. Com 27 anos troquei de área e me dei mal. Acabei por retomar meu antigo cargo, mas já fora da zona de conforto. Nessa aventura em outra área, percebi que a mudança e os riscos me fizeram bem no final das contas. Mudei alguns hábitos e aos 29 anos decidi que era hora de largar o emprego assalariado e dar ouvidos à minha intuição que vinha há anos me dizendo para empreender. Passei a me dedicar em tempo integral a um projeto cultural que envolveria a realização de outros sonhos.

O que é o Mochila & Bike e o que o projeto oferecerá para quem acompanhar vocês?

O projeto Mochila & Bike visitará iniciativas mundo afora atrás de atitudes construtivas, seja de educação, inclusão social ou de sustentabilidade. Com essas visitas nós criamos artigos sobre as iniciativas onde o conteúdo tem a missão de levar ao nosso público exemplos de atitudes bacanas vindas de todos os cantos.

Como a expedição de volta ao mundo começa apenas em janeiro de 2015, desde 2013 eu venho escrevendo o diário onde conto em detalhes sobre os difíceis – porém necessários – aspectos que um empreendimento desse tipo exige.

Além do diário e dos artigos, haverá um conteúdo focado mais em entretenimento. Teremos o #tamojunto que será um tipo de reality show mesclado com série de TV, mas tudo publicado semanalmente via internet e de graça. O #tamojunto trará a realidade da vida na estrada com uma bicicleta. Se levarmos em consideração que serão 40 meses de viagem por 40 países mundo afora, temos uma previsão de 160 episódios com os mais diferentes cenários e uma quantidade total de filme colossal. Mesmo com as dificuldades logísticas, temos tudo minimamente montado já.

Como surgiu a idéia do Mochila Bike?

Quando a gente vai ficando mais velho me parece que vira uma missão fazer algo realmente significativo (risos), não é verdade? Viajar e criar coisas são paixões antigas, embora eu quase nunca tivesse saído do meu Estado ou do país até a alguns anos. Minha família nunca teve condições de bancar viagens ou de me dar os brinquedos que eu queria, mas sempre me cercou com livros, filmes e música. Arte de modo geral. É curioso que minhas lembranças mais antigas são aquelas onde estou criando ou desmontando brinquedos com meus amigos assim como, quando sozinho em casa, eu tirava da estante vários livros de capas bonitas, os punha no chão e ficava horas folhando cada um deles, “viajando” pelas páginas repletas de gravuras sobre ciência, animais, geografia, dinossauros e galáxias. Eu era incapaz de ler e compreender o conteúdo desses livros, mas eu podia criar os significados do jeito que eu bem entendia.

Acabei por misturar essas duas vontades: a de viajar pelo mundo e a de fazer um trabalho autoral, meu, com algum impacto social e cultural. “Voilà”, nasce o Mochila & Bike em setembro de 2013 e lançado em janeiro desse ano.

E você conta com uma equipe, patrocínio? De onde vem os recursos?

Não temos um patrocinador ainda. O que temos até o momento saiu da ajuda de amigos, parceiros e do que sei fazer e do que paguei do meu bolso. Como ainda há equipamentos e serviços que preciso adquirir, estou resolvendo com a venda do meu apartamento. Isso nos ajudará a tocar o barco adiante.

Sobre a equipe, nos primeiros sete meses de Mochila & Bike eu o conduzi sozinho, mas chega uma hora que você precisa de novos olhos e habilidades. Hoje somos cinco pessoas onde temos quem cuide das redes sociais, uma pessoa que mapeia as iniciativas que cruzam o roteiro do projeto, um técnico de ciclismo que me auxilia no preparo físico e mental que o cicloturismo involve, e um assessor jurídico.

Todos são voluntários, têm bagagem nas responsabilidades que assumiram além de serem naturalmente altruístas. Esse projeto roda bem hoje justamente pela segurança que eles me passam.

Qual o principal objetivo do Mochila & Bike?

O projeto é dividido em duas etapas. A de volta ao mundo e a de palestras gratuitas no meu retorno ao Brasil. A volta ao mundo é o foco agora e essa etapa tem dois objetivos centrais. O primeiro consiste em garimpar iniciativas legais mundo afora e visitá-las, documentando e compartilhando via internet as suas atividades, sejam elas voltadas à educação, inclusão social ou à sustentabilidade.

O segundo objetivo é inspirar quem está acompanhando o projeto através do nosso material autoral em textos, fotografias e vídeos.

Na opinião de vocês, qual o público que tem adotado a bicicleta como meio de transporte?

Não é um dado absoluto, mas eu percebo que a bike no Brasil ainda é dos jovens e está naquele processo de ser descoberta como meio de transporte e não somente lazer. Quem é dos anos 80 como eu, já deve ter visto o filme Quicksilver: o Prazer de Ganhar onde um homem de negócios, interpretado pelo Kevin Bacon, está cheio da rotina de Wall Street e descobre na bike a ferramenta perfeita para sua própria libertação pessoal e profissional.

A Lili, que é quem cuida das redes sociais do Mochila & Bike, é adepta da bike em tudo e eu aprendo muito com ela. Como ainda preciso fazer um trabalho ou outro para sobreviver antes da expedição de volta ao mundo, vou ver meus clientes de bike e, no meio do caminho, sempre vejo outro guerreiro com mochila nas costas com pinta de quem está trabalhando. É algo cult e para quem é sagaz porque a estrutura urbana no Brasil está longe de estar preparada para as bikes, talvez está ai o motivo que leva os mais velhos não apostarem, mas é o cenário ideal para aqueles que gostam de fugir as regras: jovens. Aliás, quais mudanças significativas iniciaram sem uma grande quebra de regras?

Como vocês vêem as políticas públicas relativas a educação relacionada a bicicleta?

Semana passada fui atrás do cartão internacional de vacina e tive de visitar a Anvisa. Peguei a Garibaldi (minha Trek) e fui na Anvisa do Aeroporto Salgado Filho. O único aeroporto internacional do Rio Grande do Sul não tem nenhum local apropriado para bicicletas. Um local que emprega, sei lá, mil pessoas, não tem bicicletário. Mas não podemos nos queixar de tudo. Porto Alegre já conta com bicicletas públicas para transporte e lazer, temos os primeiros quilômetros de ciclovias e os nossos motoristas, aos poucos, vão se acostumando com a nossa presença e respeitando nosso espaço que é na rua e não na calçada. Para que as políticas públicas nos deem ouvidos, todo ciclista precisa adotar uma postura fundamental: pedalar para tudo e não somente para o lazer. Quem quer se fazer ouvir, se faz presente.

E o lugar de ciclista é pedalando na rua e fazendo bonito. Nova York, uma das cidades mais importantes do mundo, é campeã no Youtube em reclamações de ciclistas. Agora imagine as nossas capitais onde a bicicleta ainda dá os primeiros passos para ser de vez descoberta? Então, vamos pedalar e, com sapiência, registrar e postar as falhas, mas sem deixar de enaltecer o que vem dando certo. ;)

Menos reclamação, mais atitude!

O que falta nas grandes cidades brasileiras para terem mais adeptos da bicicleta como meio de transporte?

As empresas disponibilizarem espaços para bicicletas em suas sedes além de banheiros com chuveiros e armário para, pelo menos, uma certa quantidade de colaboradores. Isso movimentaria toda a máquina pública e a sociedade passaria a ver na magrela uma opção de transporte também econômica.

Quais são suas dicas para aqueles que adotaram a bicicleta como estilo de vida?

Para quem já adotou, bacana, o próximo passo é encontrar um lugar de destaque para a magrela dentro da sua casa (risos). Vejo bastante dicas de arquitetos que encontram soluções inteligentíssimas de como tornar a bike verdadeiramente uma parte da sua casa. Já para quem pensa em voltar a pedalar, faça isso. Há três anos eu jamais imaginaria que voltaria a andar de bicicleta, muito menos dar a volta ao mundo com uma.

 Aldo, muito obrigado por esta rica entrevista e desejamos a você e toda equipe sucesso nesta empreitada tão nobre!!! Nós por aqui vamos acompanhá-lo e apoiá-lo no que for possível!

Postado em 3 de julho por gugamachado

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De Bike pela Inglaterra (parte 1)

Numa manhã de uma terça feira qualquer, recebo a ligação do meu amigo Ricardo Santos, da Milk , me fazendo um convite inesperado: viajar para a Inglaterra para participar de uma corrida inusitada (depois falaremos mais dela) e explorar os pontos de interesse para ciclistas! Um convite irrecusável para qualquer um que ama as duas rodas né? Porém, naquele exato momento eu estava retornando do ortopedista, com o pé direito imobilizado devido a uma lesão ainda sem diagnóstico, e, com isto, fora de forma…E digamos que não estava “nadando em dinheiro”…

Daí veio a frase mágica do Ricardo: “E se eu te disser que teremos apoio da British Airways e os gastos serão mínimos?”

Neste momento tudo fez sentido! Parecia até que meu pé havia melhorado! A partir daí começaram os preparativos para participar da L’Eroica Brittania 2014, primeira edição inglesa de uma tradicional prova italiana, onde o objetivo não é chegar em primeiro, mas sim chegar, uma vez que só são aceitas bicicletas do tipo “vintage”, e o percurso é “casca grossa”!

Nas próximas semanas vamos postar tudo sobre a nossa aventura, procurando também comentar e comparar a mobilidade por bicicletas entre o Brasil e a Inglaterra, uma vez que, além da prova, pedalamos por estradas grandes e pequenas, bem como por cidades, em especial por Londres, onde experimentamos inclusive o sistema de empréstimo de bikes local.

Mas já de início queremos destacar e elogiar a facilidade que tivemos no transporte de nossas bikes, graças a British, que se mostrou realmente uma companhia “bike friendly”! Apesar de estarmos com dois volumes enormes de quase 32 quilos, eles não criaram nenhuma objeção, pelo contrário – nos ajudaram no manuseio das caixas com muito cuidado e presteza, sempre fazendo brincadeiras com a seleção brasileira de futebol, e praguejando contra a seleção inglesa e sua súbita eliminação!

Na semana que vem, vamos contar tudo sobre a nossa jornada. Esperamos que aproveitem!

Para finalizar, menção honrosa ao Rob, que ao cruzar a linha de chegada conosco, sacou uma vuvuzela (!) verde amarela, e nos incentivou gritando: “Vai Brasil” !!!!

Ricardo Santos, Rob e Guga Machado


Postado em 4 de junho por gugamachado

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Projeto Jazz na Faixa leva música ao vivo e de graça para frequentadores da CicloFaixa de lazer em São Paulo

A Ciclofaixa de Lazer de São Paulo é um sucesso comprovado e reúne milhares de usuários todos os domingos e feriados. Diversão, entretenimento e cultura não faltam para os adeptos de uma boa pedalada.

Pensando nisso, o Ao Vivo Music, casa tradicional de música no bairro de Moema, lançou um projeto intitulado Jazz na Faixa, que tem o objetivo de aliar qualidade de vida, diversão e música boa tudo de GRAÇA.

Jazz na Faixa” vai contar com mais de 9 horas de música ao vivo, proporcionando assim o encontro do esporte com a cultura por meio da oferta de boa música durante as pedaladas de domingo.

Jazz na Faixa vai acontecer no dia 8 de Junho de 2014, com 3 apresentações diárias no período 09 às 16h – horário de funcionamento da ciclovia. Com apresentações indoor na casa de eventos e produções culturais, Ao Vivo Music, o projeto levará o melhor do jazz e da música instrumental para os ciclistas que circulam pela região. Algumas das apresentações musicais poderão acontecer na varanda (espaço que dá para frente da CicloFaixa de Lazer).

A entrada no local é gratuita e o consumidor só paga o que consumir no estabelecimento. Nos dias do projeto, em frente ao Ao Vivo Music, será disponibilizado bicicletários para você acompanhar o show tranquilamente e sua magrela ficar em segurança sem risco de roubos.

O que acha de aliar qualidade de vida e música boa no seu domingo? Venha curtir o Jazz na Faixa no Ao Vivo Music. Seu conceito de música será outro depois desta experiência!

Domingo – 08/06

10H30 às 12h – KVAR

Os integrantes do Kvar são assíduos em nosso palco do Bar Ao Vivo. Cada um dos músicos já se apresentou em diversas formações, com importantes nomes da música instrumental. Neste dia eles vêm ao nosso palco para apresentar o seu jazz brasileiro com a qualidade e beleza já presentes em suas experiências como músicos. O quarteto tem como proposta a prática livre de um repertório autoral. Músicos jovens, os três se encontraram tocando na noite paulistana e descobriram afinidades estéticas e musicais.

Com Vinícius Gomes na guitarra, Fabio Leandro no piano, Igor Pimenta no contrabaixo e Guilherme Marques na bateria

12h30 às 14h30 – Marcelo Jesuíno

Marcelo Jesuíno é um dos nomes mais ativos da música instrumental brasileira. O guitarrista atua como músico, produtor, diretor musical e diretor artístico. Com o grupo Manilha se apresentou em diversos festivais como o Festival Instrumental Ao Vivo I – Victor Civita, Festival de Jazz de Sorocaba, Jazz Bon Bon Festival, Festival Instrumental Ao Vivo II – Victor Civita, Festival OFF! – Praia de Ubatuba, Festival Metso Cultural. Atualmente como sideman integra os grupos dos músicos Jean Philippe Coté (Canadá), Carlos Ezequiel e Luís Fernando Neto.

 

14H30 às 16h30 – Itamar Collaço

Instrumentista e compositor, Itamar Collaço, toca com habilidade e técnica o baixo acústico e o baixo elétrico. Itamar participou do Zimbo Trio durante 9 anos e nesse período o grupo recebeu o prêmio Tim de melhor grupo instrumental em 2008. Em especiais de TV, tocou ao lado de Zimbo Trio, Dione Warwick, Emílio Santiago e Roberto Sion. Atualmente trabalha em um trio que leva seu nome, Itamar Trio.


Postado em 15 de maio por gugamachado

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As Vantagens Mentais de se Pedalar! Parte 3

 

 

Finalizando nossa matéria sobre as vantagens mentais de se pedalar, vamos agora falar sobre a parte mais voltada aos sentimentos e emoções.

Se você não leu a parte 1, clique aqui. E para ler a 2, clique aqui!

“O exercício funciona tão bem como psicoterapia e antidepressivos no tratamento da depressão, talvez melhor”, diz James Blumenthal , PhD, professor de medicina comportamental no departamento de psiquiatria e ciências comportamentais na Universidade de Duke , em Durham, Carolina do Norte. Um estudo recente da análise de 26 anos de pesquisa constata que até mesmo alguns exercícios de curta intensidade (cerca de 20 a 30 minutos por dia) podem prevenir a depressão a longo prazo.

No presente momento, os cientistas não entendem completamente os mecanismos exatos, mas eles sabem que  atividades físicas como o ciclismo aumentam a produção dos chamados “hormônios do bem estar”, tais como a serotonina e a dopamina. “Assim que nossas cobaias (no caso ratos) começam a correr em suas rodas localizadas em suas gaiolas, de saída já experimentam um aumento de 100 a 200 por cento nos níveis de serotonina”, diz J. David Glass , PhD, pesquisador de neurofisiologia química na Kent State University em Ohio.

Quando você pedala acima de trinta minutos, outros “hormônios do bem estar” começam a agir, tais como as endorfinas e os canabinóides (que, como o nome sugere, são da mesma família dos princípios químicos que dão os fumantes de maconha seu “barato”). Quando os pesquisadores pediram para 24 homens correrem ou pedalarem em uma intensidade moderada por cerca de 50 minutos, eles encontraram níveis elevados de anandamida no sangue destes homens. Este é um canabinóide natural. Nos voluntários sedentários não foi encontrada tal substância.

Ainda melhor:  andar regularmente de bicicleta ajuda a manter hormônios como adrenalina e cortisol em níveis baixos, o que significa que você vai se sentir menos estressado e você vai se recuperar de situações cheias de ansiedade mais facilmente.

Dito isto, os pesquisadores chegaram as seguintes conclusões:

O ponto ideal para melhorar sua acuidade mental logo após o exercício é de cerca de 30 a 60 minutos de um pedal aeróbio, ou seja, utilizando cerca de 75 por cento da sua freqüência cardíaca máxima.

Lembre-se: Apesar de ser saudável, exercitar-se também é um stress, especialmente quando você está começando ou voltando para seus treinos/pedaladas. “Quando você começa a “forçar” seu corpo, ele  libera cortisol, com a função de aumentar sua frequência cardíaca, sua pressão arterial e seus níveis de glicose no sangue”, diz Monika Fleshner, PhD, professor de fisiologia integrativa da Universidade do Colorado em Boulder. A medida que você ganha condicionamento físico, é preciso um treino/pedal mais exigente para acionar esta mesma resposta em seu corpo. “Para as pessoas fisicamente ativas, é preciso uma crise de stress muito maior para desencadear uma resposta hormonal do cortisol, em comparação com pessoas sedentárias”, diz Fleshner.”Assim, agora você pode permanecer em um ambiente estressante e ficar relativamente bem. Você pode suportar muito mais pressão antes de lançar uma resposta hormonal ao estresse.”

Finalmente, qual é a receita de ciclismo para a felicidade? Os autores de um estudo recente que revisou parte relevante da literatura existente sobre a relação entre exercício físico e depressão chegaram as seguintes conclusões para se “afastar a tristeza” através de exercícios aeróbicos:

- fazer de três a cinco sessões de exercícios aeróbios por semana. Cada sessão deve ter de 45 a 60 minutos de duração, mantendo sua freqüência cardíaca entre 50 a 85 por cento do seu máximo.

Sabemos que esta é uma recomendação geral, e que não leva em conta características e necessidades individuais.

Mas com esta série pretendemos, ao menos, indicar um princípio simples para o nosso equilíbrio mental e emocional, e que já está quase sempre presente na rotina de quem pedala!

E aí, se animou mais a usar sempre sua magrela?

 

 

 



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