Se você pedala durante a noite, você já sabe que a iluminação na bicicleta é muito importante. E é para deixar seu pedal ainda mais seguro que criaram o capacete Torch, que vem com luzes de LED acopladas na frente e atrás, aumentando bastante a visibilidade do ciclista.
Segundo seus criadores, o capacete Torch foi feito para o ciclista urbano “que não tem medo de se divertir após anoitecer”. O produto tem luzes vermelhas na parte de trás, condizentes com os padrões de segurança, e luzes brancas de LED na frente, que iluminam o caminho de quem pedala.
Veja abaixo como funciona o Torch:
O capacete ainda está em fase de projeto e seus inventores estão levantando fundos coletivamente no site Kickstarter. Se o financiamento for bem sucedido, cada capacete será comercializado por cerca de US$ 100.
Nós já mostramos aqui que as cidades que oferecem mais infraestrutura para os ciclistas, como ciclofaixas e ciclovias, acabam atraindo mais adeptos a essa modalidade de transporte. É o que está acontecendo em Nova York e é o que comprova um estudo de John Pucher e Ralph Buehl, da Universidade de Rutgers, de Nova Jersey.
A pesquisa, intitulada “Pedalando para o trabalho em 90 grandes cidades americanas: novas evidências do papel de ciclofaixas e ciclovias” (ufa!), analisa a relação entre a presença de ciclovias e ciclofaixas e o número de ciclistas em cerca de 90 cidades dos Estados Unidos.
Sem surpresa nenhuma, os pesquisadores concluíram que as cidades com um maior número vias próprias para os ciclistas – ciclofaixas, ciclovias e ciclorrotas – têm um manior número de pessoas que vão para o trabalho de bicicleta.
De acordo com os pesquisadores, essa correlação existe independente de fatores como geografia da cidade, clima, condições socioeconômicas, preço da gasolina ou qualidade do transporte público. Ou seja, é possível concluir que essa correlação poderia existir aqui no Brasil e o número de ciclistas seria muito maior se a infraestrutura fosse mais abrangente.
Além disso, a pesquisa mostrou que cidades mais compactas, com menor número de proprietários de carros e mais estudantes tinham um maior índice de uso da bicicleta como meio de transporte para o trabalho.
Nós já demos algumas dicas de leituras para quem curte bicicleta por aqui, mas geralmente o assunto era relacionado a cicloviagens ou competição. Hoje, o tópico é mulheres no pedal e ‘cycle chic‘!
O livro ‘Heels on Wheels’ (‘Saltos Sobre Rodas’, em tradução livre), escrito pela inglesa Katie Dailey, pode ser uma ótima leitura para as mulheres que estão começando a pedalar ou pensando em adotar a bicicleta como meio de transporte.
Com belas ilustrações e uma linguagem super leve (até para quem não manja muito de inglês), ‘Heels on Wheels’ traz as dicas básicas de ciclismo – segurança, equipamentos, postura, comportamento no trânsito -, mas também traz temas voltados para as necessidades para mulheres, como maneiras de evitar que o cabelo fique amassado pelo capacete, dicas para pedalar de saia e sugestões de acessórios para dar um toque mais feminino à bicicleta.
E não se deixe enganar pelos desenhos fofinhos de mulheres pedalando que povoam boa parte das páginas do livro. O trabalho de Katie Dailey é super sério e todos os temas são abordados com profundidade, mas com muito bom humor.
O livro pode ser encomendado na Amazon.com por US$ 10!
E se todo esse tema de mulheres no pedal te interessa e você quer uma leitura mais séria, recomendamos bastante o livro “Wheels of Change: How Women Rode the Bicycle to Freedom”, da National Geographic, que conta a história fascinante de como as duas rodas ajudaram na emancipação das mulheres na América do Norte no final do século 19 e redefiniu radicalmente as convenções normativas da feminilidade. De acordo com Susan B. Anthony, líder feminista citada no livro, a “bicicleta fez mais para a emancipação feminina do que qualquer outra coias no mundo”.
Além de Rio de Janeiro e São Paulo, outra capital brasileira vai passar a oferecer um sistema automatizado de aluguel de bicicletas: Curitiba!
O projeto está nas mãos da ‘Bicicletaria.Net‘, que vai instalar um sistema com 300 bicicletas. Segundo reportagem do Paraná Online, a empresa vai administrar os bicicletários já existentes no Centro Cívico, Jardim Botânico e São Lorenço, além de implementar um sistema integrado de bicicletários menores para o aluguel das bicicletas.
Ainda segundo o Paraná Online, a empresa prevê que cada bicicletário tenha cerca de 50 bicicletas para aluguel, e no futuro novos três pontos – Santa Quitéria, e terminais do Carmo e do Pinheirinho – devem entrar na malha.
As bicicletas serão monitoradas por GPS e a mensalidade para o usuário deve girar em torno de R$ 15 a R$ 25.
Ciclovia é uma ótima opção para quem usa a bicicleta como meio de transporte
As ciclovias estão cada vez mais difundidas pela paisagem urbana das grandes cidades. Agora, é a vez da Região Metropolitana de SP entrar nessa onda!
O governo do Estado de São Paulo anunciou a implantação de uma ciclovia para interligar sete cidades da Região Metropolitana – Mogi das Cruzes, Guarulhos, Santa Isabel, Itaquaquecetuba, Poá, Ferraz de Vasconcelos e Suzano. Inicialmente, a ciclovia terá apenas 13 quilômetros, mas deve ser prolongada nos próximos anos.
Segundo estudo da Dersa, citado pelo Jornal da Tarde, a Região Metropolitana de São Paulo conta com 305 mil viagens diárias de bicicleta, e é esse o foco desta nova ciclovia, que só deve ficar pronta em 2014 (quanto tempo, não?)
O ponto positivo é que a ciclovia está sendo estudada para interligar terminais de trens e ônibus, universidades e centros comerciais, criando assim um sistema de transporte sustentável e melhorando as condições de quem já pedala por lá.
O único problema é ter de esperar até 2014 para a ciclovia entrar em funcionamento. Quase 2 anos para a construção de 13 quilômetros de ciclovia não é um tempo meio exagerado? Não podemos esquecer que Nova York criou cerca de 400 quilômetros de ciclovias em apenas quatro anos!
Andar por aí de carro está cada vez mais caro. Além dos gastos com combustível, que não param de aumentar, o motorista ainda tem que se preocupar com seguro, IPVA, estacionamento… E ainda tem o tempo perdido nos congestionamentos, e nos dias de hoje, tempo é dinheiro, né?
E como economizar, então? Usando a bicicleta como meio de transporte! Um estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) constatou que ir de bicicleta ao trabalho custa 12 centavos por quilômetro. De carro, esse valor chega a 76 centavos por quilômetro rodado.
Segundo o estudo divulgado em 2011, quem adotar a bicicleta como meio de transporte pode economizar cerca de R$ R$ 2.700 por ano em relação à manutenção de um automóvel.
De acordo com reportagem do O Eco, o levantamento considerou o preço de uma bicicleta nova, a aquisição de acessórios, a depreciação e a manutenção do equipamento, com base em trajetos de 20 quilômetros por dia.
Abaixo, vamos fazer a simulação de uma situação em que a pessoa vai ao trabalho 5 dias por semana, a 7 quilômetros de distância, e também usa a bicicleta para ir até a academia, que fica a 4 quilômetros de distância, três vezes por semana. Veja só:
Em uma semana, apenas nesses dois trajetos, essa pessoa teria pedalado 52 quilômetros. Sabe o que isso significa de economia no bolso, apenas com combustível (sem contar estacionamento, manutenção do carro, seguro, etc)? R$ 16,90! Em um mês, fazendo apenas esses dois trajetos bem curtos, dá pra economizar quase R$ 70 só de combustível! Além disso, nesses 52 quilômetros, a pessoa queimou 3 mil calorias, o que é ótimo para a saúde, e ainda poupou o meio ambiente da emissão de 14 quilos de poluentes.
Viu como é possível evitar que o preço da gasolina tire o seu sono? Quanto mais você pedalar, mais vai economizar. E o único combustível necessário será o arroz e feijão para manter a força nas pernas na hora da subida!
* Atenção: os números da calculadora são aproximados e podem variar, dependendo do preço da gasolina da sua cidade, do nível de congestionamento, do seu preparo físico e do grau de subidas e descidas do percurso
A festa de quem curte bicicleta nunca mais será a mesma! Uma BMX tunada por engenheiros japoneses garante horas de diversão para quem é bom de manobras e curte música.
Como mostrou o blog Tecmundo, a BMX foi alterada para virar uma mesa de DJ, que toca sons de acordo com as manobras de quem está sobre a bicicleta. Quanto mais complexa a manobra, melhor o som remixado na bicicleta.
Não entendeu? Veja o vídeo abaixo!
A invenção é da empresa japonesa Cogoo, que explica que a ideia principal do gadget é transformar as rodas e os freios em ativadores de vários efeitos sonoros. Sensores de movimentos instalados nas rodas servem como controladores de ritmo, e sensores em peças importantes da bike, como o garfo, servem para acionar efeitos sonoros quando as manobras são feitas.
De acordo com o site Engadget, ainda não há um preço definido para toda essa aparelhagem, mas um DJ/ciclista vai apresentar o produto no Kaikoo Popwave Festival deste ano.
Uma notícia que passou meio sem alarde no fim de semana de Páscoa foi a possibilidade de criação de uma ciclofaixa na Avenida Paulista. De acordo com reportagem do Estadão, a Prefeitura estuda a implantação de uma ciclofaixa de lazer na avenida, que funcionaria apenas aos domingos e feriados, seguindo o padrão das ciclofaixas de lazer já instaladas na cidade.
A Prefeitura não descarta, no entanto, a construção de uma ciclovia permanente na avenida, o que seria uma ótima notícia para todos nós que pedalamos diariamente pela cidade. Kassab, no entanto, não foi muito feliz ao dizer que a implantação de uma ciclovia fixa pode “causar um transtorno muito grande a milhões de pessoas”.
Mesmo se a ciclovia permanente não sair do papel, a ciclofaixa de lazer na Avenida Paulista pode trazer grandes benefícios para o uso da bicicleta como meio de transporte na cidade. Ela ficará na avenida mais emblemática da cidade e mostrará de uma vez por todas que a bicicleta é para todos, o que pode incentivar muita gente a tirar o pó da bicicleta para pedalar aos fins de semana. E, depois disso, nós já sabemos que é bem fácil essa pessoa pedalar cada vez mais, não apenas aos fins de semana.
Além da possível ciclofaixa de lazer na Paulista, uma outra boa notícia é que a Prefeitura vai começar a multar os motoristas que ameaçarem a segurança dos ciclistas no trânsito (o que já deveria ser feito “desde sempre”, de acordo com o artigo 201 do Código de Trânsito Brasileiro). Entre as ações que serão punidas está dirigir muito perto dos ciclistas, dar fechadas, cortar na frente das bicicletas para entrar nas ruas e colar na traseira das bicicletas.
Está em Porto Alegre e não sabe pedalar? Neste domingo, 15 de abril, a Cidade das Bicicletas vai receber a Escola da Bici, a partir das 15h. Além da Escola da Bici, haverá também o Brique da Bici, das 14h às 19h, um espaço para conversas, trocas, vendas de peças e etc.
Uma das coisas que mais gostamos de fazer é sair navegando pela web (alô, Pinterest) descobrindo cartazes bacanas para quem curte bicicleta.
Já publicamos alguns no nosso Facebook (já curtiu?), mas selecionamos os favoritos para publicar aqui no blog. Você teria um desses na sua casa? Certamente dá um bom toque na decoração!