Na manhã desta segunda-feira, um dos assuntos mais comentados no Twitter entre quem usa a bicicleta como meio de transporte era sobre Ronaldo, o ‘Fenômeno’. E o tema era bicicleta, e não futebol!
Logo cedo, Ronaldo publicou na sua conta no Twitter que “agora a moda é chegar na reunião de bike”. E junto colocou uma foto dele usando capacete e segurando uma bicicleta.
Não sabemos se essa reunião é aqui em São Paulo ou em alguma cidade da Europa, mas o exemplo dado por Ronaldo, que tem mais de 2,5 milhões de seguidores no Twitter, é muito importante para popularizar a bicicleta como meio de transporte e mostrar que a bike pode (e deve) ser usada por pessoas de todas as classes sociais, inclusive milionários como o ex-jogador.
Vale dizer que Ronaldo estava super antenado na tendência ‘Cycle Chic‘, pedalando com as mesmas roupas usadas na reunião. Ótimo exemplo do ‘Fenômeno’!
Os cariocas estão cada vez mais aderindo à bicicleta como meio de transporte e lazer, e com o aumento do número de ciclistas na cidade, começam a faltar os espaços apropriados para o estacionamento das bicicletas.
Há um enorme déficit de bicicletários no Rio de Janeiro, segundo reportagem do O Globo, mas nesta segunda-feira começa a instalação de um novo modelo de bicicletário público na orla da cidade.
O projeto do designer Guto Índio da Costa é feito de aço inox e foi aprovado pelas secretarias de Urbanismo e Meio Ambiente. No domingo, Carlos Roberto Osório, secretário municipal de Conservação dos Serviços Públicos do Rio de Janeiro, divulgou no Twitter a foto do bicicletário que começará a ser instalado na cidade:
Bicicletário que será instalado na orla
Ao todo, 18 bicicletários serão instalados no canteiro central das avenidas Delfim Moreira, no Leblon e Vieira Souto, em Ipanema, na Zona Sul da cidade. Segundo Carlos Osório, inicialmente apenas essas duas regiões irão receber o equipamento, mas se for aprovado pelos usuários haverá uma expansão para outras áreas da cidade.
De acordo com reportagem do jornal O Dia, há três anos, eram 650 vagas para estacionamento de bicicletas e, atualmente, este número chega a três mil.
O Rio de Janeiro, que já tem muita gente usando a bicicleta para lazer, investe pesado na bicicleta como meio de transporte. Atualmente com cerca de 150 quilômetros de ciclovias, a cidade prevê assumir a liderança latino-americana em quilômetros de ciclovias construídas, superando a colombiana Bogotá, com o programa “Rio Capital da Bicicleta“.
Você deve se lembrar daquele prefeito de Vilnius, capital da Lituânia, que pegou um tanque de guerra para esmagar carros que estavam estacionados nas ciclofaixas da cidade, né? Mas se você não lembra, veja o vídeo abaixo:
A cena que você viu acima foi um ‘stunt publicitário’ promovido pelo prefeito Arturo Zuokas para chamar a atenção da população da capital da Lituânia para a importância do respeito às ciclofaixas.
Nesta semana, Zuokas apareceu com mais um vídeo na web. Durante uma visita a Nova York, o político cicloativista começou a colar adesivos com os dizeres ‘não me faça pegar o tanque’ nos carros estacionados sobre as ciclofaixas da cidade. Hilário e ao mesmo tempo muito educativo.
Veja no vídeo abaixo:
É de gente como Arturo Zuokas que precisamos. Se a ciclofaixa está lá, ela deve ser respeitada! :)
Quem passou pelas ruas do bairro de Moema, zona sul de São Paulo, nas últimas semanas deve ter notado alguma coisa diferente. Duas das principais avenidas que cortam o bairro, a Rouxinol e a Pavão, ganharam uma ciclofaixa permanente, pintada de vermelho, no lado esquerdo da via!
O trajeto já está todo pintado, mas a ciclofaixa ainda não foi inaugurada oficialmente. De acordo com reportagem do Radar SP, a inauguração deve acontecer até a segunda semana deste mês.
Ao contrário da Ciclofaixa de Lazer de São Paulo, que só funciona aos domingos e feriados, as ciclofaixas de Moema são permanentes e estão ativas todos os dias. Na ciclofaixa, não existe separação física por meio de muretas ou grade entre as faixas para bicicleta e o restante do tráfego, e o espaço do ciclista deve ser respeitado pelos veículos.
Em alguns trechos da ciclofaixa, que tem três quilômetros no total, as vagas de estacionamento de veículos foram deslocadas para a direita, e a coisa pode ficar meio confusa. Com os carros estacionados praticamente no meio da rua, os ciclistas ficam ‘invisíveis’ para quem entra em garagens ou estacionamentos comerciais, o que pode ser perigoso.
Nesta semana, visitamos a ciclofaixa de Moema e constatamos um claro desrespeito dos motoristas que estavam estacionados sobre a demarcação para as bicicletas. Apesar de a via ainda não ter sido inaugurada oficialmente, já havia ciclistas pedalando por ali. Veja nas fotos e no vídeo abaixo:
Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, os carros que invadirem o espaço poderão ser multados. A CET não informou o valor da multa, mas disse que na primeira etapa haverá apenas orientação aos motoristas e ciclistas para, só depois, começar a aplicar multas.
Além do desrespeito de alguns motoristas que estacionaram sobre a ciclofaixa, a mudança no bairro de Moema gerou polêmica entre alguns comerciantes, que não gostaram de perder as vagas de estacionamento na rua. Em comentário na Folha de S. Paulo, uma dona de padaria criticou a medida e afirmou: “Isso é um perigo. Imagina os atropelamentos que vão ter nessa faixa. A pessoa entra na loja, não vê a bicicleta e acaba atropelando”, disse.
Além da ciclofaixa nas duas avenidas, o bairro de Moema ganhou também em novembro cerca de 6,5 quilômetros de ciclorrota, que é uma via comum, compartilhada com carros, mas sinalizada de modo que a preferência seja sempre do ciclista.
Como é possível ver pelo mapa, a ciclofaixa de Moema deverá ser bastante usada por quem circula pelo bairro, mas uma possível ampliação pode ligar a região até outros polos importantes, como a Vila Olímpia ou alguma estação próxima de metrô, o que já seria interessante.
Numa pedalada rápida que demos pelo local, tivemos que desviar de alguns buracos enormes no meio fio, o que pode ser perigoso em dias mais movimentados. Além disso, tivemos de sair da ciclofaixa e usar a rua nos trechos em que os motoristas estacionaram sobre a faixa pintada, em claro desrespeito aos ciclistas.
No geral, a ciclofaixa de Moema é uma ótima iniciativa para a cidade de São Paulo, desde que seja um projeto embrionário com perspectiva de crescimento e de implementação em outros bairros da cidade.
Torcemos (muito!) para que nos próximos anos uma grande rede de ciclofaixas seja interligada com ciclorrotas e com ruas e avenidas da cidade, para que os ciclistas tenham cada vez mais opções seguras de compartilhamento da via pública.
Os jeans da linha Commuter têm tecido e estrutura aprimorados, mais resistentes, que aumentam a mobilidade e a durabilidade enquanto protegem os ciclistas dos riscos potenciais nas pedaladas.
Além disso, a calça tem cós especialmente projetado para guardar a trava da bicicleta, bolso traseiro para iPod, maior altura traseira (para não pagar cofrinho!), tecido reforçado no cavalo (para não rasgar), bolsos traseiros e passadores da cintura, e tecido strech de desempenho.
Os produtos Commuter by Levi’s® possuem, ainda, a 3M ScotchliteTM, que integra de forma sutil uma refletividade de 300 mil velas nas principais áreas das roupas. O mais legal de tudo é que o jeans sofreu um tratamento de impermeabilização e não fica muito molhado na chuva!
Estamos a poucos dias do Dia Mundial Sem Carro de 2011. Este ano, a edição brasileira promete ser bem vigorosa e especial.
Acontece em todo o mundo, no dia 22 de setembro, o Dia Mundial Sem Carro. Neste dia, todas as pessoas são incentivadas a deixar o carro em casa e ir para o trabalho, escola ou passeio de uma maneira diferente. Seja de bicicleta, de transporte público ou até a pé. A ideia é mostrar que é possível cumprir sua rotina sem depender de um veículo.
Nos últimos anos temos assistido a uma mobilização cada vez maior da sociedade no sentido de considerar a bicicleta como meio de transporte sério e viável, inclusive pelo próprio esgotamento do modelo de transporte atual, completamente centralizado nos carros.
A campanha do Dia Mundial Sem Carro nasceu na França, em 1998, com apenas 35 cidades participantes. Em 2000, outros países da Europa passaram a adotar a data e o manifesto tomou força. O movimento chegou ao Brasil em 2001, com a participação de 11 cidades. Em 2004, mais de 1.500 cidades participaram da ação, distribuídas em 40 países.
Aguarde mais informações sobre os eventos do Dia Mundial Sem Carro deste ano!
A rivalidade de alunos, taxistas e motoristas de ônibus contra os ciclistas que treinam aos fins de semana na Cidade Universitária, o campus da USP, está chegando a níveis extremos. Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, tachinhas estão sendo colocadas na rota dos ciclistas para furar os pneus das bicicletas.
As tachinhas, segundo os ciclistas, são jogadas no asfalto da regiãod a raia olímpica e da praça da Reitoria. Além de furar os pneus, o maior perigo dessa ‘tática’ criminosa é a possibilidade de acidentes, uma vez que os atletas que treinam na USP são de alta performance e pedalam em pelotões com velocidade de até 45 km/h.
A Coordenadoria do Campus da USP disse que não tinha conhecimento do problema com as tachinhas e orienta os atletas a registrarem as queixas na Guarda Universitária para que os casos sejam investigados.
Se você teve seu pneu furado por alguma tachinha malandra ou qualquer outro objeto, veja as dicas abaixo do Eu Vou de Bike:
Essa é para os ciclistas que curtem pedalar durante a noite! A marca alemã Vandeyk lançou uma edição limitada da bicicleta ‘Nightstream’, que tem várias listras em cores bem fortes no quadro preto.
O quadro é bem simples, sem muitas firulas, e dá espaço para que o destaque fique por conta da pintura criada pelo designer Harry Seifert. Como está em edição limitada, apenas 25 exemplares da ‘Nightstream’ serão fabricados, todos de forma artesanal. O preço, é claro, não foi divulgado, mas deve ser muito caro.
Se você se interessou pela bicicleta personalizada, não custa mandar um e-mail para a fábrica para pedir mais informações e, quem sabe, encomendar uma para você!
A exposição ‘Bicicleta, histórias e curiosidades’, que acontece no Rio de Janeiro, vai receber neste fim de semana um animado debate com Thais Lima, diretora de Comunicação e Marketing da VELIMOBI, no tema ‘Mulheres e Seus Ciclos‘.
A conversa vai girar em torno do que a bicicleta pode fazer pela mulher, com troca de experiências, exemplos de mulheres que desbravam o mundo sobre duas rodas e também um fórum de ideias para aumentar o uso da bicicleta no Rio de Janeiro (e em outras cidades, por que não?”!)
A conversa é parte da expo ‘Bicicleta, histórias e curiosidades’, que só vai até o dia 4 de julho. O evento traz fotografias, vídeos, palestras e réplicas de bicicletas desde o século 19.
Serviço:
Debate ‘Mulheres e Seus Ciclos’
3 de julho, 15h
SESC Flamengo
Rua Marquês de Abrantes, 99, Rio de Janeiro, RJ
Entrada franca
A bicicleta como meio de transporte ainda é vista por muitos no Brasil como uma coisa masculina. Felizmente isso está mudando, graças ao trabalho e ativismo de mulheres como as Pedalinas, a Mulher de Ciclos, a Gata de Rodas e muitas e muitas outras mulheres ciclistas por aí.
Recebemos o vídeo abaixo no e-mail e resolvemos publicar aqui como uma homenagem às mulheres que pedalam. As imagens mostram que sim, é possível pedalar de saia. É possível pedalar sem perder a vaidade. É possível ser feliz pedalando!