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Blog Vou de Bike

Postado em 11 de dezembro por Eu Vou de Bike

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Características de uma bicicleta urbana

Por sugestão de nossa leitora Mariane, decidimos reunir neste post as principais características de uma bicicleta urbana, bem como os equipamentos obrigatórios e os desejados para uma melhor performance na cidade.

Com a recente especialização que o mercado das bicicletas vem experimentando, é possível adquirir uma bicicleta completamente concebida e manufaturada para o uso urbano como meio de transporte. Mas aqui no Brasil, infelizmente, isto ainda está muito longe da realidade, e o mais comum é encontrarmos bicicletas “adaptadas” para o uso na cidade, quando muito!

Na maioria dos casos, seja pela falta de informação ou de recursos, o que encontramos são mountain bikes, bicicletas utilitárias (aquelas com geometria para transportar grandes cargas), algumas estradeiras mais antigas e por aí vai. Todas elas executam a tarefa de nos transportar, mas se podemos realizar algo com mais conforto e eficácia, por que não?

A bicicleta é comprovadamente o melhor meio de transporte para distâncias até 7 km, aproximadamente. Lógico que ela pode ser utilizada em distâncias maiores, como também pode ser utilizada comutada com outros meios de transporte, tais como ônibus, trens, metrôs, e até carros.

Agora para quem utiliza a bicicleta como meio de transporte, algumas características mínimas são bem aceitáveis, a saber:

- geometria adequada, fornecendo uma posição mais “ereta” ao ciclista (upride), com isto possibilitando maior conforto e mais visibilidade, tanto do ciclista propriamente dito, quanto a percepção deste por parte dos outros integrantes do trânsito.

- pneus mais finos (de 1.0 a 1.5 polegada) e lisos, ou seja, sem os cravos tão comuns nas mountain bikes. Os pneus podem ser também do tipo híbridos, em que o centro do pneu é liso e a lateral contém alguns cravos baixos. Se o aro for 700 ao invés do 26 (mais comum) também teremos um rodar mais confortável e regular.

- bagageiro, que pode ser dianteiro, traseiro, ou mesmo, dependendo da necessidade de carga no transporte, bagageiros dianteiros e traseiros. Inclusive estes podem conter alforges, que protegem melhor nossa carga.

- paralamas dianteiro e traseiro, para evitar a provável “sujeira” que a cidade contém e que fatalmente nos atinge.

- protetor de corrente: para permitir a utilização de roupas “normais” em nossas idas e vindas aos compromissos.

- transmissão interna no cubo traseiro, evitando assim, mecanismos complexos expostos, e diminuindo a necessidade de manutenção periódica.

Como itens obrigatórios pelo código nacional de transito (CONTRAN, art. 105), temos que ter:

- a campainha;

- sinalização reflexiva noturna dianteira (cor branca):

- sinalização reflexiva noturna traseira (cor vermelha);

- sinalização reflexiva nos pedais, e

- espelho retrovisor do lado esquerdo.

Esperamos com estas informações ajudar a tornar seu pedal urbano mais eficiente e agradável.

E lembre-se: sempre que possível, vá de bike! E não se esqueça de usar os itens de proteção individual: capacete, luvas e óculos.

Por Guga Machado, com a colaboração de Leandro Valverdes, sócio-proprietário da loja especializada em bicicletas urbanas, a Ciclo Urbano. Agradecimentos também a Biketime


Postado em 26 de março por gugamachado

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Como foi o encontro com o Prefeito da maior cidade da América Latina

por @DanielGuth

Na ultima sexta-feira (22/03) um grupo de ciclistas foi recebido pelo Prefeito Fernando Haddad, na sede da Prefeitura paulistana.

Reunião motivada a partir da manifestação na Avenida Paulista em favor da vida e em repúdio ao atropelamento do ciclista David – que se estendeu até a porta da casa do Prefeito, no Paraíso – o encontro reuniu representantes das nossas entidades, da sociedade civil e do poder público municipal.

Relatamos, abaixo, a ATA COMPLETA do encontro, com o descritivo do que foi discutido (informações organizadas pela Associação Ciclocidade e revisadas pelos ciclistas que estiveram presentes).

Só uma observação antes da leitura: muito foi dito sobre este encontro, nas redes sociais. Apesar do descrédito agudo e justificado que temos das instituições públicas e políticas, houve um consenso entre o grupo que lá esteve reunido de que é momento de dar um “salto de fé”, acreditar nas decisões imediatas e na real possibilidade de termos uma cidade cada dia mais inclusiva ao ciclista urbano.

Independente de sabores partidários, resultados eleitorais, disputas de poder (no micro e no macro), é momento de refletirmos e estendermos nossas mãos para uma cidade melhor. Uma boa expressão para este momento, traçando um paralelo com o pós-guerra e a reconstrução da sociedade japonesa, é o ditado Kaizen “hoje melhor do que ontem, amanhã melhor do que hoje”. Um melhor que não seja o meu melhor, que pode não ser o seu melhor, mas o melhor com o foco EXCLUSIVO no interesse público. E vale reforçar, concluindo, que o interesse público muitas vezes é conflitante com o senso comum. Caberá ao chefe do executivo, portanto, saber governar com o norte no interesse público, mesmo que isto represente, por vezes, ter de contrariar o senso comum.

E vamos à ATA DA REUNIÃO:

Reunião entre ciclistas e prefeito Fernando Haddad

Dia: 22/03/2013 - Hora: 06h
Local: Prefeitura Municipal de São Paulo

Estiveram presentes:

Fernando Haddad, prefeito de São Paulo; Chico Macena, secretário de Coordenação das Subprefeituras; Ronaldo Tonobohn, superintendente de Planejamento da CET; Gustavo Vidigal, chefe de Gabinete do Prefeito; Felipe Aragonez, diretor do Instituto CicloBr; Gabriel Di Pierro e Jéssica Martineli, diretores da Ciclocidade; Raphael Monteiro, do Bike Anjo; Ricardo Corrêa, da TCUrbes; Sérgio Zolino, do Pedala São Paulo; Willian Cruz, do site Vá de Bike; Arturo Alcorta, Daniel Guth, Emerson Violin, Renata Falzoni, Renata Winkler, Roberson Miguel dos Santos e Thiago Pereira, membros da sociedade civil.

A diretora da Ciclocidade, Jéssica Martineli, iniciou a reunião apresentando o grupo presente e agradeceu ao prefeito pela oportunidade de agendar a reunião para ouvir a demanda dos ciclistas. Falou da importância do momento e que o grupo representa apenas uma pequena parte da diversidade de ciclistas da cidade. Informou que todos vêm acompanhando sua atuação em prol dos ciclistas desde o ano passado, durante o processo eleitoral, quando ocorreu a assinatura da Carta de Compromisso com a Mobilidade por Bicicletas, e, posteriormente, por meio de seu programa de governo, que apresenta propostas específicas para a área. Afirmou que o grupo ali entende que já existem diversas propostas para quem pedala, que elas contemplam parte do que os ciclistas esperam do poder público, porém, que essas ações devem ser colocadas em prática com urgência, para evitar incidentes como o ocorrido com o ciclista David Santos Sousa, fato que acabou mobilizando os ciclistas e culminou no agendamento da reunião. O grupo levantou cinco pontos que devem ser discutidos e tratados com urgência, informou.

Gabriel Di Pierro, também diretor da Ciclocidade, fez a apresentação destas considerações mais relevantes ao prefeito: 1) realização de campanhas educativas que reforcem o espaço que o ciclista pode ocupar na rua, garantido por lei, ação que aparentemente é possível de ser realizada, de maneira imediata; 2) acalmamento do tráfego e a redução de velocidade, algo que já foi anunciado pelo governo e vimos como positivo, e que também pode ser colocado em prática, inclusive, na avenida Paulista; 3) gostaríamos que as políticas fossem construídas com a participação dos ciclistas, dentro de espaços formais, como o Pró-ciclista, em audiências locais onde estão sendo executados os projetos, em espaços nas Subprefeituras e com acesso aos projetos; 4) ter um órgão que coordene as ações ligadas à bicicleta, algo previsto no plano de governo, e que pode ajudar a viabilizar as ações; 5) pensar no orçamento destinado às ações pró-bicicleta, para que a falta de recursos não atrapalhe a execução dos projetos. Di Pierro também pediu cuidado com as manifestações públicas da prefeitura, lembrando que ao desaconselhar o trânsito de bicicleta em algumas vias como a Avenida Paulista, o poder público pode contribuir para uma compreensão errônea de que bicicletas não podem circular nesses viários, gerando maior animosidade em relação aos ciclistas. Encerrou sua fala ressaltando a importância do prefeito indicar ações mais imediatas.

O prefeito Fernando Haddad iniciou sua fala contando suas impressões sobre os primeiros 90 dias do seu governo e sobre as primeiras ações realizadas pela nova gestão. O prefeito informou que os ciclistas são o segundo movimento social recebido por ele, lembrando que havia se reunido somente com movimento da moradia. Disse que a prefeitura está cuidando, em primeiro lugar, das situações que envolvem a vida das pessoas e de salvaguardar a integridade física delas. Nesse contexto, saúde, educação e a questão do trânsito/mobilidade estão sendo tratados emergencialmente. O prefeito afirmou ainda que percebe que São Paulo peca muito na questão da comunicação e da participação, que a cidade não se comunica. Haddad disse que no caso da bicicleta é preciso comunicar melhor qual é a nova realidade da cidade, pois as pessoas mais velhas ainda têm a consciência de que a bicicleta é para ser usada onde não tem carro. Disse que é preciso se readequar ao que está acontecendo no mundo, com relação à questão ambiental e à questão da mobilidade, e que será preciso reeducar as pessoas para uma outra dimensão. O prefeito reforçou que está 100% de acordo com o primeiro ponto apresentado pelos ciclistas. Sobre a participação, o prefeito afirmou que também acha essencial e por isso estão montando o Conselho da Cidade, com mais de cem pessoas, para ter um canal, para ouvir. Os conselhos estavam desidratados ou nem haviam sido constituídos e agora eles irão retornar, disse o prefeito. Segundo Haddad, a CET tem que ter um espaço de participação da sociedade civil. Sobre o orçamento, o prefeito informou que isso será discutido ao longo de sua gestão, pois recursos poderão vir de parcerias. Haddad informou então que será feito um plano de comunicação. Falou ainda que a prefeitura pode exigir das concessionárias de ônibus que sejam realizados cursos com motoristas de ônibus para sensibilização e sugeriu que sejam feitos eventos para sensibilizar os motoristas. O prefeito pediu licença da reunião para conceder uma entrevista e informou que retornaria a seguir.

Na sequência, o superintendente de Planejamento da CET, Ronaldo Tonobohn, iniciou sua fala informando que já vem conversando com alguns representantes de ciclistas sobre o que a Secretaria de Transportes e a CET pensa a respeito do sistema cicloviário de São Paulo, e que já há produção de infraestrutura cicloviária espalhada em vários órgãos da cidade (Secretarias do Verde e Meio Ambiente, Esportes, Turismo, Transportes e nas Subprefeituras). Tonobohn disse que a SMT está fazendo um esforço grande para coordenar essas diversas ações, mas que há ainda outros produtores de infraestrutura cicloviária na cidade que a Prefeitura não tem controle, como a Sabesp, Petrobrás, CPTM e Metrô. É por isso, afirmou Tonobohn, que é preciso ter muito cuidado sobre o que a Prefeitura pode admitir que seja de fato infraestrutura cicloviária, que há produção de infraestrutura que é muito importante e estruturante, mas que há casos em que se quis dar uma ocupação ao terreno, repassando a responsabilidade de manutenção. Tonobohn disse que vem insistindo em usar o termo sistema cicloviário, e não ciclovia, porque já há um entendimento de que ciclovia não é a solução, mas sim uma composição de soluções, e as soluções de compartilhamento são muito simpáticas para a gestão municipal. Segundo o superintendente, o planejamento atual da CET foca a implantação de um sistema cicloviário voltado para a demanda de regiões da periferia da cidade. Segundo Tonobohn, já existem projetos prontos para serem implantados na região do Jardim Helena, na Zona Leste; na região do Jardim Brasil, na Zona Norte; e no Grajaú, na Zona Sul – regiões onde há demanda e que precisam de estrutura. De acordo com Tonobohn, nas grandes avenidas será dado o máximo de proteção ao ciclista.

Questionado se esses projetos são os mesmos herdados da gestão anterior, Tonobohn informou que há 60 km previstos em projeto executivo pronto que serão implantados e que a prefeitura já está buscando recursos para isso, e estão sendo desenvolvidas as complementações desses três sistemas que vão se somar a mais 270km para atender uma demanda existente. Segundo Tonobohn, nas vias de tráfego mais pesado, vias estruturais e arteriais, a CET vai procurar privilegiar o tráfego segregado, pois há a preocupação de dar proteção ao ciclista. A prioridade, informou Tonobohn, é viabilizar o que tem projeto e atender uma demanda que existe de trabalhadores, de classe mais baixa, que precisa ser assistida, com a diretriz clara de integrar o sistema de bicicletas com o sistema de transporte coletivo.

De acordo com Tonobohn, foi adotada a diretriz de que toda via nova tem que ter sistema cicloviário, todas as compensações ambientais e todos os pólos geradores que têm sido avaliados precisam apresentar soluções para a bicicleta. Segundo Tonobohn, o segundo momento de desenvolvimento do plano é trabalhar em cima da mudança de modal da cidade. Segundo ele, há os projetos para atender a demanda citados, a consolidação da rede cicloviária que já existe na cidade e o próximo passo é mapear as viagens de automóveis que tenham no máximo 7km e começar a trabalhar, em cima das origens dessas viagens, a promoção da migração de modal, viabilizando condições para que os motoristas possam mudar para o modal bicicleta, consolidando a bicicleta como o segundo modal de transporte da cidade, atrás apenas dos coletivos.

O secretário de Coordenação das Subprefeituras, Chico Macena, disse que existe uma vontade política muito grande, inclusive do próprio prefeito, em favor de uma nova política de mobilidade para a cidade, mas que também existe uma resistência das estruturas, e que é preciso promover uma mudança cultural dentro da própria administração, para também promover uma mudança de paradigma da própria sociedade. O secretário acredita que há uma grande oportunidade de avançar, que antes existiam ações de guerrilha, pontuais, e agora é preciso promover mudanças estruturais para mostrar a viabilidade da bicicleta na cidade. Para isso, afirmou o secretário, há oportunidades favoráveis, como o debate do Plano Diretor, com perspectiva dos próximos seis meses. O Plano Diretor hoje, afirmou o secretário, contém diversos projetos de ciclovias que não se articulam a nada, e uma das bases que será preciso considerar para realizar a revisão dele, será o Plano Nacional de Mobilidade Urbana. O Kazuo Nakano (arquiteto e urbanista) vai coordenar o processo do Plano Diretor, disse o secretário, e está acertado que haverá uma abertura bem específica para os ciclistas, com discussões temáticas, para ajudar a promover essa mudança cultural. De acordo com o secretário, é preciso ter feitos demonstradores, com projetos estruturantes a partir dos conceitos que se defende, para poder mostrar que é viável e real.

O diretor da Ciclocidade, Gabriel Di Pierro, perguntou ao secretário se seria viável a realização de um seminário de sensibilização sobre a mobilidade por bicicletas para profissionais da Prefeitura. Chico Macena afirmou que considera possível. O secretário seguiu sua fala, informando que no início desta gestão foi cogitado colocar o tema ‘mobilidade por bicicletas’ para ser tratado em outros órgãos, mas que ele defendeu que o assunto fosse tratado na Secretaria de Transportes, pois se defendemos a bicicleta como um modal de transportes, a SMT precisa assumir essa responsabilidade.

A diretora da Ciclocidade, Jéssica Martineli, perguntou sobre a previsão de retomada do Pró-Ciclista (grupo do executivo formado por órgão municipais para fomentar o uso da bicicleta), e o superintendente Ronaldo Tonobohn, informou que o decreto que formaliza o grupo, seu formato e forma de participação, está sendo revisto, assim como outros processos e estruturas dentro da CET.

O secretário Chico Macena tomou a palavra novamente para informar que há a intenção de criar um programa de empréstimo gratuito de bicicletas na cidade, inclusive articulado ao bilhete único, mas que há uma dificuldade na modelagem e financiamento do projeto, pois a iniciativa privada não tem indicado interesse em promover ações na periferia.

De volta à reunião, o prefeito foi questionado se de fato haverá esse diálogo entre ciclistas e a Prefeitura, e o prefeito perguntou ao secretário Chico Macena qual seria a sugestão para institucionali-zá-lo. Macena reforçou que esse diálogo deve se dar via Secretaria Municipal de Transportes; lembrou da revisão do decreto do Pró-ciclista, sua composição e suas atribuições, espaço onde os projetos que estão em andamento poderão ser debatidos; e também durante a revisão do Plano Diretor, com grupos temáticos para tratar da bicicleta. Esses três pontos darão conta de discutir a política geral e os projetos para a bicicleta, destacou o secretário. O Prefeito se manifestou sobre o tema da redução de limites de velocidade além das possíveis “zonas 30”, dizendo que vai considerar, mas será necessário fazer uma avaliação sobre os locais viáveis.

Como encaminhamento da reunião, o prefeito Fernando Haddad sugeriu uma campanha de comunicação imediata, pensada estrategicamente e para ser veiculada em rádio, feita com a contribuição dos ciclistas, e perguntou quem gostaria de ser o interlocutor desse processo com a Prefeitura. Willian Cruz, Renata Falzoni e Felipe Aragonez, que trabalham com comunicação, se voluntariaram a contribuir e intermediar o processo. Após os encaminhamentos sobre a produção da campanha, o prefeito deu a reunião por encerrada.


Postado em 19 de novembro por Eu Vou de Bike

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Holandeses já têm o “problema” que queremos ter

As cidades que registram índices de congestionamento absurdos, como São Paulo, sofrem com o excesso de veículos e a falta de lugar para estacionar. E quando o mesmo começa acontecer na Holanda, mas em relação às bicicletas? Esse é um “problema” que nós queremos ter!

Segundo reportagem da AFP publicada na última semana, os problemas enfrentados pelos motoristas nas grandes metrópoles, agora começam a afetar os milhões de ciclistas que pedalam diariamente pelas ruas de Amsterdã. “Os holandeses estão simplesmente ficando sem espaço para acomodar os cinco milhões de ciclistas que tomam as ruas todos os dias”, diz a reportagem.

>> Veja um impressionante vídeo com cenas da hora do rush das bicicletas na Holanda

De acordo com relatório do conselho municipal de Amsterdã, a capital do país, as vias exclusivas para bicicletas mais movimentadas ficaram pequenas demais para o crescente número de ciclistas na cidade. “Virou uma dor de cabeça”, afirmou Wim Bot, da Associação Holandesa de Ciclismo.

Como resultado, diz a reportagem, é cada vez mais comum ver verdadeiros congestionamentos de bicicletas nas vias mais movimentadas, além da falta de espaço para estacionar as bikes nas regiões mais movimentadas da cidade e até acidentes envolvendo duas ou mais bicicletas.

No vídeo abaixo, é possível ver alguns estacionamentos de bicicletas completamente lotados em Utrecth, uma das cidades com o maior índice de ciclistas do país:

É claro que o caminho para uma cidade mais amigável é a bicicleta, e esse “problema” enfrentado pelos holandeses pode ser facilmente contornado e solucionado com medidas e obras pontuais. Seria muito bom se a gente aqui no Brasil também tivesse esse tipo de dor de cabeça, e não enfrentássemos os grandes congestionamentos e falta de planejamento urbano que estamos acostumados.

E não é de hoje que os holandeses disputam espaço na rua para as bicicletas. Um vídeo publicado aqui no Eu Vou de Bike em janeiro deste ano mostra os ciclistas do país entre os anos de 1900 e 1930 disputando a rua com carroças e cavalos! Dá uma olhada:

No vídeo acima, é possível perceber que os ciclistas não tinham vias próprias para pedalar, como ciclovias e ciclofaixas. Hoje, a realidade é muito diferente graças, principalmente, à pressão da população. Veja um documentário traduzido para o português mostra como surgiram as ciclovias holandesas.

- Via Bike Commuters


Postado em 30 de outubro por Eu Vou de Bike

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Deputados do Paraná aprovam Mês da Bicicleta

O Paraná vem dando bons exemplos quando o assunto é mobilidade urbana e bicicletas. Depois de Gustavo Fruet, prefeito eleito de Curitiba, capital do Estado, ter afirmado que irá para sua posse pedalando, ficamos sabendo que a Assembleia Legislativa do Paraná aprovou (em primeira instância) um projeto de lei que institui o Mês da Bicicleta no Estado.

O PL 316/12 é de autoria do deputado Rasca Rodrigues (PV) e pode ser lido na íntegra aqui (em pdf). O objetivo do Mês da Bicicleta, segundo Rasca Rodrigues, é “mobilizar toda a sociedade em ações e campanhas que esclareçam e incentivem o uso da bicicleta como meio de transporte eficiente e sustentável”.

“O projeto cria no mês uma grande discussão e reflexão. O projeto busca que as políticas públicas coloquem a questão da bicicleta dentro do centro de decisão do governo numa modalidade de transporte extremamente importante nos países civilizados, como é a Holanda, a França, a Espanha…”, disse o deputado.

Ouça abaixo a entrevista:

O projeto foi aprovado em uma primeira votação após receber parecer favorável da Comissão de Constitução e Justiça. Agora, deve haver uma nova votação entre os deputados e, caso a lei seja aprovada, dependerá ainda da sanção do governador.

Como bem lembrou o blog Ir e Vir de Bike, o mês de setembro já é, informalmente, um mês dedicado à mobilidade urbana e ao uso da bicicleta como meio de transporte.

A proposta do projeto de lei, no entanto, é positiva para referendar as atividades que já são realizadas ao longo de todo o mês de setembro e ainda incentivar a promoção e a realização de novas ações educativas e de conscientização para aumentar o número de ciclistas nas ruas.

O que você acha da proposta do deputado Rasca Rodrigues? Gostaria de ver o Mês da Bicicleta oficializado no seu Estado ou na sua cidade? Deixe seus comentários!


Postado em 17 de setembro por Eu Vou de Bike

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Veja a agenda para a Semana da Mobilidade

Uma pesquisa da rede Nossa São Paulo mostrou que o paulistano gasta em média 2h30 no trânsito todos os dias. Esse dado alarmante só mostra que a mobilidade urbana é uma preocupação que deve ser levada a sério nas grandes cidades, e é com a intenção de discutir esse tema que anualmente é promovida a Semana da Mobilidade.

Neste ano, a Semana da Mobilidade vai de 16 a 22 de setembro, quando acontece o Dia Mundial Sem Carro. Ao longo da Semana da Mobilidade, várias ações educativas acontecem em várias cidades do Brasil.

Vamos listar algumas atividades abaixo, e se você tiver alguma sugestão para esta semana, envie um e-mail para contato@euvoudebike.com e inluiremos seu evento neste post.

SÃO PAULO

Terça, 18/9
- Oficina Bike Anjo
Quer aprender a pedalar com segurança? Participe da Oficina Bike Anjo. É grátis!
Terça-feira, dia 18 de setembro, às 20 horas, na Sede do Idec (Rua Desembargador Guimarães, 21 – Água Branca)

Quarta, 19/9
- Balada da Mobilidade no Bar do Netão
A partir das 20h, haverá happy hour no Bar do Netão, na Rua Augusta, 822. A entrada é grátis e terá bicicletário na porta!

Quinta, 20/9
- Debate na Livraria Cultura do Shopping Bourbon com o tema de “O Desafio da Mobilidade Urbana no Brasil: Onde vamos parar?”. A entrada é grátis e começa às 19h.

Sexta, 21/9
- Vaga Viva na Rua Padre João Manoel com a Av. Paulista. Vamos transformar uma vaga de estacionamento para atividades de lazer e convivência das pessoas. A vaga viva acontece das 8h às 18h.

Sábado, 22/9
- Dia Mundial Sem Carro! Deixe seu carro na garagem e use um meio de transporte alternativo para se locomover no sábado! Em São Paulo teremos a Praia na Paulista; veja mais informações aqui.

PARATY

A cidade de Paraty também tem atividades para o Dia Mundial Sem Carrro.

Você tem alguma sugestão de evento para esta semana? Envie um e-mail para contato@euvoudebike.com e inluiremos seu evento neste post!


Postado em 12 de junho por Eu Vou de Bike

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Bicicletas na Rio+20

Falta pouco mais de uma semana para a alta cúpula da Rio+20, mas muita coisa relacionada ao desenvolvimento urbano e ao uso da bicicleta como meio de transporte já está sendo feita para marcar o evento.

A Rio+20 acontece vinte anos após a Eco-92, também no Rio de Janeiro, que volta a sediar um encontro internacional para discutir o meio ambiente. Oficialmente batizada de Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20 vai definir a agenda do desenvolvimento sustentável para as próximas décadas, e a bicicleta é essencial no planejamento de uma sociedade mais verde.

E as bicicletas estarão presentes na conferência! No último domingo, saiu de São Paulo um ‘bonde’ de ciclistas que estão pedalando até o Rio de Janeiro para participar da Rio+20.

Além do bonde paulista, também já estão a caminho do Rio de Janeiro dois outros grupos de ciclistas, um que saiu da região Nordeste e outro que saiu da região Centro-Oeste.

Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, no último dia da cúpula, 22 de junho, os ciclistas irão se reunir para uma bicicletada na Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro!

Assista ao vídeo da Folha de S. Paulo e saiba mais!


Postado em 7 de maio por Eu Vou de Bike

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Concurso de roteiro dá prêmio de R$ 10 mil

Você é criativo e adora bicicletas? Gostaria de concorrer a um prêmio de R$ 10 mil? Então se liga, porque a Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, por meio do CCJ Ruth Cardoso e do NUPA (Núcleo Paulistano de Animação), abriu as inscrições do Prêmio Aquisição para um roteiro de de animação com o tema “Bicicletas em São Paulo”.

As inscrições podem ser feitas até o dia 9 de junho, de terça a domingo (10h às 17h) na recepção do CCJ Ruth Cardoso, que fica na zona norte de São Paulo.

Segundo a organização do concurso, não é necessário story-board ou desenhos. O que vale é uma BOA IDEIA, criativa, original e marcante.

Basta escrever o roteiro no formato indicado no edital. Qualquer um pode participar: profissional, amador, estudante, mas é necessário comprovar que mora em São Paulo há pelo menos dois anos.

>> Baixe o edital aqui

CCJ Ruth Cardoso
http://ccjuve.prefeitura.sp.gov.br
Av. Deputado Emílio Carlos, 3641 – Vila Nova Cachoeirinha
(11) 3984 2466

- Via Smelly Cat


Postado em 24 de fevereiro por Eu Vou de Bike

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Bicicleta clássica tem detalhes em madeira e cortiça

Hoje é sexta-feira, dia de babar um pouco nessa bicicleta em estilo clássico/vintage criada em uma parceria entre um estúdio de design de San Francisco, nos EUA, e o designer de bicicletas Nicholas Riddle.

De acordo com o site TreeHugger, a bicicleta foi feita usando um frame Columbus SL e teve como base a clássica bike Cinelli Supercorsa 1978.

O mais interessante dessa bicicleta é a atenção dada aos detalhes. Reparem nas fotos abaixo a moeda de 25 centavos de dólar e as rolhas super ‘old school’ fechando os tubos do bagageiro frontal. Além disso, placas decorativas em madeira e detalhes em cortiça no guidão dão um toque todo especial à bicicleta.

Infelizmente essa bicicleta foi feita sob medida pelo estúdio de design Shape Field e não será fabricada em série. Mas pelo menos dá para babar mais um pouco nessa galeria de fotos.

Fotos por Curtis Mayers


Postado em 23 de fevereiro por Eu Vou de Bike

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Motorista joga ônibus contra ciclista e é preso

Uma reclamação antiga de quem pedala pelas ruas de São Paulo é a falta de respeito por parte de alguns motoristas de ônibus, que acabam jogando o veículo contra a bicicleta que circula pela faixa da direita. Um caso semelhante ocorreu na Grã-Bretanha, e o resultado pode servir de exemplo para nós.

O caso ocorreu em abril de 2011 em Bristol, na Inglaterra, quando um motorista de ônibus jogou o veículo de propósito em direção ao ciclista, que escapou “apenas” quebrando uma perna.

Para o azar do motorista, câmeras de segurança registraram toda a ação e o vídeo foi exibido durante o julgamento. Contra imagens não há argumentos. O motorista se declarou culpado por direção perigosa e lesão corporal, sendo condenado a um ano e cinco meses de prisão.

Veja abaixo o vídeo exibido durante o julgamento:


Postado em 30 de janeiro por Eu Vou de Bike

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Ronaldo ‘Fenômeno’ de bicicleta

Na manhã desta segunda-feira, um dos assuntos mais comentados no Twitter entre quem usa a bicicleta como meio de transporte era sobre Ronaldo, o ‘Fenômeno’. E o tema era bicicleta, e não futebol!

Logo cedo, Ronaldo publicou na sua conta no Twitter que “agora a moda é chegar na reunião de bike”. E junto colocou uma foto dele usando capacete e segurando uma bicicleta.

Não sabemos se essa reunião é aqui em São Paulo ou em alguma cidade da Europa, mas o exemplo dado por Ronaldo, que tem mais de 2,5 milhões de seguidores no Twitter, é muito importante para popularizar a bicicleta como meio de transporte e mostrar que a bike pode (e deve) ser usada por pessoas de todas as classes sociais, inclusive milionários como o ex-jogador.

Vale dizer que Ronaldo estava super antenado na tendência ‘Cycle Chic‘, pedalando com as mesmas roupas usadas na reunião. Ótimo exemplo do ‘Fenômeno’!



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