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Blog Vou de Bike

Postado em 9 de dezembro por Eu Vou de Bike

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Ciclofaixa natalina funciona de madrugada em SP

O Natal está chegando e, com ele, os congestionamentos noturnos em São Paulo também começam a ser registrados. Nos últimos anos, com a decoração natalina na Avenida Paulista e a árvore de Natal do Ibirapuera, o trânsito nessas regiões fica muito carregado nesta época do ano, bem acima do normal.

Para evitar que tantos carros saiam as ruas nos próximos fins de semana, a Prefeitura de São Paulo anunciou que a ciclofaixa de lazer da avenida Paulista irá funcionar na madrugada dos “sábados de Natal”, dias 15 e 22 de dezembro.

Segundo a Folha de S. Paulo, a ciclofaixa vai funcionar a partir das 22h de sábado e ficará ativa até o domingo, quando normalmente ocorre a implementação das ciclofaixas na cidade. A medida só será adotada no trecho que vai da avenida Paulista ao parque Ibirapuera –24 km no total, nos dois sentidos, passando pela rua Vergueiro, av. Domingos de Morais, Jabaquara, Indianópolis e República do Líbano, até o portão 8 do parque.

Segundo a prefeitura, o objetivo é incentivar a bicicleta como meio de transporte dos que forem visitar as atrações.

O Eu Vou de Bike saúda a iniciativa de implementar uma ciclofaixa durante a madrugada, o que pode dar uma boa opção para quem quer visitar as decorações natalinas da cidade sem precisar ficar preso no carro.

Mas fazemos uma ressalva e um alerta para que todos os ciclistas tomem muito cuidado pedalando durante a madrugada para chegar até a ciclofaixa. Use sempre muita iluminação na bicicleta e redobre a atenção para buracos, pedestres e outros obstáculos!


Postado em 29 de novembro por Eu Vou de Bike

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A importância da Ciclofaixa de Lazer de SP: ela vai muito além do lazer…


Milhares de pessoas usam a ciclofaixa todas as semanas!

Estamos em um momento crucial no que concerne a inserção da bicicleta no cotidiano da cidade de São Paulo, e agora é hora de tomarmos uma posição para rebater algumas coisas que temos ouvido e lido por aí. A grande polêmica da semana é a reportagem da Folha de S. Paulo desta segunda, 26 de novembro, que relata a “irritação” dos motoristas em relação à Ciclofaixa de Lazer de São Paulo, que opera na cidade aos domingos e feriados.

Segundo a reportagem da Folha, “os motoristas têm ficado ainda mais irritados” com a diminuição da velocidade nas vias em que a ciclofaixa funciona. “Eles fecham ruas e tiram uma faixa nossa. Isso enche o saco”, disse um dos entrevistados. Na mesma reportagem, a maior parte dos comentários é ainda mais agressiva em relação aos ciclistas e à ciclofaixa.

Após essas críticas repercutirem na internet, mais especificamente nas redes sociais, sentimos a necessidade de levantar alguns argumentos que mostram a importância da Ciclofaixa de Lazer para os cidadãos e para a cidade de São Paulo.

1 – A ciclofaixa é um meio de lazer democrático
A Ciclofaixa de Lazer já recebeu mais de 1 milhão de pessoas durante sua existência, e é uma das diversões mais democráticas da cidade de São Paulo aos fins de semana. Não é necessário pagar para pedalar e a ciclofaixa recebe pessoas das mais variadas idades, classes sociais e regiões da cidade.

2 – A ciclofaixa insere a bicicleta na paisagem urbana
Durante a semana, as bicicletas ficam ‘escondidas’ no meio dos carros e ônibus que circulam pela capital. Aos domingos e feriados, a bicicleta é onipresente e é um ótimo incentivo para quem ainda não pedala começar a pensar em pedalar. Além disso, a ciclofaixa aumenta a percepção dos motoristas sobre a importância da bicicleta na cidade.

3 – A ciclofaixa é a porta de entrada para milhares de ciclistas
Milhares de pessoas que pedalam com frequência atualmente na cidade de São Paulo começaram a usar a bicicleta na ciclofaixa. O uso da ciclofaixa serve de incentivo para novos ciclistas e aumenta a confiança das pessoas que nunca pedalaram nas ruas.

4 – A ciclofaixa incentiva o exercício físico e o comércio de rua
Em uma cidade tão carente de espaços para a prática de exercícios físicos, como parques e praças, a ciclofaixa se torna em um grande atrativo para quem quer queimar calorias e ter uma vida mais saudável. E, além disso, o comércio de rua e os bares e restaurantes que se encontram no percurso da ciclofaixa viram um aumento no número de consumidores aos domingos por conta dos ciclistas que por ali pedalam

5 – A ciclofaixa é um ponto de partida, e não de chegada
Uma das maiores críticas à ciclofaixa vem dos próprios ciclistas mais experientes ou mais ativistas. Segundo esses ciclistas, a ciclofaixa é apenas uma alegoria que tira o foco de coisas mais sérias, como a construção de ciclovias e ciclofaixas permanentes. Nós discordamos. Por todos os pontos citados acima, entendemos que a ciclofaixa de lazer é uma iniciativa que está mudando a mentalidade dos paulistanos aos poucos, semeando uma ideia que ainda vai render muitos frutos em um futuro próximo.

Você se lembra de como era a cidade três anos atrás? Então, muita coisa mudou de lá para cá, e a ciclofaixa de lazer teve um papel muito importante nessa mudança. Com sua ampliação cada vez mais agressiva, poderemos começar a pensar na instalação de ciclovias permanentes em algumas vias, o que seria mais um grande avanço para a cidade de São Paulo.

Aqui vale um parênteses para relembrar a história de Amsterdã, na Holanda.

A Holanda é um dos países mais povoados do mundo, com mais de 450 habitantes por quilômetro quadrado! Imagine se o sistema de transporte deste país fosse baseado em veículos motores, ou principalmente em automóveis, como acontece aqui no Brasil. Certamente eles já teriam chegado a um enorme colapso de trânsito, sem contar a questão ambiental!

Mas por que eles não tiveram um “apagão viário”? Porque há muitos anos, a Holanda, e mais especificamente a capital Amsterdã, concentra seu sistema de transporte nas bicicletas, uma das maiores invenções da humanidade.

Sendo a Holanda ainda um país de baixa altitude, sem grandes relevos, com políticas de incentivo governamentais para o uso da bicicleta bastante consistentes, bem como com uma situação na qual um holandês típico não mora a mais de 6 ou 7 quilômetros de seu trabalho e/ou escola, ao longo do tempo foi-se formando uma verdadeira “ciclocivilização”. Já imaginou?

Hoje, praticamente metade da população de Amsterdã realiza seus deslocamentos com uma bicicleta. Sim, você leu corretamente: 50% da população! São mais de 20 mil quilômetros de ciclovias espalhadas pelo país. Para se ter uma idéia, o estacionamento de bicicletas da Estação Central de Amsterdã comporta mais de 8 mil delas! E eles já estão até tendo problemas de congestionamentos de bicicletas e falta de espaço para estacionar as bikes!

Lógico que não podemos dormir como São Paulo e acordar como Amsterdã. Porém, nunca estivemos tanto no caminho como antes.

E, por fim, para quem acha que a ciclofaixa “fecha a rua e tira uma faixa nossa”, como disse o motorista na reportagem da Folha, é sempre bom lembrar que a via deve ser compartilhada por todos, e a bicicleta é um veículo reconhecido no Código de Trânsito Brasileiro.

E, no fim das contas, não é a ciclofaixa que causa trânsito, né? O vídeo abaixo mostra isso muito bem…

Vamos ter um pouco mais de civilidade, vamos conviver em harmonia compartilhando as vias para um futuro muito melhor para a nossa cidade!


Postado em 21 de novembro por Eu Vou de Bike

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O perfil dos frequentadores das ciclofaixas de lazer

A Ciclofaixa de Lazer de São Paulo é um sucesso comprovado e reúne milhares de usuários todos os domingos. Nesta semana, a SPTuris divulgou os resultados de uma pesquisa sobre o perfil das pessoas que pedalam pelas ciclofaixas, e o resultado foi bem animador.

A nota média que o sistema de ciclofaixas recebeu na pesquisa foi 8,8. A SPTuris ressalta, no entanto, que 46% dos entrevistados avaliaram o sistema com a nota 10, ou seja, quase metade dos ciclistas que pedalam aos fins de semana estão muito satisfeitos com a iniciativa.

Outro dado bem interessante é de que a maioria dos usuários das ciclofaixas estão entre os 30 e 39 anos (31%), seguidos pelo grupo dos 40 aos 49 anos (26%). Além disso, quase 10% dos ciclistas usam bicicletas alugadas nos sistemas de compartilhamento (veja todos os dados da pesquisa na íntegra).

Veja abaixo alguns dados demográficos que separamos da pesquisa. E fica a dúvida: por que um índice tão baixo de mulheres pedalando?


Postado em 20 de agosto por Eu Vou de Bike

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Ciclofaixa na Avenida Paulista será lançada em breve

Uma das melhores notícias para quem quer ver São Paulo com cada vez mais bicicletas surgiu na última semana: a Avenida Paulista vai ganhar uma ciclofaixa de lazer!

A partir das próximas semanas (a data certa ainda não foi confirmada), quem estiver em São Paulo poderá pedalar pela mais famosa avenida da cidade em uma faixa exclusiva aos domingos e feriados.

A ciclofaixa da Paulista irá percorrer toda a extensão da avenida e seguirá o modelo já existente na cidade. As vias junto ao canteiro central terão uma sinalização especial e serão separadas do tráfego por cones. Os semáforos serão controlados por fiscais contratados pela empresa que administra a ciclofaixa.

Esta será a quarta ciclofaixa de lazer da cidade. A primeira, inaugurada em 2009 e ampliada ao longo do tempo, liga os parques Ibirapuera, das Bicicletas, Villa-Lobos e do Povo. Em março, foram inauguradas uma na zona norte e outra na zona leste.

De acordo com a CET, citada em reportagem da Folha, cerca de 100 mil pessoas usam as ciclofaixas a cada semana. Com a inclusão da Avenida Paulista no roteiro, esse número deve subir ainda mais, por ser uma região densamente povoada e com muitos visitantes, tanto turistas como pessoas de outras regiões da cidade.

Na opinião deste blog, a implantação da ciclofaixa de lazer na Avenida Paulista pode ser um ponto de virada para favorecer o uso da bicicleta em São Paulo. Por ser uma região muito visitada aos fins de semana, os ciclistas ficarão em evidência e certamente serão ‘invejados’ por aqueles que estiverem nos carros ou caminhando pela avenida.

Foto por Rodrigo Yoshioka


Postado em 17 de maio por Eu Vou de Bike

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Construção de ciclovias gera mais empregos



Nós já conhecemos os benefícios da ciclovias para quem pedala, e também já sabemos que quanto maior for a infrastrutura para bicicletas na cidade, maior será o número de novos ciclistas. Mas você sabia que a construção de ciclovias também é boa para a economia e gera mais empregos do que a construção de ruas e avenidas?

Pois é, segundo um estudo da professora Heidi Garrett-Peltier, professora PhD da Universidade de Massachussets, nos Estados Unidos, a criação de ciclovias e ciclofaixas cria duas vezes mais empregos por dólar gasto do que a construção ou manutenção de ruas e rodovias.

A pesquisa explica que o motivo dessa disparidade é que a construção de ciclovias é feita de forma mais ‘manual’, com mais trabalhadores envolvidos, enquanto as ruas e rodovias são feitas com grandes máquinas e poucos operários (especialmente nos Estados Unidos).

Veja abaixo, na terceira coluna, o número de empregos criados a cada US$ 1 milhão na construção:

É claro que devemos continuar contruindo e fazendo a manutenção de ruas e avenidas. Afinal, também pedalamos por elas. Mas quando alguém falar para você que a construção de ciclovias é um desperdício de dinheiro, mostre a pesquisa e lembre que o dinheiro gasto está gerando mais empregos (e fazendo a economia girar) com mais eficiência! Além de, é claro, trazer mais ciclistas para as ruas!

>> Leia o estudo na íntegra (em inglês)

- Via GOOD

Foto no Flickr do Claudio Olivares Medina


Postado em 7 de dezembro por Eu Vou de Bike

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Ciclorrotas são ampliadas em São Paulo

As ciclorrotas, que começaram tímidas neste ano, já estão sendo ampliadas em São Paulo. De acordo com reportagem desta quarta-feira do jornal ‘O Estado de S. Paulo‘, duas novas ciclorrotas serão inauguradas ainda em dezembro na cidade, dobrando o número de quilômetros de vias na cidade em que o tráfego entre carros e bicicletas é compartilhado.

As novas ciclorrotas ficam na Lapa, zona oeste de São Paulo, e na Mooca, zona leste da cidade. De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), os traçados foram feitos com base em um mapeamento que identificou pontos onde o uso das bicicletas já é consagrado. “A ideia é que as pessoas que fazem pequenas viagens dentro dos bairros, como para ir à padaria ou levar os filhos à escola, usem essas vias para andar de bicicleta, em vez de carro”, diz a gerente de Planejamento da CET, Daphne Savoy.

Hoje, São Paulo já tem três ciclorrotas em funcionamento (no Brooklin, em Moema, ambos na zona sul, e no Butantã, na zona oeste). Juntas, elas têm 22 quilômetros de extensão. O circuito da Lapa, que vai ligar os parques Villa-Lobos e Água Branca, além de passar por vias como as ruas Turiaçu, Padre Chico, Coriolano e Avenida Pio 11, vai ter 18 quilômetros de extensão. Na Mooca, o trajeto de 8 quilômetros ligará o Centro Educacional da Mooca ao Sesc Belenzinho, passando pela Avenida Cassandoca e a Rua Tobias Barreto.

O que é a ciclorrota?
A ciclorrota é uma via comum, compartilhada com carros, mas com sinalização especial. Não há separação física entre carros e bicicletas, como acontece nas ciclofaixas e cicloviais, mas a preferência é sempre do ciclista. A CET pinta no piso dessas vias bicicletas estilizadas no asfalto, para lembrar os motoristas da prioridade de quem está pedalando. Também são instaladas placas de alerta.

Torcemos (muito!) para que a expansão das ciclorrotas (e ciclofaixas) seja cada vez mais rápida na cidade, interligando vias de maior e menor movimento em todas as regiões de São Paulo, para que os ciclistas tenham cada vez mais opções seguras de compartilhamento da via pública.

Foto no Flickr da Ciclocidade


Postado em 25 de novembro por Eu Vou de Bike

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Fuvest suspende trechos da Ciclofaixa de Lazer de SP

Atenção, pessoal! Alguns trechos da Ciclofaixa de Lazer de São Paulo serão suspensos neste fim de semana por causa da prova da Fuvest, que acontece neste domingo.

De acordo com a CET, serão desativados os seguintes trechos: Avenida Professor Manuel José Chaves (entre a Praça Panamericana e a Ponte Cidade Universitária); Ponte Cidade Universitária; Rua Alvarenga (entre a Ponte Cidade Universitária e Avenida Afrânio Peixoto); Avenida Afrânio Peixoto (entre a Rua Alvarenga e a Praça Vicente Rodrigues).

Serão ajustados retornos para as bicicletas na Praça Panamericana e Avenida Valdemar Ferreira, junto à Rua Romão Gomes. No outro domingo, 4 de dezemrbo, a Ciclofaixa de Lazer será ativada normalmente, das 7h às 16h.

Bom pedal a todos!


Postado em 16 de novembro por Eu Vou de Bike

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Campanha contra carros na ciclofaixa

Você deve se lembrar daquele prefeito de Vilnius, capital da Lituânia, que pegou um tanque de guerra para esmagar carros que estavam estacionados nas ciclofaixas da cidade, né? Mas se você não lembra, veja o vídeo abaixo:

A cena que você viu acima foi um ‘stunt publicitário’ promovido pelo prefeito Arturo Zuokas para chamar a atenção da população da capital da Lituânia para a importância do respeito às ciclofaixas.

Nesta semana, Zuokas apareceu com mais um vídeo na web. Durante uma visita a Nova York, o político cicloativista começou a colar adesivos com os dizeres ‘não me faça pegar o tanque’ nos carros estacionados sobre as ciclofaixas da cidade. Hilário e ao mesmo tempo muito educativo.

Veja no vídeo abaixo:

É de gente como Arturo Zuokas que precisamos. Se a ciclofaixa está lá, ela deve ser respeitada! :)


Postado em 3 de novembro por Eu Vou de Bike

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Ciclofaixa de Moema, em SP, está pronta

Quem passou pelas ruas do bairro de Moema, zona sul de São Paulo, nas últimas semanas deve ter notado alguma coisa diferente. Duas das principais avenidas que cortam o bairro, a Rouxinol e a Pavão, ganharam uma ciclofaixa permanente, pintada de vermelho, no lado esquerdo da via!

O trajeto já está todo pintado, mas a ciclofaixa ainda não foi inaugurada oficialmente. De acordo com reportagem do Radar SP, a inauguração deve acontecer até a segunda semana deste mês.

Ao contrário da Ciclofaixa de Lazer de São Paulo, que só funciona aos domingos e feriados, as ciclofaixas de Moema são permanentes e estão ativas todos os dias. Na ciclofaixa, não existe separação física por meio de muretas ou grade entre as faixas para bicicleta e o restante do tráfego, e o espaço do ciclista deve ser respeitado pelos veículos.

Em alguns trechos da ciclofaixa, que tem três quilômetros no total, as vagas de estacionamento de veículos foram deslocadas para a direita, e a coisa pode ficar meio confusa. Com os carros estacionados praticamente no meio da rua, os ciclistas ficam ‘invisíveis’ para quem entra em garagens ou estacionamentos comerciais, o que pode ser perigoso.

Nesta semana, visitamos a ciclofaixa de Moema e constatamos um claro desrespeito dos motoristas que estavam estacionados sobre a demarcação para as bicicletas. Apesar de a via ainda não ter sido inaugurada oficialmente, já havia ciclistas pedalando por ali. Veja nas fotos e no vídeo abaixo:

 

Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, os carros que invadirem o espaço poderão ser multados. A CET não informou o valor da multa, mas disse que na primeira etapa haverá apenas orientação aos motoristas e ciclistas para, só depois, começar a aplicar multas.

Além do desrespeito de alguns motoristas que estacionaram sobre a ciclofaixa, a mudança no bairro de Moema gerou polêmica entre alguns comerciantes, que não gostaram de perder as vagas de estacionamento na rua. Em comentário na Folha de S. Paulo, uma dona de padaria criticou a medida e afirmou: “Isso é um perigo. Imagina os atropelamentos que vão ter nessa faixa. A pessoa entra na loja, não vê a bicicleta e acaba atropelando”, disse.

Além da ciclofaixa nas duas avenidas, o bairro de Moema ganhou também em novembro cerca de 6,5 quilômetros de ciclorrota, que é uma via comum, compartilhada com carros, mas sinalizada de modo que a preferência seja sempre do ciclista.

Veja no mapa abaixo, publicado na Folha de S. Paulo, o traçado da ciclofaixa e da ciclorrota de Moema:

Como é possível ver pelo mapa, a ciclofaixa de Moema deverá ser bastante usada por quem circula pelo bairro, mas uma possível ampliação pode ligar a região até outros polos importantes, como a Vila Olímpia ou alguma estação próxima de metrô, o que já seria interessante.

Numa pedalada rápida que demos pelo local, tivemos que desviar de alguns buracos enormes no meio fio, o que pode ser perigoso em dias mais movimentados. Além disso, tivemos de sair da ciclofaixa e usar a rua nos trechos em que os motoristas estacionaram sobre a faixa pintada, em claro desrespeito aos ciclistas.

No geral, a ciclofaixa de Moema é uma ótima iniciativa para a cidade de São Paulo, desde que seja um projeto embrionário com perspectiva de crescimento e de implementação em outros bairros da cidade.

Torcemos (muito!) para que nos próximos anos uma grande rede de ciclofaixas seja interligada com ciclorrotas e com ruas e avenidas da cidade, para que os ciclistas tenham cada vez mais opções seguras de compartilhamento da via pública.


Postado em 8 de setembro por Eu Vou de Bike

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Ciclofaixa de Lazer é sucesso no feriado

Feriado em São Paulo agora é sinônimo de ciclofaixa. Na última quarta-feira, Independência do Brasil, os paulistanos aproveitaram para tirar a poeira da bicicleta e invadiram a Ciclofaixa de Lazer.

Quando a ciclofaixa foi inaugurada, em agosto de 2009, tinha 10 km e ligava o Parque das Bicicletas ao Parque do Povo. Ela era utilizada por 10 mil ciclistas. Em janeiro de 2010, o trajeto ganhou mais 20 km até o Parque Villa-Lobos. Mais 15 km até o futuro Parque Clube do Chuvisco, na Avenida Roberto Marinho, passaram a funcionar em maio deste ano. Hoje, 40 mil ciclistas pedalam pelos 45 km da ciclofaixa.

Como o nome mesmo já diz, a Ciclofaixa de Lazer de São Paulo é apenas para o lazer e funciona aos domingos eferiados. É claro que nós gostariámos que este percurso estivesse diponível nos outros dias da semana. Mas, para nós que defendemos a adoção da bicicleta como meio de transporte, temos que concordar que esta é uma conquista muito grande para a comunidade dos ciclistas e ajuda a inserir cada vez mais os cidadãos compartilhando a via com as bicicletas.



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