As ciclorrotas, que começaram tímidas neste ano, já estão sendo ampliadas em São Paulo. De acordo com reportagem desta quarta-feira do jornal ‘O Estado de S. Paulo‘, duas novas ciclorrotas serão inauguradas ainda em dezembro na cidade, dobrando o número de quilômetros de vias na cidade em que o tráfego entre carros e bicicletas é compartilhado.
As novas ciclorrotas ficam na Lapa, zona oeste de São Paulo, e na Mooca, zona leste da cidade. De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), os traçados foram feitos com base em um mapeamento que identificou pontos onde o uso das bicicletas já é consagrado. “A ideia é que as pessoas que fazem pequenas viagens dentro dos bairros, como para ir à padaria ou levar os filhos à escola, usem essas vias para andar de bicicleta, em vez de carro”, diz a gerente de Planejamento da CET, Daphne Savoy.
Hoje, São Paulo já tem três ciclorrotas em funcionamento (no Brooklin, em Moema, ambos na zona sul, e no Butantã, na zona oeste). Juntas, elas têm 22 quilômetros de extensão. O circuito da Lapa, que vai ligar os parques Villa-Lobos e Água Branca, além de passar por vias como as ruas Turiaçu, Padre Chico, Coriolano e Avenida Pio 11, vai ter 18 quilômetros de extensão. Na Mooca, o trajeto de 8 quilômetros ligará o Centro Educacional da Mooca ao Sesc Belenzinho, passando pela Avenida Cassandoca e a Rua Tobias Barreto.
O que é a ciclorrota?
A ciclorrota é uma via comum, compartilhada com carros, mas com sinalização especial. Não há separação física entre carros e bicicletas, como acontece nas ciclofaixas e cicloviais, mas a preferência é sempre do ciclista. A CET pinta no piso dessas vias bicicletas estilizadas no asfalto, para lembrar os motoristas da prioridade de quem está pedalando. Também são instaladas placas de alerta.
Torcemos (muito!) para que a expansão das ciclorrotas (e ciclofaixas) seja cada vez mais rápida na cidade, interligando vias de maior e menor movimento em todas as regiões de São Paulo, para que os ciclistas tenham cada vez mais opções seguras de compartilhamento da via pública.
Atenção, pessoal! Alguns trechos da Ciclofaixa de Lazer de São Paulo serão suspensos neste fim de semana por causa da prova da Fuvest, que acontece neste domingo.
De acordo com a CET, serão desativados os seguintes trechos: Avenida Professor Manuel José Chaves (entre a Praça Panamericana e a Ponte Cidade Universitária); Ponte Cidade Universitária; Rua Alvarenga (entre a Ponte Cidade Universitária e Avenida Afrânio Peixoto); Avenida Afrânio Peixoto (entre a Rua Alvarenga e a Praça Vicente Rodrigues).
Serão ajustados retornos para as bicicletas na Praça Panamericana e Avenida Valdemar Ferreira, junto à Rua Romão Gomes. No outro domingo, 4 de dezemrbo, a Ciclofaixa de Lazer será ativada normalmente, das 7h às 16h.
Você deve se lembrar daquele prefeito de Vilnius, capital da Lituânia, que pegou um tanque de guerra para esmagar carros que estavam estacionados nas ciclofaixas da cidade, né? Mas se você não lembra, veja o vídeo abaixo:
A cena que você viu acima foi um ‘stunt publicitário’ promovido pelo prefeito Arturo Zuokas para chamar a atenção da população da capital da Lituânia para a importância do respeito às ciclofaixas.
Nesta semana, Zuokas apareceu com mais um vídeo na web. Durante uma visita a Nova York, o político cicloativista começou a colar adesivos com os dizeres ‘não me faça pegar o tanque’ nos carros estacionados sobre as ciclofaixas da cidade. Hilário e ao mesmo tempo muito educativo.
Veja no vídeo abaixo:
É de gente como Arturo Zuokas que precisamos. Se a ciclofaixa está lá, ela deve ser respeitada! :)
Quem passou pelas ruas do bairro de Moema, zona sul de São Paulo, nas últimas semanas deve ter notado alguma coisa diferente. Duas das principais avenidas que cortam o bairro, a Rouxinol e a Pavão, ganharam uma ciclofaixa permanente, pintada de vermelho, no lado esquerdo da via!
O trajeto já está todo pintado, mas a ciclofaixa ainda não foi inaugurada oficialmente. De acordo com reportagem do Radar SP, a inauguração deve acontecer até a segunda semana deste mês.
Ao contrário da Ciclofaixa de Lazer de São Paulo, que só funciona aos domingos e feriados, as ciclofaixas de Moema são permanentes e estão ativas todos os dias. Na ciclofaixa, não existe separação física por meio de muretas ou grade entre as faixas para bicicleta e o restante do tráfego, e o espaço do ciclista deve ser respeitado pelos veículos.
Em alguns trechos da ciclofaixa, que tem três quilômetros no total, as vagas de estacionamento de veículos foram deslocadas para a direita, e a coisa pode ficar meio confusa. Com os carros estacionados praticamente no meio da rua, os ciclistas ficam ‘invisíveis’ para quem entra em garagens ou estacionamentos comerciais, o que pode ser perigoso.
Nesta semana, visitamos a ciclofaixa de Moema e constatamos um claro desrespeito dos motoristas que estavam estacionados sobre a demarcação para as bicicletas. Apesar de a via ainda não ter sido inaugurada oficialmente, já havia ciclistas pedalando por ali. Veja nas fotos e no vídeo abaixo:
Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, os carros que invadirem o espaço poderão ser multados. A CET não informou o valor da multa, mas disse que na primeira etapa haverá apenas orientação aos motoristas e ciclistas para, só depois, começar a aplicar multas.
Além do desrespeito de alguns motoristas que estacionaram sobre a ciclofaixa, a mudança no bairro de Moema gerou polêmica entre alguns comerciantes, que não gostaram de perder as vagas de estacionamento na rua. Em comentário na Folha de S. Paulo, uma dona de padaria criticou a medida e afirmou: “Isso é um perigo. Imagina os atropelamentos que vão ter nessa faixa. A pessoa entra na loja, não vê a bicicleta e acaba atropelando”, disse.
Além da ciclofaixa nas duas avenidas, o bairro de Moema ganhou também em novembro cerca de 6,5 quilômetros de ciclorrota, que é uma via comum, compartilhada com carros, mas sinalizada de modo que a preferência seja sempre do ciclista.
Como é possível ver pelo mapa, a ciclofaixa de Moema deverá ser bastante usada por quem circula pelo bairro, mas uma possível ampliação pode ligar a região até outros polos importantes, como a Vila Olímpia ou alguma estação próxima de metrô, o que já seria interessante.
Numa pedalada rápida que demos pelo local, tivemos que desviar de alguns buracos enormes no meio fio, o que pode ser perigoso em dias mais movimentados. Além disso, tivemos de sair da ciclofaixa e usar a rua nos trechos em que os motoristas estacionaram sobre a faixa pintada, em claro desrespeito aos ciclistas.
No geral, a ciclofaixa de Moema é uma ótima iniciativa para a cidade de São Paulo, desde que seja um projeto embrionário com perspectiva de crescimento e de implementação em outros bairros da cidade.
Torcemos (muito!) para que nos próximos anos uma grande rede de ciclofaixas seja interligada com ciclorrotas e com ruas e avenidas da cidade, para que os ciclistas tenham cada vez mais opções seguras de compartilhamento da via pública.
Feriado em São Paulo agora é sinônimo de ciclofaixa. Na última quarta-feira, Independência do Brasil, os paulistanos aproveitaram para tirar a poeira da bicicleta e invadiram a Ciclofaixa de Lazer.
Quando a ciclofaixa foi inaugurada, em agosto de 2009, tinha 10 km e ligava o Parque das Bicicletas ao Parque do Povo. Ela era utilizada por 10 mil ciclistas. Em janeiro de 2010, o trajeto ganhou mais 20 km até o Parque Villa-Lobos. Mais 15 km até o futuro Parque Clube do Chuvisco, na Avenida Roberto Marinho, passaram a funcionar em maio deste ano. Hoje, 40 mil ciclistas pedalam pelos 45 km da ciclofaixa.
Como o nome mesmo já diz, a Ciclofaixa de Lazer de São Paulo é apenas para o lazer e funciona aos domingos eferiados. É claro que nós gostariámos que este percurso estivesse diponível nos outros dias da semana. Mas, para nós que defendemos a adoção da bicicleta como meio de transporte, temos que concordar que esta é uma conquista muito grande para a comunidade dos ciclistas e ajuda a inserir cada vez mais os cidadãos compartilhando a via com as bicicletas.
São Paulo está acordando para os benefícios da bicicleta. Cada vez mais é possível ver ciclistas pedalando durante todo o dia para ir e voltar ao trabalho, à escola ou a qualquer compromisso.
E o poder público também começa a se mexer, como é o caso da ideia do secretário municipal dos Transportes, Marcelo Branco, de lançar um estudo sobre a transformação de parte do itinerário da ciclofaixa de lazer, que funciona apenas aos domingos, em uma via compartilhada entre bicicletas e carros.
A ideia, segundo Branco, é fazer uma rota em que os motoristas ‘enxerguem’ as bicicletas, melhorando a segurança para todos no percurso, que iria da região da Avenida Águas Espraiadas, passando pelos Parques Ibirapuera, das Bicicletas, do Povo e chegando ao Parque Villa Lobos.
No começo do mês, o prefeito Gilberto Kassab disse ao portal iG que a intenção é que o “paulistano comece a conviver com a ideia de ter uma ciclovia na cidade mais ampliada”, com a possibilidade de ativar a ciclofaixa de lazer ao menos uma vez por semana durante dias úteis.
Segundo a reportagem do iG, a prefeitura está analisando qual é o melhor dia para realizar essa operação, mas já decidiu que isso é necessário para melhorar a convivência de ciclistas e motoristas, com o intuito de tornar a bicicleta mais um meio de transporte para quem mora em São Paulo.
E aí? O que acham? Essa ideia vai prosperar? É viável ativar a ciclofaixa ao longo da semana? Torcemos para que tudo dê certo!
A Ciclofaixa de Lazer de São Paulo se consolida cada vez mais como uma das melhores iniciativas para promover o ciclismo (mesmo que apenas aos fins de semana) na cidade, além de ser uma ótima opção de passeio dominical para pessoas de todas as idades.
Agora, além da ampliação do percurso para a região do Parque do Chuvisco, na zona sul, o site da Federação Paulista de Atletismo informa que a ciclofaixa terá seu horário de funcionamento estendido em 2 horas, passando a funcionar oficialmente das 7h às 16h!
Um novo trecho de seu percurso também deve ser inaugurado neste domingo, com mais 14 quilômetros (sete para ir e sete para voltar) para a apreciação dos ciclistas de fim de semana.
O novo trecho sai do Parque do Povo, na região do Itaim, e segue para a zona sul passando pela Avenida Chedid Jafet, Rua Funchal, Avenida Eng. Luís Carlos Berrini e Avenida Jornalista Roberto Marinho (a antiga Águas Espraiadas).
Atualmente, a Ciclofaixa possui 30 quilômetros de percurso e liga o parque das Bicicletas, na região da Avenida República do Líbano, ao Ibirapuera, ao parque do Povo e ao parque Villa-Lobos. O primeiro trecho da ciclofaixa foi inaugurado em agosto de 2009 e o segundo em janeiro deste ano.
Com a nova ampliação, a rota fica mais ou menos assim:
Como o nome mesmo já diz, a Ciclofaixa de Lazer de São Paulo é apenas para o lazer e funciona somente aos domingos (e logo mais nos feriados). É óbvio que nós gostariámos que este percurso não estivesse diponível somente aos domingos. Mas, para nós que defendemos a adoção da bicicleta como meio de transporte, temos que concordar que esta é uma conquista muito grande para a comunidade dos ciclistas.
Falta ciclovia e ciclofaixa na sua cidade? Os artistas Vladimir Turner e Ondřej Mladý estavam insatisfeitos com a pouca cobertura das vias especiais para os ciclista de Praga, capital da República Tcheca, e resolveram criar suas próprias faixas.
Usando um projetor Pico no guidão da bicicleta, os ciclistas reproduzem no chão imagens do que seria uma espécie de “ciclofaixa particular”. A ideia é muito bacana, mas serve muito mais como forma de protesto e de educação do que como ferramenta de segurança no trânsito.
Para melhorar o conceito da “ciclofaixa personalizada”, seria interessante colocar também um projetor na parte traseira da bicicleta, que mostraria aos motoristas que se aproximam que ali está uma bike, compartilhando a via em seu espaço que é de direito.
O blog chileno Ciudad Ciclista fez um post muito interessante (e um tanto polêmico) defendendo o fim das ciclofaixas e ciclovias nas cidades. Segundo o blog, não é benéfico para ciclistas, pedestres e motoristas segregar as bicicleatas do resto do sistema viário da cidade.
Em um vídeo publicado no post, os autores do blog mostram situações em que a ciclovia segregada atrapalha ou até causa riscos de segurança. Assista abaixo:
O blog defende que os ciclistas devem usar as ruas, assim como todos os carros, para pedalar até o trabalho, a escola ou qualquer outro trajeto. “A possibilidade do ciclista conduzir sua bicicleta de forma idependente, segura e responsável é prioridade acima de qualquer tipo de infraestrutura e é um dos pilares de qualquer política para promover a bicicleta como meio de transporte eficiente”, diz o site.
O tema é polêmico. É fato que não dá para esperar que os ciclistas ‘apenas’ usem as ciclovias e ciclofaixas para se locomover. É impossível criar essa infraestrutura por todas as ruas da cidade. Portanto, quem vai de bicicleta pode e deve compartilhar a pista com os carros.
Mas, por outro lado, ciclovias e ciclofaixas são importantes para o ciclista iniciante ter mais confiança para pedalar na cidade e também podem ser muito úteis para acompanhar vias expressas e muito movimentadas, que colocariam em risco o ciclista.
O que você acha sobre o assunto? Deixe seu comentário!
E a Ciclofaixa de Laze de São Paulo não para de crescer! Um novo trecho de seu percurso deve ser inaugurado até maio, com mais 14 quilômetros (sete para ir e sete para voltar) para a apreciação dos ciclistas de fim de semana.
De acordo com reportagem da Agência Estado, o novo trecho sairá do Parque do Povo, na região do Itaim, e seguirá para a zona sul passando pela Avenida Chedid Jafet, Rua Funchal, Avenida Eng. Luís Carlos Berrini e Avenida Jornalista Roberto Marinho (a antiga Águas Espraiadas).
Atualmente, a Ciclofaixa possui 30 quilômetros de percurso e liga o parque das Bicicletas, na região da Avenida República do Líbano, ao Ibirapuera, ao parque do Povo e ao parque Villa-Lobos. O primeiro trecho da ciclofaixa foi inaugurado em agosto de 2009 e o segundo em janeiro deste ano.
Com a nova ampliação, a rota fica mais ou menos assim:
Como o nome mesmo já diz, a Ciclofaixa de Lazer de São Paulo é apenas para o lazer e funciona somente aos domingos (e logo mais nos feriados). É óbvio que nós gostariámos que este percurso não estivesse diponível somente aos domingos. Mas, para nós que defendemos a adoção da bicicleta como meio de transporte, temos que concordar que esta é uma conquista muito grande para a comunidade dos ciclistas.
Quem sabe, em um futuro próximo, as autoridades comecem a pensar em transformar essa ciclofaixa apenas aos domingos em uma ciclofaixa permanente, aproveitando que praticamente toda a região sofre com problemas de trânsito, tem muitos escritórios e universidades, o que poderia incentivar demais o uso da bike para deslocamentos no lugar dos carros.
É como um amigo arquiteto que pedalava conosco um dia desses observou: “ao pedalar por São Paulo desta maneira, sinto que é como que a cidade fosse realmente entregue ao cidadão, sensação rara da gente ter por aqui”.