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Blog Vou de Bike

Postado em 27 de abril por Eu Vou de Bike

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Ciclofaixa [de lazer] de São Paulo terá mais 14 km

E a Ciclofaixa de Laze de São Paulo não para de crescer! Um novo trecho de seu percurso deve ser inaugurado até maio, com mais 14 quilômetros (sete para ir e sete para voltar) para a apreciação dos ciclistas de fim de semana.

De acordo com reportagem da Agência Estado, o novo trecho sairá do Parque do Povo, na região do Itaim, e seguirá para a zona sul passando pela Avenida Chedid Jafet, Rua Funchal, Avenida Eng. Luís Carlos Berrini e Avenida Jornalista Roberto Marinho (a antiga Águas Espraiadas).

Atualmente, a Ciclofaixa possui 30 quilômetros de percurso e liga o parque das Bicicletas, na região da Avenida República do Líbano, ao Ibirapuera, ao parque do Povo e ao parque Villa-Lobos. O primeiro trecho da ciclofaixa foi inaugurado em agosto de 2009 e o segundo em janeiro deste ano.

Com a nova ampliação, a rota fica mais ou menos assim:


View Ciclofaixa de Lazer de SP in a larger map

Como o nome mesmo já diz, a Ciclofaixa de Lazer de São Paulo é apenas para o lazer e funciona somente aos domingos (e logo mais nos feriados). É óbvio que nós gostariámos que este percurso não estivesse diponível somente aos domingos. Mas, para nós que defendemos a adoção da bicicleta como meio de transporte, temos que concordar que esta é uma conquista muito grande para a comunidade dos ciclistas.

Quem sabe, em um futuro próximo, as autoridades comecem a pensar em transformar essa ciclofaixa apenas aos domingos em uma ciclofaixa permanente, aproveitando que praticamente toda a região sofre com problemas de trânsito, tem muitos escritórios e universidades, o que poderia incentivar demais o uso da bike para deslocamentos no lugar dos carros.

É como um amigo arquiteto que pedalava conosco um dia desses observou: “ao pedalar por São Paulo desta maneira, sinto que é como que a cidade fosse realmente entregue ao cidadão, sensação rara da gente ter por aqui”.


Postado em 5 de abril por Eu Vou de Bike

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NY promove ciclovias na cidade

O The New York Times publicou na última semana uma reportagem sobre as ciclovias e a revolução das bicicletas na cidade de Nova York, uma das metrópoles com o trânsito mais complexo do mundo.

Desde que assumiu o governo da cidade de Nova York, o prefeito Michael Bloomberg teve como uma de suas principais metas fortalecer o uso de bicicleta como meio de transporte por meio da instalação de várias ciclovias e ciclofaixas na cidade. Para você ter uma ideia de como a bicicleta se tornou crucial no sistema de transportes da cidade, basta ver o impressionante dado a seguir: nos últimos 4 anos, 410 quilômetros de ciclovias foram construídos em Nova York! O problema agora é convencer os nova-iorquinos que ciclovias são boas para eles.

Apesar de agradar os ciclistas e dar a chance para que muita gente comece a pedalar, o sistema de ciclovias de Nova York está sob fortes críticas da população no geral. Além de criar as ciclovias, a administração Bloomberg acabou com centenas de vagas públicas de estacionamento nas principais regiões da cidade e ainda transformou a Times Square em uma grande praça apenas para pedestres. Todas essas mudanças não foram bem aceitas.


Times Square para os pedestres

Da reportagem do NYT, traduzida no UOL:

Se a intensificação da campanha sugere certo medo a respeito das consequências políticas das ciclovias –o prefeito está enfrentando baixos números nas pesquisas e um ressentimento considerável por parte daqueles que vivem fora de Manhattan, que tendem a ser menos favoráveis às bicicletas– os esforços também refletem uma nova frente no debate das ciclovias, onde os participantes de todos os lados da discussão estão se preparando para uma disputa política cada vez mais sofisticada.

Um dos argumentos utilizados por quem critica (e que pode ser lido aqui neste tumblr) é que “as ciclovias violam um princípio fundamental da democracia. A maioria da população, que não pedala, está sendo forçada a sacrificar curvas à direita e espaços de estacionamento para que uma elite influente possa se sentir bem (…)”.

É interessante ver este tipo de debate em uma cidade que muitas vezes é comparada com São Paulo. Nova York já tem um sistema público de transporte excelente, mas nem por isso se acomoda. A Prefeitura está deixando de lado a dependência do carro como meio de transporte e investindo em alternativas como a bicicleta. As críticas de quem não pedala são até compreensíveis (apesar de discordarmos) porque é muito difícil mudar a mentalidade e os hábitos de toda uma população de um ano para o outro, mas podem ter certeza que a próxima geração de nova-iorquinos terá um índice muito maior de ciclistas!

Veja a reportagem do NYT traduzida no UOL (só para assinantes)


Postado em 31 de janeiro por Eu Vou de Bike

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Ciclofaixa de lazer em SP é ampliada

Amsterdã é aqui (ou quase)! Até congestionamento de bike teve! No final de janeiro, antes do aniversário de São Paulo, foi inaugurada a extensão da “Ciclofaixa de Lazer”, que agora vai até o parque Villa Lobos, totalizando aproximadamente 30 quilômetros de extensão total.

E o Eu Vou de Bike estava lá para conferir. Em primeiro lugar, é necessário dizer que esta iniciativa teve tamanha aceitação por parte da população que ocorreu até uma inauguração informal do novo trecho, pois a ciclofaixa já estava sinalizada e os ciclistas não quiseram aguardar até o dia 23/01, data oficial de abertura da extensão, e “invadiram” o percurso!

Bom, falando da experiência de passear pela ciclofaixa, especificamente sobre a extensão, ela sai a partir do Parque do Povo, já em direção à Ponte Cidade Jardim, tudo bem sinalizado e organizado, privilegiando trajetos mais planos e regulares, sendo isto muito positivo em se tratando de algo destinado ao ciclismo recreacional.

A ciclofaixa passa ao lado do Jóquei Clube da São Paulo, indo até um dos portões da USP, que aliás, estará aberta aos domingos também para receber as bikes, segundo informações obtidas junto ao pessoal da fiscalização da ciclofaixa.

Após este trajeto, entramos na ponte Cidade Universitária, cruzando o Rio Pinheiros novamente, e entrando na av. Pedroso de Moraes, indo até o portão principal do Parque Villa Lobos, que também possui ciclovia.

Durante todo o percurso, encontramos muitos ciclistas, inclusive famílias inteiras, demonstrando mais uma vez o poder das duas rodas!

É óbvio que nós gostariámos que este percurso não estivesse diponível somente aos domingos. Mas, para quem já pedala pela cidade há mais de 10 anos, há de concordar que esta é uma conquista muito grande para a comunidade dos ciclistas. É como um amigo arquiteto que pedalava conosco observou: “ao pedalar por São Paulo desta maneira, sinto que é como que a cidade fosse realmente entregue ao cidadão, sensação rara da gente ter por aqui”.

Você tem fotos da ampliação da ciclofaixa? Envie para o site no e-mail contato@euvoudebike.com e nós publicamos por aqui. E que venham mais iniciativas com esta!


Postado em 14 de janeiro por Eu Vou de Bike

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Sugestões de pedal para as férias

Estamos no melhor momento das férias escolares. Verão, sol e calor (e muita chuva também, infelizmente). Mas nada melhor do que curtir as férias com nossa bicicletas! Para aproveitar as semanas que faltam de folga, queremos inaugurar uma seção em que toda sexta-feira, durante o período das férias, daremos dicas de passeios, que podem ser urbanos ou na praia/campo.

E sendo o “Eu Vou de Bike” um portal colaborativo, queremos muito ver sua contribuição por aqui! Se você tem alguma rota de passeio que gostaria de indicar, mande um e-mail para contato@euvoudebike.com que nós publicaremos.

Para iniciar e dar uma idéia de como publicaremos, vamos falar da já bem conhecida Ciclofaixa de Lazer, que acontece em São Paulo aos domingos, e que em breve ganhará sua primeira expansão significativa.

São 5 kms de um pedal tranquilo, bem sinalizado, que convida a família toda a desfrutar dos prazeres das duas rodas não motorizadas, e que interliga o Parque das Bicicletas ao Parque do Povo e ao Parque do Ibirapuera.

Confira os detalhes do trajeto:
- Av. Ibirapuera, entre a av. República do Líbano e o portão do Parque das Bicicletas (ciclovia bidirecional na calçada).
- Av. República do Líbano, entre o Portão 8 do Parque Ibirapuera e a av. Ibirapuera (CicloFaixa unidirecional nos dois lados da via, junto ao canteiro central);
- Av. Inhambu, entre a av. Hélio Pellegrino e a av. República do Líbano (CicloFaixa unidirecional nos dois lados da via, junto ao canteiro central);
- Av. Hélio Pellegrino, entre a av. Brig. Faria Lima e a av. Inhambu (CicloFaixa unidirecional nos dois lados da via, junto ao canteiro central);
- Av. Brig. Faria Lima, entre a av. Pres. Juscelino Kubitschek e a av. Hélio Pellegrino (CicloFaixa unidirecional nos dois lados da via, junto ao canteiro central);
- Av. Pres. Juscelino Kubitschek, entre a av. Henrique Chamma e a av. Brig. Faria Lima (CicloFaixa unidirecional junto ao meio-fio nos dois lados da via);
- Av. Henrique Chamma, entre o portão do Parque do Povo e a av. Pres. Juscelino Kubitschek (circulação de bicicletas bidirecional na calçada junto ao Parque do Povo).

fonte : www.ciclofaixa.com.br

Você pode acompanhar o trajeto realizado pela equipe do Eu Vou de Bike aqui!

Serviço:

onde: Ciclofaixa de Lazer, São Paulo, São Paulo
quando: todos os domingos, das 7:00 as 14:00
percurso: cerca de 5 kms

abastecimento:

segurança:

dificuldade física:

dificuldade técnica:

trânsito local:

estacionamento:

legenda:

forte

fraco

E você, se animou para enviar sua sugestão? Aguardamos por aqui!


Postado em 13 de janeiro por Eu Vou de Bike

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Ciclovias desrespeitadas

Não é só aqui no Brasil que as ciclovias são desrespeitadas.

O site chileno TerraBike organizou um concurso chamado “As Ciclovias São Nossas”, no qual pedia que o público enviasse fotos que mostram o mau uso das ciclovias. O resultado pode ser visto no vídeo abaixo:

Quem topa fazer um vídeo desses aqui no Brasil? Péssimos exemplos não vão faltar!

- Via Arriba e la chancha


Postado em 8 de dezembro por Eu Vou de Bike

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Ciclofaixa será ampliada em São Paulo

A Ciclofaixa de Lazer de São Paulo, que funciona aos domingos e liga os Parques do Povo, Ibirapuera e das Bicicletas, será ampliada em janeiro do ano que vem para chegar ao Parque Villa Lobos.

A ampliação dará mais 10 quilômetros de vias sinalizadas (5 para ir e 5 para voltar) e o trajeto total da ciclofaixa passará a ter 20 quilômetros.

Segundo reportagem do G1, o caminho irá passar pela Ponte Cidade Jardim, avenidas dos Tajurás, Lineu da Paula Machado, Waldemar Ferreira e Afrânio Peixoto, Rua Alvarenga, Ponte Cidade Universitária, Praça Panamericana, Avenidas Professor Manuel José Chaves e Professor Fonseca Rodrigues, até chegar ao Parque Villa-Lobos.

Assista ao vídeo abaixo e veja como vai ficar a ciclofaixa:

- Via G1


Postado em 26 de novembro por Eu Vou de Bike

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Pouca verba para bicicleta em São Paulo

Depois da eleição, das promessas e dos discursos, recebemos a notícia que dos R$ 34,6 bilhões previstos no orçamento de 2011 para São Paulo, apenas uma rubrica de R$ 1 milhão e outra de R$ 1 mil são destinadas para a infraestrutura cicloviária da cidade.

Por um lado, a notícia é boa, uma vez que esta é a primeira vez na história da cidade que existem rubricas específicas para as bicicletas no planejamento municial. O problema, segundo reportagem do O Estado de S. Paulo, é que o valor destino às bikes corresponde apenas a 0,09$ do total a ser gasto pela Secretaria de Transportes (R$ 1.152.192. 088,00) em 2011.

E apesar de a bicicleta ser um meio de transporte muito eficiente e capaz de aliviar o trânsito das grandes metrópoles, a maior parte da verba destinada ao ciclismo estará alocada na Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, responsável pela construção de ciclovias em parques e em áreas de lazer. A Secretaria dos Transportes ficou com a rubrica de R$ 1 mil, valor simbólico e que não servirá para nada.

– Leia a reportagem na íntegra no site do Estadão


Postado em 22 de novembro por Eu Vou de Bike

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Amsterdã, capital mundial da bicicleta

A Holanda é um dos países mais povoados do mundo, com mais de 450 habitantes por quilômetro quadrado! Imagine se o sistema de transporte deste país fosse baseado em veículos motores, ou principalmente em automóveis, como acontece aqui no Brasil. Certamente eles já teriam chegado a um enorme colapso de trânsito, sem contar a questão ambiental!

Mas por que eles não tiveram um “apagão viário”? Porque há muitos anos, a Holanda, e mais especificamente a capital Amsterdã, concentram seu sistema de transporte nas bicicletas, uma das maiores invenções da humanidade.

Sendo a Holanda ainda um país de baixa altitude, sem grandes relevos, com políticas de incentivo governamentais para o uso da bicicleta bastante consistentes, bem como com uma situação na qual um holandês típico não mora a mais de 6 ou 7 quilômetros de seu trabalho e/ou escola, ao longo do tempo foi-se formando uma verdadeira “ciclocivilização”. Já imaginou?

Hoje, praticamente metade da população de Amsterdã realiza seus deslocamentos com uma bicicleta. Sim, você leu corretamente: 50% da população! São mais de 20 mil quilômetros de ciclovias espalhadas pelo país. Para se ter uma idéia, o estacionamento de bicicletas da Estação Central de Amsterdã comporta mais de 8 mil delas!

O Brasil, por sua vez, com o seu território continental (o quinto maior país do mundo), tem menos de mil quilômetros de ciclovias. E, para efeito de comparação, o tamanho da Holanda é de quase o dobro do Estado do Sergipe, que é um dos menores do País.

Com tudo isto, o mercado de locação de bicicletas na Holanda é muito grande, sendo que somente uma destas empresas chega a mais de 5.000 aluguéis diários. Geralmente, as bicicletas são vermelhas e amarelas, e estão presentes em quase todos os locais, com grande possibilidade de comutação com outros meios de transporte, tais como trens, metros, ônibus, e até mesmo balsas. Estes aluguéis tem um preço médio de 8 euros, e muitas vezes são válidos para mais de um dia. E esta modalidade também é uma forma bastante utilizada e interessante de se fazer um “tour” pela cidade, conhecendo, por exemplo, os mais 160 canais interconectados por centenas de pontes, que formam uma paisagem única e pitoresca. Este passeio também é bem facilitado pelo “desenho” da cidade, que é plana e circular.

E a “palavra de ordem” destes deslocamentos são as chamadas “vias compartilhadas”, onde as bicicletas dividem espaço com carros, motos, pedestres e meios de transporte público, num equilíbrio harmônico e organizado, apesar da aparência caótica.

Recentemente postamos por aqui um vídeo que mostra a “hora do rush” em Amsterdã. E pensar que o uso diário da bicicleta como meio de transporte urbano é ainda mais visível nas cidades menores que Amsterdã, como Groningen. Ali, mais de 60% das pessoas fazem suas jornadas de bicicleta. Ela é famosa por ser uma cidade universitária, com 200 km de ciclovias numa região menor do que a cidade de Florianópolis, em Santa Catarina. Mesmo quando acaba o asfalto vermelho – cor típica das ciclovias holandesas – as ruas ou avenidas possuem faixas para os ciclistas, as chamadas “bike lanes”, muito comuns na cidade de Londres. As vias também são equipadas com semáforos especiais para quem pedala. Coisa parecida por aqui pode ser observada na cidade de Santos. Porém Santos possui apenas 10% (20 km) da malha cicloviária desta cidade holandesa.

Lógico que todo este movimento se baseia em muita educação e civismo e foi formado culturalmente ao longo de muitos anos! Para termos uma idéia, as bicicletas seguem leis de trânsito próprias e existem até multas para quem desrespeitá-las, que custam em média 23 euros, e que são pagas no ato da infração. Para não sermos pegos de surpresa quando estivermos pedalando por lá, devemos:

1 – Seguir os semáforos e sinalizações específicas para bicicleta;
2 – Efetuar ultrapassagens sempre pela esquerda;
3 – Indicar com os braços o sentido para o qual vai virar;
4 – Andar com ao menos dois equipamentos obrigatórios, que são luzes sinalizadoras e buzina;
5 – Não levar passageiros no bagageiro;
6 – E sempre usar cadeado ao estacionar. (Infelizmente, nem tudo são flores…O furto de bicicletas é uma atividade bastante recorrente e lucrativa, e que alimenta um grande “mercado negro” de bikes.)

Aqui no Brasil estamos muito distantes desta realidade, por vários motivos. E, por incrível que pareça, um dos maiores ainda é o preconceito contra as bicicletas e seus usuários. De uma maneira geral, bicicleta como meio de transporte ainda é considerada como “coisa de gente desfavorecida financeiramente”! E nós já ouvimos isto até de autoridades respeitadas de nosso país! Pode?

E esta realidade não é exclusiva do Brasil, não. Numa mini-entrevista dada à revista “UM”, o expert em transportes sustentáveis Pascal van den Noort, diretor-executivo de operações do Velo Mondial e membro ativo do Velo.Info, entidade responsável pela regulamentação e implantação de sistemas cicloviários em todo o planeta, disse que “para deixar a bicicleta um meio de transporte mais atrativo para todos, temos que fazer a bicicleta ser glamourosa”.

Por aqui, um dos nossos objetivos é ser um portal colaborativo para promover a inclusão do ciclismo nos grandes centros urbanos. E com certeza, com a nossa união e mobilização, juntamente com o poder e alcance da internet, nós podemos sensibilizar a população e as autoridades para quem sabe, num futuro próximo, podermos escrever sobre algumas cidades brasileiras assim como escrevemos hoje sobre Amsterdã. Quem topa este desafio?

Deixe por aqui seus comentários, e aproveite para participar, colaborar e compartilhar esta idéia!


Postado em 27 de setembro por Eu Vou de Bike

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Mais cidades “amigas” da bicicleta

Nosso primeiro texto sobre as cidades brasileiras com mais iniciativas para incentivo do uso da bicicleta como meio de transporte gerou comentários positivos e algumas sugestões de inclusão de novas cidades na lista.

>> As cidades do Brasil com melhor estrutura aos ciclistas

Como não temos a pretensão de sermos os “donos da verdade” e como não conhecemos o Brasil inteiro, é muito interessante essa colaboração com internautas de todo o País para mapear o que de melhor está sendo feito por aí. No primeiro texto, nós falamos de São Paulo, Rio de Janeiro, Sorocaba, Santos, Aracaju e Afuá.

Veja abaixo mais algumas cidades que apresentam boas iniciativas locais para os ciclistas.

Curitiba

A cidade de Curitiba, capital do Paraná, é conhecida mundialmente por seu planejamento viário, sua qualidade de vida e grandes áreas verdes na cidade. Atualmente, a cidade está em fase de conclusão de seu plano cicloviário, mas já é possível ver algumas ações pontuais que podem incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte.

No Dia Mundial Sem Carro, por exemplo, os curitibanos puderam circular pela futura ciclofaixa da Avenida Marechal Floriano Peixoto, que ficou aberta em fase de testes. A ciclofaixa conectará ciclovias da cidade, criando uma rota ligando diferentes partes da cidade.

A elaboração do plano cicloviário faz parte do programa Pedala Curitiba, que também prevê a recuperação da malha cicloviária atual, com sinalização em toda a rede existente. Além da criação de ciclovias, a cidade planeja a implantação de paraciclos, a instalação de bicicletários em locais estratégicos e a adoção de faixas compartilhadas na vida.

A cidade conta ainda com o programa “Pedala Curitiba“, projeto que incentiva a atividade física e o lazer com passeios noturnos e é desenvolvido pela Secretaria Municipal do Esporte e Lazer. Em média, cerca de 180 pessoas, entre jovens e adultos, participam do Pedala Curitiba. O “Pedala Curitiba” é monitorado por técnicos de esporte e lazer e acompanhado por guardas municipais e agentes de trânsito. Tem mais informações (ou críticas) ao sistema cicloviário de Curitiba? Deixe nos comentários!

Brasília

O trânsito de Brasília, cidade planejada, é conhecido pela educação de seus motoristas, que param na faixa de pedestres mesmo que o farol (sinal) esteja aberto.

A cidade, que tem a geografia bem plana e ideal para a prática do ciclismo, criou o Pedala-DF, um plano cicloviários para incentivar o transporte por bicicleta.

A meta do programa é, até o fim do ano, construir a maior malha cicloviária da América Latina, com 600 km de extensão. Atualmente, a cidade tem apenas 42 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas e dificilmente deve cumprir a meta até o fim do ano. Mas é possível perceber uma movimentação na cidade pelo maior uso das bicicletas como meio de transporte.

Além das ciclovias, a cidade tem instalado bicicletários e paraciclos nas principais estações de metrô e terminais de onibus para incentivar a comutação dos residentes das cidades-satélite. Tem mais informações (ou críticas) ao sistema cicloviário de Brasília? Deixe nos comentários!

Porto Alegre

Porto Alegre, a capital do Rio Grande do Sul, também tem um Plano Cicloviário. A lei que prevê a criação de novos trechos de ciclovia na cidade foi sancioada em 2009.

A meta do plano cicloviário de Porto Alegre é a criação de uma rede de 495 quilômetros de extensão de ciclovias e ciclofaixas para garantir a bicicleta como meio de transporte para cerca de 200 mil habitantes. Além disso, a cidade conta com alguns investimentos privados, como a ciclovia implementada pelo BarraShopping Sul na avenida Diário de Notícias.

“O Plano Cicloviário está legitimando a bicicleta como novo meio de transporte na cidade. Mas ainda precisamos trabalhar na conscientização da população”, avaliou o presidente da Associação dos Ciclistas da Zona Sul, Paulo Roberto Alves, o Lagartixa, em entrevista ao site da Prefeitura. Veja o mapa do Plano Cicloviário de Porto Alegre. Tem mais informações (ou críticas) ao sistema cicloviário de Porto Alegre? Deixe nos comentários!


Postado em 3 de setembro por Eu Vou de Bike

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As cidades do Brasil com melhor estrutura aos ciclistas

Quando imaginamos uma cidade com boa estrutura para o uso da bicicleta como meio de transporte, logo pensamos em Copenhague ou alguma outra cidade europeia. Mas aqui no Brasil existem muitas iniciativas locais que fazem a diferença na vida das pessoas e incentivam o uso da bicicleta pela população.

Selecionamos abaixo algumas das cidades que apresentam algumas soluções interessantes para o uso da bicicleta como meio de transporte, que podem ser exportadas para outras localidades de forma barata e eficiente.

É claro que esta lista não é definitiva e várias outras cidades, como Curitiba, Blumenau, São Leopoldo e Teresina, por exemplo, têm coisas boas a mostrar no quesito mobilidade urbana. Elas inclusive foram citadas quando perguntamos no Twitter quais eram as melhores cidades para os ciclistas no Brasil. Você concorda com nossas escolhas? Deixe seus comentários e sugestões!

Santos (SP)

Por ser uma cidade plana e com clima agradável, Santos, no litoral de São Paulo, é uma das cidades com mais estrutura para o ciclismo urbano.

A cidade tem cerca de 20 quilômetros de ciclovia. E não é apenas na orla da praia que é possível pedalar tranquilamente. A malha cicloviária santista interliga várias regiões da cidade e vai da divisa com São Vicente na orla até a área portuária (veja o mapa).

Outro ponto importante a ser destacado sobre a cidade litorânea é o número de pessoas que atravessam o “Ferry Boat” que liga Santos a Guarujá de bicicleta. O vídeo abaixo mostra bem essa situação, apesar da baixa qualidade da imagem:

Segundo a Dersa, empresa que administra a travessia marítima entre Santos e Guarujá, transitam pelas uma média diária de 14 mil bicicletas nos dois sentidos.

Sorocaba (SP)

Sorocaba, no interior de São Paulo, pode ser considerada um bom modelo de cidade que pensa na bicicleta como meio de transporte.

A cidade conta com 60 quilômetros de vias para bicicletas, uma das maiores redes do País. Todas ciclovias possuem padrão com pintura vermelha, sinalização ao longo dos percursos, calçadas para caminhadas, sistema de iluminação e paisagismo, com gramado, arbustos e arborização.

Segundo a prefeitura de Sorocaba, a meta do Plano Cicloviário é a criação de 100 quilômetros de ciclovias interligadas até 2012, objetivo ousado para uma cidade de apenas 500 mil habitantes. Veja no vídeo abaixo (institucional) um pouco mais sobre o Plano Cicloviário de Sorocaba:

Além das ciclovias, a cidade instalou paraciclos em locais de grande circulação de pessoas, como o Terminal Santo Antônio, praças, parques e órgãos públicos. O projeto da cidade prevê ainda a criação de bicicletários, pontos estratégicos com serviços de apoio aos ciclistas e dispositivos para facilitar a integração do sistema cicloviário com os demais meios de transportes e os parques municipais.

São Paulo (SP)

Apesar do trânsito caótico, a cidade de São Paulo vem aos poucos abrindo os olhos para a importância da bicicleta como meio de transporte. Iniciativas como a Ciclofaixa de Lazer e a Ciclovia do Rio Pinheiros estão ajudando a mudar a percepção da bicicleta inserida no meio de transporte da cidade.


Ciclofaixa de Lazer em São Paulo

Além disso, podemos ver que o sistema de trens e metrô da cidade começa a ser adaptado para integrar cada vez mais a bicicleta ao transporte público. Os bicicletários instalados em algumas estações são de grande importância e devem ser cada vez mais ampliados.

Há ainda a possibilidade de alugar bicicletas nas estações para realizar a comutação. Mas o ideal mesmo seria poder entrar com a bicicleta dentro dos vagões durante a semana, e não só aos fins de semana. O problema é que o sistema já estão tão saturado que é difícil arrumar espaço até para as pessoas, imagine a situação do ciclista.

Na cidade de São Paulo, a lei de n. 10.907/91 – Decreto 34.864/95 diz que toda nova avenida deve trazer consigo uma ciclovia. Até pouco tempo atrás, isto era uma verdadeira lenda – muitas ciclovias, como a da Avenida Sumaré e da Avenida Faria Lima, levam “do nada a lugar nenhum”. Mas é nítido o esforço, ainda que tímido, em mudar este quadro.

Há, ainda, um projeto de transformar o bairro de Moema, na zona sul, no primeiro bairro “amigo das bicicletas”, com cerca de 19 quilômetros de ciclofaixas pela região. Esta seria a primeira ciclofaixa de deslocamento, e não de lazer, na cidade de São Paulo. Se der certo em Moema, o projeto deve ser ampliado para outros bairros importantes, como Brooklyn, Itaim e Vila Olímpia.

Por todas essas iniciativas, é possível considerar a cidade de São Paulo como uma cidade com alguma estrutura para os ciclistas. Ainda há muito a melhorar, e nós estamos de olho para que isso aconteça.

Rio de Janeiro (RJ)

Ao longo das principais praias da zona sul do Rio, o ciclista encontra longos trechos de ciclovia, usadas principalmente para o lazer. Uma das ciclovias vai da Praia do Leblon até o centro da cidade.

Segundo a prefeitura da cidade, o Rio de Janeiro conta hoje com cerca de 140 quilômetros de ciclovias em diversas regiões. Com o programa Rio Capital Bicicleta, a cidade planeja dobrar sua malha cicloviária nos próximos anos, dando prioridade à consolidação do sistema da Zona Oeste. Veja no vídeo abaixo um pouco mais sobre as ciclovias do Rio de Janeiro:

Além disso, a cidade conta com um sistema de aluguel de bicicletas muito interessante. Atualmente, há 190 bicicletas de aluguel espalhadas por 19 estações, que foram equipadas com câmeras de segurança, sensores e sistemas de alarme.

As estações ficam nos bairros de Copacabana, Ipanema, Leblon, Humaitá, Gávea e Lagoa, na Zona Sul. A prefeitura em parceria com a Serttel, empresa responsável pelo serviço, anunciou que pretende expandir e criar novas estações em Botafogo, no Aterro do Flamengo, na Lapa, no Centro, e na Tijuca, na Zona Norte da cidade.

Pagando R$ 20 por mês, cariocas e turistas poderão utilizar o veículo. Já quem deseja alugar a bicicleta só por um dia, não precisa fazer cadastro no site. Basta ir até uma das estações em posse de um telefone celular e um cartão de crédito e se dirigir a uma das máquinas de cadastro. A diária da bicicleta sai a R$ 10.

Aracaju (SE)

No Nordeste do País, Aracaju dá um ótimo exemplo com um sistema de ciclovias com 62 quilômetros de extensão. Segundo a prefeitura da cidade, que já investiu mais de R$ 11 milhões na ampliação e estruturação de vias exclusivas para ciclistas, o objetivo é se transformar na “capital da bicicleta”.

A cidade conta ainda com três bicicletários mantidos pela prefeitura, sendo dois no Centro com 40 vagas de estacionamento, equipados com paraciclos duplos e seguindo padrões adotados mundialmente, e um terceiro no Parque Agusuto Franco (Sementeira).

Para o coordenador de ciclomobilidade da prefeitura de Aracaju, Fabrício Lacerda, ainda há muita coisa para ser feita na cidade para estimular o uso da bicicleta, assim como para garantir a infraestrutura adequada aos aracajuanos que já pedalam. “Mas também existe bastante coisa boa. Muitas ciclovias estão sendo utilizadas tanto por pessoas que usam a bicicleta no trajeto para o trabalho quanto por aquelas que pedalam por opção, como forma de lazer”, diz.

Afuá (PA)

A cidade de Afuá, no Pará, não poderia ficar de fora desta lista. Apesar de ser bem pequeno, o município ficou famoso após aparecer na televisão por um fato curioso: não há carros na cidade e todo o transporte urbano é feito por bicicletas.

Conhecida como “Veneza da Ilha de Marajó”, a cidade tem apenas 40 mil habitantes e é repleta de canais e palafitas. Quando o Rio Afuá enche, a cidade alaga e fica impossível o trânsito de carros. Por isso, todo o transporte da cidade é feito com bicicletas.

Uma das atrações da cidade é o “bicitáxi”, veículo de quatro rodas não motorizado construído a partir da junção de duas bicicletas, que serve como transporte local. Veja no vídeo abaixo um pouco mais sobre a relação da cidade de Afuá com as bicicletas:



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