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Blog Vou de Bike

Postado em 9 de abril por gugamachado

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Afinal, o que são realmente todas estas “Ciclocoisas” ???

Recentemente estamos acompanhando na cidade de São Paulo um caloroso debate sobre a implementação do sistema cicloviário. No momento este já passa de 200 kms, e a expectativa é que chegue a 400 kms nos próximos anos.

Polêmicas a parte, nos últimos tempos acabamos tomando contato com vários termos mais “técnicos” referentes a este sistema, porém, apesar de muito semelhantes, contém diferenças bem significativas entre si, que podem deixar dúvidas até nos ciclistas mais experientes.

Tivemos acesso a este plano cicloviário, e assim, decidimos publicar exatamente a que estes termos se referem. Acompanhe a seguir:

São TIPOLOGIAS DE TRATAMENTO cicloviário:

Os tratamentos cicloviários classificam-se em:

Ciclovias – Pista de uso exclusivo de bicicletas e outros ciclos, com segregação física do tráfego lindeiro motorizado ou não motorizado, com sinalização viária, podendo ter piso diferenciado no mesmo plano da pista de rolamento ou no nível da calçada.

  • Ciclovia unidirecional: é a ciclovia com um único sentido de circulação.
  • Ciclovia bidirecional: é a ciclovia com sentido duplo de circulação.

Ciclofaixas – Faixa de rolamento de uso exclusivo à circulação de ciclos, com segregação visual

  • do tráfego lindeiro, podendo ter piso diferenciado no mesmo plano da pista de rolamento.
  • Ciclofaixa unidirecional: é a ciclofaixa com um único sentido de circulação.
  • Ciclofaixa bidirecional: é a ciclofaixa com sentido duplo de circulação.

Ciclorrotas – Sinalização cicloviária específica em pista de rolamento compartilhada com os de- mais veículos, onde as características de volume e velocidade do trânsito na via possibilitam o uso de vários modos de transporte a necessidade de segregação. Este conceito deve ser aplicado obedecendo ao princípio da continuidade e orientação, especialmente em complementação às ciclovias e ciclofaixas.

Calçadas compartilhadas e partilhadas – O CTB (Art. 59) prevê que a circulação de bicicletas nas calçadas é permitida “desde que autorizada e devidamente sinalizada pelo órgão ou entidade com circunscrição sobre a via”. Sem que haja prejuízo do conforto e da segurança de pedestres e cadeirantes, é possível utilizar as calçadas de duas formas na rede cicloviária:

  • Calçada Compartilhada: espaço comum para a circulação de bicicletas, pedestres e cadeiran- tes, devidamente sinalizado.
  • Calçada Partilhada: espaço exclusivo para circulação de ciclos sobre a calçada, com segre- gação visual do tráfego de pedestres, podendo ter piso diferenciado no mesmo plano, devidamente sinalizado. As calçadas partilhadas equiparam-se às ciclofaixas, porém na calçada.

Esperamos com isto ter esclarecido ao menos as terminologias relativas a todas estas “ciclocoisas”!!!!

E que venham mais!


Postado em 29 de janeiro por gugamachado

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As ciclovias são só para bicicletas?

Recentemente a Prefeitura Municipal de São Paulo liberou o transito nas ciclovias para pessoas em cadeiras de rodas, patinadores e skatistas, e, é obvio, esta foi uma decisão polêmica.

Aqui no EVDB nós acreditamos no compartilhamento e apoiamos esta medida!  Por isto estamos aqui para divulgar um passeio muito legal que acontece no próximo domingo, 01/02/15, na cidade de São Paulo.

Pessoas em cadeiras de rodas, ciclistas, patinadores e skatistas (com e sem deficiência) participarão no próximo domingo, dia 01 de fevereiro, do I Passeio Inclusivo pelas Ciclovias de São Paulo, evento promovido pela Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida. O percurso de 1 km iniciará na Praça da Sé, às 09h, e seguirá até a Praça das Artes, com encerramento na exposição “O Mundo Segundo Mafalda”. Não há necessidade de inscrição.

Pessoas com deficiência visual terão à disposição bikes-trenzinho conduzidas por guias e haverá também empréstimos de bicicletas, incluindo handbike, para os que precisarem. Durante o trajeto, os participantes contarão com um audiotour sobre pontos turísticos do trajeto. Na concentração, agentes da CET darão orientação sobre questões de segurança no uso das ciclovias.

A ideia do passeio é celebrar o uso compartilhado das ciclovias para promover a ocupação dos espaços da cidade, além de conscientizar sobre a segurança necessária para a relação harmônica e saudável entre todos os usuários. São Paulo possui 214 km de ciclovias e chegará a 400 km ainda este ano. Desde 16 de dezembro de 2014, um decreto assinado pelo prefeito Fernando Haddad autoriza a utilização de patins, patinetes, skates e cadeiras de rodas nas ciclovias, ciclofaixas e locais de tráfego, dividindo os espaços com a circulação de ciclos, incluindo bicicletas, bicicletas de carga, triciclos e quadriciclos.

“A decisão pelo compartilhamento das ciclovias com as pessoas em cadeiras de rodas oferece uma opção segura de mobilidade urbana e amplia a inclusão de milhares de cidadãos historicamente segregados, bem como incentiva à ocupação dos espaços da cidade, incluindo parques, praças, equipamentos de cultura, saúde e lazer”, comenta a secretária municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Marianne Pinotti.

A iniciativa do passeio conta com apoio do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência – CMPD/SP, Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo – Ciclocidade, BikeTourSP, Dreambike, Associação Skate Sem Limite, Movimento Conviva, e da Bradesco Seguros.

Serviço:

Quando: 01/02/2015

Onde: às 09h em frente à Catedral da Sé

Como: Praça da Sé, Praça do Ouvidor, Libero Badaró, Viaduto do Chá e Praça das Artes

Encerramento: Previsão às 10h30 na Praça das Artes com visitação à exposição “O Mundo Segundo Mafalda”


Postado em 10 de setembro por gugamachado

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Ciclovias e Cidades Amigas dos Ciclistas

Nossos leitores de São Paulo devem estar acompanhando a recente polêmica sobre as novas ciclofaixas e ciclovias instaladas na cidade. E isto não é novidade nenhuma, pois até em cidades muito mais antigas e organizadas que São Paulo (Paris, Nova Iorque, Londres), quando o poder público decidiu incentivar a mobilidade por bicicletas implementando e estruturando a malha cicloviária as polêmicas foram muito parecidas.

Neste post, nossa colaboradora, a jornalista e esrcitora Ana Paula, fala sobre algumas cidades “amigas dos ciclistas”. Esperamos em breve que São Paulo figure nesta lista! E a continuar este movimento, certamente figurará!

Comprar uma bicicleta usada pode ser uma das atitudes mais bacanas que você pode realizar para si mesmo e para uma sociedade ecologicamente sustentável, é claro que muitas vezes estruturalmente as cidades não são devidamente preparadas para tutelar os ciclistas, porém podemos ter boas inspirações e conhecer as cidades no mundo que tem o melhor preparo para atender os apaixonados pela bicicleta.

Vamos começar com Amsterdã na Holanda, é impressionante a utilização das bicicletas pelos seus morados, inclusive passa por um período de saturação do tráfego que pede um projeto de reestruturação uniforme, mas ver os imensos estacionamentos repletos de bicicletas e curtir a atmosfera ciclística que inunde a cidade é agradabilíssimo.

Prosseguimos pela Dinamarca na cidade de Copenhagen, ali encontra-se uma malha bem estruturada para as bicicletas e muito uniforme, além disso diversos projetos de melhorias estão em andamento.

Utreque nos países baixos possui uma infraestrutura para bicicletas invejável, além de possuir um índice de utilização muito bom, já na Espanha em Sevilha temos um bom exemplo como a construção de oitenta quilômetros de malha em apenas 1 ano, que foi fomentada pela vontade política.

Falando em quilômetros na França em Bordeaux existem 200 quilômetros de malha para bicicletas e se incluirmos a região metropolitana esse número sobe para 400 Km! Outra cidade francesa que tem o intuito de investir 40 milhões de Euros em ciclovias é Nantes aumentando para 400 km sua malha.

Outro bom exemplo de cidade com interesse num transporte sustentável fica na Bélgica em Antuérpia, que usa a bicicleta como um dos mais importantes meios de transporte com um percentual de uso de dezesseis por cento na cidade.

Outra cidade da Holanda é Eindhoven sempre buscando novos projetos para desenvolver ainda mais o setor das bikes.

A Suécia também investiu pesado para avivar o fluxo das bicicletas, 47 milhões de Euros para serem utilizados ao longos de 7 anos.

Terminamos com Berlim na Alemanha, esta grande cidade possui um percentual de 13 por cento em bicicletas, e dependendo do bairro, este número pode subir para aproximadamente a 25%!


Postado em 11 de junho por gugamachado

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Conhece o Bicicletando?

                                                                        Aplicativo indica ciclo rotas e ciclovias em S.Paulo

Que o uso da bicicleta como meio de transporte vem crescendo muito nos últimos tempos ninguém duvida. E cada vez mais surgem acessórios e aplicativos voltados a facilitar a vida de quem pedala, aprofundando em muito a experiência de pedalar, principalmente em grandes centros urbanos.

Pensando nisto, a dupla Perla Ambile e Fabrizzio Topper desenvolveu o aplicativo “Bicicletando”, que, de maneira colaborativa, visa fornecer informações sobre as vias cicláveis das cidades, locais de locação de bicicletas e locais com paraciclos.

O aplicativo pode ser baixado gratuitamente na Apple Store e em breve, estará disponível para Google Play e Windows Store.

Segue na sequência uma pequena compilação das vias cicláveis em São Paulo:

                                                                                                              CICLOROTAS

Brooklin / Chácara Santo Antonio – 15 Km Inserida em um bairro com bastante arborização, é uma ótima opção para deslocamentos seguros, já que passa por ruas estritamente residenciais, também passa por dois pequenos parques municipais (Severo Gomes e Parque do Cordeiro), e se conecta com algumas importantes avenidas da região. Para retomar o fôlego existem alguns bares e padarias muito bons na região. 

 

 

Butantã – 0,84 Km 

 

Oferece 560 m, pegando parte da Av. Vital Brasil e mais de 280 m de ciclovia no canteiro centra da Av. Afrânio Peixoto. A ciclorrota começa na Estação de metrô Butantã na Av. Vital Brasil, 343, continua pela Rua Eng. Bianor, Rua Romão Gomes, passa pela Praça Monte Castelo, Rua Gaspar Moreira e finaliza na Rua Moura Brasil.
Moema – 6,5 Km 

 

Parte se encontra nas Av. Aratãs e na Al. Anapurus; a outra estende-se pelas Ruas Canário e Inhambu.
Mooca – 8 Km 

 

Passa por ruas calmas do tradicional bairro da Mooca, repletas de histórias e personagens. Ali é possível circular por pracinhas simpáticas, bares e restaurantes clássicos, além de observar hábitos simples que ainda são cultivados ali, como a conversa de vizinhos sentados na calçada. Passa pelo SESC-Belenzinho importante ponto cultural da região.
Pompéia / Lapa / Perdizes – 18 Km 

 

Interliga os Parques Villa-Lobos e Água Branca, além de passar pelo Centro Educacional e Esportivo Edson Arantes do Nascimento (Pelezão), SESC Pompéia e o novo estádio do Palmeiras. A rota ainda passa por ruas e vias muitas delas tranqüilas e arborizadas onde é possível desfrutar de áreas estritamente residenciais e outras onde já existe uma boa concentração de bares e restaurantes , que também facilita viagens de curta distância como idas ao comércio local.
Vila Mariana – 10 Km 

 

Localizada em um bairro onde se encontra um pouco de tudo, corta a região em diversos sentidos e direções que facilitam o trajeto para deslocamentos diários. Com uma vida noturna muito agitada, concentra inúmeros restaurantes e bares conceituados assim como meios de hospedagem que variam de hostels até hotéis cinco estrelas. Há também atrativos culturais de enorme relevância para a região como o SESC Vila Mariana e a Cinemateca Brasileira, e faculdades que contam com teatros e exposições temporárias muitas vezes abertas ao público em geral.

 

                                                                                                      CICLOVIAS

LOCAL OBSERVAÇÕES
Adutora Rio Claro (ZL) – 7,3 Km em cada sentido – Com saída na Praça Silvio Romero e término na Av. Sapopemba

Garante trechos de muitas curvas, além duras subidas e descidas – Pouco sinalizada e com intervalos prejudicados por britas e cascalhosAv. Braz Leme (ZN) – 3Km em cada sentido – Rua Marambaia até Av. Santos Dumont

Pistas uni e bidirecionais exclusivamente para os ciclistas. Ótima opção para os turistas que se hospedam próximo ao Anhembi, pois funciona todos os dias e horários e fica separada fisicamente da via para  carros garantindo aos ciclistas um passeio seguro e tranqüilo.Av. Edgard Facó – 1,3 KM em cada sentido

Sem sinalização nos cruzamentos e conversões, colocando em risco o ciclista e sem sinalização de solo.Av. Eng. Caetano Álvares – (ZN) – 2Km em cada sentido

-Não é ciclovia, é passeio de pedestres, onde algum descolamento de bicicleta pode ser feito, tomando as devidas precauções. Alguns trechos não possuem rebaixamento entre o canteiro e o cruzamentos. Perigoso na hora de atravessar os retornos.Av. Faria Lima – (ZO-ZS) – 4 Km em cada sentido – Encontra-se no canteiro central da mesma avenida entre a Av. Pedroso de Moraes e Largo da Batata.

Ao longo do tempo ela perdeu guias rebaixadas e passou a ser impedida por árvores e pontos de ônibus.Av. Inajar de Souza – (ZN) – 7 Km – Ciclovia no canteiro central da avenida.

Pista arborizada, plana, bem pavimentada com pouquíssimos trechos de terra batida. O local está sempre cheio de corredores de todos os tipos, mas atenção ao transitar à noite com acessórios de valor.Av. Sumaré – (ZO) – 1,4 Km – em cada sentido – Em Perdizes entre o Parque Antártica e Av. Henrique Schaumann.

Reúne trechos de concreto e terra com galhos e raízes em alguns pontos.Caminho Verde (ZL) – 12 Km em cada sentido – Começa no metrô Corinthians-Itaquera e termina na Estação Tatuapé

A ciclovia é diferenciada por seus jardins, iluminação noturna, topografia plana em quase todo percurso com poucas descidas e subidas.Guarapiranga (ZS) – 10 Km em cada sentido – Às margens da represa Guarapiranga, junto à Av. Robert Kennedy.

É uma excelente opção de lazer para os moradores da região e para os turistas que desejam conhecer a represa e fazer um passeio em volta da orla.Marginal Pinheiros (ZO – ZS) 21 Km em cada sentido

 

Com diversos acessos e pontos de apoio (bebedouro, banheiros e atendimento)é uma alternativa de lazer e para deslocamento diário. Funciona diariamente das 5h30 às 18h30.Várzeas do Tiête – (ZL) – 11,41 e m cada sentido – Tem início no Km 12 da Rod. Ayrton Senna- Sentido SP/RJ- e vai até o Km 23.

 

Sempre ao lado do Via Parque, passando pelos campos de futebol de várzea do Parque Ecológico do Tiête, estacionamentos, passarela de acesso ao parque, campo de beisebol, portaria 1, playground, CT da Portuguesa, CT do Corinthians, EACH-USP Leste, e após a ponte, segue pela Gleba 2 entre a várzea do rio Tiête e densa arborização até a Ponte de Cumbica. Após a ponte segue do lado do rio Tiête e dos prédios do CDHU da União de Vila Nova/Jardim Pantanal, terminando ao lado do Parque Jacuí em São Miguel Paulista.