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Blog Vou de Bike

Postado em 14 de julho por gugamachado

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Bicicletas Dobráveis: Um dia você ainda vai ter uma!

                                         

Você pode ter estranhado um pouco o título, mas se você usa ou pretende usar a bicicleta como meio de transporte e mora em um grande centro urbano, não há como escapar desta realidade. No mínimo pela escassez de vagas para parar a bike com segurança e tranqüilidade, pois com uma dobrável esta necessidade de vagas é praticamente eliminada, uma vez que você pode levá-la consigo até o seu destino final. E no máximo pela praticidade de combinar com outros modais de transporte que estas bicicletas proporcionam.

Assim, nós procuramos utilizá-la em 3 modalidades:

- como meio de transporte, pedalando ela até o destino final;

- como lazer, levando ela no porta-malas do carro, em viagem;

- como meio de transporte, comutando ela com o metro.

Como meio de transporte único, nosso trajeto selecionado foi de aproximadamente 14 kms de ida e volta , com uma altimetria bem variada, com algumas subidas razoáveis, ponto fraco de quase todas as dobráveis, devido ao tamanho do pneu, a geometria da bike, e a quantidade de marchas. Aliás, uma primeira dica para quem vai se iniciar no mundo das dobráveis, é sempre que possível, selecionar um trajeto com menos subidas, nem que isto signifique um aumento no tamanho do trajeto.

O percurso, como todo pedal urbano, deve ser feito com atenção e agilidade e para isto a dobrável  se mostrou ótima, uma vez que ficamos numa posição elevada na bike, o que não só privilegia a visão do trânsito, bem como também somos mais visíveis aos motoristas, diminuindo a chance de acidentes.

Ao chegar no local de destino, vem a facilidade de não ter que ficar “lutando” para estacionar a bicicleta, uma vez que, infelizmente, vagas para bicicletas são coisa ainda rara…

É só dobrar e levá-la com você, deixando-a em algum local conveniente, durante seu expediente. Finalizando, é só montá-la e rumar ao seu destino. Muito prático, não?

Claro que, devido ao tamanho do pneu e a geometria do quadro, esta categoria de bicicletas não é afeita a grandes distâncias, nem a grandes subidas, como já dissemos. Quem nunca andou numa certamente vai estranhar a aparente instabilidade, onde quase toda a irregularidade do terreno é transmitida ao ciclista. Porém este é um detalhe que com o tempo acabamos nos acostumando, pois a praticidade dela sempre vai “falar mais alto”.

Como lazer, utilizamos ela numa viagem ao litoral, para conhecer melhor o sistema cicloviário da cidade de Santos, no litoral paulista. Assim, ela foi acondicionada numa ”sacola” , em meio a outras bagagens, como se fosse mesmo mais um volume a ser transportado, evitando o uso de trans-ciclos, e assim, mostrando mais uma vez a sua praticidade.


Ao chegar no local de destino, mais uma vez é só proceder a (rápida) montagem, e daí é só alegria!

Outro uso recomendado é o recreacional, pedalando, por exemplo, nas Ciclo-Faixas de Lazer que começam a se espalhar pelo Brasil.

Finalmente, em nosso ponto de vista, a grande vantagem das dobráveis aparece quando utilizamos ela comutada com outro meio de transporte. Em nosso caso utilizamos o metro da cidade de São Paulo. Como a maioria já sabe, o metro de SP é “cicloamigável” e dispõe de algumas regras para a utilização da bicicleta. Porém, no nosso caso, nosso compromisso estava fora do horário permitido para transporte das bicicletas nos vagões, o que nos fez utilizá-la como se fosse um volume qualquer a ser transportado conosco, tal como uma mala, ou uma grande mochila.

Aqui a dica é desmontar e acondicionar a bicicleta longe da fiscalização, que em alguns casos pode “implicar” dizendo que naquele horário não é permitido o transporte de bicicletas. Quando você chega no guichê para adquirir o bilhete, com a bicicleta já desmontada e guardada em sua sacola, ninguém mais pode reclamar, uma vez que ela se torna uma bagagem como outra qualquer. Talvez um pouco grande e inadequada para os horários de pico. Aliás, nunca tivemos esta experiência, mas temos certeza que ela não deve ser das melhores, uma vez que nestes horários até as pessoas têm dificuldade em serem transportadas…
Enfim, esperamos com este post contribuir e incentivar cada vez mais a bicicleta como meio de transporte, o que , no caso das dobráveis, tem se mostrado como uma solução muito favorável!
Em breve testaremos uma bicicleta dobrável aro 16, e  até uma aro 24. Iremos trazer também alguns depoimentos de uso. Soubemos, por exemplo, de um caso onde uma dobrável foi utilizada numa prova do tipo Audax, onde a resistência do equipamento e do ciclista é levada ao limite, devido a quilometragem da mesma! No caso foram 300 kms!!!
Deixe seus comentários, experiências de uso e considerações por aqui, pois eles são sempre bem vindos!

Postado em 26 de novembro por gugamachado

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Pedale e economize 24 trilhões para o mundo!

No início de novembro, o ITDP que tem no Brasil como um dos gestores nosso querido amigo Thiago Benicchio, publicou um relatório intitulado “A Global High Shift Cycling Scenario” que elencou enormes benefícios globais que trariam mudanças drásticas para melhor, caso mais pessoas trocassem seus deslocamentos de carro pela mobilidade por bicicleta.

Atualmente, menos de 7% dos deslocamentos mundiais são feitos por bicicletas. Os pesquisadores avaliaram o que aconteceria se um total de 23 % dos trajetos mundiais passassem a ser  feitos por bicicletas, ou mesmo e-bikes (bicicletas elétricas), até o ano de 2050.

Eles explicam ainda que, na maioria dos países,  quase 35 % dos trajetos realizados são de menos de cinco quilômetros entre sua origem e destino, sendo que 50 % estão a menos de 10 km!

Quando você pensa em “pedalar” estas distâncias ao invés de “dirigir”, não parece uma quilometragem muito alta para se percorrer em bicicletas, principalmente, como apontam os autores, se você estiver usando uma e-bike para a maioria de suas viagens . E isto não é pedir demais, não é? Sem mencionar o benefício para sua saúde física e mental individual!

O relatório ainda traz o seguinte número: Se esta troca fosse realizada (de 7% para 23% de aumento nos deslocamentos de bicicleta) a sociedade economizaria 24 trilhões de dólares (!!!!!) cumulativos entre o ano de 2015 e 2050, e diminuiria em 11 pontos percentuais a quantidade de emissão de CO2 proveniente do transporte urbano. Isto são mais de 300 megatoneladas de CO2, de acordo com o ITDP!!!!

Então se você ainda precisa de algum motivo para repensar seus deslocamentos por carro, aqui vão alguns:

- Você vai economizar dinheiro!

- Vai proteger seu planeta!

- E vai tornar-se mais saudável e feliz!


Postado em 1 de agosto por gugamachado

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Como os Americanos se Deslocam ao Trabalho?

Ao contrário do que temos acompanhado no mundo em geral, os norte americanos ainda utilizam muito seus “veículos particulares” para se deslocarem ao trabalho, contrariando uma tendência mundial de maior uso de meios de transporte públicos e/ou alternativos.

Segundo recente pesquisa do “EUA Census Bureau”, além do número de deslocamentos por carros ter aumentando substancialmento nos últimos 50 anos, as bicicletas ainda são tão irrelevantes que nem possuem uma categoria própria, sendo consideradas como “outros”, juntamente com táxis e etc!

Mesmo com eventos para promover o uso da bicicleta como meio de transporte, tais como o “Bike to Work”, o americano médio ainda não se animou a “pensar fora da caixa”, alegando muitas vezes dificuldades relativas a distância a ser percorrida, ou a altimetria elevada do percurso como motivos principais para não deixar seu carro em casa.

Talvez a comutação seja a solução para estes casos, misturando os modais, dependendo do trajeto a ser percorrido.

Não sabemos se serve de consolo ou não, mas por aqui a situação não é muito diferente. Temos casos isolados espalhados pelo país, mas no geral ainda somos extremamente conservadores com as nossas políticas e incentivos públicos relativos aos meios de transporte, onde claramente a tendência maior é incentivar os meios de transporte privados, tais como os carros e afins.

Parece um cenário desolador, mas na verdade não é, pois cidades como Paris e Nova Iorque mudaram seus paradigmas num espaço de tempo bem curto, cerca de cinco anos em média, privilegiando as bicicletas em seus modais de transporte.

O que falta para nós na maioria dos casos é visão e planejamento de futuro e principalmente a vontade de mudar.

Nós por aqui estamos fazendo a nossa parte. E você? o que tem feito?

 


Postado em 31 de agosto por Eu Vou de Bike

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Bicicleta no metrô, no trem, no ônibus…

Vimos um vídeo no blog Ciudad Ciclista que mostra exatamente como funciona o conceito de ‘comutação‘, que já explicamos por aqui. Basicamente, a comutação é o ato de usar a bicicleta e outros meios de transporte (ônibus, trem ou até carro) para chegar a algum local.

No vídeo abaixo, filmado em Genova, na Itália, é possível ver como funciona a comutação e também como é possível usar a bicicleta como meio de transporte na cidade. Veja:


Postado em 11 de janeiro por Eu Vou de Bike

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Londres comemora sucesso de aluguel de bicicletas

Seis meses após o lançamento do sistema de aluguel de bicicletas em Londres, o prefeito da cidade, Boris Johnson, comemora os resultados do programa. Segundo as primeiras estatísticas, mais de 20 mil viagens de bicicleta são feitas usando o sistema de aluguel, com cidadãos deixando de usar o sistema de ônibus e metrô e usando a bicicleta como principal meio de transporte.

Mais de 100 mil pessoas fizeram a inscrição para ter direito ao aluguel de bicicletas (£3 por viagem) e mais de 80 mil dessas pessoas vivem em Londres. O programa é um sucesso porque, além de tirar carros das ruas, ainda diminui o número de pessoas no sistema de transportes da cidade, deixando a viagem de quem não pedala mais confortável (e diminui os custos de operação para o governo).

Dos 20 mil inscritos que não vivem em Londres, a pesquisa conclui que os trabalhadores que vão diariamente para a cidade estão usando a bicicleta para cumprir o trajeto final de sua rota diária. Eles chegam a Londres de trem ou ônibus e usam a bicicleta para circular no centro da capital britânica.

Uma pesquisa foi feita para identificar o perfil dos usuários do sistema de aluguel de bicicletas. De acordo com o órgão responsável pela coleta de dados, o usuário comum do programa é homem, branco, entre 25 e 44 anos. Seis em cada dez ganham mais de US$ 78 mil por ano e aproximadamente 88% dos usuários são britânicos ou irlandeses brancos.

É ótimo que exemplos como esse sejam cada vez mais divulgados. Eles mostram que a bicicleta como meio de transporte é viável e pode ser usada por qualquer tipo de pessoa, da mais rica à mais pobre. Além disso, mostra que os benefícios vão muito além da redução do trânsito e da poluição. Com menos gente no sistema de transporte público, o governo pode remanejar linhas, diminuir tarifas e atender melhor a população.


Postado em 29 de outubro por Eu Vou de Bike

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Mercado dá bom exemplo nos EUA

O supermercado americano New Seasons, que vende produtos organizados e mais saudáveis que outros mercados nos EUA, abriu a décima loja da rede no centro de Portland, cidade muito boa para quem usa a bicicleta como meio de transporte.

Mas a grande sacada da loja para atrair o público de Portland, uma das cidades com a maior número de adeptos da bicicleta nos EUA, foi ter ampliado seu estacionamento para bicicletas e diminuído o espaço para carros. Na verdade, há mais vagas de bicicleta do que vagas de carros no mercado.

Além de fornecer apenas 36 vagas de estacionamento para carros, a rede inova ao colocar um considerável número de paraciclos, o que deve encorajar as pessoas a utilizar a bicicleta para as compras corriqueiras. Segundo o site TreeHugger, a rede considerou ainda instalar seu próprio serviço de compartilhamento de bicicletas na loja, mas a ideia foi adiada porque os custos seriam muito altos.

E para rebater as críticas de que fazer compras com bicicleta é complicado porque fica difícil levar os produtos para casa, a loja ainda oferece um serviço de entregas gratuito para quem for às compras de bike.

Aqui no Brasil a realidade é um pouco diferente, mas os mercados são obrigados a ter um espaço para você guardar sua bicicleta com segurança enquanto faz as compras. E as Verônica Mambrini, do blog Gata de Rodas, mostra como é fácil carregar os produtos na bicicleta!


Postado em 10 de setembro por Eu Vou de Bike

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Tendências para a bicicleta como meio de transporte

Na última semana, apontamos algumas cidades brasileiras que, de alguma forma, dão algum tipo de estrutura para que usa a bicicleta como meio de transporte. Mas e no futuro? O que nós, como ciclistas, queremos? Quais são os projetos, melhorias e tendências para que nos próximos anos as cidades fiquem mais amigáveis à bicicleta?

1 – Sistema de aluguel de bicicletas

O aluguel de bicicletas já é realidade em algumas cidades, como Londres, Amsterdã, Montreal e muitas outras. Aqui no Brasil, há alguns projetos em andamento no Rio de Janeiro, João Pessoa e Blumenau.

Aluguel de bicicletas
Aluguel de bicicletas em Londres

A maior vantagem do sistema de aluguel temporário de bicicletas é o incentivo ao uso da bike para pequenos trajetos ao longo do dia. Com o aluguel, o ciclista não precisa se preocupar onde vai deixar a bicicleta após o uso, ele pode usar o sistema em conjunto com outros meios públicos de transporte e até com o carro.

Um exemplo muito claro de uso do aluguel de bicicletas em São Paulo seria no centro da cidade. Naquela região, é muito complicado andar de carro porque as ruas são estreitas e é muito difícil encontrar estacionamento. O cidadão poderia chegar de metrô até o centro, alugar uma bicicleta e pedalar até seu destino final, por exemplo.

Além de beneficiar as pessoas que alugam a bicicleta individualmente, o coletivo também é beneficiado porque quanto mais bicicletas nas ruas, maior será o respeito dos motoristas. E o sistema também pode incentivar quem nunca pensou em pedalar a experimentar a bicicleta.

2 – Bicicletários bem estruturados

De que adianta a pessoa se propor a usar a bicicleta como meio de transporte se ela não vai encontrar locais seguros e adequados para guardar a bicicleta espalhados pela cidade?

Projetos como este estacionamento vertical de bicicletas no centro da Filadélfia (EUA), em um local atualmente ocupado por um estacionamento, devem ser aprimorados e exportados para outras metrópoles.

No projeto da Filadélfia, além de mais de 600 vagas de bicicletas, está prevista a instalação de uma oficina, um café e vestiários para os ciclistas.

É claro que uma estrutura desse tipo é uma coisa muito avançada e difícil de ser reproduzida. Mas já agradecemos se o número de bicicletários se expandisse e não ficasse restrito às estações de metrô e trem das cidades.

3 – Ciclofaixas e ciclovias

A criação de novas ciclovias e ciclofaixas é provavelmente a maior tendência para as cidades que pensam a bicicleta como uma alternativa ao carro. No Brasil, já existem algumas iniciativas das Prefeituras para melhorar as condições para os ciclistas que pedalam nas cidades. Porém, a maioria das cidades brasileiras ainda está longe de ter condições boas e seguras para os ciclistas circularem no trânsito urbano.


Ciclovia da Marginal Pinheiros, em São Paulo

É importante ressaltar que a ciclovia por si só não vai garantir que as pessoas usem a bicicleta. Ela precisa ser projetada para percorrer pontos estratégicos da cidade, interligar as regiões e ser bem acessível.

Além disso, é impossível ter ciclovias e ciclofaixas em todas as ruas de uma cidade. Então, ela deve ser usada especialmente em grandes avenidas e vias mais perigosas. Nas outras vias de menor tráfego, o ciclista pode e deve continuar pedalando pela rua e, de preferência, sendo respeitado pelos motoristas.

4 – Incentivo à comutação

Para que cada vez mais pessoas passem a usar a bicicleta como meio de transporte, é necessário que a administração pública facilite o uso combinado da bike com outras formas de transporte, como o ônibus, metrô e trem.

A comutação em grandes cidades brasileiras ainda é incipiente, com exceção do uso que os ciclistas fazem da balsa que liga Santos ao Guarujá. Em São Paulo, por exemplo, é impossível entrar com a bicicleta nos vagões em dias de semana (somente após as 20:00 horas), sendo que o uso é apenas liberado aos fins de semana, após as 14:00 do sábado.

Um ônibus com um rack para bicicletas na parte da frente, muito usado no exterior, está em fase de testes em São Paulo. Este é um projeto que pode dar certo e facilitar muito a vida dos ciclistas da cidade.

5 – Estrutura em empresas

Muitas vezes, é fácil reclamar da inércia dos governos e colocar a culpa pelo baixo número de pessoas usando a bicicleta como meio de transporte nas deficiências da administração pública. Mas um grande problema apontado por aqueles que querem trabalhar de bicicleta, mas não conseguem, é a falta de estrutura na própria empresa.

Pode parecer absurdo, mas é muito grande o número de empresas, escritórios e repartições públicas que não oferecem nem um simples paraciclo ao ciclista. O que algumas poucas empresas têm feito, e que deve ser tendência para os próximos anos, é oferecer um vestiário adequado, com armários individuais, para incentivar os funcionários a irem de bicicleta ao serviço. Afinal, funcionário que chega pedalando trabalha mais feliz e com mais disposição, não é?!


Postado em 9 de setembro por Eu Vou de Bike

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Sistema móvel de aluguel de bicicletas

Um dos problemas dos sistemas de aluguel de bicicletas encontrados em Londres, Paris e até na USP, aqui em São Paulo, é a dificuldade em encontrar locais para construir as estações que disponibilizam as bicicletas ao público. Um projeto da empresa australiana Charlwood Design busca a solução deste problema ao propor estações móveis de aluguel de bicicletas e com energia gerada pelo vento.

Além de gerar sua própria energia, as estações enviam as informações sobre disponibilidade das bicicletas via celular, sem necessitar a instalação de fios. O computador central e a iluminação das bicicletas também é garantido a partir da energia eólica.

As bicicletas propostas no projeto são bem simples, mas seguras e fáceis de manejar. O quadro é de polipropileno moldado, de fácil manutenção, e o selim pode ser ajustado pelos ciclistas para maior conforto. Para garantir a segurança, a bicicleta tem iluminação traseira e frontal.

O mais legal desse projeto é a facilidade de instalação das estações de aluguel de bicicletas. Elas podem ser distribuídas pela cidade de acordo com a demanda e podem ser transferidas de local no caso de algum evento importante, por exemplo.


Estações podem ser transportadas para locais de maior demanda

O aluguel das bicicletas poderá ser feito com um cartão específico ou até via celular. Para incentivar a devolução da bicicleta nas estações, o ciclista que deixar a bike intacta ganha desconto em restaurantes ou um passe de graça de metrô ou ônibus. Interessante, não?


Sinalização na estação indica se há bicicletas disponíveis

- Via Green Diary


Postado em 20 de julho por Eu Vou de Bike

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Visão estrangeira sobre bicicletas em Copenhague

Os produtores do Streetfilms estiveram em Copenhague , capital da Dinamarca, durante a conferência Velocity 2010 e trouxeram para a gente um ótimo vídeo da visão americana sobre o uso da bicicleta na cidade.

Para captar a visão dos americanos sobre a cultura de Copenhague, o pessoal do Streetfilms entrevistou os delegados e representantes do país que participam da Velocity 2010 para comparar o uso da bicicleta na Dinamarca e nos mais variados lugares dos EUA.

Diferentemente de países como Holanda e Dinamarca, a cultura da bicicleta como meio de transporte não é tão comum nos EUA, com exceção de algumas cidades como Seattle e Portland.

Em Copenhague, cerca de 38% dos deslocamentos diários são feitos sobre bicicleta! Com uma infraestrutura adequada e segura para os ciclistas, a bicicleta é o meio de transporte dos mais variados tipos: desde os jovens até idosos, homens e mulheres. As mulheres, aliás, são maioria, correspondendo a 55% dos ciclistas da cidade, segundo as últimas estatísticas.

Assista ao vídeo e veja os destaques traduzidos:

Andy Clarke, presidente da Liga dos Ciclistas Americanos, é o primeiro entrevistado do vídeo. Ele afirma que só dá para entender o que acontece na hora do rush das bicicletas em Copenhague estando na cidade e pedalando junto com os moradores.

Martha Roskowsky, delegada representante da cidade de Boulder, no Colorado, explica que em Copenhague há um sistema em que “todas as vias estão adaptadas para o uso da bicicleta”. Ela explica a diferença positiva que faz existir uma via própria para bikes nas ruas mais movimentadas para incentivar o pedal entre a população.

Leah Shahum, da San Francisco Bike Coalition, destaca a estrutura de bicicletários na cidade e também o número de famílias que pedalam calmamente com suas “cargo-bikes”. “Aqui a velocidade baixa é até celebrada”, diz ela. Do mesmo modo, o professor Peter Furth, da Northeastern University, diz que os ciclistas nos EUA “se sentem como pessoas fora da lei”. “Aqui, parece que estederam o tapete vermelho para você”, diz.

Jeff Mapes, autor do livro “Pedaling Revolution“, destaca a importância das ciclofaixas pintadas de azul claro nas ruas mais movimentadas. “Quando você entra em uma rua movimentada aqui em Copenhague, você sabe que vai encontrar uma ciclofaixa, uma rota, e vai estar em seu destino em poucos minutos”, diz.

Jackie Douglas, do LivableStreets Alliance, disse estar impressionada com os “contadores” de ciclistas espalhados pelas ruas mais movimentadas. “Isso mostra que o ciclista deveria estar naquela rua. Ninguém vai gritar para você sair do caminho”, diz ela.

O dinamarquês Mikael Colville-Andersen, do blog Copenhagenize.com, explica que as crianças aprendem a pedalar na escola, em aulas obrigatórias. Segundo Andersen, os pequenos dinamarqueses têm aulas práticas de condução da bicicleta, segurança e sinalização.


Postado em 6 de julho por Eu Vou de Bike

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David Byrne sobre duas rodas em NY

O músico David Byrne, líder da banda Talking Heads, é um ávido ativista da bicicleta como meio de transporte. Como já mencionamos, Byrne cultivou o hábito de pedalar sempre que viajava em turnê com sua banda, levando consigo uma bicicleta dobrável e conhecendo seu destino através das duas rodas, além de utilizar também a bike como seu meio de transporte em Nova York, cidade onde vive.

Autor do livro “Diários de Bicicleta“, no qual conta suas experiências osbre duas rodas, Byrne defende a bicicleta como a melhor forma de se locomover, especialmente nas grandes cidades.

Morador de Nova York, o músico faz diariamente seu trajeto de casa, em Midtown, até o escritório, no Soho, de bicicleta. Em uma entrevista ao jornal “The New York Times”, Byrne afirma que esse é um de seus melhores passeios.

Para ele, pedalar é uma questão de utilidade. “Chegar do ponto A ao ponto B”. Na entrevista ao “The New York Times”, ele explica que planeja suas rotas de acordo com a existência de ciclofaixas ou ciclovias, mas também pedala em meio ao trânsito se for necessário.

Um dos benefícios da bicicleta citados por Byrne na entrevista ao NYT é a chance de “limpar a cabeça”. “Sua consciência fica livre para meditar sobre o que você tem de lidar naquele dia, ou qualquer coisa criativa em que esteja trabalhando”, explicou.

Para complementar a entrevista ao “The New York Times”, Byrne convidou o repórter para um passeio de bicicleta por Nova York. É uma pena que o vídeo esteja apenas em inglês, mas mesmo se você não entende a língua, vale assistir apenas pelas imagens.

Assista ao passeio de David Byrne por Nova York



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