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Blog Vou de Bike

Postado em 28 de agosto por Eu Vou de Bike

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Veja dicas para pedalar no frio!

O clima  esfriou ! Para você não deixar a bicicleta encostada neste final de inverno, mandamos cinco dicas rápidas para você pedalar em dias gelados!

- Ao iniciar a pedalada, utilize a marcha mais leve possível e pedale rápido por 5 minutos. Assim, você realiza seu aquecimento já na bicicleta;

- Procure pedalar em um ritmo constante para manter-se aquecido;

- Pare somente quando extremamente necessário, e fique parado o menor tempo possível. Ao parar, dê preferência aos locais mais protegidos do frio.

- Quando você está pedalando em ritmo forte, principalmente em subidas, seu corpo fica mais aquecido, e quando você para, seu corpo esfria. Por isso, nas paradas e em longas descidas, não se esqueça de se aquecer.

- Utilize sempre roupas adequadas para a temperatura, mas não se esqueça que o corpo aquece com o pedal e você pode passar calor se usar muitas blusas.

Foto no Flickr


Postado em 21 de agosto por gugamachado

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De Bike pela Inglaterra (parte 4)

Na quarta parte deste nosso “diário de viagem”, dia dois, nós amanhecemos em Stratford Upon Avon, terra do Sheakespeare, para conhecermos a fábrica das tradicionais bicicletas “Pashley“. Lá, além de um glorioso “tour” pela fábrica, recepcionados pelo simpático e prestativo “Dave”, nós iríamos pegar nossas bicicletas Pashley modelo “Guv’nor”, as quais iríamos utilizar na “L’Eroica”.

A fábrica foi fundada em 1926, e o processo fabril é todo artesanal, o que se traduz por uma qualidade e exclusividade incrível e única!

Ao chegarmos, nossos brinquedos já estavam prontos, nos esperando!

Pudemos acompanhar todo o processo de fabricação destas tradicionais e adoradas bicicletas. Aliás, elas fazem parte do imaginário inglês, como pudemos constatar mais tarde, pois foram por muitos anosa as bicicleta utilizadas pelos correios!

Veja o processo de fabricação no video abaixo:

London pt.2 from Augusto Machado on Vimeo.

Na saída, ainda recebemos, além de camisetas e outros brindes, um kit que acompanha a bike constituído por camara reserva, uma sacola, uma linda chave de boca cromada, uma lata de óleo, e, é claro, um pacote de chá cujo “blend” era da própria bike! Simplesmente um luxo!!!

Fábio Samori demonstra sua satisfação com o “mimo”!

Após esta maravilhosa manhã, saímos com nossos novos brinquedos pedalando pela linda e organizada cidade, para conhecer melhor.

Passamos por vários locais incríveis, inclusive a cidade é cortada pelo rio Avon, onde o pessoal costuma praticar remo no final de tarde! Demais, né?

Voltamos ao hotel, paramos as bikes para descanso, pois ainda teríamos pela frente o desafio de assistir a um jogo da Inglaterra num legítimo pub londrinho, mais velho que o Brasil!!!!

Fomos ao pub de bike para ver a Inglaterra sendo derrotada pelo Uruguai por 2 x 1. Porém, o mais impressionante foi ver a reação da torcida inglesa no pub, diante da eminente derrota…

My Movie from Augusto Machado on Vimeo.

Uma lição de patriotismo! Quem sabe um dia…

Neste clima, voltamos ao hotel pois no dia seguinte teríamos uma longa viagem de trem e bike até o local onde ocorreria a L’Eroica”, a região de Peak District!

 Até a próxima!


Postado em 13 de agosto por gugamachado

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Shimano Fest 2014 muda para Sorocaba e foca em mobilidade

Semana passada estivemos em Sorocaba a convite da Shimano para o lançamento do Shimano Fest 2014.

Maior evento de bike e pesca da América Latina, o Shimano Fest chega à sua quinta edição com uma novidade: o município de Sorocaba, a 100 km de São Paulo (SP) receberá o evento pela primeira vez, entre 21 e 23 de novembro. Criado em 2010 para atender ao público familiar, os temas principais são a bicicleta e a pesca como forma de unir as pessoas por meio da prática saudável. Esta edição será realizada no Parque das Águas, aberto 24 horas ao público, com uma área de 162 mil m², com ciclovia, playground, lagos, quadras esportivas e pista de skate. O Shimano Fest é um evento totalmente gratuito, para todos os públicos, e foi lançado na quinta-feira (7/08) na Biblioteca Municipal de Sorocaba.

Neste quinto ano consecutivo de sua realização, a mobilidade, assunto prioritário das politicas urbanas da maioria das cidades no mundo, é o lema que une Sorocaba ao Shimano Fest. Com seus 115 Km de ciclovias e estrutura projetada para facilitar aos cidadãos a locomoção por meio da bicicleta, a cidade tem muito mais a oferecer além de lugares para se pedalar em segurança. O município, com maior percentual de quilômetros de ciclovias por habitante do País, também possui iniciativas que ajudam a transformar a bicicleta em um modal plausível integrado ao transporte urbano.

“Escolhemos Sorocaba porque a cidade respira bicicleta. Desde 2006 o município adotou a bike como uma alternativa modal e hoje possui 115 km de ciclovias, integrando as quatro zonas da cidade. Sorocaba também adotou o único sistema de ‘aluguel’ de bikes gratuito do País, o Integrabike. Possui ainda o Pedala Sorocaba, uma iniciativa pública para fomentar e conscientizar a população sobre o uso da bicicleta, organizando passeios, grupos de pedal, aulas para crianças e idosos. Voltado para a mobilidade, o Shimano Fest 2014 terá apoio fundamental da Urbes, órgão responsável pelo trânsito, transportes e mobilidade”, reforçou Alexandre Okazaki, gerente de Marketing da Shimano Latino América.

Um dos responsáveis pela implementação da cultura da bike em Sorocaba, o engenheiro José Carlos de Almeida, assessor técnico da Urbes, comemorou a parceria com a Shimano. “Nossa expectativa já é muito grande para a realização do Shimano Fest, no Parque das Águas. Ficamos muito satisfeitos por ter uma empresa como a Shimano, muito respeitada no mercado, nos procurando para realizar o evento aqui. Traz credibilidade e muito orgulho para nós sorocabanos. Espero que todos participantes fiquem felizes e satisfeitos com a estrutura que será apresentada”, destacou.

E aí, ficou com vontade de ir? Aguarde em breve mais informações!


Postado em 7 de agosto por gugamachado

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Conheça seu corpo para pedalar mais

Treino de bicicleta

Por mais que nossa pretensão não seja a de correr uma maratona, estar bem condicionado e adaptado à sua bike vai ajudar a ir mais longe com prazer, sem sofrimento, podendo curtir mais o trajeto, seja na cidade, na estrada ou no campo.

A iniciação em qualquer esporte requer atenção a alguns aspectos básicos. E no ciclismo não é diferente. Se você pretende se aprimorar na “arte do pedal”, com o objetivo de percorrer mais de 50 quilômetros como “quem vai ali na esquina”, fique atento às próximas linhas.

Antes de começar a pedalar com mais seriedade, você deve considerar comprar um acessório muito importante para o ciclista – o ciclocomputador. Hoje em dia este é um acessório bem fácil de achar e com um valor relativamente acessível. Pode ser do modelo básico, mas o ideal é que indique a frequência da pedalada (rpm, ou seja, quantos giros o pedivela dá por minuto – a chamada cadência), pois assim fornecerá indicações importantes sobre seu rendimento, e auxiliará muito o aprendizado das marchas corretas a serem utilizadas.

O ideal é que a cadência da pedalada fique entre 60 a 80 rpms. Se ficar abaixo disto, você está utilizando uma marcha muito pesada para o trecho. Se a rotação ficar muito acima, a marcha está muito leve e você deve fazer os ajustes ncessários.

Experimente pedalar em terrenos planos, ondulados, com muitas subidas, descidas, sempre testando as relações de marcha e a frequência da pedalada, conforme explicamos acima. Apesar de tudo, este não deixa de ser um processo de autoconhecimento por tentativa e erro, que fará com que você aprenda a sentir sua bike, até chegar ao ponto de olhar um aclive e saber qual transmissão usar, e se vai subir em pé ou sentado. Com isto, você começará também a economizar energia.

Lembre-se que economia é um fator que está presente em nossas vidas e que no ciclismo não é diferente… Portanto, economize na transmissão! O que diferencia um expert de um novato é que o expert executa um movimento com o máximo de precisão e rendimento, e com o mínimo gasto energético.

Nesta fase inicial, você deve começar a aprender a conhecer o corpo por meio dos sinais que ele nos dá. E este momento é a base para tudo – é quando o ciclista passará por adaptações de ordem motora, fisiológica e psicológica. É nesta fase que você vai realmente aprender a pedalar de forma mais esportiva, aprimorando a frequência de pedalada, sentindo as diferenças no aumento da cadência e no efeito da velocidade, utilizando transmissões (marchas) diferentes para adquirir experiência na bike.

Este processo inicial de aprendizado deve ser lento, com duração mínima de seis a oito semanas, sem forçar o ritmo, pedalando entre uma e duas horas, ao menos três vezes por semana. Depois de um tempo, você poderá começar a fazer percursos mais longos e intensos. Porém, aprenda antes a sentir o seu corpo. Aprenda a escutar a sua respiração e a interpretar as dores que surgirão. O ideal é sempre utilizar um frequencímetro (medidor de frequência cardíaca), cujo uso é tão relevante e cheio de particularidades que será alvo de uma conversa exclusiva por aqui.

Inicialmente, fique com uma dica simples: se você pedala com um grupo de amigos e não consegue conversar, é sinal que o ritmo está forte demais. Seu corpo precisa eliminar resíduos metabólicos que se acumulam devido à intensidade elevada, e uma das maneiras para que isso ocorra é por meio da respiração.

Quando você pedala em grupo, as conversas devem fazer parte do passeio, pois elas ajudam a distrair nosso esforço, muitas vezes até ampliando nossos limites sem que percebamos! Em nosso pelotão que treina na USP (São Paulo), costumamos dizer que os sábados de manhã são verdadeiros “boteco sobre rodas”!

Grupo de ciclistas
Se você pedala em grupo, conversar pode ser um bom jeito de medir seu ritmo

Finalizando, ritmo intenso no início do processo de aprendizagem poderá significar transmissões erradas, resultando em dores ou até mesmo lesões. E a dor é um sinal que o nosso corpo emite nos dizendo que algo está errado! Dor não é normal, e se você está iniciando no pedal, tenha em mente que treino dolorido não é sinal de motivação. Para os iniciantes, a máxima “No Pain, no gain” (Sem dor, sem ganho) é completamente furada e até perigosa. Nesta fase de aprendizagem, o importante é a diversão e o tempo em cima da bike.

Para se motivar, sempre anote seus passeios em um caderno (ou planilha no computador), informando o dia, o horário, condições climáticas, distância, tempo, média horária, local do pedal, como você se sentiu e o que mais julgar necessário. Além de servir como referência futura, você irá se surpreender com o seu progresso, principalmente no começo. Adquirindo uma rotina de treinamentos, você sentirá no corpo a sua evolução na dose certa para não desistir e, quem sabe, no futuro se tornar um novo campeão!


Postado em 4 de agosto por gugamachado

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A Bicicleta do Futuro!

A bicicleta do futuro promete eliminar a necessidade de trocar marchas, sofrer nas subidas e mesmo de carregar uma trava de segurança!

Você acredita nisto? Pois o pessoal da “Teague ” e sua equipe especializada em design de bikes, de Seattle, não só acreditou como também  construiu uma bicicleta apelidada de “Denny”, especialmente para o consagrado projeto de design de bicicletas  Oregon Manifest .

Com desenho simples e minimalista, esta bike traz muita tecnologia embarcada, porém sem ser ostensiva. Ela possui um motor elétrico no cubo dianteiro (com bateria removível) para auxiliar nas subidas, integrado a um câmbio automático controlado por computador, que realiza as mudanças necessárias nas marchas para facilitar sua pedalada, conforme o terreno a ser “enfrentado”.

Ela tem também um interessante sistema de “para-lamas”, para evitar os respingos e sujeiras, comum em nossas pedaladas. Tem também um inédito sistema de trava integrada, muito prático e aparentemente eficaz. Confira no vídeo abaixo:

SEA: TEAGUE X SIZEMORE BICYCLE’S DENNY from oregon manifest on Vimeo.

 

Para finalizar, ela tem um inovador sistema de iluminação e sinalização, que até pode servir de referência para outros modelos, de tão legal!

Por enquanto ela ainda está em fase de protótipo, mas em breve deve ganhar as ruas!

E aí, você acredita que este é o futuro da bicicleta urbana?

Via Engadget


Postado em 31 de julho por gugamachado

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Ciclista filma o momento de seu próprio acidente !!!!

 

Aqui no EVDB não gostamos muito de dar ênfase a este tipo de assunto. Porém, com o crescente número de ciclistas nas ruas, cresce também o número de acidentes. E para mostrar que esta não é uma exclusividade nossa, resolvemos postar este vídeo de acidente ocorrido na periferia de Londres.

Aliás, recentemente estivemos por lá e pedalamos o suficiente para entender como funciona a dinâmica das bicicletas com relação a compartilhamento das vias, e podemos dizer que este ocorrido é uma excessão, pois no geral os motoristas londrinos são extremamente educados, cuidadosos e acostumados com a presença dos ciclistas dividindo o espaço de vias públicas.

Veja o vídeo abaixo:

 

 

“Na segunda vez que eu fui dar uma volta em Londres para ver se eu entrava em forma, em vez de pegar o trem, a viagem terminou assim”, diz o usuário do YouTube cyclejack. Ele continua: ” Eu estava viajando a cerca de 35 quilômetros por hora em Romford. O tempo estava chuvoso, e eu estava tomando cuidado nas curvas e rotatórias. Estava com as mãos próximas dos freios (dá para ver no frame antes do impacto) mas eu não tive chance de parar. Não sei como não fui visto. Eu tenho mais de 1,80m de altura e estava vestindo uma jaqueta azul brilhante. Se eu fui visto, ela deve ter calculado errado a minha velocidade. No momento, a motorista pediu desculpas, e, ao ser informada pela polícia que eu estava filmando meu trajeto, ela pareceu assumir a culpa. Mas, quando eu entrei com uma queixa ao seguro, ela contestou. Posso dizer que o vídeo me evitou um monte de problemas e, depois de três semanas, o cheque da seguradora já estava em minhas mãos.”

Graças a Deus ele só teve ferimentos leves…

Por aqui damos várias dicas de segurança, inclusive em nossos podcasts. Já ouviu alguma?

No mais, é se cuidar sendo o mais prudente e visível possível!

 


Postado em 28 de julho por gugamachado

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De Bike pela Inglaterra (parte 3)

 

Conforme dissemos no último post, chegamos no final da tarde do primeiro dia a estação de trem de Marylebone, em Londres, onde pegaríamos um trem de altíssima velocidade rumo a Stratford Upon Avon, distantes cerca de 166 kms. Até aí, nenhuma novidade…

Após imprimirmos nossos bilhetes (adquiridos previamente no Brasil), adentramos no interior da estação, e qual não foi nossa surpresa ao nos depararmos com este pequeno bicicletário vazio…

Acompanhe neste video abaixo nossas impressões registradas pelo Ricardo:

London from Augusto Machado on Vimeo.

Que coisa incrível! Como esta estação serve bastante as pequenas cidades nos arredores (e distantes) também de Londres, é comum as pessoas irem (ou virem) para suas casas de trem, deixando seu meio de transporte em Londres, a bicicleta, estacionada para um novo dia de trabalho! Realmente os Londrinos entenderam o conceito de uma cidade que não depende de carros!

Após nos recuperarmos deste verdadeiro “choque”, pegamos o trem que nos levaria a Stratford Upon Avon, onde eramos aguardados pelo proprietário do hotel, o Mark, um inglês típico em sua pontualidade e combinados, o que resultou em algumas situações engraçadas…Mas isto é outra história!

Interior do hotel em Stratford Upon Avon. Qualquer semelhança com o Harry Potter não é coincidência!

Mas o dia ainda não tinha finalizado! Tínhamos uma missão: comemorar o aniversário do Ricardo que acontecia naquele dia! Escolhemos festejar com queijos e vinhos que adquirimos em Londres! Foi uma festa muito animada!

Semana que vem tem mais!


Postado em 14 de julho por gugamachado

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Nantes, a capital verde da Europa!

Nosso leitor e amigo Paulo Augusto esteve recentemente em Nantes, uma cidade francesa com 270.000 habitantes,  sendo a sexta maior cidade da França e ficou muito impressionado com o que viu por lá.

Segundo ele,  ”a cidade é pensada para privilegiar o transporte público através de  bondes elétricos e bicicletas, sendo que estas se deslocam através de largas ciclovias”.

Ele segue falando: “O centro comercial da cidade é bem restrito e em várias ruas apenas veículos de carga e descarga podem trafegar.”

Nantes está situada a 50 km do Oceano Atlântico com uma área metropolitana de cerca de 804,833 mil habitantes (estimativa de 2008). É um porto na foz do rio Loire.

Em 2004, a revista Time descreveu Nantes como a “cidade com mais vida da Europa”. Em 2013, Nantes foi eleita pela segunda vez a capital verde da Europa.

Imagina morar numa cidade assim?


Postado em 10 de julho por gugamachado

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De Bike pela Inglaterra (parte 2)

Fábio Samori, Rodrigo Raso, Guga Machado e Ricardo Santos

 

Continuando a saga da nossa viagem, partimos da Aro 27 numa terça a tarde, dia do jogo do Brasil com o México,  rumo ao aeroporto de Guarulhos. O grupo era bem eclético: tinhamos eu, Guga Machado; o Fábio Samori (cicloturista experiente e proprietário da Aro 27), o Ricardo Santos e o Rodrigo Raso (sócios proprietários da Milk Comunicação Integral, sendo o Rodrigo também triatleta) e nas bagagens, nossas roupas e expectativas.

Falando em bagagens, sempre que fizer uma viagem onde vai se utilizar basicamente transporte público e bicicleta, o ideal é que ela seja resumida ao mínimo necessário, com roupas versáteis e técnicas, se possível (tipo tecidos de secagem rápida, calças que viram bermudas, e por aí vai…) e reduzindo os eletrônicos ao máximo, para menor peso final. Atualmente, com um bom smartphone, com boa memória, conexão e bateria (aliás, vale o investimento em uma unidade de bateria externa e expansão de memória como esta aqui, para iPhone) somos capazes de fazer todo o processo de registro, navegação e comunicação de maneira muito simples e eficaz, deixando-nos livres de notebooks e afins.

Após um empate com o México e onze horas de vôo, com quatro horas de fuso horário a frente de nosso horário, chegamos ao aeroporto de Heathrow na manhã da quarta-feira. Ao passar pela imigração inglesa, começou o primeiro ritual que iria se repetir muitas vezes mais durante nossa expedição: a funcionária ficou muito impressionada com o fato de quatro brasileiros estarem na Inglaterra especialmente para participar de um evento de bicicletas no interior do país, durante a copa do mundo que ocorria em nosso próprio país! Tivemos até que mostrar nossas inscrições e uniformes, e recebemos desejos de boa sorte e boa estadia!

Aliás, o povo inglês merece nota 10 em cordialidade e recepção!

Na sequência de uma chegada tranquila e organizada, tipicamente inglesa, veio a primeira surpresa: a possibilidade de chegar ao centro de Londres utilizando o  metrô, saindo a partir do aeroporto. Na verdade, do interior do aeroporto! Infelizmente, uma realidade ainda muito distante para o Brasil…

Nosso primeiro pernoite seria numa simpática cidadezinha chamada Stratford Upon Avon, terra natal do escritor Willian Shakespeare, distante 150 kms de Londres.

Iríamos percorrer esta distância de trem, porém este só partia no final da tarde. O que fazer com o resto do dia? Fomos para a charmosa Covent Garden, um “distrito” bem descolado no centro de Londres, com muitas atrações e performances de rua, lojas chiques e ótimos restaurantes, onde aproveitamos para comprar um chip local com internet e voz. Aproveitamos também para conhecer o mundialmente famoso “Covent Garden Market”.

interior da AppleStore de Covent Garden

 

“lower piazza” em Covent Garden, onde é preparada uma famosa paella

Artistas de rua se apresentando em Covent Garden

 

Após “bater muita perna”, pausa para o primeiro (de muitos – hehehe) “pint”  num tradicional pub, pois ninguém é de ferro…

Com isto chegamos ao final do dia bem no horário de pegarmos o primeiro de muitos trens, que nos conduziria ao nosso primeiro objetivo: irmos p/ a cidade onde fica a fábrica das bicicletas que iríamos utilizar na L’Eroica Britannia.

Aliás, tanto a estação de trem quanto o trem eram extremamente “bike friendly” e merecem um post a parte na semana que vem! Não percam!

 


Postado em 7 de julho por gugamachado

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De mochila pelo mundo!

Quem nos acompanha (e lá se vão mais de quatro anos!!!!) sabe que nós por aqui adoramos cicloturismo!

E é neste espirito que nós conhecemos o Aldo Lammel, que tem um projeto muito legal, o “Mochila & Bike“, e pedimos que ele detalhasse melhor por aqui nesta entrevista!

EVDB: Poderia nos contar sua história? Onde morava, emprego, o que fazia?

Aldo: Nasci na capital gaúcha, cresci numa cidadezinha há 70 km ao oeste de Porto Alegre, chamada “Charqueadas”, mas aos 20 anos retornei a minha cidade natal para estudar e trabalhar. Cursei Publicidade e me tornei especialista em gestão de projetos online. Com 27 anos troquei de área e me dei mal. Acabei por retomar meu antigo cargo, mas já fora da zona de conforto. Nessa aventura em outra área, percebi que a mudança e os riscos me fizeram bem no final das contas. Mudei alguns hábitos e aos 29 anos decidi que era hora de largar o emprego assalariado e dar ouvidos à minha intuição que vinha há anos me dizendo para empreender. Passei a me dedicar em tempo integral a um projeto cultural que envolveria a realização de outros sonhos.

O que é o Mochila & Bike e o que o projeto oferecerá para quem acompanhar vocês?

O projeto Mochila & Bike visitará iniciativas mundo afora atrás de atitudes construtivas, seja de educação, inclusão social ou de sustentabilidade. Com essas visitas nós criamos artigos sobre as iniciativas onde o conteúdo tem a missão de levar ao nosso público exemplos de atitudes bacanas vindas de todos os cantos.

Como a expedição de volta ao mundo começa apenas em janeiro de 2015, desde 2013 eu venho escrevendo o diário onde conto em detalhes sobre os difíceis – porém necessários – aspectos que um empreendimento desse tipo exige.

Além do diário e dos artigos, haverá um conteúdo focado mais em entretenimento. Teremos o #tamojunto que será um tipo de reality show mesclado com série de TV, mas tudo publicado semanalmente via internet e de graça. O #tamojunto trará a realidade da vida na estrada com uma bicicleta. Se levarmos em consideração que serão 40 meses de viagem por 40 países mundo afora, temos uma previsão de 160 episódios com os mais diferentes cenários e uma quantidade total de filme colossal. Mesmo com as dificuldades logísticas, temos tudo minimamente montado já.

Como surgiu a idéia do Mochila Bike?

Quando a gente vai ficando mais velho me parece que vira uma missão fazer algo realmente significativo (risos), não é verdade? Viajar e criar coisas são paixões antigas, embora eu quase nunca tivesse saído do meu Estado ou do país até a alguns anos. Minha família nunca teve condições de bancar viagens ou de me dar os brinquedos que eu queria, mas sempre me cercou com livros, filmes e música. Arte de modo geral. É curioso que minhas lembranças mais antigas são aquelas onde estou criando ou desmontando brinquedos com meus amigos assim como, quando sozinho em casa, eu tirava da estante vários livros de capas bonitas, os punha no chão e ficava horas folhando cada um deles, “viajando” pelas páginas repletas de gravuras sobre ciência, animais, geografia, dinossauros e galáxias. Eu era incapaz de ler e compreender o conteúdo desses livros, mas eu podia criar os significados do jeito que eu bem entendia.

Acabei por misturar essas duas vontades: a de viajar pelo mundo e a de fazer um trabalho autoral, meu, com algum impacto social e cultural. “Voilà”, nasce o Mochila & Bike em setembro de 2013 e lançado em janeiro desse ano.

E você conta com uma equipe, patrocínio? De onde vem os recursos?

Não temos um patrocinador ainda. O que temos até o momento saiu da ajuda de amigos, parceiros e do que sei fazer e do que paguei do meu bolso. Como ainda há equipamentos e serviços que preciso adquirir, estou resolvendo com a venda do meu apartamento. Isso nos ajudará a tocar o barco adiante.

Sobre a equipe, nos primeiros sete meses de Mochila & Bike eu o conduzi sozinho, mas chega uma hora que você precisa de novos olhos e habilidades. Hoje somos cinco pessoas onde temos quem cuide das redes sociais, uma pessoa que mapeia as iniciativas que cruzam o roteiro do projeto, um técnico de ciclismo que me auxilia no preparo físico e mental que o cicloturismo involve, e um assessor jurídico.

Todos são voluntários, têm bagagem nas responsabilidades que assumiram além de serem naturalmente altruístas. Esse projeto roda bem hoje justamente pela segurança que eles me passam.

Qual o principal objetivo do Mochila & Bike?

O projeto é dividido em duas etapas. A de volta ao mundo e a de palestras gratuitas no meu retorno ao Brasil. A volta ao mundo é o foco agora e essa etapa tem dois objetivos centrais. O primeiro consiste em garimpar iniciativas legais mundo afora e visitá-las, documentando e compartilhando via internet as suas atividades, sejam elas voltadas à educação, inclusão social ou à sustentabilidade.

O segundo objetivo é inspirar quem está acompanhando o projeto através do nosso material autoral em textos, fotografias e vídeos.

Na opinião de vocês, qual o público que tem adotado a bicicleta como meio de transporte?

Não é um dado absoluto, mas eu percebo que a bike no Brasil ainda é dos jovens e está naquele processo de ser descoberta como meio de transporte e não somente lazer. Quem é dos anos 80 como eu, já deve ter visto o filme Quicksilver: o Prazer de Ganhar onde um homem de negócios, interpretado pelo Kevin Bacon, está cheio da rotina de Wall Street e descobre na bike a ferramenta perfeita para sua própria libertação pessoal e profissional.

A Lili, que é quem cuida das redes sociais do Mochila & Bike, é adepta da bike em tudo e eu aprendo muito com ela. Como ainda preciso fazer um trabalho ou outro para sobreviver antes da expedição de volta ao mundo, vou ver meus clientes de bike e, no meio do caminho, sempre vejo outro guerreiro com mochila nas costas com pinta de quem está trabalhando. É algo cult e para quem é sagaz porque a estrutura urbana no Brasil está longe de estar preparada para as bikes, talvez está ai o motivo que leva os mais velhos não apostarem, mas é o cenário ideal para aqueles que gostam de fugir as regras: jovens. Aliás, quais mudanças significativas iniciaram sem uma grande quebra de regras?

Como vocês vêem as políticas públicas relativas a educação relacionada a bicicleta?

Semana passada fui atrás do cartão internacional de vacina e tive de visitar a Anvisa. Peguei a Garibaldi (minha Trek) e fui na Anvisa do Aeroporto Salgado Filho. O único aeroporto internacional do Rio Grande do Sul não tem nenhum local apropriado para bicicletas. Um local que emprega, sei lá, mil pessoas, não tem bicicletário. Mas não podemos nos queixar de tudo. Porto Alegre já conta com bicicletas públicas para transporte e lazer, temos os primeiros quilômetros de ciclovias e os nossos motoristas, aos poucos, vão se acostumando com a nossa presença e respeitando nosso espaço que é na rua e não na calçada. Para que as políticas públicas nos deem ouvidos, todo ciclista precisa adotar uma postura fundamental: pedalar para tudo e não somente para o lazer. Quem quer se fazer ouvir, se faz presente.

E o lugar de ciclista é pedalando na rua e fazendo bonito. Nova York, uma das cidades mais importantes do mundo, é campeã no Youtube em reclamações de ciclistas. Agora imagine as nossas capitais onde a bicicleta ainda dá os primeiros passos para ser de vez descoberta? Então, vamos pedalar e, com sapiência, registrar e postar as falhas, mas sem deixar de enaltecer o que vem dando certo. ;)

Menos reclamação, mais atitude!

O que falta nas grandes cidades brasileiras para terem mais adeptos da bicicleta como meio de transporte?

As empresas disponibilizarem espaços para bicicletas em suas sedes além de banheiros com chuveiros e armário para, pelo menos, uma certa quantidade de colaboradores. Isso movimentaria toda a máquina pública e a sociedade passaria a ver na magrela uma opção de transporte também econômica.

Quais são suas dicas para aqueles que adotaram a bicicleta como estilo de vida?

Para quem já adotou, bacana, o próximo passo é encontrar um lugar de destaque para a magrela dentro da sua casa (risos). Vejo bastante dicas de arquitetos que encontram soluções inteligentíssimas de como tornar a bike verdadeiramente uma parte da sua casa. Já para quem pensa em voltar a pedalar, faça isso. Há três anos eu jamais imaginaria que voltaria a andar de bicicleta, muito menos dar a volta ao mundo com uma.

 Aldo, muito obrigado por esta rica entrevista e desejamos a você e toda equipe sucesso nesta empreitada tão nobre!!! Nós por aqui vamos acompanhá-lo e apoiá-lo no que for possível!


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