Pedalar com um telefone celular no bolso, especialmente um iPhone, pode ser meio perigoso. Ele pode cair e quebrar, pode cair sem você perceber ou até mesmo trincar em algum pequeno choque com o quadro durante o pedal.
Para essas horas, o ideal é ter um suporte de telefone que fique bem preso ao guidão. Assim, além de carregar o telefone com segurança, ainda é possível ver a tela e usar o telefone como computador de bordo.
Um dos mais legais que já vimos até agora é o Mounty, projetado por dois engenheiros que queriam uma maneira simples de colocar e tirar o iPhone do guidão das bicicletas. Veja como funciona abaixo:
Bem bacana, né? O Mounty ainda não está em produção, e seus criadores abriram uma campanha de crowdfunding para levantar fundos para a fabricação dos acessórios no Kickstarter. Se você gostou da ideia, vale ajudar!
No fim deste mês, dos dias 23 a 26 de fevereiro, a cidade de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, vai sediar o 1º Fórum Mundial da Bicicleta, uma iniciativa muito bacana que vai discutir o uso da bicicleta como meio de transporte, planejamento urbano e muito mais.
O evento acontece justamente um ano após chocante caso do atropelamento coletivo da Massa Crítica de Porto Alegre, e a iniciativa partiu da reunião de moradores da cidade que utilizam a bicicleta para a prática do esporte, transporte urbano, lazer, bem como empresários do setor de comércio e serviços.
A agenda do evento ainda não está completa, mas vários painéis e bate-papos interessantes já estão confirmados, com temas que vão da inserção das bicicletas na cidade modernas ao doping no ciclismo profissional, passando por vários assuntos importantes, como cicloturismo, ativismo, bicicleta e mídia e muito mais. Você pode ver a agenda completa aqui.
O bacana do Fórum Mundial da Bicicleta é que o projeto emergiu coletivamente, sem grandes corporações por trás, e o pessoal que está organizando todo esse encontro lá no Rio Grande do Sul lançou uma campanha de crowdfunding no site Catarse para arrecadar R$ 3.500.
Este valor vai ser usado para pagar a passagem do norte-americano Chris Carlsson, tido como um dos idealizadores da primeira Massa Crítica, que aconteceu em São Francisco, EUA, em 1992. Carlsson topou vir ao Brasil para participar dos painéis, pedindo apenas que sua passagem aérea fosse custeada pelo evento. Bacana, não? E você pode ajudar a trazer Carlsson ao Brasil doando uma quantia de R$ 10 ou mais no site do Catarse! O que está esperando?
Pedalar ou não de capacete é sempre uma polêmica por aqui. Algumas pessoassãoa favor, outras afirmam que o uso do capacete não impede lesões mais graves em caso de atropelamento e não cuida da raiz do problema, que seria a agressividade no trânsito.
Polêmicas à parte, vimos no Gizmodo um capacete muito interessante para quem pedala na cidade e não tem um lugar adequado para guardar o equipamento quando não está pedalando.
O capacete dobrável criado pelo estúdio francês Agence 360 fica com um terço do tamanho original quando dobrado e pode caber em qualquer mochila ou até em um bolso mais largo de bermuda, por exemplo.
E qual é nossa posição nessa polêmica do capacete? Toda e qualquer proteção é válida, mas como o capacete não é obrigatório pelo Código Nacional de Trânsito, o Eu Vou de Bike apenas recomenda que cada um pedale da maneira que achar mais responsável, sempre de olho na sua própria segurança e na dos outros a sua volta. Nós não entramos na discussão, mas também não saímos para pedalar sem capacete… :)
A cidade de Nova York continua dando exemplos de como é possível implantar uma cultura que privilegia a bicicleta como meio de transporte em uma cidade que até pouco tempo atrás era tomada por carros.
No meio deste ano, 10 mil novas bicicletas ficarão disponíveis para quem mora ou visita a cidade, numa ampliação sem precedentes de seu sistema de compartilhamento de bicicletas. Com o aumento do número de bicicletas, haverá mais de 600 estações automatizadas de empréstimos de bicicleta em Manhattan e no Brooklyn.
O mais legal de tudo é que o Departamento de Trânsito de Nova York vai fazer várias reuniões nos bairros das cidades para determinar os melhores locais para a instalação das estações. Uma maneira democrática e inteligente de envolver a população local na implantação desse novo sistema de transporte na cidade!
Segundo dados oficiais da Prefeitura de Nova York, o número de pessoas que realizam seus deslocamentos de bicicleta na cidade quadruplicou nos últimos 10 anos. Mais importante ainda é ver o grande salto que esse número deu de 2008 aos dias de hoje (veja no gráfico), quando mais infraestrutura para ciclistas começou a ser instalada.
Foi sob a batuta de Janette Sadik-Khan que a cidade multiplicou suas ciclovias e ciclofaixas. Em apenas quatro anos, segundo o The New York Times, a cidade viu o surgimento de 400 quilômetros de ciclofaixas! Além disso, Janette transformou algumas áreas da cidade que eram exclusivas para os carros, como a turística Times Square, em grandes praças para os pedestres e ciclistas, eliminando também centenas de estacionamentos e vagas de carros nas ruas.
A partir do dia 4 de fevereiro, todo ciclista poderá usar as escadas rolantes das estações para se locomover com as bicicletas entre as plataformas do Metrô e das estações ferroviárias de São Paulo. O que antes era uma tarefa um tanto quanto árdua para algumas pessoas (algumas bicicletas pesam mais de 20 quilos!), agora será simplificado.
A campanha divulgada pela Ciclo Liga e repercutida pela imprensa, blogs e outros ciclistas surtiu efeito. O vídeo abaixo, que mostra as dificuldades que o ciclista encontra nas estações, já foi visto mais de 1.500 vezes.
Segundo o blog Na Bike, o uso das escadas rolantes será implantado em período de testes, e “equipes operacionais do Metrô e CPTM irão avaliar como ciclistas e demais usuários se adaptam ao transporte da bicicleta nas escadas rolantes”.
Apesar da boa notícia, a escada rolante só poderá ser usada na subida. Para descer, ainda vamos ter de carregar a bicicleta no lombo. “No sentido de descida das escadas rolantes, o transporte das bicicletas não será liberado, pois requer maior esforço e habilidade do ciclista para garantir a própria segurança e a dos demais usuários”, diz o comunicado divulgado pelo blog Na Bike.
Só lembrando que as bicicletas só podem ser usadas no Metrô de segunda a sexta, a partir das 20h30, aos sábados, a partir das 14h, e o dia todo nos domingos e feriados. Nos trens, só é possível levar a bicicleta aos sábados, a partir das 14h, e o dia todo nos domingos e feriados.
Para participar pela primeira vez de uma competição de Moutain Bike, você deve tomar alguns cuidados. O primeiro deles é bem acostumado a pedalar em estradas de terra ou trilhas. Isso te dará mais confiança para a competição.
Outro cuidado essencial é saber qual a distância a ser percorrida na prova. Com isso, você saberá controlar seu preparo físico e ficar de olho em seu desgaste porque 30 quilômetros passeando é uma coisa, mas a mesma distância em uma competição é muito mais difícil.
Como a intensidade de uma prova é maior, o desgaste virá mais rápido. Então, a dica é você sempre estar treinado para uma distância maior do que a que você irá enfrentar. Isso funciona para você ter uma reserva de energia.
Existem vários outros fatores que podem contribuir para uma primeira experiência em uma competição:
EQUIPAMENTO - Sempre que possível, revise sua bicicleta com antecedência e faça todos os ajustes necessários HIDRATAÇÃO - A hidratação deve começar um dia antes da competição. Isso ajuda seu corpo a absorver melhor os nutrientes PNEUS - A escolha correta do pneu também pode fazer a diferente. Portanto, tente tirar informações com algum atleta que já conhece o local para ter alguma dica, mas é sempre bom ter várias opções de pneus, inclusive para a lama
Além disso, tente chegar com antecedência ao local da competição para evitar o nervosismo e conhecer melhor a região. Seja autosuficiente, ou seja, leve kit de remendo, câmara reserva, canivete, gel energético e até uns trocados para alguma emergência.
Existem várias competições amadoras atualmente no calendário nacional, como o GP Ravelli (17 de outubro, em Itu) e a Copa Amadora Sampa Bikers (28 de novembro, em Caconde – SP)
Você pode consultar calendários nos diversos sites de bicicletas para ver uma prova que seja do seu nível e na sua região.
Os ciclistas da cidade de São Paulo não têm do que reclamar quando o quesito é a qualidade e a variedade dos empreendimentos que têm a bicicleta como foco. Por aqui há várias bicicletarias e bike shops especializadas, lojas bacanas e até uma vila dedicada à bicicleta.
Esta vila é a CicloVila, um negócio que surgiu no fim de 2011 de maneira tímida e agora se consolida como um ótimo ponto de encontro para ciclistas. Na CicloVila há uma loja de bicicletas voltadas para o ciclismo nas cidades, a Ciclo Urbano, um café, uma loja e até um escritório de bike courier.
Nesta semana entrevistamos Leandro Valverdes, da Ciclo Urbano, para saber um pouco mais sobre essa ideia. Veja abaixo!
EVDB: Como surgiu a ideia de abrir este negócio?
Dois dos quatro empreendimentos já existiam: a Ciclo Urbano, loja especializada no uso da bicicleta como meio de transporte, e a Manti Cafés. Outras duas surgiram após termos encontrado o imóvel na Vila Olímpia.
E eu ressalto a questão do imóvel em que estamos porque ele é um ponto chave: fica numa “vila” no meio dos excessivos prédios da Vila Olímpia (daí o nome de CicloVila para a nossa joint-venture); está rodeado de escritórios (o que é ótimo para a Giro Courier, por exemplo) e aos domingos e feriados a Ciclofaixa de Lazer nos margeia por todos os lados.
Em comum, há o fato de todos os sócios das quatro empresas já utilizarem há anos a bike em seu dia-a-dia, como principal meio de transporte.
EVDB: Qual o tipo de público que tem utilizado os serviços da CicloVila?
A CicloVila recebe públicos diferentes conforme o dia da semana e também de acordo com o horário. Exemplo: o horário do almoço, com o verdadeiro “formigueiro” que se forma nas ruas do entorno, traz um público interessado em tomar um café após a refeição. O final da tarde, pós-expediente, atrai pessoas cujo elo de ligação conosco é a bicicleta: amigos e clientes que se locomovem de bike e precisam de peças, acessórios ou serviços para os seus “veículos”. E no boca-a-boca vai se espalhando a existência da CicloVila entre os usuários de bicicleta da região…
Após o almoço, CicloVila é um bom local para tomar um cafezinho
EVDB: Qual o principal objetivo do seu negócio/serviço?
Arrisco dizer que tanto o comércio – venda de bikes e acessórios para o chamado “ciclista urbano” – quanto os serviços que oferecemos (entregas por bike courier, consertos e revisão de bicicletas, “bike anjo” para quem compra uma bicicleta conosco) têm um objetivo maior, ambicioso, de conseguir modificar ainda que ligeiramente o caótico trânsito da região, em que sobram automóveis e estresse e faltam vagas para estacionar e civilidade… Aquele cenário já bem conhecido dos paulistanos, e especialmente agravado na Vila Olímpia, em que novos prédios de escritórios e centros comerciais são inaugurados a cada mês.
EVDB: Na opinião de vocês, qual o público que tem adotado a bicicleta como meio de transporte?
Em geral, o senso comum ainda pensa num público masculino e jovem (faixa etária de 20 a 30 anos), que estaria mais “apto” a enfrentar a realidade adversa para quem pedala em SP. Mas, desde que abrimos, nos surpreende a frequência de clientes mulheres, que buscam não só uma bicicleta para passear no fim de semana mas também uma solução para deslocamentos curtos no bairro. Eu diria que ainda não está “meio a meio” esta divisão, mas o número de clientes do sexo feminino tem crescido. E isso se reflete inclusive no tipo das bicicletas que temos procurado encomendar com os importadores…
EVDB: Quem pode adotar este estilo de vida?
Quem tiver força de vontade… Quero dizer, claro que a bicicleta não é uma solução para todos os deslocamentos que se faz numa cidade gigantesca como São Paulo. Mas creio que boa parte dos trajetos curtos que fazemos (ida ao comércio local, ou à academia para pedalar numa ergométrica!) podem e devem ser experimentados com uma bicicleta. Há cada vez mais gente pedalando, e isso naturalmente faz a cidade se tornar cada vez mais segura para o ciclista.
EVDB: O que falta nas grandes cidades brasileiras para terem mais adeptos da bicicleta como meio de transporte?
Em primeiro lugar, educação. Em segundo, educação novamente. E só a partir do terceiro posto nesta minha hierarquização eu começaria a falar em infraestrutura.
Acho importantíssimo reforçar a noção de que o que difere nossa realidade ciclística da de outros países (e aqui posso comparar São Paulo tanto com cidades de Primeiro Mundo – Copenhague, Amsterdã –, como com metrópoles de países pobres – Bogotá e Quito–) não é a falta de ciclovias e ciclofaixas, mas a falta de respeito.
Quanto tempo dura uma bicicleta estacionada em uma rua movimentada? Em Nova York, mais ou menos sete meses.
Para descobrir o que acontece com uma bicicleta na rua, a Red Peak Branding largou uma bike toda equipada em um paraciclo de uma rua movimentada do Soho, em Nova York. Para documentar o que acontecia com a bicicleta, uma foto era tirada diariamente, e o resultado você vê no vídeo abaixo:
Como foi possível observar, a cestinha de vime durou 210 dias, cerca de sete meses! O selim foi embora um pouco depois, por volta do 230º dia. No dia 250, no início do oitavo mês, a roda da frente foi roubada. E não demora muito mais do que isso para que o quadro seja levado.
Quanto tempo será que esse experimento duraria em São Paulo? Alguém quer tentar?
A ciclista Juliet Elliott, conhecida por seus vídeos em bicicletas de roda fixa, se encontrou com o cinegrafista de Mountain Bike Callum Swift para uma viagem pela Irlanda.
A viagem foi toda registrada em vídeo e o resultado você vê abaixo. Juliet pelo campo, pela cidade e até pelos pubs com sua bicicleta! Uma ótima inspiração para quem faz cicloturismo e para quem pedala pela cidade.
Quem pedala pelas ruas deve estar sempre atento aos sons do ambiente. Carro chegando, pedestres, buzinas… tudo isso ajuda e aumenta a segurança do ciclista.
Mas é sempre bom pedalar ouvindo música, né? Foi para isso que surgiu o fone de ouvido AfterShockz, que não cobre os ouvidos. O fone usa uma tecnologia que transmite o som pelos ossos do maxilar e da região próxima à orelha.
Fone fica fora do ouvido e transmite som pelo osso
Segundo o site MacMais, o AfterShockz é vendido com três nomes diferentes: o Mobile, Sport e o Game. O mobile é menor, o Sport é mais robusto e o Game vem com entrada USB. Eles chegam às lojas em fevereiro por cerca de US$ 70. O preço é meio salgado, mas a tecnologia não é tão comum por aqui e pode ajudar bastante na pedalada pelas ruas mais movimentadas.
Veja mais detalhes sobre o produto (em inglês):
Atenção: pedalar no trânsito com fones de ouvido é perigoso e deve ser evitado, mas em ciclovia reservada apenas para bicicletas, como a da Marginal Pinheiros em São Paulo ou a de Santos, por exemplo, pode ser bem estimulante, desde que o volume do áudio não impeça a audição do meio ambiente.