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Blog Vou de Bike

Postado em 21 de novembro por gugamachado

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Congresso sobre mobilidade abre o Shimano Fest hoje!!!

Sorocaba (SP) - Maior evento de bike e pesca da América Latina, a 5ª edição do Shimano Fest começa nesta sexta-feira (21), com o Congresso de Mobilidade Urbana. Das 15h às 18h30, especialistas debatem o tema no Parque das Águas, em Sorocaba. No sábado e domingo (22 e 23), atividades e apresentações ligadas aos dois esportes, competições de MTB e corrida de rua são as principais atrações. Nos três dias, a entrada é gratuita. A Shimano pede que os visitantes colaborem com 1kg de alimento não perecível, que será doado para instituições beneficentes.

O Congresso Mobilidade – Shimano Fest tem como objetivo envolver órgãos responsáveis pelo exemplar projeto de mobilidade desenvolvido em Sorocaba, interligado ao transporte público municipal, profissionais e personalidades ligadas às questões da bicicleta, assim como o público em geral, gerando a oportunidade de participação e acompanhamento do debate e mesa redonda.

As conclusões obtidas após as atividades resultarão no ‘Protocolo Sorocaba’ documento que reunirá ideias, sugestões e soluções que venham a ser adotadas pelos setores público e privado em apoio à mobilidade por meio da bike. Nos dois dias seguintes a reflexão terá sequência no estande da UCB (União de Ciclistas do Brasil), entidade responsável por elaborar o termo oficial após o evento.

Ainda no primeiro dia do Shimano Fest, os visitantes poderão acompanhar as novidades de 140 marcas de bike, pesca e esportes que os cerca de 45 expositores apresentarão em Sorocaba, na Vila dos Expositores, aberta das 14h às 20h. Entre as atividades interativas, estarão disponíveis o test-ride (MTB e urbano) e a pista de Pump Track (modalidade que mistura BMX e MTB), ambos das 14h às 19h.

Ciclo de Palestras – Além da área de exposição de produtos, competições, atrações e atividades interativas, os visitantes ao Shimano Fest poderão assistir a diversas palestras, sábado e domingo. Os temas serão: “A realidade da bicicleta no Brasil”, “Oficina mapa colaborativo” e “Debate sobre as ciclofaixas cidadãs”, as três com organização da UCB, com repetição no domingo. “Mountain Bike for fun”, com Luciano KDra, e “Bate-papo sobre a handbike e suas possibilidades”, com membros da Vemex, ambas apenas no sábado, complementam o Ciclo de Palestras.

O Shimano Fest, totalmente gratuito e destinado a todos os públicos, é realizado pela Shimano, multinacional líder mundial nos mercados de bike e pesca, com apoios da Prefeitura Municipal de Sorocaba e da Urbes (Empresa de Desenvolvimento Urbano e Social de Sorocaba). A Shimano sugere a doação de 1 kg de alimento não perecível como ingresso.

Nós estaremos acompanhando tudo por lá!

Serviço:

Shimano Fest 2014

Data: 21, 22 e 23 de novembro

Local: Parque das Águas – Sorocaba (SP)

Endereço: Av. Dom Aguirre, 268, Jardim Marco Antônio

Horários:

Sexta (21): 14h às 20h

Sábado (22): 9h às 20h

Domingo (23): 9h às 17h

Ingresso: Entrada gratuita (A Shimano pede que os visitantes colaborem com 1kg de alimento não perecível, que será doado para instituições beneficentes)

Programação do Shimano Fest 2014:

Sexta-feira – 21 de novembro

14h às 20h – Exposição bike / pesca

14h às 14h30 – Abertura do Evento

14h às 19h – Pump Track

15h às 18h – Congresso Shimano – Mobilidade

18h30 às 20h – Encerramento do 1º dia com Banda

Sábado – 22 de novembro

9h às 20h – Exposição bike / Atividades de Pesca

9h às 12h – Test-Rides e Tira-Rodinha

9h às 11h – Retirada de Kit Shimano Short Track

9h às 17h – Pump Track

9h30 às 13h30 – Treino Shimano Short Track

11h às 14h – Apresentação de BXM Dirt Jump

9h às 16h – Retirada de Kit Pearl iZUMi Run 5k

13h às 16h – Test-Rides e Tira-Rodinha

14h às 14h30 – Congresso Técnico Shimano Short Track

14h30 às 15h – Apresentação equipe VEMEX/SHIMANO/CCSJC/UNIVAP

15h às 16h – Final Shimano Short Track Mídia/Expositores

16h às 16h30 – Congresso Técnico Pearl iZUMi Run 5k

17h às 17h30 – Aquecimento Pearl iZUMi Run 5k (Com DJ)

17h30 às 19h – Corrida Pearl iZUMi Run 5k

19h às 19h30 – Premiação Pearl iZUMi Run 5k

Domingo – 23 de novembro

9h às 17h – Exposição bike / Atividades de Pesca

9h às 12h – Test-Rides e Tire a Rodinha

9h às 14h – Retirada de Kit Shimano Short Track

9h às 16h – Pump Track

9h30 às 11h – Classificatórias Shimano Short Track – categoria Elite

11h às 11h15 – Show de Taiko

11h15 às 13h – Desafio Mecânico PRO

13h às 13h30 – Premiação Desafio Mecânico PRO

13h às 16h – Test-Rides e Tire a Rodinha

13h30 às 16h – Final Latino-Americana Shimano Short Track

16h às 16h30 – Premiação Shimano Short Track

16h às 17h – Encerramento com Banda


Postado em 13 de novembro por Eu Vou de Bike

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Como fazer sua primeira trilha de bicicleta

Nós aqui do Eu Vou De Bike falamos muito sobre ciclismo urbano e bicicleta como meio de transporte. Mas sempre que podemos, gostamos muito de pegar nossas MTBs (Mountain Bikes) e ganhar a natureza! Nada melhor do que aquele cheirinho de mato com orvalho logo cedo para nos animar!

Ficou interessado? Se você nunca fez uma trilha, este post pode te ajudar a entrar no fabuloso mundo do MTB!

Antes de qualquer coisa, lembre-se de:

- Revisar bem todo seu equipamento, em especial a bicicleta. Uma trilha é bem diferente de um passeio no parque…;
- Avisar sempre aos seus familiares a localização da trilha e o horário estimado de retorno;
- Nunca fazer uma trilha sozinho, pois no caso de acidente as complicações tendem a ser grandes;
- Procurar estudar e escolher um percurso compatível com o seu condicionamento físico e habilidade técnica, para que algo que é para ser prazeroso não se torne um martírio;
- Se possível, leve sempre ferramentas para reparos rápidos, kits para reparar furos nos pneus e primeiros socorros;
- Utilize os itens mínimos de proteção individual, que são: o capacete, as luvas e os óculos. Estes dois últimos itens são especiais no caso de trilhas, pois no caso de queda, na maioria das vezes a primeira parte do corpo a tocar o chão são as mãos. E os óculos nos livram de ferimentos provenientes de galhos e insetos, muito comuns em trilhas;
- Se a pedalada for longa, acima de uma hora, hidrate-se bem, principalmente se o clima for quente. Lembre-se também de levar algum alimento leve. O ideal é se hidratar a cada 30 min., e comer a cada hora;
- Proteja-se também contra queimaduras de sol indesejáveis. Utilize sempre o protetor solar, dando preferência aos esportivos, que são mais fáceis de se aplicar e costumam proteger por mais tempo.

Preparação e Planejamento

1. Ajustes da Bike

Ajuste do Selim: o ideal é utilizá-lo mais baixo do que você está acostumado, para ter uma maior segurança e diversão nas descidas. Isto pode atrapalhar um pouco nas subidas, mas a segurança deve vir sempre em primeiro lugar!

Pneus: Se a trilha escolhida for mais acidentada, evite utilizar o pneu muito cheio para que os impactos provenientes da irregularidade do terreno não sejam muito sentidos, e para que a bike tenha maior estabilidade. Com isto, o rendimento tende a ser um pouco menor, pois os pneus mais “murchos” tendem a “segurar” um pouco mais a bike. Se a trilha for mais para um “estradão de terra batida”, utilize a pressão próxima da máxima indicada pelo fabricante. Você encontra este dado na lateral do pneu. Ah, e obviamente os pneus devem ter cravos, para maior estabilidade, evitando assim derrapagens desnecessárias.

Paralamas: se puder, utilize ao menos o dianteiro. Isto irá livrar você de receber “lama na cara”. A utilização de óculos de proteção também diminui muito este problema.

Suspensão: se sua bicicleta tiver suspensão dianteira (condição ideal para uma trilha), verifique no manual se ela tem alguma regulagem. Se ela tiver, procure regular conforme o terreno que irá pedalar, ou seja, num terreno mais acidentado, a suspensão deve ser regulada para ficar mais leve, isto é, absorver mais os impactos, porém a bike tende a ficar com a frente mais “mole”, o que pode afetar o desempenho, principalmente nas subidas. Se o terreno for mais regular, procure deixar ela mais dura, pois isto irá contribuir para um desempenho melhor. Mas se você não conhecer nada sobre o equipamento, deixe como está, pois a maioria das suspensões regulares vem de fábrica ajustadas para o meio termo, o que já é bem satisfatório.

2. O que vestir?

Camiseta: O ideal é uma camiseta para ciclismo com tecido do tipo dry fit. Procure escolher uma que não seja muito justa, para não dificultar seus movimentos. Se o clima permitir, o ideal é utilizar uma camiseta mais justa de manga comprida por baixo da camiseta de ciclismo (tipo segunda pele), para proteger os braços de arranhões causados pela vegetação, bem como auxiliar na proteção contra queimaduras de sol

Shorts: Normalmente utilizamos uma bermuda relativamente larga de tecido esportivo mais grosso por cima da tradicional bermuda de ciclismo, a qual tem a “almofada” no meio para maior conforto. Utilizamos esta configuração pois, no caso de queda, uma bermuda mais grossa por cima tende a proteger mais.

Joelheiras/ Cotoveleiras: normalmente este costuma ser um equipamento incomodo e caro. Mas se você tiver acesso a estes, principalmente nas primeiras trilhas, bem como nas mais acidentadas, recomendamos muito a utilização como equipamento de segurança, pois hoje em dia eles não são mais tão desconfortáveis. Peça dicas na sua loja de confiança e, se possível, experimente antes de utilizar.

Calçados: num primeiro momento, não recomendamos a utilização de sapatilhas com o sisetma de “clip”. Isto fica para mais tarde, pois exige um investimento relativamente alto, e a curva de aprendizado costuma ser meio lenta. Porém, depois que você se acostuma a andar “clipado”, dificilmente volta atrás. Portanto recomendamos um tênis resistente, que te forneça um bom apoio e uma boa proteção em volta dos tornozelos, e com um bom isolamento do meio ambiente. A maioria dos bons calçados “off road” costuma ter estas características. E lembre-se que a possibilidade dele voltar bem sujo é muito grande!

Capacete: Sempre escolha o melhor capacete que seu dinheiro possa pagar. Procure pelo melhor caimento, boa ventilação e se possível, que ele tenha a aba removível.

Óculos: Assegure-se que seus olhos estejam sempre protegidos contra insetos, lama, galhos e pedrinhas que costumam nos atingir enquanto estamos pedalando, podendo até causar uma lesão nos olhos ou mesmo uma queda!

Luvas: como dissemos, as luvas, além de proteger suas mãos em caso de queda, ajuda a mantê-las quentes e a melhorar o seu controle sobre o guidão

Jaqueta Impermeável: procure providenciar uma jaqueta de qualidade e que te vista bem. Nunca lave com amaciante ou detergente demais, e verifique as condições dela antes do uso.

3. O que levar?

Kit de primeiros socorros: Certifique-se de ter pelo menos o básico para que você possa atender a si mesmo ou a um amigo em caso de emergência. Nós já falamos sobre isto aqui.

Kit de Ferramentas: No mínimo, ter um “canivete multi-ferramentas” para bicicletas decente com uma chave para reparos em correntes. Algumas peças de reposição e itens úteis, como abraçadeiras, fita isolante, bomba para encher o pneu, kit de reparo de câmaras e até câmaras extras (verifique com o seu lojista qual o tipo exato de câmara da sua bicicleta. Esta informação é bem importante) são extremamente necessárias em trilhas. Porém, não adianta ter tudo isto se não souber utilizar. Procure conversar com sua loja preferida sobre um “mini curso” de mecânica. Veja também aqui no site algumas dicas de manutenção básica.

Luvas de borracha (do tipo cirurgicas): Deixar nossas caras e queridas luvas de pilotar cheias de graxa realmente não é uma boa idéia. Além delas serem grossas e não fornecerem o tato necessário. Assim é sempre uma boa idéia ter uma par destas a mão.

Gel Energético/banana: Acredite, na trilha você vai agradecer de ter um gel energético e/ou uma banana por perto. Um lanche leve, como peito de peru com queijo, também costuma cumprir a função de dar um “boost” rápido em nossa energia.

Telefone: Leve um celular carregado com você, para o caso de emergências. Procure manter ele seco e seguro. Se possível, verifique antes se sua operadora cobre a região em que você estará pedalando. Ainda se possível leve seu celular mais simples. Celulares do tipo “smarthphones” costumam ter uma autonomia de bateria bem reduzida, deixando a gente “na mão” quando mais precisamos deles.

Leve também cameras fotográficas para registrar tudo, e acima de tudo, divirta-se.

Todas estas recomendações são para que seu momento seja o mais perfeito possível, sem nenhuma ocorrência que possa estragar sua atividade!

Aqui encerramos a primeira parte deste post. Em breve abordaremos as técnicas de pilotagem, bem como mais algumas dicas para sua primeira trilha!

Bora se aventurar?


Postado em 6 de novembro por gugamachado

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Bicicletas Elétricas – Nova Legislação!

Não é de hoje que as bicicletas elétricas estão circulando entre nós, e vêm crescendo cada dia mais em utilização, por vários motivos. E a grande polêmica é se este tipo de veículo pode ser considerado uma bicicleta (definida, segundo o Código Brasileiro de Trânsito como “veículo de propulsão humana, dotado de duas rodas, não sendo, para efeito deste Código, similar à motocicleta, motoneta e ciclomotor”) ou um ciclomotor (veículo de duas ou três rodas, provido de um motor de combustão interna, cuja cilindrada não exceda a cinqüenta centímetros cúbicos – 3,05 polegadas cúbicas – e cuja velocidade máxima de fabricação não exceda a cinqüenta quilômetros por hora, CBT).

Como este é um assunto muito recente, o próprio Denatran bem como o Contran tinham definições confusas e complicadas, muitas vezes levando a conclusões enganadas e aplicações de legislações locais, conforme vimos recentemente na cidade de Santos e do Rio de Janeiro. Porém, isto só contribuiu para o aumento da confusão. Você pode ler aqui um post nosso relativamente antigo, com mais de 40 comentários!

Diante deste quadro, no final do ano passado, o Contran lançou uma nova resolução (465), que regulamentou o uso das bicicletas elétricas no país, equiparando-as às bicicletas comuns.

Resumidamente, a medida visou permitir a circulação de bicicletas elétricas em convivência com as bicicletas comuns em ciclovias, ciclofaixas, acostamentos e bordos de vias urbanas e rurais.

A partir desta resolução, as bicicletas elétricas passam a ser dispensadas de registro, tributação, habilitação e seguro obrigatório. Entretanto, para circular em vias públicas, deverão ter limite de potência máxima de 350 watts, poderão atingir velocidade de no máximo 25 km/h, o motor só poderá funcionar quando o condutor estiver pedalando e não pode haver acelerador.

O Contran ainda condicionou a circulação das bicicletas elétricas ao uso de indicador de velocidade, campainha, sinalização noturna dianteira, traseira e lateral, espelhos retrovisores em ambos os lados e pneus em condições mínimas de segurança. Além disso, é obrigatório o uso de capacete de ciclista.

Com esta nova resolução, mais clara e definida, o número de pedelecs (que são as bicicletas elétricas com “assistência” motorizada) devem aumentar em detrimento das bicicletas com acelerador, que passam a ser consideradas ciclomotores (se bem que isto ainda não ficou tão claro).

Neste post com mais de 100 comentários, nós questionamos se as bicicletas elétricas são uma boa opção. Aproveite e leia todos os comentários, pois tem por lá ótimos pontos de vista!

E, acima de tudo, tire suas próprias conclusões


Postado em 27 de outubro por Eu Vou de Bike

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Pesquisa comprova: transporte saudável = vida saudável!

Nos dias de hoje, é muito comum nos preocuparmos com o nosso bem-estar. Mas um dos maiores vilões da nossa saúde continua por aí, cada vez mais presente: o carro!

Um estudo realizado pela Associação Média Britânica, publicado na revista Popular Science, comprovou com fatos e dados concretos que os carros engordam e diminuem a expectativa de vida.

Segundo o estudo, batizado de ‘Transporte Saudável = Vidas Saudáveis‘, o aumento no número de veículos nas últimas décadas teve os seguintes impactos negativos na saúde:

- Mais risco de acidente, deixando pedestres e ciclistas mais vulneráveis;
- Mais exposição a poluentes do ar, diminuindo a expectativa de vida;
- Quem usa apenas o carro para se locomover apresenta um maior índice de obesidade;
- Áreas com mais trânsito apresentam maior mortalidade por doenças relacionadas à poluição do ar;
- O trânsito provoca distúrbios causados pela poluição sonora.

E como evitar todos esses malefícios causados pelo uso intenso do carro como meio de transporte? O estudo da Associação Média Britânica mostra que o caminho é apostar em formas mais ativas de locomoção sempre que possível, como caminhar ou pedalar.

“Caminhar e pedalar são as formas de transporte mais sustentáveis e são associadas com um grande número de reconhecidos benefícios para a saúde”, diz a pesquisa. Veja alguns benefícios comprovados abaixo:

- Aumenta a saúde mental;
- Melhora o humor;
- Reduz o risco de morte prematura;
- Ajuda a emagrecer;
- Previne doenças crônicas como hipertensão, diabetes, osteosporose, depressão e câncer;

Apesar de defender a bicicleta e a caminhada sempre que possível, o estudo entende que para trajetos mais longos, o transporte público deve ser usado para evitar o uso do automóvel. “Combinar meios ativos (bicicleta e caminhada) com o transporte público pode ajudar a população a atingir o nível de atividade física diária recomendada”, dizem os pesquisadores.

Com esses resultados cientificamente comprovados, a Associação Média Britânica sugere um maior investimento do governo na criação de incentivos para as formas mais ativas de transporte, não fazendo do automóvel a melhor opção para viagens curtas dentro das cidades.

Agora, sabendo que usar o carro na maior parte do tempo faz mal para a saúde, não chegou a hora de racionalizar e repensar o estilo de vida que levamos? Não seria hora de começar a usar mais o transporte público da cidade, começar a pedalar para trajetos curtos ou até começar a caminhar para alguns compromissos? A sua saúde certamente vai agradecer! :)

>> Veja a pesquisa na íntegra (PDF em inglês)


Postado em 23 de outubro por gugamachado

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De bike pela Inglaterra (parte 5)

Munidos de nossas “ferramentas”, iniciamos nossa viagem rumo a região onde ocorreu o festival L’Eroica Britannia 2014, ou seja, de Stratford Upon Avon até nosso hotel, em Matlock, condado de Derbyshire.

Esta viagem de aproximadamente 150 kms, incluiu alguns percursos de trem e muita pedalada por estradas do interior da Inglaterra. Nos trens as bicicletas eram sempre “bem vindas”, com locais adequados para estacionar e prendê-las com segurança, enquanto nós ficávamos tranquilos para apreciar a linda paisagem.

Mas as vezes estes “estacionamentos” eram meio atrapalhados …

UK pt5 from Augusto Machado on Vimeo.

Um detalhe é que, na medida em que íamos avançando rumo ao interior, as acomodações para as bicicletas iam simplificando, até chegar ao ponto de dividirmos espaço com um carrinho de bebê, cujos pais nem se importaram com a proximidade das bicicletas!!!

Trocamos de trem em Birmingham, cidade bem desenvolvida a cerca de 150 kms de Londres, e terra do Black Sabbath e do Duran Duran, onde pegamos nova composição rumo a Buxton, linda cidade já na região de Peak District.

Algumas imagens da estancia termal de Buxton, no condado de Derbyshire:

sistema de compartilhamento de bicicletas na estação de trem de Buxton

Daí iniciaríamos a pedalada rumo a Bakewell, cidade famosa pelos seus pudins e local onde ocorreria a L’Eroica, e depois iríamos para nosso hotel em Matlock, cidade próxima a Bakewell. Esta pedalada foi de aproximadamente 30 kms, com uma altimetria bem considerável, e com direito a perdas pelo caminho…

UK pt.5-02 from Augusto Machado on Vimeo.

Uma coisa incrível é que estas estradas na maioria dos casos não possuem acostamento. Então era muito comum pedalarmos no “meio da estrada”, que além de tudo quase sempre eram de mão dupla. O respeito dos motoristas conosco foi impressionante e exemplar, na medida em que os carros chegavam próximos as bicicletas, porém aguardavam pacientemente para nos ultrapassar somente quando esta manobra pudesse ser feita com a segurança e a distância adequadas.

Detalhe: paramos num posto desta estrada para comprar água, e o atendente ficou muito impressionado que estávamos pedalando por aquela via, pois, segundo ele, é a “estrada que mais mata na Inglaterra”!!! Obviamente que, por estarmos acostumados com o Brasil, nem de longe percebemos este perigo…

E, finalmente, L’Eroica Brittania 2014!!!!

No próximo post falaremos mais sobre este maravilhoso evento, que vai muito além de uma simples corrida…

Você pode ver os posts anteriores sobre esta aventura aqui, aqui, aqui e aqui.!


Postado em 21 de outubro por gugamachado

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Qual bicicleta devo comprar?

Sem nenhuma sombra de dúvida, escolher uma bike para comprar é hoje uma tarefa das mais complexas!

Com tantos modelos e especificações disponíveis no mercado, é muito comum nos depararmos com uma grande dificuldade em selecionar qual é o modelo ideal para nossa aquisição. Normalmente recorremos a “amigos ciclistas”, ou a lojistas experientes. Não que estes não estejam habilitados a nos ajudar, mas o melhor é termos ao menos alguma base do que procuramos, inclusive para ajudá-los melhor em sua seleção.

Nosso objetivo aqui é trazer esta base! A primeira dúvida é: devo comprar uma Mountain Bike (mais comum em nosso país), uma Speed (bicicleta de estrada, aquela com os pneus finos), uma Híbrida/ Urbana (modelo cujo uso vem crescendo cada dia mais), uma Elétrica ou uma Dobrável?

Basicamente, a escolha de uma bicicleta vai depender muito de seus próprios gostos, bem com do tipo de terreno e distância você pretende pedalar. O orçamento disponível também conta muito!

A boa notícia é que, seja você é um ciclista urbano, ou alguém que adora trilhas e natureza, ou ainda alguém que quer pedalar horas a fio numa linda estrada, há uma abundância de modelos para você!

Mountain Bike (MTB) :

Com uma posição de pilotagem mais ereta, quadros super resistentes e a opção de levá-la para trilhas e passeios “off-road”, as mountain bikes (MTBs) são uma escolha bastante popular para os ciclistas recreacionais. Muitos também apreciam o poder dos freios a disco típicos das MTB, bem como seus sistemas de suspensão, que muitas vezes se traduzem por um conforto maior. 

Mas os pneus com cravos que as tornam excelentes para terrenos acidentados, são péssimos nas cidades, quase que “segurando” no asfalto,e , muitas vezes, anulando a vantagem dos materiais de quadros, rodas e componentes mais leves, comuns nas Mountain Bikes mais “tops”. Se a sua utilização foi maior na cidade e você fizer questnao deste tipo de modelo, a solução é colocar pneus “slick” (liso) e mais fino. E se você for pedalar apenas em trilhas leves, não há necessidade de uma MTB “full-suspension” (suspensão dianteira e traseira), caso contrário, você estará pagando por uma tecnologia que utilizará pouco, e que certamente trará mais “peso” a bicicleta.

Portanto, as MTB são indicadas para trilhas e passeios “off road”.

Prós: Freios, posição de condução, resistência, versatilidade;
Contras: pesadas, lentas em asfalto, “chamativas” para os ladrões devido aos seus grafismos e valores.

Speed (Estrada)

Leves, rápidas e elegantes, as bicicletas “Speeds” (de corrida/ estrada) tornaram-se o transporte principal para toda uma geração de ciclistas (quem se lembra da Caloi 10?), por terem sido “inventadas” em um período onde não existiam bicicletas urbanas. A bicicleta de estrada “cobre” longas distâncias em um ritmo cadenciado e potente devido também aos seus pneus finos e rodas, componentes e quadros leves. Porém da mesma forma que eles ajudam a torná-la rápida, também pode torná-la mais vulnerável a danos em consequência de ruas mal conservadas. Infelizmente, os “ladrões” também “adoram” estes modelos, devido ao seu alto valor de mercado.

Prós: rápida, eficiente e divertida
Contras: pode ser frágil, pneus fáceis de furar, posição de condução desconfortável e “chamativas” para os ladrões devido aos seus grafismos e valores.

Híbrida/ Urbana:

As bicicletas híbridas/ urbanas têm a posição de pilotagem mais “neutra” (ereta) e confortável. As bicicletas híbridas “puras” combinam a velocidade das rodas aro 700C finas,  com a posição de pilotagem ereta de uma bicicleta de montanha, como se fosse uma “speed” misturada a uma “MTB”. Mas os detalhes podem variar e muito!

Você pode encontrar desde freios do tipo “v-brake” até os sofisticados freios “a disco”  das MTBs nesta categoria. Normalmente, os componentes e conjuntos privilegiam a robustez e a baixa manutenção frente ao peso e a performance. Como são bicicletas para o nosso “dia-a-dia”, também é muito comum termos racks para transportes de alforges e demais “tralhas” urbanas. Também é muito comum a presença de “pára-lamas” e sistemas de iluminação.

Se você pretende pedalar rapidamente em boas estradas e ruas, porém numa posição mais ereta e confortável (que se traduz também por menos performance devido a aerodinâmica e peso do conjunto), com a possibilidade de transportar pequenas cargas, certamente as bicicletas “híbridas” são para você!

Agora se o seu “pedal” for mais leve e suave, porém conforto, resistência da bicicleta, baixa manutenção dos componentes e capacidade de transporte for fundamental em seus deslocamentos, prefira uma bicicleta urbana (como a da imagem acima, por exemplo, que está equipada com um sistema de câmbio interno modelo“Shimano Nexus”).

Prós: bastante rápida (híbridas), versátil (urbanas), posição de pilotagem confortável
Contras: pode ser quase tão frágil como bikes speed (híbridas), peso do conjunto (urbanas)

Dobrável:

Mais adequada para trajetos curtos – especialmente onde existe dificuldade em estacionar a bike em seu destino – ou para comutar (completar) o seu pedal com outros modais (metro, trem, ônibus, etc), as bicicletas dobráveis são bastante populares entre os ciclistas urbanos.Os modelos mais compactos vão caber até sob sua mesa de trabalho, podendo ser levados em um trem ou ônibus mesmo na hora do rush.

Uma bicicleta dobrável nunca será como uma bicicleta “convencional” em termos de performance e conforto, devido as suas características (roda pequena, distância entre-eixos curta, poucas marchas), porém, as dobráveis mais modernas e mais “top” surpreendem e muito nestas duas características, quase se equiparando a modelos convencionais.

Prós: convenientes para armazenar e transportar em outros modais;
Contras: mais lenta e pesada do que uma bicicleta convencional

Elétrica:

Com o auxílio extra de um motor de 250W, por exemplo, as bicicletas elétricas são ótimas opções para os ciclistas que precisam chegar ao trabalho em um estado “menos suado”. Também ajudam muito em subidas, ou se o seu condicionamento físico não está “lá estas coisas”…

Apesar da polêmica sobre “se elas são bicicletas ou ciclomotores” (nossa legislação ainda é muito obscura, principalmente devido a novidade do tema), elas vêm sendo cada vez mais utilizadas, principalmente nos grandes centros urbanos.

A maioria delas são projetados para serem confortáveis e fáceis de se conduzir. Também possuem as características urbanas (para-lamas, bagageiros e sistema de iluminação) necessárias para uma boa utilização como meio de transporte.

Elas ainda são pesadas e caras. No entanto, com o desenvolvimento da tecnologia, a tendência é que elas fiquem cada vez mais baratas e leves.

Prós: Condução fácil e agradável, confortável
Contras: Necessidade de recarga de bateria (atualmente ainda demorada), mais pesadas e caros que uma bicicleta convencional

Esperamos com este pequeno guia poder auxiliar em uma decisão tão importante!

E qualquer dúvida deixe aqui nos comentários, que teremos o maior prazer em responder!


Postado em 14 de outubro por gugamachado

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Conheça o “Pedal das Capivaras”

Quarta edição do passeio ciclístico, no dia 19 de outubro, reúne fãs da bicicleta em São Paulo para o pedal na ciclovia do Rio Pinheiros. Inscrições estão abertas

São Paulo (SP) – Passeio ciclístico com o objetivo de alertar população e governantes para a importância da despoluição do Rio Pinheiros, o Pedal das Capivaras chega este ano à sua quarta edição, em conjunto com ações culturais, artísticas e educativas. No dia 19 de outubro, os participantes do pedal terão como ponto de encontro o Shopping SP Market (Av. das Nações Unidas, 22.540), com concentração a partir das 8h da manhã. O passeio começará às 9h, com extensão de 20 km na Ciclovia do Rio, e previsão de duração de duas horas.

Entre as ações que reforçam a importância de conscientizar a população para a recuperação do Rio Pinheiros estão: As Margens do Rio Pinheiros do artista plástico Eduardo Srur, com intervenções como, por exemplo, trampolins nas pontes Morumbi, Eusébio Matoso e Cidade Universitária e Galeria Rio Pinheiros do Coletivo CafeNaRua, projeto de ocupação permanente das margens da ciclovia, com grafite e passeios mensais.

Esses projetos, alinhados pela CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), terão a hashtag #VivaRioPinheiros unificando as ações. “O Pedal sempre foi uma ação pontual com um bom trabalho de divulgação e mobilização mas que após a realização do passeio perdia sua força. Agora, são três ações fortes que chamam atenção da população e das autoridades públicas para a situação do Rio Pinheiros. Isso fortalece o Pedal das Capivaras, porque ele faz parte de um conjunto de ações ao longo de um espaço maior de tempo e com maior visibilidade”, destaca João Magalhães, coordenador de comunicação da Shimano.

Pedal das Capivaras, 2013

A ideia do Pedal das Capivaras, realizado pela primeira vez em 2011, surgiu durante um passeio de bike pela ciclovia do Rio Pinheiros: um espaço fácil para se pedalar, seja para treino, mobilidade ou lazer, porém com o Rio totalmente poluído e com forte mau cheiro. “Para a Shimano, o Rio Pinheiros foi praticamente reintegrado à cidade e ao paulistano por meio da construção da Ciclovia. Então, nada mais bacana do que chamar atenção para sua despoluição”, avalia João Magalhães.

Inscrições abertas – O evento conta com operação do Clube dos Amigos da Bike (CAB) e terá 20 km de percurso, totalmente plano, com início e término na estação Jurubatuba, indo e voltando até a ponte do Morumbi. Para garantir uma vaga, basta fazer a inscrição aqui , ao custo de 35,00 reais. Cada participante ganha um kit com a camisa oficial do Pedal das Capivaras Shimano, sacola de algodão e brindes dos apoiadores, além de um cupom para concorrer ao sorteio de uma bike Mongoose.

Recomenda-se a participação aos ciclistas que tenham o hábito de pedalar entre uma e duas horas, com algumas paradas breves para reagrupamento. Menores de 12 anos devem estar acompanhados por um responsável. Capacete é de uso obrigatório, enquanto óculos e luvas são acessórios essenciais.

A 4ª edição do Pedal das Capivaras Shimano é organizado pelo CAB (Clube dos Amigos da Bicicleta), com patrocínio da Shimano e oferecimento do Shopping SP Market, além dos apoios da CPTM, Mongoose (Caloi), Tensor, Lysoform, Clight, Cróqui, Triunfo, SupraSoy, Montevérgine, Oetker e Gomes da Costa.

Serviço:
4º Pedal das Capivaras Shimano

Data: 19/12/2013
Horários: concentração às 8h e saída às 9h
Endereço: Shopping SP Market (Av. das Nações Unidas, 22540 – Jurubatuba)
Local do evento: ciclovia do rio Pinheiros
Valor: R$ 35,00
Inscrições: www.cab.com.br


Postado em 9 de outubro por Eu Vou de Bike

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Bicicleta: ótimo presente para o Dia das Crianças

O Dia das Crianças está chegando e mesmo com toda a “parafernália” eletrônica disponível, como videogames, notebooks, o excesso de informação e distração da internet e das redes socias, a bicicleta ainda continua sendo um presente bastante desejado!

Eu mesmo me recordo da minha primeira bicicleta – quando ganhei, como ela era e, principalmente, a diversão e os bons momentos que ela me proporcionou.

Aqui no site, nossa intenção é que todos comecem a “ir de bike” e sabemos que um hábito saudável deve ser formado desde a infância. Neste post, vamos dar algumas dicas de compra de uma bicicleta para crianças e de manejo para que a experiência do aspirante a ciclista seja inesquecível!

Além do fator lúdico, os benefícios proporcionados pela bicicleta para a saúde dos pequenos são imensos. Durante a “brincadeira”, ocorre um grande gasto calórico, prevenindo a temida obesidade infantil. No Brasil, em estudo recente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabolismo (SBEM), foi revelado que quase 20% das crianças brasileiras estão obesas.

Além disso, o uso frequente da bicicleta estimula os reflexos, a consciência de lateralidade e a noção espacial. Sabemos hoje que as características de como nosso corpo será no futuro em muito são definidas na infância. E o exercício disfarçado de brincadeira certamente ajuda a formar músculos e ossos saudáveis.

Os modelos

Hoje em dia muitos são os modelos de bicicletas infantis oferecidos pelo mercado nacional, para os mais variados gostos e bolsos. E muitos são os acessórios também, em especial os equipamentos de segurança, tais como capacete, joelheira e cotoveleira, muito importantes para um aprendizado seguro.

A escolha da bicicleta certa começa pela definição do tamanho do aro e do quadro, para que a criança tenha pedaladas confortáveis e saudáveis. Como hoje em dia as relações biomecânicas estão todas alteradas e oscilantes (cada vez mais é comum vermos crianças muito mais desenvolvidas do que sua idade cronológica indicaria), nossa tabela trará uma relação de tamanho da criança x tamanho da bicicleta, e não de “idade x tamanho da bicicleta”.

Então, ficamos assim:

Tamanho do Aro – Altura do ciclista

- Aro 12″ – de 89 cm a 1,07 cm

- Aro 16″ – de 96 cm a 1,23 cm

- Aro 20″ – de 1,09 cm a 1,42 cm

- Aro 24″ – de 1,26 cm a 1,52 cm

- Aro 26″ – acima de 1,52 cm (geralmente adolescentes)

Como vimos, na tabela acima ocorrem várias interposições de medidas. Aqui o que vai determinar se a criança utilizará uma bicicleta aro 16″ ou 20″, por exemplo, deve ser o bom senso, ou seja, devemos testar a criança utilizando a bicicleta e perceber qual o nível de confiança dela com relação a altura e tamanho escolhido.

Se ela estiver insegura, escolha um tamanho menor. Bicicletas hoje em dia são fáceis de se negociar, e quando o pequenino estiver seguro e confortável numa aro 12″, por exemplo, podemos adquirir uma aro 16″ e vender a bicicleta anterior.

Para começar o treinamento do ciclista mirim, é fundamental manter os apoios laterais (também conhecidos como “rodinhas”) para que o pequeno se familiarize com a bicicleta e com o ato de pedalar. Ao mesmo tempo, as rodinhas fazem com que a criança se sinta mais segura para iniciar nesta nova empreitada.

É impossível dizer em quanto tempo uma criança vai começar a pedalar sozinha, isso varia muito de pessoa para pessoa. O ideal é manter uma rotina bem disciplinada, com treinos diários ou ‘dia sim, dia não’.


Exemplo de bicicleta com apoios laterais, aro 12”

Para que o pequeno fique mais seguro, o selim pode ser deixado um pouco mais baixo que o normal no início. Assim, ele poderá colocar os pés no chão em caso de desequilíbrio. É muito importante que você ensine onde estão e como usar os freios, inclusive fazendo o movimento de frear repetidas vezes com ele.

No começo, você deve levar a criança para um local seguro e sem trânsito. Geralmente as crianças aprender a pedalar em parques públicos, estacionamentos vazios, praças ou playground de condomínios. Já no local adequado, e ainda com as rodinhas, mostre para o pqeueno que ele deve sempre manter o pedal girando e sempre olhando para a frente. Transmita segurança e confiança, mostrando que você estará lá para ampará-lo caso aconteça algum acidente.

Estando a criança familiarizada com os freios e com o movimento de pedalar, a primeira manobra a ser ensinada é fazer curvas para ambos os lados. Quando a criança já estiver confiante, crie um circuito para ela cumprir. Se for o caso, demarque o circuito com latinhas de refrigerante. Observe a criança e corrija os erros. Lembre-a de pedalar constantemente e sempre olhar para a frente. Este é um detalhe fundamental para quando chegar o momento de retirar as rodinhas de apoio.

No momento em que a criança estiver pedalando com mais segurança e constantemente, e fazendo as curvar com confiança, é hora de retirar uma das rodinhas. Retire um dos lados e continue com a mesma rotina de exercícios, se possível no circuito montado. O ideal é que aumentemos gradativamente o tamanho e a dificuldade do circuito.

Quando ela conquistar a confiança e a habilidade de pedalar desta maneira, com muita cautela podemos retirar o segundo apoio lateral. Aliás, a princípio, podemos somente levantá-lo e deixá-lo sem contato com o chão, porém sem retirá-lo. Isso vai servir como apoio psicológico.

Pronto. Com a bicicleta sem os apoios laterais, vá até um local plano, tranquilo, sem curvas, e se possível, com o piso de grama ou de terra batida, pois pequenos tombos serão inevitáveis nesta fase. Aliás, o ideal é que a criança esteja equipada desde o início com capacete, luvas de proteção, e se possível, joelheiras e cotoveleiras. Este kits são relativamente fáceis de se encontrar nas bike shops ou grandes magazines de esporte.


Exemplo de bicicleta sem apoios laterais, aro 20”

Segure a bicicleta com a mão embaixo do selim (nunca no guidão) e corra ao lado da bike, no mesmo ritmo da criança, sem forçar ou apressar. Lembre-a constantemente de pedalar e olhar para frente. É fundamental que a criança se sinta segura sabendo que você está ao lado dela, ajudando no equilíbrio e transmitindo segurança.

Quando você perceber que o pequeno já pedala sem parar e sem olhar para a roda dianteira, ele estará apto a comandar a bicicleta por conta própria. Basta ir soltando a sua mão do selim, sem grandes alardes, que a criança, sem se dar conta, vai manter por sí só o equilíbrio, pois afinal ela já “treinou” bastante até chegar a este ponto.

Seja paciente e vá devagar nesta fase do processo. Ao retirar as rodinhas, a criança precisará de uma atenção especial e um tombo mais sério neste momento pode traumatizá-la por muito tempo. Se ela não conseguir pedalar sozinha sem as rodinhas logo na primeira tentativa, não desista e tente outras vezes.

Logo virá a confiança e o prazer de sentir a liberdade que a bicicleta nos proporciona! E para isto, cada passo, desde a compra da bicicleta e equipamentos de segurança, até o circuito a ser percorrido deve ser planejado com muito amor, dedicação e paciência.

A Houston Bikes possui uma linha completa de bicicletas infantis e recentemente licenciou a linha Max Steel e a linha Polly Pocket, indo dos aros 12″ até o 20″. E o fato de ter seu personagem favorito acompanhando este desafio pode ser bem lúdico e estimulante para a criança.

E lembre-se: se hoje nós vamos de bike, é porquê  algum já fez isto pela gente!


Postado em 8 de outubro por Eu Vou de Bike

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A alegria de uma criança na bicicleta

Aproveitamos que estamos na semana do Dia das Crianças para trazer dois vídeos que mostra exatamente o que significa a bicicleta para uma criança.

O primeiro vídeo traz imagens gravadas por uma câmera no capacete do jovem Malcolm, de apenas quatro anos, em uma descida de mountain bike. Malcom segue seu pai pelo percurso e é possível ouvir sua alegria ao passar pelos obstáculos.

Uma ótima maneira de passar um domingo com o filho, não é? Assista ao vídeo abaixo!

O outro vídeo já é um clássico da internet e mostra uma criança de cinco anos falando de sua sensação após pedalar sozinho.

Veja o vídeo legendado abaixo:

Ficou inspirado e quer dar uma bicicleta para seu pequeno no Dia das Crianças? Então veja algumas dicas aqui neste post para que a experiência do aspirante a ciclista seja inesquecível!

- Via TreeHugger


Postado em 21 de setembro por gugamachado

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Participe do Dia Mundial Sem Carro! Vá de Bike!

Amanhã (segunda) é o Dia Mundial Sem Carro! Aqui em São Paulo, é o nono ano consecutivo que a data é comemorada, mas esse dia já marca o calendário de muitas cidades e países desde 1998.

Neste 2014 teremos realmente algo inédito! O prefeito de São Paulo irá de bicicleta ao trabalho! E nós estaremos juntos, acompanhando este pedal. Esta adesão total da Prefeitura de São Paulo, que vem fazendo uma verdadeira e emocionante “revolução” na cidade, é necessária e caracteriza o “ingresso” oficial na lista da cidades participantes do DMSC, uma vez que este movimento é  condição necessária para adesão oficial ao dia.

A campanha do Dia Mundial Sem Carro nasceu na França, em 1998, com apenas 35 cidades participantes. Em 2000, outros países da Europa passaram a adotar a data e o manifesto tomou força. O movimento chegou ao Brasil em 2001, com a participação de 11 cidades. Em 2004, mais de 1.500 cidades participaram da ação, distribuídas em 40 países!

O Dia Mundial Sem Carro tem como objetivo mostrar que é possível ter uma vida normal na cidade grande sem o uso do seu veículo. Ônibus, metrô e as bicicletas, é claro, são ótimas alternativas para locomoção.

Nos últimos anos, temos assistido a uma mobilização cada vez maior da sociedade no sentido de considerar a bicicleta como meio de transporte sério e viável, inclusive pelo próprio esgotamento do modelo de transporte atual, completamente centralizado nos carros.

E não é tão complicado sair pedalando no seu cotidiano. Aqui no EVDB, já demos várias dicas de segurança e comportamento no trânsito para quem nunca pedalou nas ruas e quer começar a substituir o veículo por um meio de locomoção mais econômico, menos poluente, mais ágil e muito, mas muito mais saudável!

Veja abaixo algumas dicas para deixar o carro na garagem e começar a pedalar!

A decisão de trocar o carro pela bike não é tão difícil quanto parece

Dicas de comportamento e sinalização para quem pedala no trânsito

- Dicas para pedalar no frio

- Veja como integrar a bicicleta a outros meios de transporte

- Saiba como pedalar com segurança durante a noite

-Veja dicas para trocar o pneu furado da bicicleta



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