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Blog Vou de Bike

Postado em 17 de abril por gugamachado

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As Vantagens Mentais de se Pedalar!

Pedalar, trabalhar, pedalar…É o que faz todas as manhãs a neurocientista canadense PHD Brian Christie, que vai de bike até a academia para um treino de 45 minutos, e depois pedala até o seu local de trabalho. Segundo ela, com esta rotina, quando chega a sua mesa de trabalho seu cérebro está no pico máximo de atividade por algumas horas, facilitando em muito o foco e a concentração em suas atividades do dia. E quando ela percebe que o pico está baixando, ela parte para mais uma sequência de atividades físicas, no caso o “spinning”, recuperando o pico anterior.

Cientificamente, já é sabido a algum tempo que uma rotina de repetição de exercícios tende a favorecer em muito a atividade cerebral. Em um estudo recente publicado no “Journal of Clinical and Research Diagnostic”, os cientistas descobriram que as pessoas pontuaram mais em testes de memória , raciocínio e planejamento após 30 minutos de “spinning” em uma bicicleta estacionária, em comparação aos mesmos testes realizados antes de pedalarem . Elas também completaram os testes mais rápido depois de pedalar .

Segundo Christie, ” o exercício é como fertilizante para o seu cérebro . Todas aquelas horas passadas “girando seus pedais” criam ricos vasos capilares, não só em seus quadríceps e glúteos , mas também em sua massa encefálica. E mais vasos sanguíneos em seu cérebro e músculos significa mais oxigênio e nutrientes para ajudá-lo a trabalhar”

Quando você pedala , você também força mais as células nervosas ao “seus limite”. Quando estes neurônios são ativados, eles intensificam a criação de proteínas, tais como o “fator neurotrófico derivado do cérebro” (BDNF) e um composto chamado “cuca” (acredite se quiser!), que promovem a formação de novas células cerebrais, dentre outras vantagens.

O resultado é que você dobra ou até triplica a produção de neurônios,ou seja, literalmente você constroi o seu cérebro”, diz Christie . Pedalando, você também libera mais neurotransmissores (os “mensageiros entre as células do cérebro) para que todas essas células, novas e velhas, possam se comunicar umas com as outras para um melhor e mais rápido funcionamento.

Esse tipo de crescimento é especialmente importante a cada ano que vivemos, pois na medida em que envelhecemos, nosso cérebro encolhe e nossa conexões nervosas vão enfraquecendo . “ O exercício restaura e protege o cérebro,” diz Arthur Kramer , PhD, um neurocientista da Universidade de Illinois. ” Nossa pesquisa constatou que, depois de apenas três meses, as pessoas que se exercitaram tiveram o volume do cérebro comparado a pessoas três anos mais jovens que elas “, diz Kramer, referindo-se a um estudo que examinou os cérebros de 59 voluntários sedentários , com idades entre 60 e 79 anos, e que tanto realizaram um programa de exercícios quanto estavam inativos por seis meses.

Um cérebro maior e  mais conectado simplesmente funciona melhor. “Os adultos que se exercitam apresentam uma memória visual mais sofisticada, níveis de concentração mais elevados, pensamento mais fluido e maior capacidade de resolução de problemas do que aqueles que são sedentários “, diz Kramer .

Semana que vem publicaremos a segunda parte desta matéria.

Até lá, bora exercitar nosso cérebro????

via Bicycling.com


Postado em 10 de abril por gugamachado

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Copenhague – O paraíso dos ciclistas!

Nossa leitora Renata Bassani é estudante de jornalismo em Florianópolis, e está fazendo intercâmbio na Europa, produzindo reportagens como correspondente universitária.

Ela estive em Copenhague (Dinamarca) no mês passado e fiz uma reportagem especial sobre as bicicletas por lá.

Segundo ela, “o  choque cultural para a realidade brasileira é grande!”

Em Copenhague, 50% da população utiliza a bicicleta diariamente, e existe toda uma sinalização específica pra bikes.

São mais de 390 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas, e há uma rede integrada de vias.

Acompanhe aqui o video produzido por ela e por Thales Camargo!

 


Postado em 3 de abril por gugamachado

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Conheça o “Bike Registrada” !

Nosso leitor Maxmuller Puek é um dos idealizadores do site Bike Registrada  que visa promover o uso da bicicleta e a segurança do ciclista.

Com a palavra, Max: “Nossa proposta está fundamentada em 3 pilares:

- Inibir o roubo de bicicletas;

- Dificultar a comercialização de bicicletas roubadas; e

- Auxiliar na recuperação de bicicletas roubadas.

Esses três pilares culminam em dois objetivos:

- Promover a mobilidade urbana de maneira sustentável, por meio de bicicletas;e

- Promover a segurança dos ciclistas.”

Ele continua: “ Nossa proposta é que todas as bicicletas do Brasil sejam registradas, pois a partir daí, sempre que alguém tentar lhe vender uma bicicleta você poderá fazer a consulta no site e saberá se ela é produto de roubo. Com esta ação o risco de adquirir produtos roubados é bastante reduzido e se os ladrões não conseguirem vender as bicicletas roubadas, não haverá mais motivo para roubá-las e, dessa forma, estaremos inibindo e desestimulando o roubo de bicicletas. O site Bike Registrada  pretende antecipar-se a ação dos ladrões. Porém, para que nosso trabalho seja efetivo, é necessário que os ciclistas abracem a causa, dessa forma, pedimos que nos ajudem a divulgar o serviço que é gratuito.”

Então amigos, a ordem já foi dada! Vamos registrar nossas queridas magrelas???


Postado em 27 de março por gugamachado

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5 dicas para melhorar o transito nas grandes cidades!

O trânsito é um dos problemas mais complexos da vida urbana. Pensando nisto, um coletivo criou um video através da plataforma Sicredi Touch , que  incentiva as pessoas a transformarem, de forma simples o seu dia a dia.

Este  video mostra 5 dicas que qualquer pessoa pode botar em prática e que cooperam para melhorar a situação nas ruas, de maneira lúdica e bem prática!

Esperamos que gostem!

 


Postado em 20 de março por gugamachado

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Capacetes podem ser menos eficazes do que pensamos…

Com este título polêmico, apresentamos aqui um estudo completo desenvolvido na Noruega, onde se concluiu que, apesar da utilização do capacete realmente diminuir os danos a cabeça em caso de queda, sua efetividade pode ser mais baixa do que pensamos.

Segundo o pesquisador Rune Elvik, quando avaliamos o efeito do uso de capacetes em ferimentos na cabeça, face e pescoço, a redução do risco é de somente 33% quando se está utilizando o capacete no caso de um acidente, quase metade se comparado a um estudo anterior de 2001.

“Em termos de ferimentos na cabeça, há uma clara redução destes ferimentos quando as pessoas usam um capacete. Mas se olharmos para o pescoço e a nuca, podemos verificar que todos os estudos indicam um certo risco de lesão, mesmo quando usando um capacete “, diz ele, acrescentando que as lesões no pescoço/nuca geralmente não são tão graves como lesões na cabeça.”

“Alguém poderia pensar que os primeiros capacetes para bicicleta feitos eram menos eficazes do que os que são feitos hoje. Porém na verdade estamos vendo uma tendência oposta: tornou-se menos seguro usar um capacete ao longo dos anos, e que é surpreendente. “

Nós aqui do EVDB, mesmo com toda esta polêmica, somos a favor do uso do capacete, porém acreditamos na liberdade individual, desde que esta seja exercida com responsabilidade!

Leia o artigo original deste post aqui e veja o PDF do estudo aqui.


Postado em 13 de março por gugamachado

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Respeite um carro a menos

                                                                                                       

Nós por aqui já estamos familiarizados com o bordão “Um Carro A Menos”, sendo este já bem antigo e relacionado principalmente com o movimento “massa crítica”, nascido em São Francisco e repercutido com sucesso no Brasil. A novidade é esta campanha da agência Heads, desenvolvida para o movimento carioca “Respeite um carro a menos”, que foi muito feliz na sua parte visual!

Apesar de fazer alusão a acidentes (e mortes) de ciclistas, acreditamos que muitas vezes temos realmente que “chocar” o poder público/sociedade para que ela possa refletir e tomar uma atitude positiva com relação ao tema proposto.

E no nosso caso não queremos nada mais que convivência com respeito.

Parabéns a Heads pela campanha!

via UpdateorDie


Postado em 6 de março por gugamachado

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Como pedalar com a sua família!

Pedalar em família é uma grande diversão . Trata-se de um tempo precioso juntos , desfrutando de ar fresco e fazendo exercício .

E por isso as ciclofaixas de lazer são um sucesso de público, chegando a ter mais de 150.000 frequentadores por domingo, em São Paulo!

E o segredo para que esta atividade funcione bem é, literalmente, “pensar pequeno”.

Você deve limitar a distância a percorrer não em quilômetros, e sim em tempo, procurando realizar seu passeio entre uma ou duas horas, incluindo as paradas. Foque no proveito que seus filhos terão no passeio, e não somente no ato de pedalar, ou seja, pense nesta atividade como um passeio com seus filhos onde a bicicleta é uma das atividades, e não a única (e se você não conseguir pensar e agir assim, melhor pedalar sozinho!)

Planeje parar constantemente! Se houver uma pequena praça ou um parque com equipamentos infantis no seu caminho, isto pode revigorar e entreter muito as crianças pequenas. Um agradável café, uma lanchonete ou bar pode ser ideal para famílias mais adultas. Inclusive você pode até planejar um piquenique durante seu trajeto!

Normalmente as crianças menores precisam de mais paciência com elas do que de muito entretenimento. E como o objetivo é passear e se divertir, lembre-se que na bicicleta você pode parar quando quiser. Então pare assim que perceber cansaço nelas, e procure pedalar em velocidade baixa, destacando para as crianças algo interessante nas paisagens do trajeto.

Se os seus filhos aproveitarem o passeio, você também vai aproveitar. Então procure agradá-los! Muitas vezes as crianças estão muito mais interessadas no sorvete que elas vão tomar do que no cenário agradável. Um passeio prejudicado pelo mau tempo pode ser salvo por uma guloseima surpresa em alguma padaria.

Planeje sempre a sua rota! 

Você pode pesquisar e planejar a rota de seu passeio em websites e guias impressos. Se puder, tenha também a mão um mapa impresso em grande escala. Assim você pode não apenas traçar a sua rota com antecedência, como também usar o mapa para eventuais atalhos. E, se alguém estiver ficando cansado, o mapa ajuda você a mostrar a localização do grupo e dizer: “Olha, estamos quase lá. O almoço é logo depois desta rua”!. Você pode obter estes mapas junto ao órgão de turismo de sua cidade, ou mesmo imprimí-los a partir de websites.

Mesmo com um bom mapa em mãos, se possível, conferira a rota sozinho pedalando-a de antemão. Assim você saberá o que esperar com um nível de detalhe que nenhum mapa ou guia vai te proporcionar. Desta forma você saberá previamente onde fica o café mais agradável, o parque mais interessante para um piquenique ou mesmo o local mais apropriado para uma parada estratégica. E este conhecimento pode ser inestimável.

Se não houver ciclovias ou ciclofaixas de lazer reservadas em sua cidade, procure sempre pedalar por ruas sem trânsito, mesmo que elas tornem seu percurso mais longo. Estas ruas não só favorecem sua segurança, como também são bem menos barulhentas do que as grandes vias, favorecendo inclusive a comunicação entre o grupo.

Rotas “off-road” são ideais quando os seus filhos já pedalam suas próprias bicicletas. Estes caminhos podem estar até mesmo dentro de parques de sua cidade, tornando o passeio bem rico e variado. Só evite as grandes subidas e descidas, que podem acarretar cansaço ou mesmo acidentes.

Seja qual for o caminho que você escolher, não superestime o quão rápido ou quão longe sua família pode pedalar. Calcule uma velocidade média de 8 a 13 km/h, e inclua as paradas em seu cálculo. De posse destas informações, você pode estimar sua rota em termos de distância, lembrando também de prestar atenção na altimetria (relevo: subidas e descidas) do trajeto. Lembre-se de sempre nivelar “para baixo” suas expectativas, para evitar problemas de cansaço e perda de interesse do grupo.

Preparação pré- viagem

“Vamos parar? Meu bumbum está doendo!” Você com certeza não quer ouvir isso. Portanto, inicialmente verifique se todos estão com as vestimentas adequadas, se possível com roupas técnicas de ciclismo, principalmente aquelas famigeradas bermudas de lycra com “almofada” entre as pernas, que ajudam em muito a diminuir o desconforto no bumbum. Verifique também a posição do ciclista sobre a bicicleta com relação ao guidão, pedias e selim. Veja aqui  mais informações sobre o assunto.

Certifique-se de que todas as bicicletas estão em bom estado de funcionamento, verificando-as pelo menos na noite anterior – ou mais cedo, para evitar surpresas desagradáveis. Verifique se os pneus estão inflados corretamente, se todos os parafusos das partes móveis (rodas, guidão, pedais e demais partes) estão bem apertados, e se os freios e as engrenagens funcionam bem. Se você deixar para fazer este “check list” antes de sair, as crianças certamente se cansarão e podem se rebelar, estragando assim o passeio.

Lembre-se também dos equipamentos de segurança individual, tais como capacete, óculos de proteção e luvas. E no caso de transporte de crianças em sua própria bicicleta através de “cadeirinhas” apropriadas, verifique se a mesma está bem presa e ajustada a altura e peso de seu filho.

Como ciclista mais forte e experiente, você deve carregar toda bagagem – desde as jaquetas e demais itens de vestuário, até o kit de ferramentas e itens do piquenique. Distribua bem sua bagagem, e se possível, tenha cestos ou alforges de fácil acesso instalado em sua bicicleta, evitando mochilas. Assim quem transporta a carga é a bicicleta, e não você.

Não saia de casa sem:

- Abundância de bebidas! Água em garrafas de bicicleta é sempre  melhor, pois além de matar a sede, ela também pode ser usada para lavar as mãos ou a arrefecer o rosto.

- Barras de cereais , frutas, biscoitos, e guloseimas sem muita gordura e de fácil digestão. Sanduíches de peito de peru e queijo divididos em pequenos pedaços são altamente recomendáveis!

- Camadas extras de roupas! Jaquetas do tipo “corta vento”, casacos impermeáveis, e calças são bem aceitáveis, pois as vezes as condições climáticas mudam de repente e podem nos pegar literalmente de “calças curtas”!

- Roupas sobressalentes sempre, principalmente para as crianças!

- Kit de ferramentas para manutenções rápidas, bomba de pneus, kit de reparos de furos e câmara de ar reserva. O ideal são aqueles “canivetes” próprios para bike.

- Kit de “primeiros socorros”. Band-Aids, creme anti-séptico, analgésicos, bronzeadores com alto fator de protetor solar, lenços umedecidos e demais medicações de uso constante.

- Telefone celular e, principalmente,

- Distrações para as crianças, por exemplo bola de tênis, e bonequinhos do tipo “action figure”.

E, acima de tudo, leve seu espírito esportivo e todo seu clima de diversão!


Postado em 27 de fevereiro por gugamachado

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Cicloturismo: Um Dia Você Ainda Vai Fazer!

Interior do Marrocos, por Fábio Samori

 

Por definição wikipediana, o cicloturismo é uma forma de turismo que consiste em viajar utilizando como meio de transporte uma bicicleta. É uma maneira muito saudáveleconômica e ecológica de se fazer turismo.

Viajar de bicicleta é incrível, uma experiência única. Primeiramente, a velocidade de tudo é bem menor, e com isto o caminho do ponto A até o ponto B deixa de ser um simples meio, e passa a ser um fim, ou seja, durante a pedalada do percurso nós vamos sentindo o cheiro das coisas, vamos conhecendo gente e lugares que normalmente não interagimos por meios motorizados, além da economia e do exemplo que promovemos. As vezes a experiência de se realizar o percurso é mais rica do que atingir o destino em si.
Se comparado a Europa, o Brasil ainda é iniciante nesta prática, porém estamos avançando a passos rápidos.

Para se iniciar nesta que pode ser considerada uma verdadeira arte, obviamente são necessárias várias providências, que vão desde a escolha do destino, procurando iniciar por algo mais simples e de preferência com algum apoio, até a melhora do condicionamento físico, passando pela adaptação da bicicleta, que deve ter algumas características particulares.

Como o tema é muito extenso, vamos iniciar uma série que dará dicas que vão abranger desde a preparação até o equipamento recomendado. Que tal?

Vamos ciclo viajar?

Postado em 12 de fevereiro por leandro

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Lugar de bike é na rua e na estrada

Aro de bicicleta

Após muita briga, em janeiro de 1998 (!) as bicicletas foram incluídas no Código Nacional de Trânsito. Mas a falta de informação é tão grande que até os próprios ciclistas desconhecem seus direitos e deveres.

Você sabia que os motoristas devem, por lei, deixar uma distância lateral de um metro e meio ao ultrapassar uma bicicleta? Sabia também que é proibido pedalar pela calçada? Essas regras estão no Código Nacional de Trânsito e é nossa intenção neste post jogar um pouco de luz nesta situação.

Infelizmente, os ciclistas que mais utilizam a bike como meio diário de transporte não têm informações sobre o Código Nacional de Trânsito, o que resulta muitas vezes em conduta inadequada, como pedalar em calçadas ou na contra-mão. Estes, por serem atualmente formados em sua maioria pela população de baixa renda (a bicicleta é o meio de transporte com propulsor mais barato!) somente têm acesso à mídia de massa, que, por sua vez, não se sensibiliza com a bike como meio de transporte efetivo.

Um amigo alemão me contou que era “obrigado”, desde criança, a fazer aulas equivalentes à nossa “auto-escola”. Nessas aulas, ele aprendia técnicas de pedalar, direitos e deveres do ciclista e comportamentos recomendados para garantir a segurança. Assim, quando ele atingiu a vida adulta e passou a se locomover mais de automóvel, a sua consciência como ciclista pré-adquirida foi muito favorável para sua atitude como motorista em relação aos cuidados no trânsito, levando a uma convivência harmônica destes dois importantes meios de transporte.

Como ainda não temos esta consciência de que a bike é também um meio de transporte e não apenas um instrumento de lazer, temos que “brigar” por nosso espaço e pela nossa segurança nas ruas das grandes cidades. Cada ciclista a mais na rua significa um carro a menos nos congestionamentos monstruosos, uma vaga a mais no transporte coletivo, uma vaga a mais de estacionamento e, em uma boa parte dos casos, uma pessoa a menos na fila do médico e/ou do hospital! Ou seja, quanto mais ciclistas na rua, menor o custo social.

O projeto “Eu Vou de Bike” tem a missão de fomentar o uso da bicicleta como meio de transporte sustentável, isto é, baseado em possibilidades e nas individualidades, sem ativismo, pois acreditamos que o ato de “ir de bike” é uma consequência natural do atual dilema que estamos vivendo: trânsito quase em colapso x saúde geral quase em colapso.

Recentemente, podemos perceber em nosso País um início de esforço em mudar este paradigma. Na cidade de São Paulo, a lei de n. 10.907/91 – Decreto 34.864/95 diz que toda nova avenida deve trazer consigo uma ciclovia. Até pouco tempo atrás, isto era uma verdadeira lenda – muitas ciclovias, como a da Avenida Sumaré  levam “do nada a lugar nenhum”. Mas é nítido o esforço, ainda que tímido, em mudar este quadro.

No Código Brasileiro de Trânsito, em sua última versão, a bicicleta está inserida assim:

Artigo 21. Compete aos órgãos e entidades executivos rodoviários da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, no âmbito de sua circunscrição:
I – cumprir e fazer cumprir a legislação e as normas de trânsito, no âmbito de suas atribuições;

II – planejar, projetar, regulamentar e operar o trânsito de veículos, de pedestres e de animais, e promover o desenvolvimento da circulação e da segurança de ciclistas;

Artigo 24. Compete aos órgãos e entidades executivos de trânsito dos Municípios, no âmbito de sua circunscrição:

I – cumprir e fazer cumprir a legislação e as normas de trânsito, no âmbito de suas atribuições;

II – planejar, projetar, regulamentar e operar o trânsito de veículos, de pedestres e de animais, e promover o desenvolvimento da circulação e da segurança de ciclistas;

Artigo 38. Antes de entrar à direita ou à esquerda, em outra via ou em lotes lindeiros, o condutor deverá:
Parágrafo Único: Durante a manobra de mudança de direção, o condutor deverá ceder passagem aos pedestres e ciclistas, aos veículos que transitem em sentido contrário pela pista da qual vai sair, respeitando a norma de preferência de passagem.

Artigo 39. Nas vias urbanas, a operação de retorno deverá ser feita nos locais para isto determinados, quer por meio de sinalização, quer pela existência de locais apropriados, ou, ainda, em outros locais que ofereçam condições de segurança e fluidez, observadas as características da via, do veículo, das condições meteorológicas e da movimentação de pedestres e ciclistas.

Artigo 58. Nas vias urbanas e rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa ou acostamento, ou quando não for possível a utilização desses, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado pela via, com preferência sobre os veículos automotores (portanto, se um guarda rodoviário parar você em uma estrada, mostre a ele este artigo nacional. Aliás, copie este artigo, plastifique e pedale com ele por todo o Brasil. Mas lembre-se sempre: seja educado, mas assegure o seu direito).
Parágrafo único. A autoridade de trânsito com circunscrição sobre a via poderá autorizar a circulação de bicicletas no sentido contrário ao fluxo dos veículos automotores, desde que dotado o trecho com ciclofaixa.

Artigo 59. Desde que autorizado e devidamente sinalizado pelo orgão ou entidade com circunscrição sobre a via, será permitida a circulação de bicicletas nos passeios

DOS PEDESTRES E CONDUTORES DE VEÍCULOS NÃO MOTORIZADOS.

Artigo 68. É assegurada ao pedestre a utilização dos passeios ou passagens apropriadas das vias urbanas e dos acostamentos das vias rurais para circulação, podendo a autoridade competente permitir a utilização de parte da calçada para outros fins, desde que não seja prejudicial ao fluxo de pedestres.

§ 1.º O ciclista desmontado empurrando a bicicleta equipara-se ao pedestre em direitos e deveres.

DOS VEÍCULOS

Seção I
Disposições Gerais

Artigo 96. Os veículos classificam-se em:

I – quanto à tração:
a) automotor;
b) elétrico;
c) de propulsão humana;
d) de tração animal;
e) reboque ou semi-reboque;

II – quanto à espécie:
a) de passageiros:
1 – bicicleta;
2 – ciclomotor;
3 – motoneta;
4 – motocicleta;
5 – triciclo;
6 – quadriciclo;
7 – automóvel;
8 – microônibus;
9 – ônibus;
10 – bonde;
11 – reboque ou semi-reboque;
12 – charrete;
(Continua..)

Artigo 105. São equipamentos obrigatórios dos veículos, entre outros a serem estabelecidos pelo CONTRAN:
(…)
VI – para as bicicletas, a campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos pedais, e espelho retrovisor do lado esquerdo.(observar que esta é uma lei que não foi sugerida por ciclistas, uma vez que a utilidade destes itens é bem questionável. Mas, principalmente se vai pegar estrada, instale estes itens para não ter problemas com as autoridades, e bom pedal!)

Artigo 201. Deixar de guardar a distância lateral de um metro e cinqüenta centímetros ao passar ou ultrapassar bicicleta:

Infração – média;
Penalidade – multa.

Artigo 220. Deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma compatível com a segurança do trânsito:
(…)

XIII – ao ultrapassar ciclista:
Infração – grave;
Penalidade – multa;

Artigo 255. Conduzir bicicleta em passeios onde não seja permitida a circulação desta, ou de forma agressiva, em desacordo com o disposto no parágrafo único do art. 59:

Infração – média;
Penalidade – multa;
Medida administrativa – remoção da bicicleta, mediante recibo para o pagamento da multa.

ANEXO I
DOS CONCEITOS E DEFINIÇÕES

Para efeito deste Código adotam-se as seguintes definições:

ACOSTAMENTO - parte da via diferenciada da pista de rolamento destinada à parada ou estacionamento de veículos, em caso de emergência, e à circulação de pedestres e bicicletas, quando não houver local apropriado para esse fim.
BICICLETA - veículo de propulsão humana, dotado de duas rodas, não sendo, para efeito deste Código, similar à motocicleta, motoneta e ciclomotor.
BICICLETÁRIO - local, na via ou fora dela, destinado ao estacionamento de bicicletas.
PASSEIO - parte da calçada ou da pista de rolamento, neste último caso, separada por pintura ou elemento físico separador, livre de interferências, destinada à circulação exclusiva de pedestres e, excepcionalmente, de ciclistas.

Assim se conclui a representação da bike em nosso Código de Trânsito. Alguns podem achar algo tímido, mas se considerarmos que há 20 anos a bicicleta sequer era citada, esta inserção significa um avanço gigantesco!

Portanto, ciclista: conheça seus direitos e lute por eles!

* Por Guga Machado
Imagem: SXC.hu


Postado em 6 de fevereiro por leandro

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Noções de ergonomia para a compra da bike

Bicicleta antiga

Assim como camas, cadeiras, mesas e vários outros objetos que adotamos em nossa rotina, a bicicleta também deve ser adaptada ao máximo ao nosso corpo para que ela seja usada de maneira mais eficiente e confortável. Isso se chama “ergonomia“, que nada mais é do que o “estudo científico das relações entre homem e máquina, visando a uma segurança e eficiência ideais no modo como um e outra interagem”.

Atualmente, as grandes lojas e hipermercados respondem pela maior parcela das vendas de bikes no Brasil, com uma grande variedade de modelos, principalmente os voltados ao transporte e ao lazer. Estes modelos, de uma forma geral, são mais simples em seus componentes e materiais de fabricação, tendo uma valor final mais acessível. Dependendo da proposta, podem servir tranquilamente como uma bicicleta para a pessoa entrar neste universo, fazendo “upgrades” com o passar do tempo.

O único problema é que, ao realizar a compra em magazines e hipermercados, dificilmente encontramos atendimento especializado, o que pode resultar em uma compra inadequada, trazendo sérias consequências ao praticante. Portanto, vamos dar abaixo algumas dicas para você comprar sua bike sem a ajuda de um atendente especilizado.

Os ângulos e as medidas dos diversos tubos de uma bicicleta influenciam diretamente sobre o seu comportamento. Então, uma vez decidido o tipo de bicicleta a ser comprado (se ela será uma mountain bike, uma speed, uma híbrida ou uma urbana), é preciso determinar o tamanho do quadro.

Apesar de não haver um procedimento padrão para estabelecer esta medida, a mais aceita e difundida é multiplicar a medida do nosso “cavalo” por 0,65. O resultado indicará o tamanho do quadro em centímetros. Para obter o cavalo, o ciclista deve ficar descalço, encostar-se numa parede e pressionar um bastão contra a zona do períneo; com uma fita métrica, medir a distância entre o solo e o cabo.

Não é uma operação muito simples encontrar quadros com medidas específicas. De uma maneira geral, podemos nos basear em nossa altura utilizando-se o seguinte quadro:

Outro ponto crítico que você deve levar em conta quando começar a pedalar é o selim (o banco, mas desde já você, futuro ciclista, deve-se acostumar com os nomes corretos dos componentes!).

Existem vários mitos com relação a este componente. Muitos ciclistas já passaram até por dormência genital, que é causada pela pressão que o selim exerce sobre os nervos genitais. Normalmente, este efeito é passageiro, como a simples dormência de um pé, mas deve ser evitado para não causar problemas maiores no futuro, como a dificuldade de ereção.

Use este checklist para evitar a dormência:

- O selim está muito longe do guidão? Se você precisa se inclinar excessivamente para alcançar o guidão, o bico do selim vai pressionar os nervos. Instale um avanço (componente que liga o quadro/garfo ao guidão da bike) menor para facilitar a pegada;

- O bico do selim está para cima ou para baixo? Bico levantando aumenta a pressão quando você se inclina para a frente. Se estiver apontado para baixo, você desliza para a parte mais estreita do selim. Este deve estar nivelado paralelamente ao solo;

- O selim está muito alto? Isso faz com que você pressione a genitália contra o selim para alcançar os pedais. Abaixe o selim até que seu calcanhar encoste ligeiramente no pedal em sua posição mais baixa;

- O selim é largo o suficiente para o suporte necessário? A porção traseira deve suportar seu osso isquiático – os ossos de sentar;

- O selim é muito macio? Um selim coberto por uma grossa camada de espuma ou gel não é a solução para o problema da dormência. Pelo contrário, exerce mais pressão na genitália;

- Seu selim está ultrapassado? Os mais modernos são desenhados para evitar a dormência;

- Você fica muito tempo sentado? Em longas pedaladas, você deve levantar-se periodicamente do selim e pedalar em pé por um minuto. Isso alivia a pressão e restaura a circulação. Essa técnica se faz mais essencialmente se não houver montanhas no percurso, em que geralmente o ciclista pedala de pé, ou se o ciclista usa guidões aerodinâmicos.

Com as dicas acima, você vai conseguir comprar uma bike muito mais adaptada ao seu corpo e, com isso, aproveitar melhor sua pedalada. Se tiver dúvidas, deixe nos comentários e tentaremos responder da melhor maneira possível!



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