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Blog Vou de Bike

Postado em 23 de março por Eu Vou de Bike

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Aprenda a frear corretamente

Quando começamos a andar de bicicleta, uma das coisas que mais fazemos é frear! E, infelizmente, é uma das coisas que mais fazemos da maneira errada.

Frear corretamente e sem desgastar os componentes das bicicleta envolve muitas variáveis! Dentre essas variáveis estão o tipo de freio (“cantilever”, “v-brake”, a disco, entre outros), o tipo e a condição do terreno em que estamos pedalando (asfalto, terra, areia, etc), e o tipo de bicicleta que estamos conduzindo.

Não temos o objetivo de fazer uma discussão técnica sobre qual o tipo de freio é melhor ou mesmo técnicas utilizadas em ambiente competitivo. Nossa ideia é fornecer alguma dicas para que você possa otimizar esta tarefa rotineira e crucial para quem “vai de bike”!

Para obter uma boa frenagem, é necessário estar com os pneus em dia, bons freios (com boas “sapatas” ou bons discos, dependendo do caso), boas rodas e, principalmente, manter o conjunto sempre limpo e bem regulado. O posicionamento errado do conjunto de freios compromete a eficiência de todo o processo, qualquer que seja a qualidade das peças.

O ideal é frear sempre nas retas, para obter a maior tração possível do conjunto. A posição dos manetes dos freios deve estar sempre o mais próximo possível do avanço do guidão, pois o ideal é que nossos dedos estejam nas pontas dos manetes, e não no meio, pois com isto temos mais força de alavanca e, portanto, menos desgaste físico.


Posição ideal dos dedos no manete do freio

Em termos de terreno, o ideal é sempre dar prioridade para frear em terreno mais seco e firme. Ou seja, em dias de chuva ou garoa, devemos diminuir nossa velocidade e sempre procurar antecipar as reações dos outros veículos em nosso entorno. Se estiver pedalando na terra, escolha a parte mais seca do solo, com menos vegetação e umidade. Acredite: isto pode fazer toda a diferença entre “tomar um chão” ou não!

O excesso de frenagem também pode provocar acidentes. Procure olhar sempre para onde se está indo, o mais “para frente” possível. Isto diminuirá a sensação de velocidade pois ao olharmos mais perto de onde estamos, parece que estamos indo “muito rápido” e tendemos a frear mais.

Assim como nos veículos a motor, o ideal é trabalhar com as marchas e com a velocidade, freando o mínimo possível. Com a experiência, percebemos que cada lugar tem a sua velocidade. E, ao trabalharmos desta maneira, poupamos os componentes da bike.

A eficiência dos freios

Somente para referência, um bom conjunto de freios deve ser acionado, em situações normais, somente com um dedo, e nas emergências com dois dedos. Se você tiver que fazer maior esforço que este, provavelmente está com algum problema em seu sistema e o ideal é ir a uma oficina de sua confiança para resolver o problema.

Por incrível que pareça, o freio dianteiro é o mais eficiente para parar a bicicleta. Procuramos sempre trabalhar em média com 65% de apoio no freio dianteiro e 35% no freio traseiro. A importância de trabalhar os dois freios “em conjunto” é muito grande, pois, apesar do freio dianteiro ser o maior responsável por “parar” a bike, o freio traseiro é que fornece a “firmeza” no trajeto e na direção da bicicleta, e que também vai garantir a tração da bike para que o dianteiro possa atuar.

Devemos evitar sempre o travamento das rodas, que quase sempre é seguido por uma derrapagem e uma possível queda. Se precisar frear bruscamente, “trave” a roda traseira, mas nunca a dianteira. E ao fazer isto, procure jogar seu corpo para trás, como se quisesse “puxar” a bike. Aliás, a posição do corpo afeta e muito a bike no momento da frenagem. Quanto mais peso houver sobre a roda traseira, maior será a tração com o solo, fazendo você parar com mais eficiência.

Por exemplo, se estiver descendo um trecho inclinado e precisar frear, saia do selim e movimente seu corpo para trás, fazendo com que todo seu peso se desloque para a roda traseira. Em trechos mais técnicos, principalmente em trilhas, chegamos até a ficar com o corpo atrás do selim, modificando o centro de gravidade da bicicleta. Mas para o uso cotidiano, e principalmente urbano, isto não se faz necessário.

E só para lembrar, o freio dianteiro é sempre do lado esquerdo, do lado do coração! E o traseiro do lado direito. Acredite: já vi muito ciclista cair por se confundir na hora de frear…

Além das dicas acima, sempre mantenha seu olhar para a frente, prevendo o que acontece no entorno, os obstáculos e as reações dos outros veículos e pedestres. Fique sempre atento aos pedestres, que quase sempre atravessam na frente das bicicletas por não terem ideia de que a bike normalmente “chega” até eles antes do que eles previram, devido a velocidade em que se desloca. Este é o motivo mais comum de acidentes entre ciclistas e pedestres, principalmente nos parques, onde muitas vezes todos estão mais desatentos do que o usual.

Conluindo, utilize sempre seus freios com equilíbrio e segurança!


Postado em 16 de março por gugamachado

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Conheça a Audax, a nova marca de bicicletas “premium” do Brasil !

João Claudino Jr., ceo da Audax e VP do grupo Claudino

A Audax surge para proporcionar novas experiências aos ciclistas que desejam superar seus próprios limites.O nome da marca vem originalmente do latim e significa “audacioso”, “corajoso”. Essa escolha surgiu do desejo de representar a grandiosidade do projeto, resultado do maior investimento em bicicletas de alta performance já realizado no mercado brasileiro, somado ao espírito de aventura que une os ciclistas.

Com investimentos de R$ 80 milhões, o Grupo Claudino, um dos maiores conglomerados empresariais do país, lançou oficialmente nesta última sexta-feira (06/03) a marca de bicicletas Audax, produzidas em uma nova fábrica na Zona Franca de Manaus. Os produtos serão vendidos em bike shops e lojas especializadas a partir de maio e o modelo mais caro custará cerca de R$ 45.000,00 com bicicletas para uso urbano, ciclismo e off-road. A Audax chega ao mercado nacional como excelente opção de compra e vai brigar de igual para igual com as maiores empresas do mundo no segmento.

A marca terá inicialmente 25 modelos feitos em alumínio e fibra de carbono, equipados com os melhores componentes disponíveis no mercado, como câmbio, freio e suspensão. “Nossa fábrica, a primeira do país para bicicletas premium, de médio e alto valor agregado, é uma das mais modernas do mundo e utiliza os melhores equipamentos do mercado. Tanto no processo de fabricação, quanto no produto final, usamos tecnologia de ponta. E temos uma grande vantagem: nossas bikes são feitas no Brasil para brasileiros. Conhecemos bem o perfil dos nossos consumidores e sabemos exatamente que tipo de produtos eles querem. Esse é o nosso grande diferencial”, afirma João Claudino Junior, CEO da Audax e vice-presidente do Grupo Claudino.

A nova marca nasce em alto estilo. A apresentação oficial das bicicletas foi durante a abertura da temporada da Copa Internacional de Mountain Bike, na cidade de Araxá (MG). O evento, que teve a participação de 1.400 atletas de 11 países diferentes, é um dos mais importantes do mundo porque é válido para ranking da UCI (União Ciclística Internacional), cujos pontos contam para a classificação olímpica, além da Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC) e da Federação Mineira de Ciclismo (FMC). “Reunimos em Araxá nossos representantes, proprietários de bike shops e lojistas de todo o país. A aceitação dos produtos está incrível, bem acima das nossas expectativas. Todos gostaram muito e estão bem animados”, conta Claudino. Dos R$ 80 milhões de investimento, R$ 10 milhões serão destinados a ações de marketing da Audax nos próximos dois anos.

Veja abaixo alguns destaques da marca!

A nova marca brasileira também estará no esporte. A Audax contará com uma equipe com sete atletas, a Audax Bike Team, com Daniel Zóia, Robson Aloisio, Eduardo Ramires, Anderson Robl, Enzo Ronzani, Eszter Dósa (Hungria) e Julyana Machado.

Team Audax

 

Fábrica

Instalada em um terreno de 180.000 metros quadrados, com 11.000 de área construída, a nova fábrica de bicicletas Audax deve contratar, no primeiro ano, de 150 a 180 trabalhadores e deve gerar 450 empregos indiretos. A expectativa é que em três anos, a unidade gere aproximadamente 1.000 empregos diretos e indiretos. A capacidade de produção será de até 300.000 bicicletas por ano.

“Queremos mostrar que é possível ter uma marca de bikes genuinamente brasileira de alta performance e qualidade, produzida em uma das fábricas mais modernas do mundo. Assim, além de trazermos ao mercado bicicletas de qualidade, teremos um preço competitivo e margens atrativas para revendas”, prevê Claudino. Além de em Manaus, a Audax terá operações em São Paulo e no Piauí.

 

Grupo Claudino

Fundado há 56 anos e com sede em Teresina (PI), o Grupo Claudino tem faturamento anual de cerca de R$ 3 bilhões e é formado por 14 empresas: Audax Bikes; Teresina Shopping; rede de varejo Armazém Paraíba; Guadalajara (fábrica de roupas das marcas Onix Jeans, Win, Vizzual, Opcion, Kids & Kids e Emepê); Socimol (indústria de colchões de molas e móveis, em sociedade com grupo SOCIC); Onix (indústria de colchões de espuma); Construtora Sucesso, Frigotil (frigorífico); Houston (fábrica de bicicletas, aparelhos fitness e ventiladores, também em sociedade com grupo SOCIC); Halley (gráfica e editora); Sucesso Publicidade; Remanso (tecnologia de informação e projetos) e Colon Carrocerias e Gestão Peles e Couros. O conglomerado empresarial gera 16 mil empregos diretos e aproximadamente 48 mil indiretos.

Site oficialwww.audaxbike.com

facebook.com/audaxbike

instagram.com/audaxbike

twitter.com/bikeaudax

 


Postado em 5 de março por Eu Vou de Bike

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Dicas para pedalar com o cachorro

Essa dica vai para quem pretende ou gosta de pedalar com o cachorro. É muito comum ver em parques e ruas da cidade alguns ciclistas que aproveitam o passeio diário de bicicleta para levar seus cães para passear. Isso pode ser muito saudável, mas também pode ser prejudicial para o animal e até colocar em risco o ciclista.

Normalmente, o ciclista que leva o cachorro para passear simplesmente amarra a coleira em alguma parte do guidão e sai pedalando. Essa não é a melhor postura. Uma virada brusca no guidão para desviar de algum objeto, por exemplo, pode puxar o cão com muita força para o lado e até lesionar o pescoço do animal.

No mesmo sentido, se o cão for grande e forte e resolver disparar atrás de algum outro animal, por exemplo, é capaz de desequilibrar a bicicleta e derrubar o ciclista.

Uma boa dica para levar cães de todos os tamanhos nos passeios de bicicleta é o Springer Dog Exerciser, uma barra que é colocada na parte traseira da bicicleta, onde há muito mais estabilidade, com uma mola e uma haste flexível para segurar a coleira do cachorro, dando mais liberdade para o animal e evitando qualquer impacto do cão com as partes mecânicas da bicicleta.

Veja no vídeo abaixo como funciona:

O Springer Dog Exerciser é vendido pela internet por US$ 99 no site do fabricante. Uma ótima opção para quem gosta de pedalar com cães.

E uma última dica, talvez a mais importante de todas: você deve sempre se lembrar que o cachorro tem um ritmo diferente do humano, e pode se cansar muito mais rápido. Evite pedalar com cães de pequeno e médio porte, e modere na velocidade do pedal. Cuide bem do seu animal! :)


Postado em 26 de fevereiro por gugamachado

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Cicloturismo 3 – Preparando a Bicicleta

Bom, nesta altura já temos nossa decisão tomada quanto a viagem, nosso roteiro escolhido, e agora falta prepararmos nossa bike, além de nos prepararmos também.

Começando pela preparação da bike, encontramos o primeiro grande paradoxo. Por mais modernas e sofisticadas que as bicicletas estejam hoje em dia, nossa preferência será por bicicletas as mais simples possíveis, e acima de tudo, bem confortáveis.

Porquê mais simples? Imagine o cenário: você com sua super bike “full suspension”, com freio a disco hidráulico, fazendo uma viagem pelo interiorzão do Brasil, e de repente, seu freio quebra, ou pior, seu quadro trinca. Já pensou o perrengue?

Partindo desta imagem mental, nossas bikes precisam ter componentes robustos, mais simples e de fácil substituição, ou até adaptação. Se você observar, a maioria das bicicletas de cicloturismo comercializadas possuem freios no tipo “cant-lever” ou “v-brake”, robustos e de fácil manutenção.

E os quadros costumam ser de aço, de cromo, ou de alguma liga fácil de ser reparada com uma simples solda. Ou seja, a idéia é que ganhemos o máximo de auto-suficiência mecânica possível, a ponto de um reparo poder ser feito por nós mesmos, ou até por um mecânico não especializado em bicicletas.

Falando em quadros, pedalar algumas horas numa bicicleta desadaptada ao nosso biotipo é uma coisa. Porém, viajar com ela é outra completamente diferente. Portanto, o ideal é que sua bike esteja revisada e ajustada para você. Veja mais dicas de como ajustar sua bicicleta aqui e aqui.

Além do quadro e ergonomia, alguns itens que devemos observar na bicicleta são:

- Com relação a transmissão, procure um grupo resistente, porém não muito sofisticado. Um exemplo seria a linha Altus ou Acera, da Shimano, que são grupos de gama inicial, porém bem resistentes. O número de marchas também não é fundamental e depende muito da altimetria do trajeto escolhido. Normalmente um grupo com 21 marchas bem escalonadas com uma boa relação leve (para subidas) e pesada (para decidas e grandes retas) funciona muito bem. Procure conversar bem com o seu lojista e evite os exageros.

- Falando do selim, procure um que seja o mais confortável possível. Porém, isto não quer dizer que tenhamos que utilizar aqueles selins iguais ao “sofá de casa”, pois um selim grande prejudica o movimento das nádegas na pedalada e incomoda muito a região interna da coxa, raspando o tempo todo. Ah, e o principal: nunca saia para uma viagem longa sem antes utilizar o selim em viagens mais curtas, seguindo as dicas que adaptação que já demos por aqui

- Utilize cubos e movimento central selados, pois estes  praticamente não requerem manutenção. Se suas viagens incluem lama, areia e água – e quase todas incluem – estes equipamentos são fundamentais para que você não fique na estrada…

- Quanto aos freios, eles tem que ser o mais simples possível, do tipo v-brake ou cant-lever, porém o mais eficaz possível, pois quanto menos força para acionar o manete você tiver na mão, mais importante será este investimento. Frear uma bicicleta carregada é bem diferente que frear ela vazia. E este equipamento costuma ser bem exigido, daí também a necessidade de fácil manutenção, no caso de algum defeito.

- Não é item necessário, porém se suas rodas e seu canote de selim forem equipados com sistema de blocagem rápida, sua vida será muito mais fácil. Este sistema não costuma custar caro, e facilita muito as operações de montagem e desmontagem da bicicleta para transportá-la em carros ou ônibus, algo muito comum no cicloturismo. Este sistema também facilita muito na hora de remendar os quase inevitáveis furos de pneus.

- Falando nisto, uma mala ou case para transporte da bicicleta é fundamental se você for realizar trechos da viagem de ônibus ou avião. Ela protege a bicicleta e diminui os problemas para embarque em ônibus e metro. É importante que seja leve, pois durante a viagem de bicicleta ela será praticamente um peso morto.

- Para o controle de sua viagem, um ciclocomputador é fundamental para medir distância total e parcial, além da velocidade, pois muitas vezes estes podem ser nossos indicadores de que estamos no caminho certo. Hoje em dia eles podem ser muito bem substituidos por GPS ou Smartphones, porém, estes últimos costumam exigir muita bateria, coisa complicada em um cicloturismo. Aqui é mais um caso onde a simplicidade deve falar mais alto que a modernidade.

- Vamos falar agora de uma questão fundamental quando fazemos um cicloturismo, que é o transporte de nossa carga, através de mochilas, alforges e bagageiros. As mochilas devem ser nossa última opção, pois elas permitem o transporte de uma quantidade muito limitada de bagagem, além de forçarem demais nossas costas. Se o espaço permitir, tenha a mão uma mochila de “ataque”, somente para levar bagagem para uma caminhada ou uma visita a algum sítio onde o deslocamento seja feito a pé.

- Os bagageiros da bike devem ser bem reforçados, evitando-se os de alumínio, e devendo ser instalados no quadro, porém mantendo a roda livre para facilitar a manutenção. A maioria dos quadros atuais prevêm a instalação de bagageiros, e possuem a furação para tal, na traseira da bicicleta. Porém, se for levar muita bagagem, pode-se optar pela instalação também de um bagageiro dianteiro, não muito comum, mas de muita utilidade, pois este contribui até na estabilidade da bike, sempre respeitando a proporção de mais peso na traseira, e menos peso na dianteira, algo como 2/3 para 1/3.

- Já os alforjes que vão ocupar estes bagageiros são um capítulo a parte. Eles possuem diversos tipos e modelos, e o ideal é que tenhamos referências com outros ciclistas, através de fóruns e “bate-papos”, pois neste caso a experiência prévia conta muito. Uma coisa fundamental é que o material seja bem resistente e o menos permeável possível. Algo do tipo “nylon cordura”, por exemplo. O ideal é que eles facilitem o acesso o máximo possível, com a abertura do tipo “boca”, em velcro reforçado para facilitar o manuseio.Os zíperes também são bem vindos. Procure adquirir um alforje não muito grande e desengonçado, nem muito pequeno, e de preferência com muitos bolsos. A fixação deste no bagageiro também deve ser muito facilitada, pois costumamos remover e colocar muito os alforjes em viagens, até por uma questão de segurança. Procure também protege-los com capas anti-chuva. A maioria dos alforjes costuma ter este acessório disponível.

Se for pegar algum trecho noturno, o ideal é ter um bom sistema de iluminação instalado na bicicleta, que consiste em uma ou duas lanternas (fortes) com luz branca na dianteira (se possível tenha ao menos uma removível, que pode ser utilizada como lanterna) e sinalizadores em vermelho na traseira. Opte também por ter o mesmo sistema no capacete.

No mais, se preocupe com os itens de segurança obrigatórios, tais como reflexivos nos pedais e nas rodas, espelho retrovisor e buzina (do tipo campainha). O apoio de pé (pezinho) não é item obrigatório, porém auxilia bastante nas paradas frequentes e costumeiras durante as viagens. Certifique-se de que ele é robusto o suficiente para aguentar o peso não só da sua bike, como também de sua bagagem. Atualmente é possível encontrar também modelos do tipo “cavalete”, melhores e mais estáveis que os tradicionais pezinhos.

Boas pedaladas


Postado em 18 de fevereiro por gugamachado

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Cicloturismo 2: Planejando Tudo!

Continuando nossa série sobre cicloturismo, decidimos dividir o assunto “planejamento” da seguinte maneira:

- onde viajar;

- como viajar (incluindo preparação da bicicleta);

- o quê levar na viagem.

Como qualquer viagem convencional, um planejamento bem feito é fator determinante no sucesso de nossa empreitada.

No caso da bicicleta, é primordial que o roteiro escolhido seja compatível com a sua forma física. E aqui não entra só o condicionamento físico não!

De nada adianta ser capaz de correr uma maratona inteira se você não está adaptado a ficar mais de três horas pedalando, sentado no selim. Conheço muitas situações onde sobrou fôlego, mas faltaram pernas e bumbum, sé é que vocês me entendem…

Então o ideal é escolher um roteiro inicial com no máximo 200 kms, para ser feito em dois dias (sem contar a volta, ou seja, pedalar uma média de 100 kms por dia) e sem uma altimetria muito severa, ou seja, sem grandes subidas. E mesmo assim, devemos nos preparar para passar um bom tempo “em cima” da bike. Uma maneira de se fazer isto é aumentar o tempo de nossos passeios recreativos, gradativamente.

Se você hoje está adaptado a pedalar uma hora direto, aumente seu próximo passeio em 20% de tempo,  e assim gradativamente, até poder pedalar de duas a duas horas e meia sem intervalos.

Voltando a seleção do trajeto, o ideal é verificar as condições da estrada, se esta possui uma via alternativa/viscinal, dando preferência sempre aos caminhos mais “calmos”, isto é, com menos veículos automotores, nem que isto signifique um aumento no seu trajeto. Verifique também as condições climáticas do período/local em que pretende pedalar. Lembre-se que chuva e vento podem atrapalhar e muito a sua aventura!

É bom verificar e elencar prováveis pontos de apoio, tais como postos de combustíveis, restaurantes, postos policiais, hospitais, hotéis e pousadas, bem como bicicletarias disponíveis.

Procure sempre viajar em grupo (no mínimo em dupla) e deixe seus familiares bem cientes de suas metas de percurso, fazendo uma espécie de “check in” com eles a cada etapa atingida.

Informe-se também previamente sobre o seu trajeto com outros cicloturistas. No Brasil, esta é uma comunidade bem ampla e colaborativa. Você pode achar boas informações nos seguintes sites:

- Clube do Cicloturismo

- Cicloturista

- Onde Pedalar

No Brasil existem várias agências que operam roteiros de cicloturismo, com roteiros para os mais variados bolsos e gostos. Esta também é uma forma bem interessante de se viajar pois, dependendo do apoio, não há necessidade de se preocupar com a infra-estrutura (como carregar bagagens pesadas, selecionar hotéis e pontos de alimentação), ficando nossa atenção e prazer focadas totalmente no trajeto. Uma outra vantagem é no caso de uma viagem mais distante podermos levar nossos familiares que não pedalam, pois estes serão transportados e apoiados pela agência, também usufruindo da viagem conjuntamente, fazendo passeios e programas em comum nas noites.

Você encontra alguns exemplos de agências de cicloturismo aqui.

E aí? Já está preparando os alforges? Nos próximos posts trataremos do preparo da bike/ ciclista, bem como do quê levar.


Postado em 11 de fevereiro por gugamachado

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Cicloturismo: Um Dia Você Ainda Vai Fazer!

Interior do Marrocos, por Fábio Samori

 

Por definição wikipediana, o cicloturismo é uma forma de turismo que consiste em viajar utilizando como meio de transporte uma bicicleta. É uma maneira muito saudáveleconômica e ecológica de se fazer turismo.

Viajar de bicicleta é incrível, uma experiência única. Primeiramente, a velocidade de tudo é bem menor, e com isto o caminho do ponto A até o ponto B deixa de ser um simples meio, e passa a ser um fim, ou seja, durante a pedalada do percurso nós vamos sentindo o cheiro das coisas, vamos conhecendo gente e lugares que normalmente não interagimos por meios motorizados, além da economia e do exemplo que promovemos. As vezes a experiência de se realizar o percurso é mais rica do que atingir o destino em si.
Se comparado a Europa, o Brasil ainda é iniciante nesta prática, porém estamos avançando a passos rápidos.

Para se iniciar nesta que pode ser considerada uma verdadeira arte, obviamente são necessárias várias providências, que vão desde a escolha do destino, procurando iniciar por algo mais simples e de preferência com algum apoio, até a melhora do condicionamento físico, passando pela adaptação da bicicleta, que deve ter algumas características particulares.

Como o tema é muito extenso, vamos iniciar uma série que dará dicas que vão abranger desde a preparação até o equipamento recomendado. Que tal?

Vamos ciclo viajar?

Postado em 5 de fevereiro por gugamachado

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Conheça o Bike Tour SP !

Que tal uma pedalada guiada em roteiros muito legais na cidade de São Paulo? E o melhor de tudo: de maneira gratuita?

É disto que se trata o Bike Tour SP!

Ele acontece a partir de um grupo com 10 pessoas que vai pedalando acompanhado por dois monitores e equipados com um sistema de áudio acoplado ao capacete – o Audiotour. Por meio do Audiotour, os participantes escutam informações e curiosidades sobre os pontos turísticos visitados, nos idiomas Português e Inglês. O percurso tem duração média de 1h15. Bicicletas, coletes e equipamentos de segurança são fornecidos pelo projeto.

Criado pelos irmãos André e Daniel Moral, paulistanos e apaixonados pela bicicleta e por São Paulo, a ideia nasceu após uma viagem realizada por André a Espanha há 16 anos onde, ao visitar alguns museus, conheceu a ferramenta do audiotour. “Durante as visitas, ouvia o audiotour e pensava: nossa que coisa fantástica; eu posso usar isto nas ruas da cidade para apresentar as obras de arquitetura”, conta André, que é arquiteto.

Atualmente, o projeto conta com 4 roteiros: Centro Histórico, Av. Paulista, Parque Ibirapuera e Faria Lima.

Já passaram pelo Bike Tour SP mais de 8.000 pessoas de todos os lugares do mundo, mas a maioria, por incrível que pareça, são paulistanos.

Para participar, basta fazer a inscrição gratuita no site biketoursp.com.br e levar 2kg de alimento não perecível, que será doado ao NABEM (Núcleo Assistencial Bezerra de Menezes). Crianças podem participar acompanhadas dos responsáveis. A partir de 12 anos, fazem o passeio nas bikes infantis. Crianças de 1 até 5 anos (com até 21kg), usam a cadeirinha instalada na bicicleta de adulto. Os passeios das rotas Av. Paulista e Centro Histórico acontecem aos domingos e a rota Parque Ibirapuera  e Faria Lima aos sábados, todas com cinco saídas diárias: 9h, 10h30, 12h, 13h30 e 15h.

E agora a grande novidade na rota Paulista, o Trenzinho Bike Tour SP e a Hand Bike, para participantes com necessidades especiais. Idosos e deficientes físicos agora podem conhecer São Paulo (através do audiotour) pedalando.

Em breve entrevista com o André Moral por aqui!


Postado em 3 de fevereiro por leandro

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Dicas para pedalar de calça

Já falamos aqui sobre o “Cycle Chic“, aquele movimento que defende o uso de roupas “normais” para pedalar. Mas pedalar de calça pode parecer meio estranho e o Marcelo Lima perguntou no Twitter do @euvoudebike se há alguma dica para pedalar de calça sem manchar com a sujeira da corrente?

Bom, pedalar de calça é possível, mas um pouco mais complicado. Além do problema de sujar a calça, você deve tomar muito cuidado para a sua roupa não enroscar na transmissão, o que pode rasgar o jeans e ainda causar um acidente.

Uma maneira simples de evitar o contato do tecido com a transmissão é dobrar em camadas a perna direita da calça até a altura de um palmo antes do joelho. Para pequenos trechos, esta conduta costuma resolver bem.

Deve-se tomar um cuidado especial com a perna direita, que é a que mais sofre, pois na maioria dos casos fica quase diretamente em contato com a transmissão da bike. Veja na foto abaixo como funciona bem essa técnica.


Home atravessa a Brooklyn Bridge, em Nova York, pedalando com a calça jeans dobrada

Na impossibilidade de trocar de roupa no local de seu destino, você pode usar um acessório composto por pequenas tiras de velcro (se possível até reflexivas, que ajudam na sinalização do ciclista) que prendem as calças na canela.

Com essas tiras de velcro (ou elásticos) as pernas da calça ficam bem enroladas e justas ao corpo, evitando a chance de contato com a transmissão.

Pedalando de calça jeans
Ciclistas usam tiras de velcro para prender calça na canela (fotos aqui e aqui

Se sua calça for muito justa para ser dobrada ou se você não quiser deixar sua perna à mostra, anida há uma última técnica que pode ser usada. Pode parecer uma “gambiarra”, mas colocar a calça para dentro da meia funciona e evita que o tecido encoste na graxa.

Não é o estilo mais bonito de se pedalar, mas evita dor de cabeça na hora de lavar a roupa e ainda evita acidentes. Lembre-se que uma calça enroscada na transmissão não é boa notícia para o ciclista!

Bike calça sob a meia
Na falta de um elástico próprio, colocar a calça sob a meia pode ajudar!

Além disso, existem calças (não jeans) que têm a possibilidade de serem convertidas em bermudas, retirando-se as pernas da calça por meio de ziper. No geral, elas são bem práticas pois são de tecidos resistentes e de secagem rápida, ocupando pouco espaço na bagagem. Para maiores deslocamentos, como viagens de bike (cicloturismo), elas são bastante recomendadas porque também protegem do frio.

Vale lembrar que algumas bikes mais voltadas ao transporte geralmente vêm com um protetor de corrente de fábrica, que é uma espécie de capa que cobre quase toda a transmissão, evitando o contato da perna do ciclista com a corrente (veja foto abaixo). Dependendo do modelo de sua bike, este acessório pode ser instalado separadamente.

Protetor de correia bicicleta
Bike com protetor de corrente para evitar contato com a perna

E você? Tem alguma dúvida ou precisa de alguma dica sobre bicicletas? Deixe um comentário aqui ou fale com a gente lá no Twitter!


Postado em 29 de janeiro por gugamachado

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As ciclovias são só para bicicletas?

Recentemente a Prefeitura Municipal de São Paulo liberou o transito nas ciclovias para pessoas em cadeiras de rodas, patinadores e skatistas, e, é obvio, esta foi uma decisão polêmica.

Aqui no EVDB nós acreditamos no compartilhamento e apoiamos esta medida!  Por isto estamos aqui para divulgar um passeio muito legal que acontece no próximo domingo, 01/02/15, na cidade de São Paulo.

Pessoas em cadeiras de rodas, ciclistas, patinadores e skatistas (com e sem deficiência) participarão no próximo domingo, dia 01 de fevereiro, do I Passeio Inclusivo pelas Ciclovias de São Paulo, evento promovido pela Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida. O percurso de 1 km iniciará na Praça da Sé, às 09h, e seguirá até a Praça das Artes, com encerramento na exposição “O Mundo Segundo Mafalda”. Não há necessidade de inscrição.

Pessoas com deficiência visual terão à disposição bikes-trenzinho conduzidas por guias e haverá também empréstimos de bicicletas, incluindo handbike, para os que precisarem. Durante o trajeto, os participantes contarão com um audiotour sobre pontos turísticos do trajeto. Na concentração, agentes da CET darão orientação sobre questões de segurança no uso das ciclovias.

A ideia do passeio é celebrar o uso compartilhado das ciclovias para promover a ocupação dos espaços da cidade, além de conscientizar sobre a segurança necessária para a relação harmônica e saudável entre todos os usuários. São Paulo possui 214 km de ciclovias e chegará a 400 km ainda este ano. Desde 16 de dezembro de 2014, um decreto assinado pelo prefeito Fernando Haddad autoriza a utilização de patins, patinetes, skates e cadeiras de rodas nas ciclovias, ciclofaixas e locais de tráfego, dividindo os espaços com a circulação de ciclos, incluindo bicicletas, bicicletas de carga, triciclos e quadriciclos.

“A decisão pelo compartilhamento das ciclovias com as pessoas em cadeiras de rodas oferece uma opção segura de mobilidade urbana e amplia a inclusão de milhares de cidadãos historicamente segregados, bem como incentiva à ocupação dos espaços da cidade, incluindo parques, praças, equipamentos de cultura, saúde e lazer”, comenta a secretária municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Marianne Pinotti.

A iniciativa do passeio conta com apoio do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência – CMPD/SP, Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo – Ciclocidade, BikeTourSP, Dreambike, Associação Skate Sem Limite, Movimento Conviva, e da Bradesco Seguros.

Serviço:

Quando: 01/02/2015

Onde: às 09h em frente à Catedral da Sé

Como: Praça da Sé, Praça do Ouvidor, Libero Badaró, Viaduto do Chá e Praça das Artes

Encerramento: Previsão às 10h30 na Praça das Artes com visitação à exposição “O Mundo Segundo Mafalda”


Postado em 27 de janeiro por leandro

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Transporte de bikes nos carros

O Contran (Conselho Nacional de Trânsito) publicou no Diário Oficial da União   já a algum tempo uma resolução que regulamenta o transporte das bikes em veículos. Quem deu a dica da notícia foi o José Inácio, lá no Twitter do @euvoudebike.

O transporte da bicicleta em veículos sempre foi uma área meio cinzenta no código de trânsito, sem uma definição específica. Agora, com a normatização do Contran, é possível saber exatamente qual é a regra para transportar sua bike em longas distâncias e na estrada.

A regulamentação publicada no Diário Oficial da União exalta as vantagens proporcionadas pelo uso da bicicleta. O texto diz:

“Considerando a conveniência de atualizar as normas que tratam do transporte de bicicletas nos veículos particulares.

Considerando as vantagens proporcionadas pelo uso da bicicleta ao meio ambiente, à mobilidade e à economia de combustível; resolve:
(…)
Art. 3º – A carga ou a bicicleta deverá estar acondicionada e afixada de modo que:
I- não coloque em perigo as pessoas nem cause danos a propriedades públicas ou privadas, e em especial, não se arraste pela via nem caia sobre esta;
II- não atrapalhe a visibilidade a frente do condutor nem comprometa a estabilidade ou condução do veículo;
III- não provoque ruído nem poeira;
IV- não oculte as luzes, incluídas as luzes de freio e os indicadores de direção e os dispositivos refletores; ressalvada, entretanto, a ocultação da lanterna de freio elevada (categoria S3);
V- não exceda a largura máxima do veículo;
VI- não ultrapasse as dimensões autorizadas para veículos estabelecidas na Resolução CONTRAN nº 210, de 13 de novembro de 2006, que estabelece os limites de pesos e dimensões para veículos que transitam por vias terrestres e dá outras providências, ou Resolução posterior que venha sucedê-la.
VII- todos os acessórios, tais como cabos, correntes, lonas, grades ou redes que sirvam para acondicionar, proteger e fixar a carga deverão estar devidamente ancorados e atender aos requisitos desta Resolução.
VIII- não se sobressaiam ou se projetem além do veículo pela frente.

(…)

Capítulo III
Regras aplicáveis ao transporte de bicicletas na parte externa dos veículos
Art. 8º A bicicleta poderá ser transportada na parte posterior externa ou sobre o teto, desde que fixada em dispositivo apropriado, móvel ou fixo, aplicado diretamente ao veículo ou acoplado ao gancho de reboque.
§ 1º O transporte de bicicletas na caçamba de caminhonetes deverá respeitar o disposto no Capítulo II desta Resolução.
§ 2º Na hipótese da bicicleta ser transportada sobre o teto não se aplica a altura especificada no parágrafo 2º do Artigo 5°.
Art. 9º O dispositivo para transporte de bicicletas para aplicação na parte externa dos veículos deverá ser fornecido com instruções precisas sobre:
I- Forma de instalação, permanente ou temporária, do dispositivo no veículo,
II- Modo de fixação da bicicleta ao dispositivo de transporte;
III- Quantidade máxima de bicicletas transportados, com segurança;
IV- Cuidados de segurança durante o transporte de forma a preservar a segurança do trânsito, do veículo, dos passageiros e de terceiros.

- Leia mais sobre a normatização do transporte de bicicletas em veículos no Observatório Eco

Tendo como base a normatização acima, podemos concluir que o melhor modo de transportar sua bike sobre quatro rodas é por meio da canaleta instalada sobre o carro.

Outro modo muito usado pelos ciclistas –  o rack na traseira dos veículos, pode prejudicar a visão do motorista, obstruir a identificação da placa do carro e ainda exceder a largura do carro. Em breve publicaremos algumas dicas práticas sobre o assunto.

Você tem alguma dica para transportar a bike? Deixe sua opinião nos comentários!



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