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Blog Vou de Bike

Postado em 14 de julho por gugamachado

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Nantes, a capital verde da Europa!

Nosso leitor e amigo Paulo Augusto esteve recentemente em Nantes, uma cidade francesa com 270.000 habitantes,  sendo a sexta maior cidade da França e ficou muito impressionado com o que viu por lá.

Segundo ele,  ”a cidade é pensada para privilegiar o transporte público através de  bondes elétricos e bicicletas, sendo que estas se deslocam através de largas ciclovias”.

Ele segue falando: “O centro comercial da cidade é bem restrito e em várias ruas apenas veículos de carga e descarga podem trafegar.”

Nantes está situada a 50 km do Oceano Atlântico com uma área metropolitana de cerca de 804,833 mil habitantes (estimativa de 2008). É um porto na foz do rio Loire.

Em 2004, a revista Time descreveu Nantes como a “cidade com mais vida da Europa”. Em 2013, Nantes foi eleita pela segunda vez a capital verde da Europa.

Imagina morar numa cidade assim?


Postado em 10 de julho por gugamachado

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De Bike pela Inglaterra (parte 2)

Fábio Samori, Rodrigo Raso, Guga Machado e Ricardo Santos

 

Continuando a saga da nossa viagem, partimos da Aro 27 numa terça a tarde, dia do jogo do Brasil com o México,  rumo ao aeroporto de Guarulhos. O grupo era bem eclético: tinhamos eu, Guga Machado; o Fábio Samori (cicloturista experiente e proprietário da Aro 27), o Ricardo Santos e o Rodrigo Raso (sócios proprietários da Milk Comunicação Integral, sendo o Rodrigo também triatleta) e nas bagagens, nossas roupas e expectativas.

Falando em bagagens, sempre que fizer uma viagem onde vai se utilizar basicamente transporte público e bicicleta, o ideal é que ela seja resumida ao mínimo necessário, com roupas versáteis e técnicas, se possível (tipo tecidos de secagem rápida, calças que viram bermudas, e por aí vai…) e reduzindo os eletrônicos ao máximo, para menor peso final. Atualmente, com um bom smartphone, com boa memória, conexão e bateria (aliás, vale o investimento em uma unidade de bateria externa e expansão de memória como esta aqui, para iPhone) somos capazes de fazer todo o processo de registro, navegação e comunicação de maneira muito simples e eficaz, deixando-nos livres de notebooks e afins.

Após um empate com o México e onze horas de vôo, com quatro horas de fuso horário a frente de nosso horário, chegamos ao aeroporto de Heathrow na manhã da quarta-feira. Ao passar pela imigração inglesa, começou o primeiro ritual que iria se repetir muitas vezes mais durante nossa expedição: a funcionária ficou muito impressionada com o fato de quatro brasileiros estarem na Inglaterra especialmente para participar de um evento de bicicletas no interior do país, durante a copa do mundo que ocorria em nosso próprio país! Tivemos até que mostrar nossas inscrições e uniformes, e recebemos desejos de boa sorte e boa estadia!

Aliás, o povo inglês merece nota 10 em cordialidade e recepção!

Na sequência de uma chegada tranquila e organizada, tipicamente inglesa, veio a primeira surpresa: a possibilidade de chegar ao centro de Londres utilizando o  metrô, saindo a partir do aeroporto. Na verdade, do interior do aeroporto! Infelizmente, uma realidade ainda muito distante para o Brasil…

Nosso primeiro pernoite seria numa simpática cidadezinha chamada Stratford Upon Avon, terra natal do escritor Willian Shakespeare, distante 150 kms de Londres.

Iríamos percorrer esta distância de trem, porém este só partia no final da tarde. O que fazer com o resto do dia? Fomos para a charmosa Covent Garden, um “distrito” bem descolado no centro de Londres, com muitas atrações e performances de rua, lojas chiques e ótimos restaurantes, onde aproveitamos para comprar um chip local com internet e voz. Aproveitamos também para conhecer o mundialmente famoso “Covent Garden Market”.

interior da AppleStore de Covent Garden

 

“lower piazza” em Covent Garden, onde é preparada uma famosa paella

Artistas de rua se apresentando em Covent Garden

 

Após “bater muita perna”, pausa para o primeiro (de muitos – hehehe) “pint”  num tradicional pub, pois ninguém é de ferro…

Com isto chegamos ao final do dia bem no horário de pegarmos o primeiro de muitos trens, que nos conduziria ao nosso primeiro objetivo: irmos p/ a cidade onde fica a fábrica das bicicletas que iríamos utilizar na L’Eroica Britannia.

Aliás, tanto a estação de trem quanto o trem eram extremamente “bike friendly” e merecem um post a parte na semana que vem! Não percam!

 


Postado em 7 de julho por gugamachado

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De mochila pelo mundo!

Quem nos acompanha (e lá se vão mais de quatro anos!!!!) sabe que nós por aqui adoramos cicloturismo!

E é neste espirito que nós conhecemos o Aldo Lammel, que tem um projeto muito legal, o “Mochila & Bike“, e pedimos que ele detalhasse melhor por aqui nesta entrevista!

EVDB: Poderia nos contar sua história? Onde morava, emprego, o que fazia?

Aldo: Nasci na capital gaúcha, cresci numa cidadezinha há 70 km ao oeste de Porto Alegre, chamada “Charqueadas”, mas aos 20 anos retornei a minha cidade natal para estudar e trabalhar. Cursei Publicidade e me tornei especialista em gestão de projetos online. Com 27 anos troquei de área e me dei mal. Acabei por retomar meu antigo cargo, mas já fora da zona de conforto. Nessa aventura em outra área, percebi que a mudança e os riscos me fizeram bem no final das contas. Mudei alguns hábitos e aos 29 anos decidi que era hora de largar o emprego assalariado e dar ouvidos à minha intuição que vinha há anos me dizendo para empreender. Passei a me dedicar em tempo integral a um projeto cultural que envolveria a realização de outros sonhos.

O que é o Mochila & Bike e o que o projeto oferecerá para quem acompanhar vocês?

O projeto Mochila & Bike visitará iniciativas mundo afora atrás de atitudes construtivas, seja de educação, inclusão social ou de sustentabilidade. Com essas visitas nós criamos artigos sobre as iniciativas onde o conteúdo tem a missão de levar ao nosso público exemplos de atitudes bacanas vindas de todos os cantos.

Como a expedição de volta ao mundo começa apenas em janeiro de 2015, desde 2013 eu venho escrevendo o diário onde conto em detalhes sobre os difíceis – porém necessários – aspectos que um empreendimento desse tipo exige.

Além do diário e dos artigos, haverá um conteúdo focado mais em entretenimento. Teremos o #tamojunto que será um tipo de reality show mesclado com série de TV, mas tudo publicado semanalmente via internet e de graça. O #tamojunto trará a realidade da vida na estrada com uma bicicleta. Se levarmos em consideração que serão 40 meses de viagem por 40 países mundo afora, temos uma previsão de 160 episódios com os mais diferentes cenários e uma quantidade total de filme colossal. Mesmo com as dificuldades logísticas, temos tudo minimamente montado já.

Como surgiu a idéia do Mochila Bike?

Quando a gente vai ficando mais velho me parece que vira uma missão fazer algo realmente significativo (risos), não é verdade? Viajar e criar coisas são paixões antigas, embora eu quase nunca tivesse saído do meu Estado ou do país até a alguns anos. Minha família nunca teve condições de bancar viagens ou de me dar os brinquedos que eu queria, mas sempre me cercou com livros, filmes e música. Arte de modo geral. É curioso que minhas lembranças mais antigas são aquelas onde estou criando ou desmontando brinquedos com meus amigos assim como, quando sozinho em casa, eu tirava da estante vários livros de capas bonitas, os punha no chão e ficava horas folhando cada um deles, “viajando” pelas páginas repletas de gravuras sobre ciência, animais, geografia, dinossauros e galáxias. Eu era incapaz de ler e compreender o conteúdo desses livros, mas eu podia criar os significados do jeito que eu bem entendia.

Acabei por misturar essas duas vontades: a de viajar pelo mundo e a de fazer um trabalho autoral, meu, com algum impacto social e cultural. “Voilà”, nasce o Mochila & Bike em setembro de 2013 e lançado em janeiro desse ano.

E você conta com uma equipe, patrocínio? De onde vem os recursos?

Não temos um patrocinador ainda. O que temos até o momento saiu da ajuda de amigos, parceiros e do que sei fazer e do que paguei do meu bolso. Como ainda há equipamentos e serviços que preciso adquirir, estou resolvendo com a venda do meu apartamento. Isso nos ajudará a tocar o barco adiante.

Sobre a equipe, nos primeiros sete meses de Mochila & Bike eu o conduzi sozinho, mas chega uma hora que você precisa de novos olhos e habilidades. Hoje somos cinco pessoas onde temos quem cuide das redes sociais, uma pessoa que mapeia as iniciativas que cruzam o roteiro do projeto, um técnico de ciclismo que me auxilia no preparo físico e mental que o cicloturismo involve, e um assessor jurídico.

Todos são voluntários, têm bagagem nas responsabilidades que assumiram além de serem naturalmente altruístas. Esse projeto roda bem hoje justamente pela segurança que eles me passam.

Qual o principal objetivo do Mochila & Bike?

O projeto é dividido em duas etapas. A de volta ao mundo e a de palestras gratuitas no meu retorno ao Brasil. A volta ao mundo é o foco agora e essa etapa tem dois objetivos centrais. O primeiro consiste em garimpar iniciativas legais mundo afora e visitá-las, documentando e compartilhando via internet as suas atividades, sejam elas voltadas à educação, inclusão social ou à sustentabilidade.

O segundo objetivo é inspirar quem está acompanhando o projeto através do nosso material autoral em textos, fotografias e vídeos.

Na opinião de vocês, qual o público que tem adotado a bicicleta como meio de transporte?

Não é um dado absoluto, mas eu percebo que a bike no Brasil ainda é dos jovens e está naquele processo de ser descoberta como meio de transporte e não somente lazer. Quem é dos anos 80 como eu, já deve ter visto o filme Quicksilver: o Prazer de Ganhar onde um homem de negócios, interpretado pelo Kevin Bacon, está cheio da rotina de Wall Street e descobre na bike a ferramenta perfeita para sua própria libertação pessoal e profissional.

A Lili, que é quem cuida das redes sociais do Mochila & Bike, é adepta da bike em tudo e eu aprendo muito com ela. Como ainda preciso fazer um trabalho ou outro para sobreviver antes da expedição de volta ao mundo, vou ver meus clientes de bike e, no meio do caminho, sempre vejo outro guerreiro com mochila nas costas com pinta de quem está trabalhando. É algo cult e para quem é sagaz porque a estrutura urbana no Brasil está longe de estar preparada para as bikes, talvez está ai o motivo que leva os mais velhos não apostarem, mas é o cenário ideal para aqueles que gostam de fugir as regras: jovens. Aliás, quais mudanças significativas iniciaram sem uma grande quebra de regras?

Como vocês vêem as políticas públicas relativas a educação relacionada a bicicleta?

Semana passada fui atrás do cartão internacional de vacina e tive de visitar a Anvisa. Peguei a Garibaldi (minha Trek) e fui na Anvisa do Aeroporto Salgado Filho. O único aeroporto internacional do Rio Grande do Sul não tem nenhum local apropriado para bicicletas. Um local que emprega, sei lá, mil pessoas, não tem bicicletário. Mas não podemos nos queixar de tudo. Porto Alegre já conta com bicicletas públicas para transporte e lazer, temos os primeiros quilômetros de ciclovias e os nossos motoristas, aos poucos, vão se acostumando com a nossa presença e respeitando nosso espaço que é na rua e não na calçada. Para que as políticas públicas nos deem ouvidos, todo ciclista precisa adotar uma postura fundamental: pedalar para tudo e não somente para o lazer. Quem quer se fazer ouvir, se faz presente.

E o lugar de ciclista é pedalando na rua e fazendo bonito. Nova York, uma das cidades mais importantes do mundo, é campeã no Youtube em reclamações de ciclistas. Agora imagine as nossas capitais onde a bicicleta ainda dá os primeiros passos para ser de vez descoberta? Então, vamos pedalar e, com sapiência, registrar e postar as falhas, mas sem deixar de enaltecer o que vem dando certo. ;)

Menos reclamação, mais atitude!

O que falta nas grandes cidades brasileiras para terem mais adeptos da bicicleta como meio de transporte?

As empresas disponibilizarem espaços para bicicletas em suas sedes além de banheiros com chuveiros e armário para, pelo menos, uma certa quantidade de colaboradores. Isso movimentaria toda a máquina pública e a sociedade passaria a ver na magrela uma opção de transporte também econômica.

Quais são suas dicas para aqueles que adotaram a bicicleta como estilo de vida?

Para quem já adotou, bacana, o próximo passo é encontrar um lugar de destaque para a magrela dentro da sua casa (risos). Vejo bastante dicas de arquitetos que encontram soluções inteligentíssimas de como tornar a bike verdadeiramente uma parte da sua casa. Já para quem pensa em voltar a pedalar, faça isso. Há três anos eu jamais imaginaria que voltaria a andar de bicicleta, muito menos dar a volta ao mundo com uma.

 Aldo, muito obrigado por esta rica entrevista e desejamos a você e toda equipe sucesso nesta empreitada tão nobre!!! Nós por aqui vamos acompanhá-lo e apoiá-lo no que for possível!

Postado em 3 de julho por gugamachado

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De Bike pela Inglaterra (parte 1)

Numa manhã de uma terça feira qualquer, recebo a ligação do meu amigo Ricardo Santos, da Milk , me fazendo um convite inesperado: viajar para a Inglaterra para participar de uma corrida inusitada (depois falaremos mais dela) e explorar os pontos de interesse para ciclistas! Um convite irrecusável para qualquer um que ama as duas rodas né? Porém, naquele exato momento eu estava retornando do ortopedista, com o pé direito imobilizado devido a uma lesão ainda sem diagnóstico, e, com isto, fora de forma…E digamos que não estava “nadando em dinheiro”…

Daí veio a frase mágica do Ricardo: “E se eu te disser que teremos apoio da British Airways e os gastos serão mínimos?”

Neste momento tudo fez sentido! Parecia até que meu pé havia melhorado! A partir daí começaram os preparativos para participar da L’Eroica Brittania 2014, primeira edição inglesa de uma tradicional prova italiana, onde o objetivo não é chegar em primeiro, mas sim chegar, uma vez que só são aceitas bicicletas do tipo “vintage”, e o percurso é “casca grossa”!

Nas próximas semanas vamos postar tudo sobre a nossa aventura, procurando também comentar e comparar a mobilidade por bicicletas entre o Brasil e a Inglaterra, uma vez que, além da prova, pedalamos por estradas grandes e pequenas, bem como por cidades, em especial por Londres, onde experimentamos inclusive o sistema de empréstimo de bikes local.

Mas já de início queremos destacar e elogiar a facilidade que tivemos no transporte de nossas bikes, graças a British, que se mostrou realmente uma companhia “bike friendly”! Apesar de estarmos com dois volumes enormes de quase 32 quilos, eles não criaram nenhuma objeção, pelo contrário – nos ajudaram no manuseio das caixas com muito cuidado e presteza, sempre fazendo brincadeiras com a seleção brasileira de futebol, e praguejando contra a seleção inglesa e sua súbita eliminação!

Na semana que vem, vamos contar tudo sobre a nossa jornada. Esperamos que aproveitem!

Para finalizar, menção honrosa ao Rob, que ao cruzar a linha de chegada conosco, sacou uma vuvuzela (!) verde amarela, e nos incentivou gritando: “Vai Brasil” !!!!

Ricardo Santos, Rob e Guga Machado


Postado em 30 de junho por leandro

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Transporte de bikes nos carros

O Contran (Conselho Nacional de Trânsito) publicou no Diário Oficial da União   já a algum tempo uma resolução que regulamenta o transporte das bikes em veículos. Quem deu a dica da notícia foi o José Inácio, lá no Twitter do @euvoudebike.

O transporte da bicicleta em veículos sempre foi uma área meio cinzenta no código de trânsito, sem uma definição específica. Agora, com a normatização do Contran, é possível saber exatamente qual é a regra para transportar sua bike em longas distâncias e na estrada.

A regulamentação publicada no Diário Oficial da União exalta as vantagens proporcionadas pelo uso da bicicleta. O texto diz:

“Considerando a conveniência de atualizar as normas que tratam do transporte de bicicletas nos veículos particulares.

Considerando as vantagens proporcionadas pelo uso da bicicleta ao meio ambiente, à mobilidade e à economia de combustível; resolve:
(…)
Art. 3º – A carga ou a bicicleta deverá estar acondicionada e afixada de modo que:
I- não coloque em perigo as pessoas nem cause danos a propriedades públicas ou privadas, e em especial, não se arraste pela via nem caia sobre esta;
II- não atrapalhe a visibilidade a frente do condutor nem comprometa a estabilidade ou condução do veículo;
III- não provoque ruído nem poeira;
IV- não oculte as luzes, incluídas as luzes de freio e os indicadores de direção e os dispositivos refletores; ressalvada, entretanto, a ocultação da lanterna de freio elevada (categoria S3);
V- não exceda a largura máxima do veículo;
VI- não ultrapasse as dimensões autorizadas para veículos estabelecidas na Resolução CONTRAN nº 210, de 13 de novembro de 2006, que estabelece os limites de pesos e dimensões para veículos que transitam por vias terrestres e dá outras providências, ou Resolução posterior que venha sucedê-la.
VII- todos os acessórios, tais como cabos, correntes, lonas, grades ou redes que sirvam para acondicionar, proteger e fixar a carga deverão estar devidamente ancorados e atender aos requisitos desta Resolução.
VIII- não se sobressaiam ou se projetem além do veículo pela frente.

(…)

Capítulo III
Regras aplicáveis ao transporte de bicicletas na parte externa dos veículos
Art. 8º A bicicleta poderá ser transportada na parte posterior externa ou sobre o teto, desde que fixada em dispositivo apropriado, móvel ou fixo, aplicado diretamente ao veículo ou acoplado ao gancho de reboque.
§ 1º O transporte de bicicletas na caçamba de caminhonetes deverá respeitar o disposto no Capítulo II desta Resolução.
§ 2º Na hipótese da bicicleta ser transportada sobre o teto não se aplica a altura especificada no parágrafo 2º do Artigo 5°.
Art. 9º O dispositivo para transporte de bicicletas para aplicação na parte externa dos veículos deverá ser fornecido com instruções precisas sobre:
I- Forma de instalação, permanente ou temporária, do dispositivo no veículo,
II- Modo de fixação da bicicleta ao dispositivo de transporte;
III- Quantidade máxima de bicicletas transportados, com segurança;
IV- Cuidados de segurança durante o transporte de forma a preservar a segurança do trânsito, do veículo, dos passageiros e de terceiros.

- Leia mais sobre a normatização do transporte de bicicletas em veículos no Observatório Eco

Tendo como base a normatização acima, podemos concluir que o melhor modo de transportar sua bike sobre quatro rodas é por meio da canaleta instalada sobre o carro.

Outro modo muito usado pelos ciclistas –  o rack na traseira dos veículos, pode prejudicar a visão do motorista, obstruir a identificação da placa do carro e ainda exceder a largura do carro. Em breve publicaremos algumas dicas práticas sobre o assunto.

Você tem alguma dica para transportar a bike? Deixe sua opinião nos comentários!


Postado em 11 de junho por gugamachado

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Conhece o Bicicletando?

                                                                        Aplicativo indica ciclo rotas e ciclovias em S.Paulo

Que o uso da bicicleta como meio de transporte vem crescendo muito nos últimos tempos ninguém duvida. E cada vez mais surgem acessórios e aplicativos voltados a facilitar a vida de quem pedala, aprofundando em muito a experiência de pedalar, principalmente em grandes centros urbanos.

Pensando nisto, a dupla Perla Ambile e Fabrizzio Topper desenvolveu o aplicativo “Bicicletando”, que, de maneira colaborativa, visa fornecer informações sobre as vias cicláveis das cidades, locais de locação de bicicletas e locais com paraciclos.

O aplicativo pode ser baixado gratuitamente na Apple Store e em breve, estará disponível para Google Play e Windows Store.

Segue na sequência uma pequena compilação das vias cicláveis em São Paulo:

                                                                                                              CICLOROTAS

Brooklin / Chácara Santo Antonio – 15 Km Inserida em um bairro com bastante arborização, é uma ótima opção para deslocamentos seguros, já que passa por ruas estritamente residenciais, também passa por dois pequenos parques municipais (Severo Gomes e Parque do Cordeiro), e se conecta com algumas importantes avenidas da região. Para retomar o fôlego existem alguns bares e padarias muito bons na região. 

 

 

Butantã – 0,84 Km 

 

Oferece 560 m, pegando parte da Av. Vital Brasil e mais de 280 m de ciclovia no canteiro centra da Av. Afrânio Peixoto. A ciclorrota começa na Estação de metrô Butantã na Av. Vital Brasil, 343, continua pela Rua Eng. Bianor, Rua Romão Gomes, passa pela Praça Monte Castelo, Rua Gaspar Moreira e finaliza na Rua Moura Brasil.
Moema – 6,5 Km 

 

Parte se encontra nas Av. Aratãs e na Al. Anapurus; a outra estende-se pelas Ruas Canário e Inhambu.
Mooca – 8 Km 

 

Passa por ruas calmas do tradicional bairro da Mooca, repletas de histórias e personagens. Ali é possível circular por pracinhas simpáticas, bares e restaurantes clássicos, além de observar hábitos simples que ainda são cultivados ali, como a conversa de vizinhos sentados na calçada. Passa pelo SESC-Belenzinho importante ponto cultural da região.
Pompéia / Lapa / Perdizes – 18 Km 

 

Interliga os Parques Villa-Lobos e Água Branca, além de passar pelo Centro Educacional e Esportivo Edson Arantes do Nascimento (Pelezão), SESC Pompéia e o novo estádio do Palmeiras. A rota ainda passa por ruas e vias muitas delas tranqüilas e arborizadas onde é possível desfrutar de áreas estritamente residenciais e outras onde já existe uma boa concentração de bares e restaurantes , que também facilita viagens de curta distância como idas ao comércio local.
Vila Mariana – 10 Km 

 

Localizada em um bairro onde se encontra um pouco de tudo, corta a região em diversos sentidos e direções que facilitam o trajeto para deslocamentos diários. Com uma vida noturna muito agitada, concentra inúmeros restaurantes e bares conceituados assim como meios de hospedagem que variam de hostels até hotéis cinco estrelas. Há também atrativos culturais de enorme relevância para a região como o SESC Vila Mariana e a Cinemateca Brasileira, e faculdades que contam com teatros e exposições temporárias muitas vezes abertas ao público em geral.

 

                                                                                                      CICLOVIAS

LOCAL OBSERVAÇÕES
Adutora Rio Claro (ZL) – 7,3 Km em cada sentido – Com saída na Praça Silvio Romero e término na Av. Sapopemba

Garante trechos de muitas curvas, além duras subidas e descidas – Pouco sinalizada e com intervalos prejudicados por britas e cascalhosAv. Braz Leme (ZN) – 3Km em cada sentido – Rua Marambaia até Av. Santos Dumont

Pistas uni e bidirecionais exclusivamente para os ciclistas. Ótima opção para os turistas que se hospedam próximo ao Anhembi, pois funciona todos os dias e horários e fica separada fisicamente da via para  carros garantindo aos ciclistas um passeio seguro e tranqüilo.Av. Edgard Facó – 1,3 KM em cada sentido

Sem sinalização nos cruzamentos e conversões, colocando em risco o ciclista e sem sinalização de solo.Av. Eng. Caetano Álvares – (ZN) – 2Km em cada sentido

-Não é ciclovia, é passeio de pedestres, onde algum descolamento de bicicleta pode ser feito, tomando as devidas precauções. Alguns trechos não possuem rebaixamento entre o canteiro e o cruzamentos. Perigoso na hora de atravessar os retornos.Av. Faria Lima – (ZO-ZS) – 4 Km em cada sentido – Encontra-se no canteiro central da mesma avenida entre a Av. Pedroso de Moraes e Largo da Batata.

Ao longo do tempo ela perdeu guias rebaixadas e passou a ser impedida por árvores e pontos de ônibus.Av. Inajar de Souza – (ZN) – 7 Km – Ciclovia no canteiro central da avenida.

Pista arborizada, plana, bem pavimentada com pouquíssimos trechos de terra batida. O local está sempre cheio de corredores de todos os tipos, mas atenção ao transitar à noite com acessórios de valor.Av. Sumaré – (ZO) – 1,4 Km – em cada sentido – Em Perdizes entre o Parque Antártica e Av. Henrique Schaumann.

Reúne trechos de concreto e terra com galhos e raízes em alguns pontos.Caminho Verde (ZL) – 12 Km em cada sentido – Começa no metrô Corinthians-Itaquera e termina na Estação Tatuapé

A ciclovia é diferenciada por seus jardins, iluminação noturna, topografia plana em quase todo percurso com poucas descidas e subidas.Guarapiranga (ZS) – 10 Km em cada sentido – Às margens da represa Guarapiranga, junto à Av. Robert Kennedy.

É uma excelente opção de lazer para os moradores da região e para os turistas que desejam conhecer a represa e fazer um passeio em volta da orla.Marginal Pinheiros (ZO – ZS) 21 Km em cada sentido

 

Com diversos acessos e pontos de apoio (bebedouro, banheiros e atendimento)é uma alternativa de lazer e para deslocamento diário. Funciona diariamente das 5h30 às 18h30.Várzeas do Tiête – (ZL) – 11,41 e m cada sentido – Tem início no Km 12 da Rod. Ayrton Senna- Sentido SP/RJ- e vai até o Km 23.

 

Sempre ao lado do Via Parque, passando pelos campos de futebol de várzea do Parque Ecológico do Tiête, estacionamentos, passarela de acesso ao parque, campo de beisebol, portaria 1, playground, CT da Portuguesa, CT do Corinthians, EACH-USP Leste, e após a ponte, segue pela Gleba 2 entre a várzea do rio Tiête e densa arborização até a Ponte de Cumbica. Após a ponte segue do lado do rio Tiête e dos prédios do CDHU da União de Vila Nova/Jardim Pantanal, terminando ao lado do Parque Jacuí em São Miguel Paulista.


Postado em 4 de junho por gugamachado

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Projeto Jazz na Faixa leva música ao vivo e de graça para frequentadores da CicloFaixa de lazer em São Paulo

A Ciclofaixa de Lazer de São Paulo é um sucesso comprovado e reúne milhares de usuários todos os domingos e feriados. Diversão, entretenimento e cultura não faltam para os adeptos de uma boa pedalada.

Pensando nisso, o Ao Vivo Music, casa tradicional de música no bairro de Moema, lançou um projeto intitulado Jazz na Faixa, que tem o objetivo de aliar qualidade de vida, diversão e música boa tudo de GRAÇA.

Jazz na Faixa” vai contar com mais de 9 horas de música ao vivo, proporcionando assim o encontro do esporte com a cultura por meio da oferta de boa música durante as pedaladas de domingo.

Jazz na Faixa vai acontecer no dia 8 de Junho de 2014, com 3 apresentações diárias no período 09 às 16h – horário de funcionamento da ciclovia. Com apresentações indoor na casa de eventos e produções culturais, Ao Vivo Music, o projeto levará o melhor do jazz e da música instrumental para os ciclistas que circulam pela região. Algumas das apresentações musicais poderão acontecer na varanda (espaço que dá para frente da CicloFaixa de Lazer).

A entrada no local é gratuita e o consumidor só paga o que consumir no estabelecimento. Nos dias do projeto, em frente ao Ao Vivo Music, será disponibilizado bicicletários para você acompanhar o show tranquilamente e sua magrela ficar em segurança sem risco de roubos.

O que acha de aliar qualidade de vida e música boa no seu domingo? Venha curtir o Jazz na Faixa no Ao Vivo Music. Seu conceito de música será outro depois desta experiência!

Domingo – 08/06

10H30 às 12h – KVAR

Os integrantes do Kvar são assíduos em nosso palco do Bar Ao Vivo. Cada um dos músicos já se apresentou em diversas formações, com importantes nomes da música instrumental. Neste dia eles vêm ao nosso palco para apresentar o seu jazz brasileiro com a qualidade e beleza já presentes em suas experiências como músicos. O quarteto tem como proposta a prática livre de um repertório autoral. Músicos jovens, os três se encontraram tocando na noite paulistana e descobriram afinidades estéticas e musicais.

Com Vinícius Gomes na guitarra, Fabio Leandro no piano, Igor Pimenta no contrabaixo e Guilherme Marques na bateria

12h30 às 14h30 – Marcelo Jesuíno

Marcelo Jesuíno é um dos nomes mais ativos da música instrumental brasileira. O guitarrista atua como músico, produtor, diretor musical e diretor artístico. Com o grupo Manilha se apresentou em diversos festivais como o Festival Instrumental Ao Vivo I – Victor Civita, Festival de Jazz de Sorocaba, Jazz Bon Bon Festival, Festival Instrumental Ao Vivo II – Victor Civita, Festival OFF! – Praia de Ubatuba, Festival Metso Cultural. Atualmente como sideman integra os grupos dos músicos Jean Philippe Coté (Canadá), Carlos Ezequiel e Luís Fernando Neto.

 

14H30 às 16h30 – Itamar Collaço

Instrumentista e compositor, Itamar Collaço, toca com habilidade e técnica o baixo acústico e o baixo elétrico. Itamar participou do Zimbo Trio durante 9 anos e nesse período o grupo recebeu o prêmio Tim de melhor grupo instrumental em 2008. Em especiais de TV, tocou ao lado de Zimbo Trio, Dione Warwick, Emílio Santiago e Roberto Sion. Atualmente trabalha em um trio que leva seu nome, Itamar Trio.


Postado em 22 de maio por leandro

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Veja qual é o tipo de bike ideal para você

Bike Shop

Ok, estou convencido a ir de bike. Mas como escolher minha primeira bicicleta, já que existem tantas opções disponíveis?

Existem vários modelos de bicicletas para várias finalidades diferentes. A primeira coisa que você deve fazer antes de comprar uma bike é pensar em como você vai usá-la. Veja abaixo algumas coisas perguntas que você deve responder na hora de decidir por um modelo:

- Vou andar somente na cidade/estrada? Vou pedalar na cidade/estrada e também no campo? Vou pedalar apenas no campo?

- Vou usar minha bike apenas para transporte e recreação? Ou será que eu me arrisco em alguma competição, mesmo que para iniciantes?

- Quanto tempo, em média, irei pedalar por dia?

- Quanto dinheiro estou disposto a gastar com essa bicicleta?

Quando vamos comprar uma bicicleta, devemos saber exatamente qual será a sua finalidade, pois para cada uso há uma bike diferente. Se possível, pesquise na internet, converse com ciclistas experientes e também pegue a bicicleta de algum amigo emprestada para ver se você se adapta ao modelo.

Hoje em dia há vários tipos de bikes no mercado. Basicamente, elas estão divididas em:

- Urbana (aquela usada p/ transporte na cidade, inclusive de carga)
- Mountain Bike (a mais comum, com pneus largos e com cravos)
- Speed (aquela bike com pneu fininho)
- Híbrida (uma mistura entre a bike speed e a mountains bike)

As mais indicadas para os recém-chegados são as bikes urbanas e híbridas, que têm o quadro com maior distância entre os eixos. Com a maior distância, o ciclista pedala em uma posição mais ereta do que na bike de estrada ou na mountain bike. Essa posição favorece mais a visibilidade e o conforto, mas diminui a performance.

As bikes urbanas e híbridas são muito cômodas de se pedalar. Algumas vêm até com suspensão na frente, o que dá muito mais conforto no trajeto, especialmente em vias um pouco mais esburacadas. No entanto, para uso urbano e recreacional, o amortecedor não é um equipamento extremamente necessário. Os pneus mais largos e amortecedores no selim também melhoram muito o conforto dessas bikes. E, por causa da distância entre os eixos, as reações da bicicleta ficam mais lentas, facilitando a condução por parte dos ciclistas iniciantes.

bike urbana
Bikes urbanas são menos velozes, mas mais ágeis para as cidades

As mountain-bikes (MTB), muito populares no Brasil, são bicicletas feitas para andar no campo, em trilhas, mas que também podem ser utilizadas sem problemas nas cidades. As mountain bikes tem as rodas mais largas e com cravos, que ajudam a absorver impactos e dão mais aderência em terrenos de lama.

Para usar uma mountain bike na cidade, o ideal é que seus pneus originais, de cravos, sejam substituídos por modelos mais lisos, que proporcionam mais aderência ao asfalto, trazendo mais conforto e fluidez. Por ter amortecedores na frente e atrás, as moutain-bikes são muito confortáveis de se pedalar.

Ciclista faz trilha com mountain bike

Porém, caso você tenha claro que vai querer andar em estradas em velocidades elevadas (acima de 30 km/h) e quem sabe até participar de competições, você deve optar por uma Speed. Este é o tipo de bike mais exigente de todos. O conforto é bem menor do que o oferecido por qualquer outro tipo de bicicleta Os pneus são estreitos, calibrados com muita pressão, o quadro é rígido e o ciclista vai pedalar mais curvado, para melhorar a aerodinâmica.

Em baixas velocidades, a Speed não é nada cômoda, pois é pouco maleável e o perigo de queda aumenta muito, especialmente em asfaltos de baixa qualidade. Portanto, para o ciclista iniciante, a Speed é um grande desafio. Ela pode, no entanto, proporcionar uma enorme satisfação quando você se familiariza com suas características e está em boa forma física, sendo então capaz de tirar todo o prazer que ela pode oferecer.

Bike Speed
As bikes Speed são mais indicadas para atletas experientes

O número de marchas em uma bicicleta não é assim tão importante quanto parece. Elas podem ter desde 6 ou 7 (frequentemente encontradas nas bikes urbanas, em especial na s dobráveis), 18, 21, 24 ou até 27! Em qualquer situação, um câmbio com pelo menos sete marchas é mais do que suficiente para o ciclista principante. Na verdade, é melhor um câmbio com menos marchas que funcione com suavidade e precisão do que um com muitas marchas de má qualidade – infelizmente algo muito comum no comércio.

Seja qual for a escolha, o ideal é comprar a bike numa bicicletaria, ou mais atualmente, numa “bike shop”, que vai poder oferecer mais informações e adequar melhor as suas expectativas quanto ao uso que irá fazer da bike. Em breve, falaremos aqui sobre algumas características de tamanho e anatomia que você deve saber na hora de comprar a bike. Se tiver dúvidas, basta deixar um comentário abaixo!


Postado em 15 de maio por gugamachado

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As Vantagens Mentais de se Pedalar! Parte 3

 

 

Finalizando nossa matéria sobre as vantagens mentais de se pedalar, vamos agora falar sobre a parte mais voltada aos sentimentos e emoções.

Se você não leu a parte 1, clique aqui. E para ler a 2, clique aqui!

“O exercício funciona tão bem como psicoterapia e antidepressivos no tratamento da depressão, talvez melhor”, diz James Blumenthal , PhD, professor de medicina comportamental no departamento de psiquiatria e ciências comportamentais na Universidade de Duke , em Durham, Carolina do Norte. Um estudo recente da análise de 26 anos de pesquisa constata que até mesmo alguns exercícios de curta intensidade (cerca de 20 a 30 minutos por dia) podem prevenir a depressão a longo prazo.

No presente momento, os cientistas não entendem completamente os mecanismos exatos, mas eles sabem que  atividades físicas como o ciclismo aumentam a produção dos chamados “hormônios do bem estar”, tais como a serotonina e a dopamina. “Assim que nossas cobaias (no caso ratos) começam a correr em suas rodas localizadas em suas gaiolas, de saída já experimentam um aumento de 100 a 200 por cento nos níveis de serotonina”, diz J. David Glass , PhD, pesquisador de neurofisiologia química na Kent State University em Ohio.

Quando você pedala acima de trinta minutos, outros “hormônios do bem estar” começam a agir, tais como as endorfinas e os canabinóides (que, como o nome sugere, são da mesma família dos princípios químicos que dão os fumantes de maconha seu “barato”). Quando os pesquisadores pediram para 24 homens correrem ou pedalarem em uma intensidade moderada por cerca de 50 minutos, eles encontraram níveis elevados de anandamida no sangue destes homens. Este é um canabinóide natural. Nos voluntários sedentários não foi encontrada tal substância.

Ainda melhor:  andar regularmente de bicicleta ajuda a manter hormônios como adrenalina e cortisol em níveis baixos, o que significa que você vai se sentir menos estressado e você vai se recuperar de situações cheias de ansiedade mais facilmente.

Dito isto, os pesquisadores chegaram as seguintes conclusões:

O ponto ideal para melhorar sua acuidade mental logo após o exercício é de cerca de 30 a 60 minutos de um pedal aeróbio, ou seja, utilizando cerca de 75 por cento da sua freqüência cardíaca máxima.

Lembre-se: Apesar de ser saudável, exercitar-se também é um stress, especialmente quando você está começando ou voltando para seus treinos/pedaladas. “Quando você começa a “forçar” seu corpo, ele  libera cortisol, com a função de aumentar sua frequência cardíaca, sua pressão arterial e seus níveis de glicose no sangue”, diz Monika Fleshner, PhD, professor de fisiologia integrativa da Universidade do Colorado em Boulder. A medida que você ganha condicionamento físico, é preciso um treino/pedal mais exigente para acionar esta mesma resposta em seu corpo. “Para as pessoas fisicamente ativas, é preciso uma crise de stress muito maior para desencadear uma resposta hormonal do cortisol, em comparação com pessoas sedentárias”, diz Fleshner.”Assim, agora você pode permanecer em um ambiente estressante e ficar relativamente bem. Você pode suportar muito mais pressão antes de lançar uma resposta hormonal ao estresse.”

Finalmente, qual é a receita de ciclismo para a felicidade? Os autores de um estudo recente que revisou parte relevante da literatura existente sobre a relação entre exercício físico e depressão chegaram as seguintes conclusões para se “afastar a tristeza” através de exercícios aeróbicos:

- fazer de três a cinco sessões de exercícios aeróbios por semana. Cada sessão deve ter de 45 a 60 minutos de duração, mantendo sua freqüência cardíaca entre 50 a 85 por cento do seu máximo.

Sabemos que esta é uma recomendação geral, e que não leva em conta características e necessidades individuais.

Mas com esta série pretendemos, ao menos, indicar um princípio simples para o nosso equilíbrio mental e emocional, e que já está quase sempre presente na rotina de quem pedala!

E aí, se animou mais a usar sempre sua magrela?

 

 

 


Postado em 12 de maio por gugamachado

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As Vantagens Mentais de se Pedalar! Parte 2

Como vimos no post anterior, exercitar-se, em especial de bicicleta, pode melhorar a sua capacidade mental. Então, se eu aumentar a minha carga de exercícios, eu posso aumentar proporcionalmente a minha perspicácia, foco e concentração? Segundo o Dr. Christie, “nem tanto. Neste caso, o mais nem sempre é o melhor, principalmente a curto prazo”, diz o PhD. O mesmo estudo que relatou os benefícios para o  cérebro a partir de uma sessão curta de exercícios também revelou que esforços mais intensos podem comprometer temporariamente a memória bem como o  processamento de informações.

É clara a associação em que atividades físicas tais como ciclismo aumentam a produção dos chamados “hormonios do bem-estar “, como a serotonina e a dopamina.

A filha adolescente do Christie também começa seu dia com a prática de exercícios, especificamente remo, geralmente com treinos intervalados. Mas no caso dela, em vez dos exercícios deixarem seu cérebro mais eficaz, o treino a deixa um pouco “lenta”, em especial quando ela chega à escola. Segundo Christie, ”a curto prazo , você fica em uma curva em forma de U com relação ao exercício e aos benefícios mentais “. Ele segue dizendo: ” muito pouco exercício e seu cérebro não recebe o que ele precisa para trabalhar de forma otimizada. E exercício demais faz com que seu corpo “roube” glicose, bem como outros recursos de que necessita, impedindo inclusive a nossa plena atividade cerebral, até que o corpo se recupere.”

Dito isto, o ponto ideal para a acuidade mental acentuada logo após o exercício é de cerca de 30 a 60 minutos de atividade aeróbica, utilizando-se cerca de 75 por cento de sua freqüência cardíaca máxima, ou um esforço de 7 em uma escala de 1 (completamente parado) a 10 (fazendo de tudo) .

É óbvio que existem muito mais benefícios de se exercitar para a nossa condição mental do que apenas melhorar a sua inteligência . E uma boa parte da ciência atual apóia a idéia de que um bom passeio também pode trazer benefícios emocionais. Andar de bicicleta pode elevar o seu humor , aliviar a ansiedade , aumentar a resistência ao estresse , e até mesmo banir nossas angústias e tristezas!

Mas isto é assunto para a semana que vem, na terceira parte desta matéria!!! Se você não viu a primeira, clique aqui.

Até lá, bora exercitar nosso cérebro e nossas emoções ????

via Bicycling.com



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