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Blog Vou de Bike

Postado em 8 de dezembro por Eu Vou de Bike

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Cuidado com a bicicleta no topo do carro !

Uma das maneiras mais seguras de transportar a bicicleta no carro é em um bagageiro no topo do veículo. Mas isso não quer dizer que acidentes não podem ocorrer.

É sempre bom ficar esperto para que não aconteça o que pode ser visto abaixo. Ou seja, cuidado com a altura dos portões, viadutos e pontes quando a bicicleta estiver sobre o carro! :)

Segundo a normatização do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), o melhor modo de transportar sua bicicleta sobre quatro rodas é por meio da canaleta instalada sobre o carro.

Outro modo muito usado pelos ciclistas, o rack na traseira dos veículos, pode prejudicar a visão do motorista, obstruir a identificação da placa do carro e ainda exceder a largura do carro. Além disso, levar a bicicleta dentro do veículo pode ser bem perigoso. Saiba mais aqui!


Postado em 1 de dezembro por gugamachado

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Noções de ergonomia para a compra da bike

Bicicleta antiga

Assim como camas, cadeiras, mesas e vários outros objetos que adotamos em nossa rotina, a bicicleta também deve ser adaptada ao máximo ao nosso corpo para que ela seja usada de maneira mais eficiente e confortável. Isso se chama “ergonomia“, que nada mais é do que o “estudo científico das relações entre homem e máquina, visando a uma segurança e eficiência ideais no modo como um e outra interagem”.

Atualmente, as grandes lojas e hipermercados respondem pela maior parcela das vendas de bikes no Brasil, com uma grande variedade de modelos, principalmente os voltados ao transporte e ao lazer. Estes modelos, de uma forma geral, são mais simples em seus componentes e materiais de fabricação, tendo uma valor final mais acessível. Dependendo da proposta, podem servir tranquilamente como uma bicicleta para a pessoa entrar neste universo, fazendo “upgrades” com o passar do tempo.

O único problema é que, ao realizar a compra em magazines e hipermercados, dificilmente encontramos atendimento especializado, o que pode resultar em uma compra inadequada, trazendo sérias consequências ao praticante. Portanto, vamos dar abaixo algumas dicas para você comprar sua bike sem a ajuda de um atendente especilizado.

Os ângulos e as medidas dos diversos tubos de uma bicicleta influenciam diretamente sobre o seu comportamento. Então, uma vez decidido o tipo de bicicleta a ser comprado (se ela será uma mountain bike, uma speed, uma híbrida ou uma urbana), é preciso determinar o tamanho do quadro.

Apesar de não haver um procedimento padrão para estabelecer esta medida, a mais aceita e difundida é multiplicar a medida do nosso “cavalo” por 0,65. O resultado indicará o tamanho do quadro em centímetros. Para obter o cavalo, o ciclista deve ficar descalço, encostar-se numa parede e pressionar um bastão contra a zona do períneo; com uma fita métrica, medir a distância entre o solo e o cabo.

Não é uma operação muito simples encontrar quadros com medidas específicas. De uma maneira geral, podemos nos basear em nossa altura utilizando-se o seguinte quadro:

Outro ponto crítico que você deve levar em conta quando começar a pedalar é o selim (o banco, mas desde já você, futuro ciclista, deve-se acostumar com os nomes corretos dos componentes!).

Existem vários mitos com relação a este componente. Muitos ciclistas já passaram até por dormência genital, que é causada pela pressão que o selim exerce sobre os nervos genitais. Normalmente, este efeito é passageiro, como a simples dormência de um pé, mas deve ser evitado para não causar problemas maiores no futuro, como a dificuldade de ereção.

Use este checklist para evitar a dormência:

- O selim está muito longe do guidão? Se você precisa se inclinar excessivamente para alcançar o guidão, o bico do selim vai pressionar os nervos. Instale um avanço (componente que liga o quadro/garfo ao guidão da bike) menor para facilitar a pegada;

- O bico do selim está para cima ou para baixo? Bico levantando aumenta a pressão quando você se inclina para a frente. Se estiver apontado para baixo, você desliza para a parte mais estreita do selim. Este deve estar nivelado paralelamente ao solo;

- O selim está muito alto? Isso faz com que você pressione a genitália contra o selim para alcançar os pedais. Abaixe o selim até que seu calcanhar encoste ligeiramente no pedal em sua posição mais baixa;

- O selim é largo o suficiente para o suporte necessário? A porção traseira deve suportar seu osso isquiático – os ossos de sentar;

- O selim é muito macio? Um selim coberto por uma grossa camada de espuma ou gel não é a solução para o problema da dormência. Pelo contrário, exerce mais pressão na genitália;

- Seu selim está ultrapassado? Os mais modernos são desenhados para evitar a dormência;

- Você fica muito tempo sentado? Em longas pedaladas, você deve levantar-se periodicamente do selim e pedalar em pé por um minuto. Isso alivia a pressão e restaura a circulação. Essa técnica se faz mais essencialmente se não houver montanhas no percurso, em que geralmente o ciclista pedala de pé, ou se o ciclista usa guidões aerodinâmicos.

Com as dicas acima, você vai conseguir comprar uma bike muito mais adaptada ao seu corpo e, com isso, aproveitar melhor sua pedalada. Se tiver dúvidas, deixe nos comentários e tentaremos responder da melhor maneira possível!


Postado em 24 de novembro por Eu Vou de Bike

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Noções de primeiros socorros para ciclistas

Mesmo os ciclista mais experientes não estão livres de pequenos imprevistos durante o pedal. Uma queda, uma derrapada fora de hora ou até uma distração rápida podem causar acidentes de bicicleta.

Em um acidente, podemos sofrer apenas um arranhão ou podemos sofrer algo mais grave. Sabemos que em um acidente, a rapidez, o tipo e a qualidade do socorro prestado faz toda a diferença em como esta ocorrência afetará o envolvido. Nosso intuito então é fornecer algumas noções básicas de primeiros socorros, que podem ser utilizadas tanto num acidente em um local ermo, uma trilha, por exemplo, onde o socorro pode ter dificuldades em chegar, quanto na cidade.

A bicicleta é um veículo que depende do condutor para se manter estável, “desafiando a gravidade” o tempo todo, por assim dizer. Assim, o fato é que basta estar pedalando na rua para estar sujeito aos mais diferentes tipos de acidentes, graves ou não, e estes podem ser desde uma queda cinematográfica, divertida e inofensiva, digna de um vídeo no YouTube, até um acidente envolvendo um veículo automotor, ou mesmo uma picada de cobra em alguma trilha.

Tanto na situação mais simples quanto na mais complexa, o importante é sempre manter a calma para fazer o melhor julgamento possível da situação. Em áreas de cidade, por exemplo, o melhor a fazer em caso de acidente é isolar a área, procurar manter a imobilidade do acidentado e chamar por socorro o mais rápido possível.

Os acidentes mais comuns costumam ocorrer nas extremidades, seguidos de lesões na cabeça, face, abdomen ou tórax e pescoço. Mas os mais comuns mesmo são as escoriações, os famosos “ralados“, que podem ser superficiais ou mais profundos – e neste caso podem necessitar até de intervenções cirúrgicas de modo a previnir futuras cicatrizes traumáticas. As distensões, fraturas e luxações também são bastante comuns. Um dos ossos mais vulneráveis para o ciclista é a clavícula, sendo acompanhado de perto pelos braços, juntamente com os dedos das mãos.

Traumatismos cranianos ocorrem em até 50% dos casos de acidentes, sendo responsáveis por 60% dos óbitos. Ou seja, ciclistas que não usam capacete têm 14 vezes mais chances de sofrerem um acidente fatal do que aqueles que utilizam o equipamento de proteção, especialmente se você pratica ciclismo esportivo (mountain bike e derivados, e/ou ciclismo de estrada)

Portanto, em se tratando de acidentes, a melhor atitude ainda é a prevenção. E o ato de prevenir começa antes mesmo de pedalarmos. Em se tratando de ciclismo recreacional, principalmente trilhas ou caminhos pouco frequentados, o ideal é pedalar em no mínimo três ciclistas, pois em caso de acidente, um cuida da vítima e o outro vai em busca de socorro. O ideal também é só pedalar dentro de suas capacidades, respeitando seus limites físicos e técnicos.

Ainda antes de sair para pedalar, o ideal é que o ciclista informe a sua família seu intinerário, seja ele na trilha, estrada ou cidade, bem como seu provável horário de retorno e seus acompanhantes. Outra dica é o ciclista exibir seu tipo sanguíneo no capacete. Se você não souber, aproveite e pratique uma boa ação: basta doar sangue e buscar o exame para saber o tipo. Procure conhecer sempre seu trajeto antecipadamente, principalmente no caso de trilha. O ciclista deve procurar saber o nível técnico do percurso, a duração aproximada do pedal por trecho, o horário do por-do-sol (acredite: já vi vários colegas ficarem “em maus lençóis” por não se prepararem para a ausência de luz), bem como se o local tem sinal de telefonia celular e as possibilidades de socorro nas imediações.

Tenha também sempre a mão os números dos serviços de emergência e socorro. Em todas as cidades brasileiras com mais de 150.000 habitantes, o governo federal oferece o SAMU – O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, que pode ser acionado pelo telefone 192, atendendo a mais de 900 municípios brasileiros.

E de acordo com o artigo 135 do Código Penal Brasileiro, todos somos obrigados a prestar socorro às vítimas de acidentes ou males súbitos, sob pena de processo por omissão de socorro. A pena pode chegar até a um ano de detenção, e será aumentada se a omissão resultar em lesão corporal, chegando a triplicar em caso de morte. Ficam fora desta lei menores de 16 anos, gestantes a partir do terceiro mês de gravidez, e maiores de 65 anos.

Na maioria das vezes, socorrer implica em somente proteger e sinalizar o local do acidente e chamar ajuda especializada. Os ciclistas podem se beneficiar desta lei, pois, por exemplo, nós podemos acionar os serviços de emergência de uma rodovia, mesmo que o acidente tenha ocorrido fora dos domínios da estrada, se estivermos próximos da mesma.

A principal causa de morte pré-hospitalar é a falta de atendimento, e a segunda é o socorro inadequado. Os primeiros socorros são as providências que tomamos ainda no local do acidente, até a chegada do socorro especializado. O atendimento adequado é mais importante que a rapidez do atendimento, pois este, se não for executado a contento, pode gerar males piores e até sequelas posteriores. O ideal é que o acidentado esteja em um centro cirúrgico em no máximo 60 minutos após o acidente. E este período é chamado de “golden hour” (hora de ouro).

Na ocorrência de um acidente, basicamente, devemos:

1- Manter a calma e não fazer nada por instinto, pensando antes de executar. Devemos ainda confortar a vítima, sem mexer nela. Deve-se trabalhar com a máxima de que “toda a vítima de acidente possui lesão cervical até se provar o contrário”.
2- Sinalize e garanta a segurança do local do acidente para evitar outros acidentes.
3- A seguir, procure socorro, nunca abandonando o acidentado. Use o celular, pare algum veículo ou procure um telefone público.
4- Se estiver em grupo, controle a situação e distribua as tarefas para as outras pessoas: um sinaliza o local, outro conforta a vítima, outro procura ajuda.
5- Observe as reações do acidentado. Se ele se levantar sozinho e espontaneamente, isto é bom sinal.

Passo-a-passo para os primeiros socorros:

1- Verificar se a vitima está consciente ou não
2- Sinalizar e isolar o local do acidente
3- Checar os sinais vitais, tais como a respiração (use o dorso da mão para sentir), e pulso (encoste a mão no pescoço procurando sentir a pulsação)
4- Perguntar a vítima: onde dói, nome, onde reside, idade e telefone. Estas informações são importantíssimas, pois o estado de uma vítima é inversamente proporcional ao número de informações obtidas.
5- Observar atentamente as reações da vítima, procurando mantê-la longe do sol e do frio.

* Existem algumas ocasiões onde o acidentado deve ser removido imediatamente. Confira:

1- Quando não houver mais nada a fazer no local
2- Quando a remoção for essencial para a vida da vítima
3- Quando o local oferecer risco iminente para a vítima, p.ex; a vítima estar sob uma árvore prestes a cair.

O que fazer até a chegada do socorro:

Hemorragias:
Nesta urgência tudo depende do tamanho do corte. Em cortes pequenos com sangramento, podemos até improvisar pontos falsos com esparadrapo. Já para estancar uma hemorragia, o método mais eficaz é fazer compressão direta sobre a área, até com a própria roupa da vítima. Outro método é elevar o membro atingido, usando a gravidade a favor. Se não funcionar, a solução é improvisar um garrote ou torniquete, com um pedaço de tecido ou com uma fita de borracha (que pode ser uma cÂmara sobressalente, por exemplo), tomando o cuidado de liberar o fluxo sanguíneo por um minuto a cada quinze minutos.

Fraturas:
As fraturas mais comuns entre os ciclistas são as clavículas, braços e dedos das mãos. Jamais tente reduzir, isto é, alinhar um membro fraturado. O ideal é que o membro seja imobilizado, obedecendo os desvios causados pela fratura. Você pode improvisar uma tala com pedaços de madeira envoltos em tecido. E a vítima deve evitar movimentos.

Lesões na cabeça:
O ponto mais vulnerável do crânio são as têmporas, região localizada na lateral da cabeça, entre a orelha e os olhos. Traumas fortes na cabeça resultantes de quedas podem deixar a vítima inconsciente por alguns minutos ou até mesmo por várias horas e dias. Se bater a cabeça, mas estiver consciente, procure o quanto antes um hospital, principalmente se após o acidente o ciclista apresentar perda da consciência, confusão mental ou perda da memória, dor de cabeça, visão embaralhada, perda da audição e vômitos. Qualquer batida na cabeça não deve ser negligenciada. E nunca deixe a vítima dormir logo após um trauma na cabeça. Converse com ela procurando mantê-la consciente, até a chegada do socorro.

Desmaios:
Ao contrário da crença popular, os desmaios na verdade são positivos e significam perda de consciência do corpo como forma de defesa. Este estado pode durar de alguns segundos até uma hora inteira! E os motivos podem ser os mais variados, tais como: hipoglicemia (baixa quantidade de açucar no sangue), insolação (mais comum), cansaço e dores extremas (no caso de acidentes), estresse emocional, intoxicação ou qualquer situação onde ocorra uma rápida perda de sangue. A vítima deve ser deitada com a cabeça mais baixa do que o coração e os membros inferiores devem ser elevados em mais ou menos 30cm. Gire a cabeça da vítima para o lado, para que sua lingua não interrompa a passagem do ar na garganta. Afrouxe as roupas, umedeça a face e o pescoço da vítima com uma toalha e jamais dê líquidos para alguém inconsciente.

Dentes:
Em traumas frontais, é muito comum termos dentes lesionados, o que pode variar desde a quebra de um pedaço até a perda completa do elemento (avulsão). O importante é, sempre que possível, procurar o fragmento ou o dente inteiro, limpando-o e acondicionando-o em soro fisiológico, leite, ou até na própria saliva. No caso de avulsão, pode ser feito um reimplante, sendo que o sucesso deste será proporcional ao tempo em que o dente esteve fora da cavidade original. Se o dente afetado amolecer, porém não sair completamente de seu sítio de origem, mantenha-o no local com a lingua, desde que a vítima esteja consciente. Se não, às vezes é preferível retirá-lo para evitar a deglutição do mesmo, podendo com isto termos até um sufocamento. Com as técnicas atuais de reabilitação oral, a perda de um dente é facilmente suplantada. Os fragmentos também podem ser “colados” ao dente atingido posteriormente. Assim que possível, procure um cirurgião dentista para avaliar e conter o dano.

Olhos:
Os ferimentos mais comuns nos olhos são normalmente causados pela vegetação, por insetos e por pedras que são lançadas pelo ciclista que vai a frente. Não há muito que fazer no meio do mato, a não ser lavar os olhos com água limpa. Assim que possível, procure um oftamologista, para avaliar e conter o dano.

Kit de Primeiros Socorros

Ter a mão um kit de primeiros socorros pode fazer toda a diferença nos primeiros socorros. Veja, é importante observar que este kit se presta somente ao primeiro atendimento, até um socorro mais eficaz e completo poder ser prestado. Assim, seu telefone celular na maioria das vezes pode ser mais valioso que o kit. Você pode comprar um kit pronto na maioria das farmácias, que pode muito bem atender esta demanda. Só para informação, um kit básico deve conter:

- luvas descartáveis
- soro fisiológico
- água oxigenada
- água boricada (para lavagem ocular)
- éter e álcool (para limpeza)
- gaze e algodão
- rolo de esparadrapo
- fita do tipo microporo
- alfinetes de segurança, tesoura e pinça cirúrgica
- termômetro
- curativos do tipo “band-aid”
- loção de calamina (tipo “Caladryl”)
- comprimidos de analgésico, antitérmicos, contra indigestão, enjôos, cólicas e dores de barriga

Mais do que tudo, o fundamental é sempre pedalar equipado com capacete, luvas e óculos. O capacete reduz em até 85% as lesões da cabeça e em aproximadamente 65% os traumas no rosto e no nariz, desde que utilizado corretamente.  As luvas reduzem bastante as lesões superficiais das mãos, pois quando caímos normalmente elas são nosso primeiro ponto de apoio. Elas também ajudam a prevenir a compressão dos nervos. O uso de óculos protege contra eventuais pedras lançadas pela bike que vai a frente, vegetação e raios solares nocivos.

Telefones de Emergência

Bombeiros: 193
SAMU: 192
Polícia Militar: 190


Postado em 17 de novembro por gugamachado

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Capacetes podem ser menos eficazes do que pensamos…

Com este título polêmico, apresentamos aqui um estudo completo desenvolvido na Noruega, onde se concluiu que, apesar da utilização do capacete realmente diminuir os danos a cabeça em caso de queda, sua efetividade pode ser mais baixa do que pensamos.

Do recente livro “Bikenomics“, temos o seguinte comentário:

” Para alguns, os capacetes são extremamente importantes – uma questão de responsabilidade pessoal, e uma evidente consideração pelo que pode sair errado.  Para outros, os capacetes são uma distração dos fatores que realmente dão proteção aos ciclistas. Ademais, o enfoque nesta proteção de cabeça como síntese da segurança em bicicleta é uma forma sutil de se sugerir que pedalar é uma atividade anormalmente perigosa e que cabe, a cada um, decidir se irá se ferir ou não. Uma coisa que se sabe ao certo é que a imposição do uso capacete não só não aumenta a segurança de se pedalar, como reduz a segurança geral. Isto acontece pelo mecanismo da “segurança em números”. Evidências mostram que leis que tornam o capacete obrigatório fazem com que as pessoas desistam de pedalar, quer pela inconveniência do uso capacete ou pela mensagem velada de que pedalar é perigoso. Mas com certeza, exigir e focar exageradamente no capacete é uma barreira para a o uso da bicicleta, aumenta literalmente o custo da sua adoção e incute o temor por riscos improváveis, ao invés de enfatizar os benefícios. Sabe–se também que nos países mais seguros para se pedalar, ninguém usa capacete, a não ser quando se está curvado sobre uma bicicleta esportiva. E talvez seja esta a razão por que em países como Canadá, Austrália e os EUA enfoca–se tanto o seu uso – capacetes são parte de um aparato estético e cultural da bicicleta dentro do contexto esportivo, que é como a bicicleta ainda é grandemente vista por aqui.

Qualquer que seja a chave para a segurança na bicicleta, ela não está no capacete eu qualquer outra vestimenta de proteção – está sim, porém, no desenho, na velocidade e no uso que fazemos das ruas.”

Ótima reflexão, não é?

Segundo o pesquisador Rune Elvik, quando avaliamos o efeito do uso de capacetes em ferimentos na cabeça, face e pescoço, a redução do risco é de somente 33% quando se está utilizando o capacete no caso de um acidente, quase metade se comparado a um estudo anterior de 2001.

“Em termos de ferimentos na cabeça, há uma clara redução destes ferimentos quando as pessoas usam um capacete. Mas se olharmos para o pescoço e a nuca, podemos verificar que todos os estudos indicam um certo risco de lesão, mesmo quando usando um capacete “, diz ele, acrescentando que as lesões no pescoço/nuca geralmente não são tão graves como lesões na cabeça.”

“Alguém poderia pensar que os primeiros capacetes para bicicleta feitos eram menos eficazes do que os que são feitos hoje. Porém na verdade estamos vendo uma tendência oposta: tornou-se menos seguro usar um capacete ao longo dos anos, e que é surpreendente. “

Nós aqui do EVDB, mesmo com toda esta polêmica, somos a favor do uso do capacete, porém acreditamos na liberdade individual, desde que esta seja exercida com responsabilidade!

Leia o artigo original deste post aqui e veja o PDF do estudo aqui.


Postado em 10 de novembro por gugamachado

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Como pedalar com a sua família!

Pedalar em família é uma grande diversão . Trata-se de um tempo precioso juntos , desfrutando de ar fresco e fazendo exercício .

E por isso as ciclofaixas de lazer são um sucesso de público, chegando a ter mais de 150.000 frequentadores por domingo, em São Paulo!

E o segredo para que esta atividade funcione bem é, literalmente, “pensar pequeno”.

Você deve limitar a distância a percorrer não em quilômetros, e sim em tempo, procurando realizar seu passeio entre uma ou duas horas, incluindo as paradas. Foque no proveito que seus filhos terão no passeio, e não somente no ato de pedalar, ou seja, pense nesta atividade como um passeio com seus filhos onde a bicicleta é uma das atividades, e não a única (e se você não conseguir pensar e agir assim, melhor pedalar sozinho!)

Planeje parar constantemente! Se houver uma pequena praça ou um parque com equipamentos infantis no seu caminho, isto pode revigorar e entreter muito as crianças pequenas. Um agradável café, uma lanchonete ou bar pode ser ideal para famílias mais adultas. Inclusive você pode até planejar um piquenique durante seu trajeto!

Normalmente as crianças menores precisam de mais paciência com elas do que de muito entretenimento. E como o objetivo é passear e se divertir, lembre-se que na bicicleta você pode parar quando quiser. Então pare assim que perceber cansaço nelas, e procure pedalar em velocidade baixa, destacando para as crianças algo interessante nas paisagens do trajeto.

Se os seus filhos aproveitarem o passeio, você também vai aproveitar. Então procure agradá-los! Muitas vezes as crianças estão muito mais interessadas no sorvete que elas vão tomar do que no cenário agradável. Um passeio prejudicado pelo mau tempo pode ser salvo por uma guloseima surpresa em alguma padaria.

Planeje sempre a sua rota! 

Você pode pesquisar e planejar a rota de seu passeio em websites e guias impressos. Se puder, tenha também a mão um mapa impresso em grande escala. Assim você pode não apenas traçar a sua rota com antecedência, como também usar o mapa para eventuais atalhos. E, se alguém estiver ficando cansado, o mapa ajuda você a mostrar a localização do grupo e dizer: “Olha, estamos quase lá. O almoço é logo depois desta rua”!. Você pode obter estes mapas junto ao órgão de turismo de sua cidade, ou mesmo imprimí-los a partir de websites.

Mesmo com um bom mapa em mãos, se possível, conferira a rota sozinho pedalando-a de antemão. Assim você saberá o que esperar com um nível de detalhe que nenhum mapa ou guia vai te proporcionar. Desta forma você saberá previamente onde fica o café mais agradável, o parque mais interessante para um piquenique ou mesmo o local mais apropriado para uma parada estratégica. E este conhecimento pode ser inestimável.

Se não houver ciclovias ou ciclofaixas de lazer reservadas em sua cidade, procure sempre pedalar por ruas sem trânsito, mesmo que elas tornem seu percurso mais longo. Estas ruas não só favorecem sua segurança, como também são bem menos barulhentas do que as grandes vias, favorecendo inclusive a comunicação entre o grupo.

Rotas “off-road” são ideais quando os seus filhos já pedalam suas próprias bicicletas. Estes caminhos podem estar até mesmo dentro de parques de sua cidade, tornando o passeio bem rico e variado. Só evite as grandes subidas e descidas, que podem acarretar cansaço ou mesmo acidentes.

Seja qual for o caminho que você escolher, não superestime o quão rápido ou quão longe sua família pode pedalar. Calcule uma velocidade média de 8 a 13 km/h, e inclua as paradas em seu cálculo. De posse destas informações, você pode estimar sua rota em termos de distância, lembrando também de prestar atenção na altimetria (relevo: subidas e descidas) do trajeto. Lembre-se de sempre nivelar “para baixo” suas expectativas, para evitar problemas de cansaço e perda de interesse do grupo.

Preparação pré- viagem

“Vamos parar? Meu bumbum está doendo!” Você com certeza não quer ouvir isso. Portanto, inicialmente verifique se todos estão com as vestimentas adequadas, se possível com roupas técnicas de ciclismo, principalmente aquelas famigeradas bermudas de lycra com “almofada” entre as pernas, que ajudam em muito a diminuir o desconforto no bumbum. Verifique também a posição do ciclista sobre a bicicleta com relação ao guidão, pedias e selim. Veja aqui  mais informações sobre o assunto.

Certifique-se de que todas as bicicletas estão em bom estado de funcionamento, verificando-as pelo menos na noite anterior – ou mais cedo, para evitar surpresas desagradáveis. Verifique se os pneus estão inflados corretamente, se todos os parafusos das partes móveis (rodas, guidão, pedais e demais partes) estão bem apertados, e se os freios e as engrenagens funcionam bem. Se você deixar para fazer este “check list” antes de sair, as crianças certamente se cansarão e podem se rebelar, estragando assim o passeio.

Lembre-se também dos equipamentos de segurança individual, tais como capacete, óculos de proteção e luvas. E no caso de transporte de crianças em sua própria bicicleta através de “cadeirinhas” apropriadas, verifique se a mesma está bem presa e ajustada a altura e peso de seu filho.

Como ciclista mais forte e experiente, você deve carregar toda bagagem – desde as jaquetas e demais itens de vestuário, até o kit de ferramentas e itens do piquenique. Distribua bem sua bagagem, e se possível, tenha cestos ou alforges de fácil acesso instalado em sua bicicleta, evitando mochilas. Assim quem transporta a carga é a bicicleta, e não você.

Não saia de casa sem:

- Abundância de bebidas! Água em garrafas de bicicleta é sempre  melhor, pois além de matar a sede, ela também pode ser usada para lavar as mãos ou a arrefecer o rosto.

- Barras de cereais , frutas, biscoitos, e guloseimas sem muita gordura e de fácil digestão. Sanduíches de peito de peru e queijo divididos em pequenos pedaços são altamente recomendáveis!

- Camadas extras de roupas! Jaquetas do tipo “corta vento”, casacos impermeáveis, e calças são bem aceitáveis, pois as vezes as condições climáticas mudam de repente e podem nos pegar literalmente de “calças curtas”!

- Roupas sobressalentes sempre, principalmente para as crianças!

- Kit de ferramentas para manutenções rápidas, bomba de pneus, kit de reparos de furos e câmara de ar reserva. O ideal são aqueles “canivetes” próprios para bike.

- Kit de “primeiros socorros”. Band-Aids, creme anti-séptico, analgésicos, bronzeadores com alto fator de protetor solar, lenços umedecidos e demais medicações de uso constante.

- Telefone celular e, principalmente,

- Distrações para as crianças, por exemplo bola de tênis, e bonequinhos do tipo “action figure”.

E, acima de tudo, leve seu espírito esportivo e todo seu clima de diversão!


Postado em 3 de novembro por gugamachado

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Você Deixaria Sua Bicicleta Neste Paraciclo?

As necessidades de estacionamento de bicicletas estão crescendo, e com isto os fabricantes de paraciclos vem  intensificando o número de projetos.

O paraciclo Petal (pétala, em inglês) é um rack modular, com posicionamento vertical,  para instalações permanentes. As bicicletas são armazenados no modo semi-vertical, através de rampas e a roda traseira é apoiada na parte inferior para mantê-la no lugar.

O rack conforme montado como na foto acima ocupa uma área de 10 metros quadrados de espaço, e abriga até oito bicicletas, as quais ficam parcialmente cobertas e protegidas do tempo.

Ele pode ser rearranjado até ficar plano contra uma parede ou em um canto externo, e pode conter painéis solares para alimentar um estação de aluguel, por exemplo.

Ficamos na dúvida com relação a como “prender” as bicicletas, para evitar o furto, o que, aliás, tem sido um problema constante com o aumento do uso das bicicletas como meio de transporte.

Concluindo, este paraciclo tem um design bem interessante e versátil.

Veja mais aqui


Postado em 19 de outubro por Eu Vou de Bike

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A cidade fica mais colorida com bicicletas

Muito linda a animação criada para promover a exposição intinerante ‘Por Mi Ciudad En Bicicleta’. No vídeo de apenas um minuto, vemos que a cidade fica muito mais colorida quando deixamos o carro e usamos a bicicleta.

Assista abaixo:

A mostra ‘Por Mi Ciudad En Bicicleta‘ foi organizada no México e já passou por várias cidades do país. Ela é uma exposição fotográfica itinerante que vai adicionando fotos de ciclistas urbanos conforme as cidades vão sendo percorridas.

Além das fotos, a exposição também apresenta depoimentos de ciclistas urbanos e pessoas que usam a bicicleta como meio de transporte nos mais variados centros urbanos. Ótima iniciativa!

Apesar de estarem inativos desde 2015, a espera de renovação de apoiadores, decidimos relembrar este post para colorir nossas ruas em tempos tão difíceis…

>> Saiba mais sobre o ‘Por Mi Ciudad En Bicicleta

 


Postado em 13 de outubro por Eu Vou de Bike

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Bicicleta para queimar as calorias


Ciclistas em Amsterdã, no Flickr Amsterdamize

A “Folha de S. Paulo” publicou recentemente um artigo traduzido do “The New York Times” que aponta que andar de bicicleta ajuda a evitar ganho de peso em mulheres.

O artigo, que cita um estudo publicado no “Archives of Internal Medicine“, mostra que “mulheres que aumentaram atividades físicas como caminhada rápida e andar de bicicleta em 30 minutos por dia durante período de 16 anos mantiveram seu peso e até perderam alguns quilos, mas aquelas cujo exercício era caminhada lenta não perderam nenhum peso. As mulheres que reduziram seu tempo de bicicleta de mais de 15 minutos por dia para menos de 15 minutos ganharam cerca de 2 kg, em média”.

Para quem, assim como nós, já pedala com certa frequência, os resultados do estudo parecem ser óbvios. Além do ciclismo esportivo e de competição, o pedal de lazer ou de transporte também são atividades aeróbicas que queimam muitas calorias e ainda fortalecem os músculos das pernas. Mas mesmo assim, é muito interessante que dois jornais de enorme circulação (NYT e Folha) reproduzam para um público maior os benefícios do pedal!

E aproveitando que estamos falando de saúde, manutenção de peso e queima de calorias, você já procurou saber quantas galorias gasta durante uma pedalada rotineira? O Eu Vou de Bike tem uma calculadora que mostra os ganhos na saúde e também a economia de dinheiro com combustível e o CO2 que você deixa de soltar na atmosfera ao trocar o carro pela bicicleta. Calcule!

- Via Folha de S. Paulo


Postado em 6 de outubro por Eu Vou de Bike

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A alegria de uma criança na bicicleta

Aproveitamos que estamos nos aproximando da semana do Dia das Crianças para trazer um vídeo que mostra exatamente o que significa a bicicleta para uma criança.

O  vídeo traz imagens gravadas por uma câmera no capacete do jovem Malcolm, de apenas quatro anos, em uma descida de mountain bike. Malcom segue seu pai pelo percurso e é possível ouvir sua alegria ao passar pelos obstáculos.

Uma ótima maneira de passar um domingo com o filho, não é? Assista ao vídeo abaixo!

Ficou inspirado e quer dar uma bicicleta para seu pequeno no Dia das Crianças? Então veja algumas dicas aqui neste post para que a experiência do aspirante a ciclista seja inesquecível!

- Via TreeHugger


Postado em 29 de setembro por gugamachado

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Shimano Fest consolida-se como evento da bicicleta em São Paulo!

Competições de alto nível, exposição com as novidades do mercado, shows de rock e atrações para toda a família marcam o Shimano Fest, prestigiado por 20.500 pessoas

 

O frio e a chuva na capital paulistana não impediram os amantes do esporte de acompanharem o último dia do Shimano Fest, maior festival de bike da América Latina, que reuniu 20.500 pessoas em quatro dias, no Jockey Club de São Paulo. No domingo (25), foram definidos os campeões das principais provas do Bike Competition. No MTB Short Track, prova válida pela UCI (União Ciclística Internacional), levaram o título o paulistano Luiz Cocuzzi (Lar/Scott/Shimano) e a mineira Isabella Lacerda (LM/Sense de MTB). No Criterium por Pontos, Robertinho Silva e Daniela Lionço, ambos da Funvic Soul Cycles & Carrefour, garantiram a dobradinha para a equipe de São José dos Campos.

Luiz Cocuzzi fez uma disputa emocionante com Rubinho Valeriano (Specialized Racing BR), alternando a liderança por boa parte das 11 voltas no circuito de 1,1 km, construído no entorno das demais arenas do evento, até vencer o MTB Short Track na última curva. Ricardo Pscheidt (Trek/Shimano), Wolfgang Soares (Caloi Elite Team) e José Gabriel Marques (Audax/Shimano) completaram as cinco primeiras colocações.

“Ganhar uma prova na minha cidade e no evento da Shimano, minha patrocinadora, é muito bom, porque competi na frente de muita gente que conheço e recebi todo apoio necessário. Foi muito gratificante”, comemorou Luiz Cocuzzi. “Foi uma prova muito intensa e rápida, como é a característica do Short Track. Tentei me poupar ao máximo e mudei minha estratégia para levar na última volta no sprint. Errei na penúltima curva e foi nos metros finais que foi definida a vitória. Entrei por dentro e o Rubinho abriu. Quando percebi, já não havia mais como ele me ultrapassar”, complementou o atleta paulistano.

Entre as mulheres, Isabella Lacerda dominou do começo ao fim. Assim como 2015, a mineira de Itaúna não deu chance para as rivais e completou as oito voltas com cerca de um minuto de folga para Danilas Ferreira (FEAC/Franca). Sofia Subtil (Audax/Shimano), Aline Simões (Focus XC Team Brasil) e Amanda Vieira (MTB Quatro), que completaram o pódio. “Estou muito feliz. Ano passado o Shimano Fest foi um show aqui em São Paulo. Desta vez, foi melhor ainda. Gostei demais da pista, bem técnica. Me diverti fazendo o que eu gosto. Não tem coisa melhor do que isso, ser campeã e garantir o bicampeonato consecutivo”, vibrou Isabella.

 

“Terei mais duas provas pela frente na temporada, a Brasil Ride, na Bahia, e a final da Copa Internacional de MTB, em Congonhas (MG)”, contou Isabella. “Competir no meio de São Paulo é bem legal. Muito diferente do que estamos acostumados, em lugares mais afastados dos grandes centros urbanos, algo normal no Cross Country. Um público muito grande esteve aqui. Vim para o evento de bicicleta. Nunca imaginaria pedalar pela maior cidade do Brasil antes de competir, como fiz hoje do hotel para cá. Algo impagável”, concluiu a atual campeã brasileira de Maratona MTB.

Criterium por Pontos – Enquanto os atletas do mountain bike disputaram as finais no período da tarde, de manhã os ciclistas de estrada tomaram conta da av. Lineu de Paula Machada, em frente ao Jockey Club. Entre os profissionais, a equipe de São José dos Campos foi o principal destaque, com a dobradinha feita por Robertinho Silva e Francisco Chamorro. Joel Prado (Green/Piracicaba), Gideoni Monteiro (Memorial Santos) e Emerson Santos (UFF) completaram o pódio.

“Definimos que sempre que o pelotão atacasse, Chamorro e eu iríamos fazer o máximo para abrir vantagem e assim garantir as pontuações de metas volantes. Deu tudo certo. Nossa equipe trabalhou muito bem”, relatou o campeão. “Toda vez que vinha o pelotão, na maioria das vezes nós dois fechávamos a volta na frente e me sagrei campeão desta forma, com meu companheiro em segundo. Gostaria de agradecer todos da Funvic Soul Cycles & Carrefour e especialmente minha esposa, aniversariante da semana”, completou Robertinho.

No feminino, Daniela Lionço venceu mais uma vez na avenida do Jockey, após faturar a Prova 9 de Julho há pouco mais de dois meses. Apesar de ter trabalhado para sua companheira Tatiele Valadares, o título ficou com Daniela após vencer a última meta volante, a mais importante entre oito voltas pontuadas. “Nosso objetivo era garantir o título para a Tatiele, nossa atleta com características de sprint. No meio da corrida perdemos o controle e mudamos a estratégia. Fizemos vários contra-ataques de sprints e deu muito certo”, contou. “Este é meu circuito da sorte. Só quero correr aqui. Estou muito feliz. Passei o sábado todo no Shimano Fest dando entrevistas e visitando os patrocinadores, sem focar na prova, então deixei na mão do destino e deu certo”, comemorou.

Desafio técnico - No Desafio Técnico, organizado pela Escola Park Tool, o melhor entre 12 mecânicos foi Marcos Thiago Bustamante (Gamaia Esportes), de São José dos Campos. Marcos venceu a competição ao regular o Di2 do Ultegra Shimano em menor tempo, usando um aplicativo no computador que regula o câmbio eletrônico. “Bem emocionante. Foi difícil e meus concorrentes eram bons. É diferente fazer na oficina, porque aqui tem tensão e a briga é contra o tempo. O maior inimigo somos nós mesmos. Você sabe que é capaz, mas tem que controlar a ansiedade”, avaliou Marcos. “É bem gratificante. O ferramental que ganhei (kit de ferramentas Park Tool) será muito útil. Me ajudará muito e também minha família”, finalizou o mecânico de 32 anos, que trabalha na área há 18 anos.

Demais atrações – O último dia do maior festival de bike da América Latina reservou ainda uma vasta programação para os amantes do ciclismo. Além das competições, atividades não faltaram, com o Bike Kids e o Bike Radical repetindo a dose nas atrações. No Espaço Mulher, a palestra com Vânia Xavier, sobre o “A Bike e o Empoderamento feminino” e “Dicas de mecânica básica para Mulher”, da Ciclo BR, foram os destaques, com mais aulas de bike da Ride State, em dois períodos.

A programação do Bike Mobility seguiu com palestras e debates sobre mobilidade urbana, com temas como Segurança no Trânsito, entre outros. No Bike Show, foi a vez de “Caio Durazzo One Man Band” apresentar seu trabalho no meio da tarde e o grupo “Kid Vinil & banda Magazine” encerrar as atividades do evento logo em seguida, animando um bom público até o final da tarde domingo. Ainda no domingo, o show de Taiko do Grupo Kiendaiko deu aos presentes uma ótima amostra da cultura oriental.

No início da tarde, foi feita uma homenagem ao ultraciclista Claudio Clarindo, que morreu atropelado em janeiro deste ano quando treinava na Rio-Santos. Foi mostrado um vídeo de Clarindo em uma competição e sua esposa, Elisabete Pereira, o filho João Vitor, e Jacó Amorim, ciclista que treinava com Clarindo no momento do acidente e que sofreu ferimentos graves, agradeceram a homenagem e o apoio recebido após o acidente.

Doutores da Alegria – A ONG Doutores da Alegria comemorou seus 25 anos de fundação com o Bobociclismo, um divertido passeio ciclístico de 2 km liderado pelos artistas que atuam nos hospitais de São Paulo utilizando a arte do palhaço para qualificar as relações humanas. Mais de 200 pessoas participaram da atração, que garantiu a diversão ao público. Após o passeio, foi realizada uma intervenção artística com os palhaços no Espaço Kids.

Lojas lotadas – Além da área da Expo, com 74 estandes, a sétima edição do Shimano Fest trouxe uma novidade: logo na entrada o visitante passava pela área de lojas, com 44 marcas, com vendas ao consumidor de produtos ligados ao mercado da bike. Neste final de semana, as lojas receberam um grande público e ficaram lotadas durante o tempo todo.

Outro espaço muito elogiado do Shimano Fest foi a praça de alimentação, com 20 food trucks e 6 food bikes, com opções variadas de lanches, sorvetes e doces.

O resultado do Shimano Fest, tanto na presença de público, quanto nos negócios feitos pelos expositores, foi comemorado pelos organizadores do evento.”A sétima edição superou todas as nossas expectativas. Mesmo com o tempo nublado no final de semana e chuva no domingo um grande público compareceu ao Jockey Club, lotando todos os estandes, lojas e área de alimentação. Conseguimos confirmar o conceito de que fizemos o evento para as famílias. Nos dois primeiros dias, tivemos lojistas de todas as partes do Brasil conferindo as novidades do mercado e nossos expositores fizeram ótimos negócios e contatos”, avaliou Rogério Tancredi, gerente de marketing da Shimano Latino América.

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Pódios elite do MTB Short Track

Masculino

1 – Luiz Cocuzzi – 31min55seg697

2 – Rubens Valeriano – 31min56seg383

3 – Ricardo Pscheidt – 32min06seg950

4 – Wolfgang Soares – 32min08seg963

5 – José Gabriel Marques – 32min14seg739

Feminino

1 – Isabella Lacerda – 26min20seg789

2 – Danilas Ferreira – 27min15seg831

3 – Sofia Subtil – 27min36seg748

4 – Aline Simões – 28min42seg360

5 – Amanda Vieira – 28min58seg817

Pódios pró do Criterium por Pontos 

Masculino

1 – Roberto Silva (Funvic Soul Cycles & Carrefour) – 14 pontos

2 – Francisco Chamorro (Funvic Soul Cycles & Carrefour) – 12 pontos

3 – Joel Prado (Green/Piracicaba) – 9 pontos

4 – Gideoni Monteiro (Memorial Santos) – 7 pontos

5 – Emerson Santos (UFF) – 7 pontos

Feminino

1 – Daniela Lionço (Funvic Soul Cycles & Carrefour) – 10 pontos

2 – Thayná Araujo (Memorial Santos) 9 pontos

3 – Tatiele Valadares (Funvic Soul Cycles & Carrefour) – 8 pontos

4 – Mech Fadiga (Weber Shimano Ladies Power) – 8 pontos

5 – Caterin Previley (Weber Shimano Ladies Power) – 6 pontos



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