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Blog Vou de Bike

Postado em 5 de março por Eu Vou de Bike

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Dicas para pedalar com o cachorro

Essa dica vai para quem pretende ou gosta de pedalar com o cachorro. É muito comum ver em parques e ruas da cidade alguns ciclistas que aproveitam o passeio diário de bicicleta para levar seus cães para passear. Isso pode ser muito saudável, mas também pode ser prejudicial para o animal e até colocar em risco o ciclista.

Normalmente, o ciclista que leva o cachorro para passear simplesmente amarra a coleira em alguma parte do guidão e sai pedalando. Essa não é a melhor postura. Uma virada brusca no guidão para desviar de algum objeto, por exemplo, pode puxar o cão com muita força para o lado e até lesionar o pescoço do animal.

No mesmo sentido, se o cão for grande e forte e resolver disparar atrás de algum outro animal, por exemplo, é capaz de desequilibrar a bicicleta e derrubar o ciclista.

Uma boa dica para levar cães de todos os tamanhos nos passeios de bicicleta é o Springer Dog Exerciser, uma barra que é colocada na parte traseira da bicicleta, onde há muito mais estabilidade, com uma mola e uma haste flexível para segurar a coleira do cachorro, dando mais liberdade para o animal e evitando qualquer impacto do cão com as partes mecânicas da bicicleta.

Veja no vídeo abaixo como funciona:

O Springer Dog Exerciser é vendido pela internet por US$ 99 no site do fabricante. Uma ótima opção para quem gosta de pedalar com cães.

E uma última dica, talvez a mais importante de todas: você deve sempre se lembrar que o cachorro tem um ritmo diferente do humano, e pode se cansar muito mais rápido. Evite pedalar com cães de pequeno e médio porte, e modere na velocidade do pedal. Cuide bem do seu animal! :)


Postado em 26 de fevereiro por gugamachado

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Cicloturismo 3 – Preparando a Bicicleta

Bom, nesta altura já temos nossa decisão tomada quanto a viagem, nosso roteiro escolhido, e agora falta prepararmos nossa bike, além de nos prepararmos também.

Começando pela preparação da bike, encontramos o primeiro grande paradoxo. Por mais modernas e sofisticadas que as bicicletas estejam hoje em dia, nossa preferência será por bicicletas as mais simples possíveis, e acima de tudo, bem confortáveis.

Porquê mais simples? Imagine o cenário: você com sua super bike “full suspension”, com freio a disco hidráulico, fazendo uma viagem pelo interiorzão do Brasil, e de repente, seu freio quebra, ou pior, seu quadro trinca. Já pensou o perrengue?

Partindo desta imagem mental, nossas bikes precisam ter componentes robustos, mais simples e de fácil substituição, ou até adaptação. Se você observar, a maioria das bicicletas de cicloturismo comercializadas possuem freios no tipo “cant-lever” ou “v-brake”, robustos e de fácil manutenção.

E os quadros costumam ser de aço, de cromo, ou de alguma liga fácil de ser reparada com uma simples solda. Ou seja, a idéia é que ganhemos o máximo de auto-suficiência mecânica possível, a ponto de um reparo poder ser feito por nós mesmos, ou até por um mecânico não especializado em bicicletas.

Falando em quadros, pedalar algumas horas numa bicicleta desadaptada ao nosso biotipo é uma coisa. Porém, viajar com ela é outra completamente diferente. Portanto, o ideal é que sua bike esteja revisada e ajustada para você. Veja mais dicas de como ajustar sua bicicleta aqui e aqui.

Além do quadro e ergonomia, alguns itens que devemos observar na bicicleta são:

- Com relação a transmissão, procure um grupo resistente, porém não muito sofisticado. Um exemplo seria a linha Altus ou Acera, da Shimano, que são grupos de gama inicial, porém bem resistentes. O número de marchas também não é fundamental e depende muito da altimetria do trajeto escolhido. Normalmente um grupo com 21 marchas bem escalonadas com uma boa relação leve (para subidas) e pesada (para decidas e grandes retas) funciona muito bem. Procure conversar bem com o seu lojista e evite os exageros.

- Falando do selim, procure um que seja o mais confortável possível. Porém, isto não quer dizer que tenhamos que utilizar aqueles selins iguais ao “sofá de casa”, pois um selim grande prejudica o movimento das nádegas na pedalada e incomoda muito a região interna da coxa, raspando o tempo todo. Ah, e o principal: nunca saia para uma viagem longa sem antes utilizar o selim em viagens mais curtas, seguindo as dicas que adaptação que já demos por aqui

- Utilize cubos e movimento central selados, pois estes  praticamente não requerem manutenção. Se suas viagens incluem lama, areia e água – e quase todas incluem – estes equipamentos são fundamentais para que você não fique na estrada…

- Quanto aos freios, eles tem que ser o mais simples possível, do tipo v-brake ou cant-lever, porém o mais eficaz possível, pois quanto menos força para acionar o manete você tiver na mão, mais importante será este investimento. Frear uma bicicleta carregada é bem diferente que frear ela vazia. E este equipamento costuma ser bem exigido, daí também a necessidade de fácil manutenção, no caso de algum defeito.

- Não é item necessário, porém se suas rodas e seu canote de selim forem equipados com sistema de blocagem rápida, sua vida será muito mais fácil. Este sistema não costuma custar caro, e facilita muito as operações de montagem e desmontagem da bicicleta para transportá-la em carros ou ônibus, algo muito comum no cicloturismo. Este sistema também facilita muito na hora de remendar os quase inevitáveis furos de pneus.

- Falando nisto, uma mala ou case para transporte da bicicleta é fundamental se você for realizar trechos da viagem de ônibus ou avião. Ela protege a bicicleta e diminui os problemas para embarque em ônibus e metro. É importante que seja leve, pois durante a viagem de bicicleta ela será praticamente um peso morto.

- Para o controle de sua viagem, um ciclocomputador é fundamental para medir distância total e parcial, além da velocidade, pois muitas vezes estes podem ser nossos indicadores de que estamos no caminho certo. Hoje em dia eles podem ser muito bem substituidos por GPS ou Smartphones, porém, estes últimos costumam exigir muita bateria, coisa complicada em um cicloturismo. Aqui é mais um caso onde a simplicidade deve falar mais alto que a modernidade.

- Vamos falar agora de uma questão fundamental quando fazemos um cicloturismo, que é o transporte de nossa carga, através de mochilas, alforges e bagageiros. As mochilas devem ser nossa última opção, pois elas permitem o transporte de uma quantidade muito limitada de bagagem, além de forçarem demais nossas costas. Se o espaço permitir, tenha a mão uma mochila de “ataque”, somente para levar bagagem para uma caminhada ou uma visita a algum sítio onde o deslocamento seja feito a pé.

- Os bagageiros da bike devem ser bem reforçados, evitando-se os de alumínio, e devendo ser instalados no quadro, porém mantendo a roda livre para facilitar a manutenção. A maioria dos quadros atuais prevêm a instalação de bagageiros, e possuem a furação para tal, na traseira da bicicleta. Porém, se for levar muita bagagem, pode-se optar pela instalação também de um bagageiro dianteiro, não muito comum, mas de muita utilidade, pois este contribui até na estabilidade da bike, sempre respeitando a proporção de mais peso na traseira, e menos peso na dianteira, algo como 2/3 para 1/3.

- Já os alforjes que vão ocupar estes bagageiros são um capítulo a parte. Eles possuem diversos tipos e modelos, e o ideal é que tenhamos referências com outros ciclistas, através de fóruns e “bate-papos”, pois neste caso a experiência prévia conta muito. Uma coisa fundamental é que o material seja bem resistente e o menos permeável possível. Algo do tipo “nylon cordura”, por exemplo. O ideal é que eles facilitem o acesso o máximo possível, com a abertura do tipo “boca”, em velcro reforçado para facilitar o manuseio.Os zíperes também são bem vindos. Procure adquirir um alforje não muito grande e desengonçado, nem muito pequeno, e de preferência com muitos bolsos. A fixação deste no bagageiro também deve ser muito facilitada, pois costumamos remover e colocar muito os alforjes em viagens, até por uma questão de segurança. Procure também protege-los com capas anti-chuva. A maioria dos alforjes costuma ter este acessório disponível.

Se for pegar algum trecho noturno, o ideal é ter um bom sistema de iluminação instalado na bicicleta, que consiste em uma ou duas lanternas (fortes) com luz branca na dianteira (se possível tenha ao menos uma removível, que pode ser utilizada como lanterna) e sinalizadores em vermelho na traseira. Opte também por ter o mesmo sistema no capacete.

No mais, se preocupe com os itens de segurança obrigatórios, tais como reflexivos nos pedais e nas rodas, espelho retrovisor e buzina (do tipo campainha). O apoio de pé (pezinho) não é item obrigatório, porém auxilia bastante nas paradas frequentes e costumeiras durante as viagens. Certifique-se de que ele é robusto o suficiente para aguentar o peso não só da sua bike, como também de sua bagagem. Atualmente é possível encontrar também modelos do tipo “cavalete”, melhores e mais estáveis que os tradicionais pezinhos.

Boas pedaladas


Postado em 18 de fevereiro por gugamachado

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Cicloturismo 2: Planejando Tudo!

Continuando nossa série sobre cicloturismo, decidimos dividir o assunto “planejamento” da seguinte maneira:

- onde viajar;

- como viajar (incluindo preparação da bicicleta);

- o quê levar na viagem.

Como qualquer viagem convencional, um planejamento bem feito é fator determinante no sucesso de nossa empreitada.

No caso da bicicleta, é primordial que o roteiro escolhido seja compatível com a sua forma física. E aqui não entra só o condicionamento físico não!

De nada adianta ser capaz de correr uma maratona inteira se você não está adaptado a ficar mais de três horas pedalando, sentado no selim. Conheço muitas situações onde sobrou fôlego, mas faltaram pernas e bumbum, sé é que vocês me entendem…

Então o ideal é escolher um roteiro inicial com no máximo 200 kms, para ser feito em dois dias (sem contar a volta, ou seja, pedalar uma média de 100 kms por dia) e sem uma altimetria muito severa, ou seja, sem grandes subidas. E mesmo assim, devemos nos preparar para passar um bom tempo “em cima” da bike. Uma maneira de se fazer isto é aumentar o tempo de nossos passeios recreativos, gradativamente.

Se você hoje está adaptado a pedalar uma hora direto, aumente seu próximo passeio em 20% de tempo,  e assim gradativamente, até poder pedalar de duas a duas horas e meia sem intervalos.

Voltando a seleção do trajeto, o ideal é verificar as condições da estrada, se esta possui uma via alternativa/viscinal, dando preferência sempre aos caminhos mais “calmos”, isto é, com menos veículos automotores, nem que isto signifique um aumento no seu trajeto. Verifique também as condições climáticas do período/local em que pretende pedalar. Lembre-se que chuva e vento podem atrapalhar e muito a sua aventura!

É bom verificar e elencar prováveis pontos de apoio, tais como postos de combustíveis, restaurantes, postos policiais, hospitais, hotéis e pousadas, bem como bicicletarias disponíveis.

Procure sempre viajar em grupo (no mínimo em dupla) e deixe seus familiares bem cientes de suas metas de percurso, fazendo uma espécie de “check in” com eles a cada etapa atingida.

Informe-se também previamente sobre o seu trajeto com outros cicloturistas. No Brasil, esta é uma comunidade bem ampla e colaborativa. Você pode achar boas informações nos seguintes sites:

- Clube do Cicloturismo

- Cicloturista

- Onde Pedalar

No Brasil existem várias agências que operam roteiros de cicloturismo, com roteiros para os mais variados bolsos e gostos. Esta também é uma forma bem interessante de se viajar pois, dependendo do apoio, não há necessidade de se preocupar com a infra-estrutura (como carregar bagagens pesadas, selecionar hotéis e pontos de alimentação), ficando nossa atenção e prazer focadas totalmente no trajeto. Uma outra vantagem é no caso de uma viagem mais distante podermos levar nossos familiares que não pedalam, pois estes serão transportados e apoiados pela agência, também usufruindo da viagem conjuntamente, fazendo passeios e programas em comum nas noites.

Você encontra alguns exemplos de agências de cicloturismo aqui.

E aí? Já está preparando os alforges? Nos próximos posts trataremos do preparo da bike/ ciclista, bem como do quê levar.


Postado em 11 de fevereiro por gugamachado

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Cicloturismo: Um Dia Você Ainda Vai Fazer!

Interior do Marrocos, por Fábio Samori

 

Por definição wikipediana, o cicloturismo é uma forma de turismo que consiste em viajar utilizando como meio de transporte uma bicicleta. É uma maneira muito saudáveleconômica e ecológica de se fazer turismo.

Viajar de bicicleta é incrível, uma experiência única. Primeiramente, a velocidade de tudo é bem menor, e com isto o caminho do ponto A até o ponto B deixa de ser um simples meio, e passa a ser um fim, ou seja, durante a pedalada do percurso nós vamos sentindo o cheiro das coisas, vamos conhecendo gente e lugares que normalmente não interagimos por meios motorizados, além da economia e do exemplo que promovemos. As vezes a experiência de se realizar o percurso é mais rica do que atingir o destino em si.
Se comparado a Europa, o Brasil ainda é iniciante nesta prática, porém estamos avançando a passos rápidos.

Para se iniciar nesta que pode ser considerada uma verdadeira arte, obviamente são necessárias várias providências, que vão desde a escolha do destino, procurando iniciar por algo mais simples e de preferência com algum apoio, até a melhora do condicionamento físico, passando pela adaptação da bicicleta, que deve ter algumas características particulares.

Como o tema é muito extenso, vamos iniciar uma série que dará dicas que vão abranger desde a preparação até o equipamento recomendado. Que tal?

Vamos ciclo viajar?

Postado em 5 de fevereiro por gugamachado

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Conheça o Bike Tour SP !

Que tal uma pedalada guiada em roteiros muito legais na cidade de São Paulo? E o melhor de tudo: de maneira gratuita?

É disto que se trata o Bike Tour SP!

Ele acontece a partir de um grupo com 10 pessoas que vai pedalando acompanhado por dois monitores e equipados com um sistema de áudio acoplado ao capacete – o Audiotour. Por meio do Audiotour, os participantes escutam informações e curiosidades sobre os pontos turísticos visitados, nos idiomas Português e Inglês. O percurso tem duração média de 1h15. Bicicletas, coletes e equipamentos de segurança são fornecidos pelo projeto.

Criado pelos irmãos André e Daniel Moral, paulistanos e apaixonados pela bicicleta e por São Paulo, a ideia nasceu após uma viagem realizada por André a Espanha há 16 anos onde, ao visitar alguns museus, conheceu a ferramenta do audiotour. “Durante as visitas, ouvia o audiotour e pensava: nossa que coisa fantástica; eu posso usar isto nas ruas da cidade para apresentar as obras de arquitetura”, conta André, que é arquiteto.

Atualmente, o projeto conta com 4 roteiros: Centro Histórico, Av. Paulista, Parque Ibirapuera e Faria Lima.

Já passaram pelo Bike Tour SP mais de 8.000 pessoas de todos os lugares do mundo, mas a maioria, por incrível que pareça, são paulistanos.

Para participar, basta fazer a inscrição gratuita no site biketoursp.com.br e levar 2kg de alimento não perecível, que será doado ao NABEM (Núcleo Assistencial Bezerra de Menezes). Crianças podem participar acompanhadas dos responsáveis. A partir de 12 anos, fazem o passeio nas bikes infantis. Crianças de 1 até 5 anos (com até 21kg), usam a cadeirinha instalada na bicicleta de adulto. Os passeios das rotas Av. Paulista e Centro Histórico acontecem aos domingos e a rota Parque Ibirapuera  e Faria Lima aos sábados, todas com cinco saídas diárias: 9h, 10h30, 12h, 13h30 e 15h.

E agora a grande novidade na rota Paulista, o Trenzinho Bike Tour SP e a Hand Bike, para participantes com necessidades especiais. Idosos e deficientes físicos agora podem conhecer São Paulo (através do audiotour) pedalando.

Em breve entrevista com o André Moral por aqui!


Postado em 3 de fevereiro por leandro

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Dicas para pedalar de calça

Já falamos aqui sobre o “Cycle Chic“, aquele movimento que defende o uso de roupas “normais” para pedalar. Mas pedalar de calça pode parecer meio estranho e o Marcelo Lima perguntou no Twitter do @euvoudebike se há alguma dica para pedalar de calça sem manchar com a sujeira da corrente?

Bom, pedalar de calça é possível, mas um pouco mais complicado. Além do problema de sujar a calça, você deve tomar muito cuidado para a sua roupa não enroscar na transmissão, o que pode rasgar o jeans e ainda causar um acidente.

Uma maneira simples de evitar o contato do tecido com a transmissão é dobrar em camadas a perna direita da calça até a altura de um palmo antes do joelho. Para pequenos trechos, esta conduta costuma resolver bem.

Deve-se tomar um cuidado especial com a perna direita, que é a que mais sofre, pois na maioria dos casos fica quase diretamente em contato com a transmissão da bike. Veja na foto abaixo como funciona bem essa técnica.


Home atravessa a Brooklyn Bridge, em Nova York, pedalando com a calça jeans dobrada

Na impossibilidade de trocar de roupa no local de seu destino, você pode usar um acessório composto por pequenas tiras de velcro (se possível até reflexivas, que ajudam na sinalização do ciclista) que prendem as calças na canela.

Com essas tiras de velcro (ou elásticos) as pernas da calça ficam bem enroladas e justas ao corpo, evitando a chance de contato com a transmissão.

Pedalando de calça jeans
Ciclistas usam tiras de velcro para prender calça na canela (fotos aqui e aqui

Se sua calça for muito justa para ser dobrada ou se você não quiser deixar sua perna à mostra, anida há uma última técnica que pode ser usada. Pode parecer uma “gambiarra”, mas colocar a calça para dentro da meia funciona e evita que o tecido encoste na graxa.

Não é o estilo mais bonito de se pedalar, mas evita dor de cabeça na hora de lavar a roupa e ainda evita acidentes. Lembre-se que uma calça enroscada na transmissão não é boa notícia para o ciclista!

Bike calça sob a meia
Na falta de um elástico próprio, colocar a calça sob a meia pode ajudar!

Além disso, existem calças (não jeans) que têm a possibilidade de serem convertidas em bermudas, retirando-se as pernas da calça por meio de ziper. No geral, elas são bem práticas pois são de tecidos resistentes e de secagem rápida, ocupando pouco espaço na bagagem. Para maiores deslocamentos, como viagens de bike (cicloturismo), elas são bastante recomendadas porque também protegem do frio.

Vale lembrar que algumas bikes mais voltadas ao transporte geralmente vêm com um protetor de corrente de fábrica, que é uma espécie de capa que cobre quase toda a transmissão, evitando o contato da perna do ciclista com a corrente (veja foto abaixo). Dependendo do modelo de sua bike, este acessório pode ser instalado separadamente.

Protetor de correia bicicleta
Bike com protetor de corrente para evitar contato com a perna

E você? Tem alguma dúvida ou precisa de alguma dica sobre bicicletas? Deixe um comentário aqui ou fale com a gente lá no Twitter!


Postado em 29 de janeiro por gugamachado

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As ciclovias são só para bicicletas?

Recentemente a Prefeitura Municipal de São Paulo liberou o transito nas ciclovias para pessoas em cadeiras de rodas, patinadores e skatistas, e, é obvio, esta foi uma decisão polêmica.

Aqui no EVDB nós acreditamos no compartilhamento e apoiamos esta medida!  Por isto estamos aqui para divulgar um passeio muito legal que acontece no próximo domingo, 01/02/15, na cidade de São Paulo.

Pessoas em cadeiras de rodas, ciclistas, patinadores e skatistas (com e sem deficiência) participarão no próximo domingo, dia 01 de fevereiro, do I Passeio Inclusivo pelas Ciclovias de São Paulo, evento promovido pela Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida. O percurso de 1 km iniciará na Praça da Sé, às 09h, e seguirá até a Praça das Artes, com encerramento na exposição “O Mundo Segundo Mafalda”. Não há necessidade de inscrição.

Pessoas com deficiência visual terão à disposição bikes-trenzinho conduzidas por guias e haverá também empréstimos de bicicletas, incluindo handbike, para os que precisarem. Durante o trajeto, os participantes contarão com um audiotour sobre pontos turísticos do trajeto. Na concentração, agentes da CET darão orientação sobre questões de segurança no uso das ciclovias.

A ideia do passeio é celebrar o uso compartilhado das ciclovias para promover a ocupação dos espaços da cidade, além de conscientizar sobre a segurança necessária para a relação harmônica e saudável entre todos os usuários. São Paulo possui 214 km de ciclovias e chegará a 400 km ainda este ano. Desde 16 de dezembro de 2014, um decreto assinado pelo prefeito Fernando Haddad autoriza a utilização de patins, patinetes, skates e cadeiras de rodas nas ciclovias, ciclofaixas e locais de tráfego, dividindo os espaços com a circulação de ciclos, incluindo bicicletas, bicicletas de carga, triciclos e quadriciclos.

“A decisão pelo compartilhamento das ciclovias com as pessoas em cadeiras de rodas oferece uma opção segura de mobilidade urbana e amplia a inclusão de milhares de cidadãos historicamente segregados, bem como incentiva à ocupação dos espaços da cidade, incluindo parques, praças, equipamentos de cultura, saúde e lazer”, comenta a secretária municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Marianne Pinotti.

A iniciativa do passeio conta com apoio do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência – CMPD/SP, Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo – Ciclocidade, BikeTourSP, Dreambike, Associação Skate Sem Limite, Movimento Conviva, e da Bradesco Seguros.

Serviço:

Quando: 01/02/2015

Onde: às 09h em frente à Catedral da Sé

Como: Praça da Sé, Praça do Ouvidor, Libero Badaró, Viaduto do Chá e Praça das Artes

Encerramento: Previsão às 10h30 na Praça das Artes com visitação à exposição “O Mundo Segundo Mafalda”


Postado em 27 de janeiro por leandro

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Transporte de bikes nos carros

O Contran (Conselho Nacional de Trânsito) publicou no Diário Oficial da União   já a algum tempo uma resolução que regulamenta o transporte das bikes em veículos. Quem deu a dica da notícia foi o José Inácio, lá no Twitter do @euvoudebike.

O transporte da bicicleta em veículos sempre foi uma área meio cinzenta no código de trânsito, sem uma definição específica. Agora, com a normatização do Contran, é possível saber exatamente qual é a regra para transportar sua bike em longas distâncias e na estrada.

A regulamentação publicada no Diário Oficial da União exalta as vantagens proporcionadas pelo uso da bicicleta. O texto diz:

“Considerando a conveniência de atualizar as normas que tratam do transporte de bicicletas nos veículos particulares.

Considerando as vantagens proporcionadas pelo uso da bicicleta ao meio ambiente, à mobilidade e à economia de combustível; resolve:
(…)
Art. 3º – A carga ou a bicicleta deverá estar acondicionada e afixada de modo que:
I- não coloque em perigo as pessoas nem cause danos a propriedades públicas ou privadas, e em especial, não se arraste pela via nem caia sobre esta;
II- não atrapalhe a visibilidade a frente do condutor nem comprometa a estabilidade ou condução do veículo;
III- não provoque ruído nem poeira;
IV- não oculte as luzes, incluídas as luzes de freio e os indicadores de direção e os dispositivos refletores; ressalvada, entretanto, a ocultação da lanterna de freio elevada (categoria S3);
V- não exceda a largura máxima do veículo;
VI- não ultrapasse as dimensões autorizadas para veículos estabelecidas na Resolução CONTRAN nº 210, de 13 de novembro de 2006, que estabelece os limites de pesos e dimensões para veículos que transitam por vias terrestres e dá outras providências, ou Resolução posterior que venha sucedê-la.
VII- todos os acessórios, tais como cabos, correntes, lonas, grades ou redes que sirvam para acondicionar, proteger e fixar a carga deverão estar devidamente ancorados e atender aos requisitos desta Resolução.
VIII- não se sobressaiam ou se projetem além do veículo pela frente.

(…)

Capítulo III
Regras aplicáveis ao transporte de bicicletas na parte externa dos veículos
Art. 8º A bicicleta poderá ser transportada na parte posterior externa ou sobre o teto, desde que fixada em dispositivo apropriado, móvel ou fixo, aplicado diretamente ao veículo ou acoplado ao gancho de reboque.
§ 1º O transporte de bicicletas na caçamba de caminhonetes deverá respeitar o disposto no Capítulo II desta Resolução.
§ 2º Na hipótese da bicicleta ser transportada sobre o teto não se aplica a altura especificada no parágrafo 2º do Artigo 5°.
Art. 9º O dispositivo para transporte de bicicletas para aplicação na parte externa dos veículos deverá ser fornecido com instruções precisas sobre:
I- Forma de instalação, permanente ou temporária, do dispositivo no veículo,
II- Modo de fixação da bicicleta ao dispositivo de transporte;
III- Quantidade máxima de bicicletas transportados, com segurança;
IV- Cuidados de segurança durante o transporte de forma a preservar a segurança do trânsito, do veículo, dos passageiros e de terceiros.

- Leia mais sobre a normatização do transporte de bicicletas em veículos no Observatório Eco

Tendo como base a normatização acima, podemos concluir que o melhor modo de transportar sua bike sobre quatro rodas é por meio da canaleta instalada sobre o carro.

Outro modo muito usado pelos ciclistas –  o rack na traseira dos veículos, pode prejudicar a visão do motorista, obstruir a identificação da placa do carro e ainda exceder a largura do carro. Em breve publicaremos algumas dicas práticas sobre o assunto.

Você tem alguma dica para transportar a bike? Deixe sua opinião nos comentários!


Postado em 22 de janeiro por gugamachado

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Conheça a Cicloponto!

Esta semana conversamos com o Vanderlei Torroni, sócio da Cicloponto, empresa de SP especializada em infra-estrutura cicloviária, paraciclos e bicicletários. Esperamos que aproveitem a nossa conversa!

Há quanto tempo a Cicloponto foi lançada?

A Cicloponto surgiu há uns seis anos, em meio a outros projetos voltados a bicicleta, cicloturismo, camisetas, etc.. É uma empresa formada por ciclistas.

- Como surgiu a ideia da Cicloponto? 

A Cicloponto surgiu a partir da necessidade cada vez maior em relação a mobilidade urbana nas grandes cidades, seja na forma de deslocamento das pessoas para o trabalho, lazer ou esporte.

- Qual o principal objetivo da Cicloponto?

Contribuir para que a bicicleta seja de fato vista pela sociedade como possibilidade de mobilidade urbana e, com isso, proporcionar mais qualidade de vida para todos.

- Na opinião de vocês, qual o público que tem adotado a bicicleta como meio de transporte?

As pessoas que prezam uma melhor qualidade de vida e querem de alguma forma colaborar com cidades mais sustentáveis. Hoje, depois de todos os investimentos em mobilidade urbana e com a crescente popularização do uso da bicicleta, temos todas as faixas etárias. As pessoas não querem mais ficar horas presas ao trânsito em carros e nem reféns da superlotação e falta de humanidade no transporte público. Eu mesmo não aguentava mais a falta de educação e o individualismo das pessoas nos carros, trens e ônibus. A bicicleta humaniza e integra as pessoas ao meio em que vivemos. Temos a possibilidade de maior interação com as pessoas, arquitetura, em fim, com a nossa cidade.

- Falando mais especificamente, o que podemos fazer para prevenir o furto de bikes?

Procurar sempre locais seguros e visíveis, estacionamentos com grande circulação de pedestres são mais seguros a furtos. Depois utilizar trancas mais seguras, nada daquelas travas simples. Eu mesmo já tive uma bicicleta furtada em segundos na via. Evitar é quase impossível, mas dificultar é possível com travas modelo u-lock.

- O que falta nas grandes cidades brasileiras para terem mais adeptos da bicicleta como meio de transporte?

Começamos por redução da carga tributária, depois por um maior incentivo de empresas e do governo. São Paulo já esta fazendo a sua lição de casa e se tornando referência para o Brasil. A educação é peça fundamental, mas não podemos deixar de pensar em estruturas de estacionamento. Incentivar este tipo de modal é implantar estruturas pensadas e adaptadas para a bicicleta. Um bicicletário adequado é um local de estacionamento exclusivo de bicicletas, que oferece segurança e conforto ao ciclista. O bicicletário deve ser instalado em um local visível, acessível e em alguns casos restrito, pois isso estimula a sua utilização. Ainda que pareça redundante, um bicicletário deve ser um local exclusivo para o estacionamento de bicicletas com sinalização indicativa. Compartilhar o espaço com motos e outros veículos é uma prática que não valoriza a bicicleta como meio de transporte.

- Finalizando, quais são suas dicas para aqueles que adotaram a bicicleta como estilo de vida?

Se não sabe andar, procure uma pessoa que possa de ensinar e até acompanhar em uma das suas viagens (bike anjo), procure um modelo de bicicleta mais apropriada, falo em bik fit, use sempre os equipamentos obrigatórios e recomendados, capacete, luzes, refletivos, roupas especificas para o ciclismo. Se a sua empresa não estimula, procure pessoas que tenham a mesma pretensão e pleiteiem junto a administração armários e chuveiros. Dá certo, pode confiar. Já vi muitos cases de sucesso.  Procure ciclorotas, ciclovias ou vias paralelas a de grande fluxo, pois são mais perigosas. Comece alternando os dias de uso da bicicleta e gradualmente aumente a frequência. Procure sempre gesticular a sua intenção no transito para o automóvel e sempre agradeça aos gestos de prudência de motoristas, pois assim você estará estimulando a prática.

O mais importante é tomar coragem e dar o primeira passo, ou pedalada, como o tempo tudo vai ficando mais fácil e deixando de ser “surreal”, como muitas pessoas pensam que é andar de bicicleta na ruas da cidade.

“Sonhe como se fosse viver para sempre, viva como se fosse morrer amanhã”

(James Dean)

Muito obrigado, Vanderlei, por dividir seu conhecimento conosco!


Postado em 20 de janeiro por leandro

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Equipamentos para um passeio seguro

A decisão de trocar o carro pela bike pode amedrontar muitas pessoas, especialmente devido ao trânsito caótico que vemos nas grandes cidades do Brasil. Mas se você fizer isso de forma planejada, usar equipamentos de segurança e tiver uma atitude de “direção defensiva”, vai diminuir muito a chance de um acidente ou imprevisto enquanto pedala.

A seguir, veja algumas dicas para você pedalar pela cidade de forma mais segura. E lembre-se: não há melhor equipamento de segurança que o bom senso!

De acordo com o Conselho Nacional de Trânsito, os seguintes equipamentos de segurança são obrigatórios em todas as bicicletas:

- Espelho Retrovisor: preso no lado esquerdo do guidão;

- Buzina: do tipo campainha, aquela que produz o som “trim-trim”;

- Refletivo: um adesivo como aqueles usados nas traseiras de caminhões que não possuem luz própria, mas se iluminam com o farol dos carros, nas cores branco ou amarelo (dianteira), vermelho (traseira) e amarelo (nas laterais e pedais).

Baseado na experiência de pedalar, recomendamos também:

- Capacete: apesar de não ser um item obrigatório na legislação, use-o sempre. Já vi muitos “tombos bobos” resultarem em danos graves em ciclistas que estavam sem proteção. Prefira sempre um capacete com múltiplos ajustes, que fique bem preso à cabeça e sem folgas, com adesivos refletivos na parte de trás e na lateral;

- Luva: quando caímos, por menor que seja o tombo, as mãos são instintivamente nossa primeira defesa, sendo que na maioria das vezes nos apoiamos nelas para nos defender da queda. Por isso, a luva é também um item muito importante de proteção. Procure escolher os modelos com gel na palma (para evitar adormecimentos) e as confeccionadas em couro;

- Óculos: deve ser usado para evitar danos aos olhos. Sempre que pedalamos, somos expostos aos mais variados agentes de agressão, que podem ser desde pequenos detritos do asfalto, levantados pelos carros que passam, até pequenas folhas, galhos e poeira, muito comuns ao logo do trajeto. Prefira os modelos com lentes intercambiáveis, o que possibilita a troca entre lentes transparentes (para dias nublados ou noite), escuras (para dias ensolarados) ou âmbar (para dias nublados ou noite).

- Faróis: é recomendado o uso de um farol branco na frente, para iluminação e sinalização (se andar a noite, a história se modifica bastante), e um vermelho com opção de “pisca-pisca” atrás. A variação deste acessório no mercado é bem grande e falaremos mais sobre ele nos próximos posts.

Farol de bicicleta

Ter a bike iluminada e visível aos motoristas é essencial

Além dos equipamentos básicos de segurança citados acima, algumas rotinas e atitudes em relação à bike podem evitar uma queda ou algum outro tipo de acidente enquanto se pedala.

Portanto, lembre-se sempre de:

- Levar sua bike para uma revisão mecânica regularmente. Dependendo do uso, você pode revisá-la a cada seis meses. Se o uso for mais intensivo, este intervalo pode ser ainda menor. Isto é tão importante que pode ser considerado um “item de segurança”. A última coisa que pode acontecer é uma falha mecânica, como o rompimento de um cabo, quando precisamos frear ou acelerar bruscamente para evitarmos um acidente.

- Não utilizar fones de ouvido ou outros equipamentos sonoros que possam desviar sua atenção ou dificultar a audição de alguma sinalização que ocorra ao seu redor, como a buzina de um carro ou o grito de algum pedestre.

- Usar sempre roupas claras e, se possível, reflexivas. Quanto mais pudermos chamar a atenção para nossa presença, menores serão as chances de um acidente. Acredite: muitos motoristas nos fecham por não nos enxergarem!

Com os cuidados básicos citados acima, sua pedalada em meio aos carros da sua cidade ficará muito mais segura. Lembre-se sempre de ver e ser visto pelos motoristas e a chance de acidentes enquanto pedala será muito menor.



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