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Blog Vou de Bike

Postado em 4 de fevereiro por gugamachado

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Você sabe calibrar os pneus da sua bike?

Ao contrário do imaginário geral, são as partes móveis da nossa bicicleta as mais importantes no desempenho dela! Não adianta nada ter um super câmbio, uma ótima suspensão, um freio a disco de última geração, se nosso movimento central, pedivela, cubos e rodas são de qualidade ruim. Então os primeiros “upgrades” em nossas magrelas devem ser as partes móveis.

Disto isto, não adianta nada ter uma roda e pneu de excelente qualidade, se não soubermos utilizar a calibragem correta. O objetivo deste post é instruir da melhor maneira possível o ato de calibrar nossos pneus, que não é tão simples quanto parece! Vamos lá?

O primeiro erro  comum é não conhecermos a calibragem correta de nossos pneus. Se você está enchendo seus pneus com uma “bomba de pé (chão)” ela provavelmente tem um relógio que registra a pressão do pneus. Na grande maioria das vezes, este relógio registra a pressão atual da bomba, e não do pneu. Só aí já podemos ter uma falha grande em nossa calibragem. Temos relatos de erros de mais de 10 PSI de diferença !!!! Para corrigir este erro, o ideal é um medidor/calibrador de pressão avulso, facilmente encontrado no mercado. Inclusive existem até versões digitais. Com isto, você enche seu pneu e verifica a calibragem a partir de um medidor destes.

 

Cada pneu tem a sua medida de calibragem em “PSI” ( forma abreviada do inglês pound force per square inch) e tem na sua face lateral impressa a medida máxima permitida para calibragem (veja exemplo abaixo, cujo valor é 36 PSI)

 

Normalmente, usamos a mesma medida de calibragem no pneu dianteiro e traseiro. Porém, nosso peso maior vai concentrado na roda traseira. Então aqui vai mais uma consideração importante!

Se você quer saber o quanto de diferença pode ter na calibragem dianteira e traseira, faça um teste simples:

1-) Pese-se com todo seu uniforme/ roupa (calçados/sapatilhas inclusos) segurando sua bicicleta;

2-) Ponha uma das rodas da bicicleta na balança e apoie a outra roda num bloco do mesmo tamanho da balança de modo a deixar a bike estável para você montá-la, e peça para um amigo apoiar você e sua bicicleta nesta posição, e verifique o peso acusado na balança.

3-) Mude a balança para a outra roda e faça o mesmo procedimento.

O montante total deve corresponder ao seu peso estático obtido no passo 1, e o peso dos passos 2 e 3 vai de lhe dar a percentagem de peso total em cada roda. Veja a diferença!

A má notícia é que aparentemente não existe nenhuma fórmula apoiada cientificamente, para ajustar a pressão dos pneus com base na distribuição de peso. Este é apenas um teste instrutivo porquê lhe mostra a diferença de peso entre uma roda e outra, mas não vai dar-lhe uma equação precisa para ajustar a pressão dos pneus. Vai somente te dar uma idéia de proporção.

A verdade é que qualquer que seja a pressão de sua preferência, ela vai depender de uma variedade de coisas, incluindo sua escolha de tipo de pneus e estilo de pilotagem. Mas a partir deste teste fica claro que você não deve utilizar  a mesma pressão frontal e traseira. Se você pesa 70 quilos, tem uma distribuição de peso 60-40, que seria 40 quilos sobre a roda traseira e 30 quilos na parte da frente. Então o ideal é você utilizar menos pressão na frente. De 15 a 20% de pressão a menos já é suficiente para equilibrar esta diferença.

Uma coisa importante: pneus vazam ar ao longo do tempo.Você verifica a pressão de seus pneus regularmente?

Câmaras “butil” (o tipo mais comum) vazam muito menos do que as versões de látex mais leves, mas eles ainda perde alguns PSI uma semana, principalmente se a bike fica parada! Você não precisa verificar a pressão antes de cada pedal, mas pelo menos uma vez por semana. Pneus “murchos”, além de tornarem a bike mais lenta, são mais suscetíveis a furos!

Nosso padrão é quase sempre “encher a mais”. A pressão máxima listada na parede lateral é geralmente mais para alta, e não leva em conta nenhum dos fatores que influenciam a pressão dos pneus tais como: o tamanho do ciclista, o  tipo de terreno, dentre outros fatores.

Durante muito tempo fomos “doutrinados” a pensar que  pressões mais elevadas oferecem menos resistência ao rolamento. E pressões mais elevadas também reduzem a probabilidade de furos. Como dissemos acima, isto é verdade.

Porém, se você  mudou para pneus mais largos, você deve baixar a pressão. Eis o porquê:

• Pneus mais largos têm um volume maior, então você deve diminuir a pressão proporcionalmente. Eles também têm menos deformação da parede lateral, que reduz a resistência ao rolamento em comparação com pneus estreitos a uma dada pressão.

• A resistência ao rolamento faz aumentar com a pressão mais baixa, mas vários estudos revelam que em vários pneus de estrada, a resistência ao rolamento aumenta apenas ligeiramente, na ordem de alguns watts de potência, mesmo com pressões para baixo de 60 PSI em pneus de estrada padrão. As maiores diferenças na resistência ao rolamento não estão em pressão, mas no tipo de pneu que você está usando.

• A menor pressão aumenta aderência em curva, em parte através do aumento da área de contato. Um pneu de baixa pressão também deforma mais em torno da superfície da estrada, o que é, em parte, o responsável pelo aumento na resistência ao rolamento. Mas um pneu muito inflado vai te passar no guidão todas as irregularidades do terreno. Então ao utilizarmos uma pressão mais baixa, você ganha bônus: Além de aumentar a aderência de sua bike, você também sentirá muito mais conforto, principalmente em caminhos “off-road”!

Experimente murchar seus pneus dianteiro e traseiro, digamos, 5 por cento cada (por cento, não PSI, porque lembre-se, dianteiro e traseiro são diferentes e devem ser alteradas proporcionalmente). Vá pedalar e veja como sente a bike. Se for o caso, diminua um pouco mais.

Pode demorar um pouco, mas ao “achar” pressão ideal dos seus pneus você terá de brinde uma viagem mais confortável com uma sensação de maior segurança ao fazer curvas mais fechadas, principalmente em trilhas. Se perceber a roda da frente “bobear” um pouco nas curvas, no próximo rolê aumente um pouco mais a calibragem.

Daí, ao encontrar a sua calibragem ideal, lembre-se de anotá-la e guardar esta anotação!

Porém se você  mudar o tamanho e/ou marca de pneus, deve repetir todo este processo novamente!

Boa sorte com mais esta dica!


Postado em 28 de janeiro por Eu Vou de Bike

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Vai pedalar na chuva? Não se esqueça da capa!

O verão é uma ótima época para pedalar. Os dias são agradáveis, o horário de verão nos dá mais tempo de luz natural e parece que as pessoas sempre estão mais dipostas. Mas tem uma coisa que atrapalha bastante os ciclistas: a chuva!

As chuvas de verão geralmente chegam bem na hora que estamos saindo do trabalho, no fim da tarde, e acabam pegando muitos ciclistas desprevenidos, que chegam em casa ensopados.

Uma dica para se proteger da chuva e seguir pedalando com estilo é a capa de chuva criada pela Cleverhood, uma empresa americana que aplica os conceitos de cyclechic ao vestuário para os dias chuvosos.

As capas da Cleverhood são bem largas e tem um bom espaço nas mangas para permitir que o ciclista pedale e guie sua bicicleta sem problemas. Os materiais impermeáveis vêm em várias estampas, do pretinho básico ao clássico xadrez.

O vídeo abaixo traz um desfile da marca e mostra um pouco mais sobre as capas da Cleverhood. Assista!

As capas da Cleverhood são vendidas pela internet por cerca de $ 199,00 usd! Bem salgado, não?

Será que tem algum jeito de fazer algo mais caseiro????

Se tiver alguma dica, deixe nos comentários!


Postado em 21 de janeiro por gugamachado

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Conheça seu corpo para pedalar mais

Treino de bicicleta

Por mais que nossa pretensão não seja a de correr uma maratona, estar bem condicionado e adaptado à sua bike vai ajudar a ir mais longe com prazer, sem sofrimento, podendo curtir mais o trajeto, seja na cidade, na estrada ou no campo.

A iniciação em qualquer esporte requer atenção a alguns aspectos básicos. E no ciclismo não é diferente. Se você pretende se aprimorar na “arte do pedal”, com o objetivo de percorrer mais de 50 quilômetros como “quem vai ali na esquina”, fique atento às próximas linhas.

Antes de começar a pedalar com mais seriedade, você deve considerar comprar um acessório muito importante para o ciclista – o ciclocomputador. Hoje em dia este é um acessório bem fácil de achar e com um valor relativamente acessível. Pode ser do modelo básico, mas o ideal é que indique a frequência da pedalada (rpm, ou seja, quantos giros o pedivela dá por minuto – a chamada cadência), pois assim fornecerá indicações importantes sobre seu rendimento, e auxiliará muito o aprendizado das marchas corretas a serem utilizadas.

O ideal é que a cadência da pedalada fique entre 60 a 80 rpms. Se ficar abaixo disto, você está utilizando uma marcha muito pesada para o trecho. Se a rotação ficar muito acima, a marcha está muito leve e você deve fazer os ajustes ncessários.

Experimente pedalar em terrenos planos, ondulados, com muitas subidas, descidas, sempre testando as relações de marcha e a frequência da pedalada, conforme explicamos acima. Apesar de tudo, este não deixa de ser um processo de autoconhecimento por tentativa e erro, que fará com que você aprenda a sentir sua bike, até chegar ao ponto de olhar um aclive e saber qual transmissão usar, e se vai subir em pé ou sentado. Com isto, você começará também a economizar energia.

Lembre-se que economia é um fator que está presente em nossas vidas e que no ciclismo não é diferente… Portanto, economize na transmissão! O que diferencia um expert de um novato é que o expert executa um movimento com o máximo de precisão e rendimento, e com o mínimo gasto energético.

Nesta fase inicial, você deve começar a aprender a conhecer o corpo por meio dos sinais que ele nos dá. E este momento é a base para tudo – é quando o ciclista passará por adaptações de ordem motora, fisiológica e psicológica. É nesta fase que você vai realmente aprender a pedalar de forma mais esportiva, aprimorando a frequência de pedalada, sentindo as diferenças no aumento da cadência e no efeito da velocidade, utilizando transmissões (marchas) diferentes para adquirir experiência na bike.

Este processo inicial de aprendizado deve ser lento, com duração mínima de seis a oito semanas, sem forçar o ritmo, pedalando entre uma e duas horas, ao menos três vezes por semana. Depois de um tempo, você poderá começar a fazer percursos mais longos e intensos. Porém, aprenda antes a sentir o seu corpo. Aprenda a escutar a sua respiração e a interpretar as dores que surgirão. O ideal é sempre utilizar um frequencímetro (medidor de frequência cardíaca), cujo uso é tão relevante e cheio de particularidades que será alvo de uma conversa exclusiva por aqui.

Inicialmente, fique com uma dica simples: se você pedala com um grupo de amigos e não consegue conversar, é sinal que o ritmo está forte demais. Seu corpo precisa eliminar resíduos metabólicos que se acumulam devido à intensidade elevada, e uma das maneiras para que isso ocorra é por meio da respiração.

Quando você pedala em grupo, as conversas devem fazer parte do passeio, pois elas ajudam a distrair nosso esforço, muitas vezes até ampliando nossos limites sem que percebamos! Em nosso pelotão que treina na USP (São Paulo), costumamos dizer que os sábados de manhã são verdadeiros “boteco sobre rodas”!

Grupo de ciclistas
Se você pedala em grupo, conversar pode ser um bom jeito de medir seu ritmo

Finalizando, ritmo intenso no início do processo de aprendizagem poderá significar transmissões erradas, resultando em dores ou até mesmo lesões. E a dor é um sinal que o nosso corpo emite nos dizendo que algo está errado! Dor não é normal, e se você está iniciando no pedal, tenha em mente que treino dolorido não é sinal de motivação. Para os iniciantes, a máxima “No Pain, no gain” (Sem dor, sem ganho) é completamente furada e até perigosa. Nesta fase de aprendizagem, o importante é a diversão e o tempo em cima da bike.

Para se motivar, sempre anote seus passeios em um caderno (ou planilha no computador), informando o dia, o horário, condições climáticas, distância, tempo, média horária, local do pedal, como você se sentiu e o que mais julgar necessário. Além de servir como referência futura, você irá se surpreender com o seu progresso, principalmente no começo. Adquirindo uma rotina de treinamentos, você sentirá no corpo a sua evolução na dose certa para não desistir e, quem sabe, no futuro se tornar um novo campeão!


Postado em 13 de janeiro por gugamachado

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Veja 10 dicas que o pessoal da Sony com a nossa colaboração preparou para você pedalar na cidade!


Postado em 4 de janeiro por Eu Vou de Bike

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Comece o novo ano pedalando!

Eu vou de bike

Começo de ano é sempre a mesma coisa, com metas e resoluções que acabam esquecidas na rotina diária ao longo dos meses. Se a sua resolução para 2016 é ter uma vida mais saudável (e até perder uns quilinhos), a bicicleta pode ser uma ótima opção (calcule quantas calorias você perde ao trocar o carro pela bicicleta).

Para começar 2016 pedalando, separamos alguns textos que já publicamos aqui no Eu Vou de Bike que dão ótimas dicas para quem pensa em começar a rodar de bicicleta por aí, seja para lazer ou como uma ótima forma de transporte.

Antes de mais nada, você precisa saber que a decisão de começar a trocar o carro pela bicicleta não é tão difícil quanto parece. Para fazer esta troca de maneira prazerosa, a primeira questão é a escolha do trajeto. Você deve, sempre que possível, evitar as grandes avenidas, especialmente no início. E, mesmo quando se tornar um atleta e tiver mais experiência na bike, pense bem: é muito mais gostoso andar por ruas calmas e arborizadas! Veja mais dicas aqui no post inaugural deste site!

Depois que você decidiu pedalar, é muito importante saber quais são os equipamentos de segurança recomendados para um trajeto mais seguro. Luzes de identificação, buzina, faróis… Está tudo bem explicado aqui neste post.

Quando pedalamos em parques ou nas ruas, temos de ter consciência que estamos operando um veículo como outro qualquer. Portanto, nosso comportamento sobre a bicicleta deve seguir um padrão para, por exemplo, indicar aos motorista que vamos dobrar uma esquina. Veja algumas orientações básicas de postura no trânsito para uma pedalada muito mais segura para você e para os outros.

Se você que se aprofundar no assunto, vale dar uma olhada no texto em que explicamos algumas noções de ergonomia para a compra da bike e como se comportar sobre a bicicleta em dias de chuva.

Veja também como travar a sua bicicleta com mais segurança no paraciclo e como NÃO estacionar sua bicicleta. Por fim, veja algumas dicas de manutenção para que sua bike não te deixe na mão no meio da pedalada.

Com as informações acima, você já pode sair pedalando tranquilamente pelas ruas da sua cidade. Comece aos poucos, vá pegando confiança e aproveite o mês de férias para circular mais, uma vez que as ruas estão bem mais vazias.

Feliz 2016 e boas pedaladas!


Postado em 24 de dezembro por Eu Vou de Bike

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Feliz Natal e um Excelente 2016 !!!

O Eu Vou de Bike deseja a todos excelente um Natal e um 2016 de muitas pedaladas e alegrias!

- Foto no Flickr do Bilobicicles


Postado em 16 de dezembro por Eu Vou de Bike

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Veja como travar sua bicicleta no paraciclo

Já demos algumas dicas para você deixar sua bicicleta mais segura nos paraciclos, mas o blog Ciclismo Urbano publicou uma ilustração muito bacana que pode te ajudar bastante.

Com a falta de bicicletários espalhados pelas cidades, muitas vezes temos de deixar nossas bicicletas presas a postes, grades ou paraciclos. O blog sugere o uso da U-Lock, uma espécie de cadeado em forma de ‘U’, muito mais sólido e seguro do que aquelas correntes com fios metálicos emborrachados.

Veja as dicas de posicionamento abaixo:

Além de seguir as dicas de posicionamento acima, não se esqueça de procurar um paraciclo que esteja preso firmemente ao solo e, de preferência, em um local movimentado. Locais com bastante gente passando dificulta bastante o trabalho dos ladrões.

Lembrando que, além da U-Lock no quadro, é interessante prender a roda que ficou sobrando com uma corrente emborrachada, só para garantir. :)


Postado em 10 de dezembro por gugamachado

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Ciclista para a vida toda!

 

Você é um ciclista para a vida toda? Leia estes dez sinais e responda por si mesmo!

Esperamos que sim!!!!

1-) Você sabe como chegar de bicicleta naquele local, mas não sabe dirigir até lá;

2-) Você se pega pensando que tudo seria mais simples se pudesse usar suas “roupas de ciclismo” no trabalho;

3-) Tecnicamente, e principalmente na cidade de São Paulo, você adora quando chove! Mas secretamente, você odeia a chuva, a não ser que seja um dia de folga…

4-) Você mantém um par de “pneus de reserva” em sua garagem, novos ou não! Afinal, um dia você pode precisar…

5-) Quando seus convidados riem de você devido ao número de bicicletas que você mantém dentro de casa, você confessa que isto acontece porquê não tem mais espaço na garagem…

6-) Falando em quantidade de bicicletas, você adora sua bike dobrável, assim como não vive sem sua speed. Uma mountain bike não dá pra ficar sem…Uma bicicleta urbana é indispensável pro rolê…E, apesar de todas estas bikes, está sempre pensando em qual vai ser a próxima….Já pensou andar com uma “low rider”????

7-) Seus destinos de férias sempre envolvem um rolê de bike!

8-) Seu corte de cabelo é feito para funcionar bem com o capacete…

9-) Você jura que alguns “géis energéticos” são gostosos…

10-) Você diz que pedala quando está se sentindo bem. Mas quando se sente mal, pedalar te faz sentir bem…Então você simplesmente pedala!


Postado em 30 de novembro por gugamachado

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Filmando o Rolê (parte 4)

Neste post daremos algumas dicas de ajustes básicos para que sua filmagem fique com uma cara profissional!

- Procure selecionar a resolução que vai captar compatível com seu equipamento de edição. Como já dissemos anteriormente, uma resolução muito alta gera arquivos muito grandes e difíceis de serem processados. Tudo depende do seu objetivo final. Se o filme for utilizado profissionalmente, justifica-se utilizar o máximo de resolução disponível. Se for o caso de utilizá-lo somente para a web, não precisamos de uma resolução tão grande assim. Ainda tem a questão da “câmera lenta”, que vai muito bem quando estamos filmando tomadas que tenham muitas “manobras”. Neste caso, existe uma resolução específica para isto (FULL HD/120p ou HD/240p). Em nossa experiência, temos utilizado a resolução FULL HD 1920 x 1080, com 60 fps. Ela é satisfatória para utilizá-la em broadcast (qualidade profissional) e pode ser reduzida na edição para gerar um arquivo menor para web. Note que nossa Sony filma em até 4 K (resolução ultra HD) !!!! Posteriormente traremos alguns filmes para ilustrar de maneira prática estas diferenças.

- Se sua câmera tiver algum recurso de estabilização de imagem, o ideal é ativá-lo. No caso da nossa, este recurso chama-se “Stead Shot” e faz uma grande diferença, comprometendo muito pouco da imagem final. Mas utilize o recurso principalmente se for andar por locais acidentados.

- O ideal também é ativar o recurso de “filtro de ruído”, do tipo “wind noise reduction”. Normalmente o barulho do vento é bem intenso e pode comprometer o resultado final.

- Ainda se sua camera tiver uma “case” plástica de proteção, o ideal é utilizá-la, pois em caso de um tombo ou de poeira ela irá proteger seu equipamento. Note que este estojo pode comprometer a captação de som ambiente, e principalmente alguma eventual narração. Neste caso, o ideal é realizar a narração “em off”, na edição a ser feita posteriormente.

- Quando estiver pedalando, para dar mais “dinâmica” a sua filmagem, é legal ter sempre um “parceiro” no pedal, de modo que um possa filmar o outro, não ficando apenas com uma imagem de “primeira pessoa”. Você pode montar sua câmera no canote do selim por exemplo, e filmar seu parceiro atrás de você. Depois pode mudar a câmera para o guidão da bike dele, pedindo para que ele pedale atrás de você, captando assim uma imagem posterior da sua bike.  Daí é só misturar estes ângulos todos na edição final. Com esta variação de captação, seu filme fica bem mais dinâmico e interessante de ser visto!

- No caso da nossa Sony, tem um recurso bem legal que é a geolocalização nativa via GPS na câmera. A partir destes dados, ela dispõe um arquivo próprio que registra o percurso, bem como a velocidade da bike, disponibilizando tudo na edição final, através de um software proprietário. Veja no print abaixo!

 

 

E aí? Animado para ser o “Spielberg” das duas rodas????

Se você não viu ainda, as outras partes desta matéria estão aqui, aqui e aqui.


Postado em 26 de novembro por gugamachado

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Pedale e economize 24 trilhões para o mundo!

No início de novembro, o ITDP que tem no Brasil como um dos gestores nosso querido amigo Thiago Benicchio, publicou um relatório intitulado “A Global High Shift Cycling Scenario” que elencou enormes benefícios globais que trariam mudanças drásticas para melhor, caso mais pessoas trocassem seus deslocamentos de carro pela mobilidade por bicicleta.

Atualmente, menos de 7% dos deslocamentos mundiais são feitos por bicicletas. Os pesquisadores avaliaram o que aconteceria se um total de 23 % dos trajetos mundiais passassem a ser  feitos por bicicletas, ou mesmo e-bikes (bicicletas elétricas), até o ano de 2050.

Eles explicam ainda que, na maioria dos países,  quase 35 % dos trajetos realizados são de menos de cinco quilômetros entre sua origem e destino, sendo que 50 % estão a menos de 10 km!

Quando você pensa em “pedalar” estas distâncias ao invés de “dirigir”, não parece uma quilometragem muito alta para se percorrer em bicicletas, principalmente, como apontam os autores, se você estiver usando uma e-bike para a maioria de suas viagens . E isto não é pedir demais, não é? Sem mencionar o benefício para sua saúde física e mental individual!

O relatório ainda traz o seguinte número: Se esta troca fosse realizada (de 7% para 23% de aumento nos deslocamentos de bicicleta) a sociedade economizaria 24 trilhões de dólares (!!!!!) cumulativos entre o ano de 2015 e 2050, e diminuiria em 11 pontos percentuais a quantidade de emissão de CO2 proveniente do transporte urbano. Isto são mais de 300 megatoneladas de CO2, de acordo com o ITDP!!!!

Então se você ainda precisa de algum motivo para repensar seus deslocamentos por carro, aqui vão alguns:

- Você vai economizar dinheiro!

- Vai proteger seu planeta!

- E vai tornar-se mais saudável e feliz!



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