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Blog Vou de Bike

Postado em 12 de julho por gugamachado

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Transporte de bikes nos carros

O Contran (Conselho Nacional de Trânsito) publicou no Diário Oficial da União   já a algum tempo uma resolução que regulamenta o transporte das bikes em veículos. Quem deu a dica da notícia foi o José Inácio, lá no Twitter do @euvoudebike.

O transporte da bicicleta em veículos sempre foi uma área meio cinzenta no código de trânsito, sem uma definição específica. Agora, com a normatização do Contran, é possível saber exatamente qual é a regra para transportar sua bike em longas distâncias e na estrada.

A regulamentação publicada no Diário Oficial da União exalta as vantagens proporcionadas pelo uso da bicicleta. O texto diz:

“Considerando a conveniência de atualizar as normas que tratam do transporte de bicicletas nos veículos particulares.

Considerando as vantagens proporcionadas pelo uso da bicicleta ao meio ambiente, à mobilidade e à economia de combustível; resolve:
(…)
Art. 3º – A carga ou a bicicleta deverá estar acondicionada e afixada de modo que:
I- não coloque em perigo as pessoas nem cause danos a propriedades públicas ou privadas, e em especial, não se arraste pela via nem caia sobre esta;
II- não atrapalhe a visibilidade a frente do condutor nem comprometa a estabilidade ou condução do veículo;
III- não provoque ruído nem poeira;
IV- não oculte as luzes, incluídas as luzes de freio e os indicadores de direção e os dispositivos refletores; ressalvada, entretanto, a ocultação da lanterna de freio elevada (categoria S3);
V- não exceda a largura máxima do veículo;
VI- não ultrapasse as dimensões autorizadas para veículos estabelecidas na Resolução CONTRAN nº 210, de 13 de novembro de 2006, que estabelece os limites de pesos e dimensões para veículos que transitam por vias terrestres e dá outras providências, ou Resolução posterior que venha sucedê-la.
VII- todos os acessórios, tais como cabos, correntes, lonas, grades ou redes que sirvam para acondicionar, proteger e fixar a carga deverão estar devidamente ancorados e atender aos requisitos desta Resolução.
VIII- não se sobressaiam ou se projetem além do veículo pela frente.

(…)

Capítulo III
Regras aplicáveis ao transporte de bicicletas na parte externa dos veículos
Art. 8º A bicicleta poderá ser transportada na parte posterior externa ou sobre o teto, desde que fixada em dispositivo apropriado, móvel ou fixo, aplicado diretamente ao veículo ou acoplado ao gancho de reboque.
§ 1º O transporte de bicicletas na caçamba de caminhonetes deverá respeitar o disposto no Capítulo II desta Resolução.
§ 2º Na hipótese da bicicleta ser transportada sobre o teto não se aplica a altura especificada no parágrafo 2º do Artigo 5°.
Art. 9º O dispositivo para transporte de bicicletas para aplicação na parte externa dos veículos deverá ser fornecido com instruções precisas sobre:
I- Forma de instalação, permanente ou temporária, do dispositivo no veículo,
II- Modo de fixação da bicicleta ao dispositivo de transporte;
III- Quantidade máxima de bicicletas transportados, com segurança;
IV- Cuidados de segurança durante o transporte de forma a preservar a segurança do trânsito, do veículo, dos passageiros e de terceiros.

- Leia mais sobre a normatização do transporte de bicicletas em veículos no Observatório Eco

Tendo como base a normatização acima, podemos concluir que o melhor modo de transportar sua bike sobre quatro rodas é por meio da canaleta instalada sobre o carro.

Outro modo muito usado pelos ciclistas –  o rack na traseira dos veículos, pode prejudicar a visão do motorista, obstruir a identificação da placa do carro e ainda exceder a largura do carro. Em breve publicaremos algumas dicas práticas sobre o assunto.

Você tem alguma dica para transportar a bike? Deixe sua opinião nos comentários!


Postado em 4 de julho por gugamachado

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Como Fazer uma Viagem Incrível de Bicicleta!

 

Aproveitando este período de férias que se inicia, publicamos aqui um infográfico que o pessoal da  Net tv gentilmente nos cedeu. Está bem legal! Esperamos que aproveitem!

 

 


Postado em 28 de junho por gugamachado

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Saiba como participar pela 1ª vez de uma competição

Para participar pela primeira vez de uma competição de Moutain Bike, você deve tomar alguns cuidados. O primeiro deles é bem acostumado a pedalar em estradas de terra ou trilhas. Isso te dará mais confiança para a competição.

Outro cuidado essencial é saber qual a distância a ser percorrida na prova. Com isso, você saberá controlar seu preparo físico e ficar de olho em seu desgaste porque 30 quilômetros passeando é uma coisa, mas a mesma distância em uma competição é muito mais difícil.

Como a intensidade de uma prova é maior, o desgaste virá mais rápido. Então, a dica é você sempre estar treinado para uma distância maior do que a que você irá enfrentar. Isso funciona para você ter uma reserva de energia.

Existem vários outros fatores que podem contribuir para uma primeira experiência em uma competição:

EQUIPAMENTO - Sempre que possível, revise sua bicicleta com antecedência e faça todos os ajustes necessários
HIDRATAÇÃO - A hidratação deve começar um dia antes da competição. Isso ajuda seu corpo a absorver melhor os nutrientes
PNEUS - A escolha correta do pneu também pode fazer a diferente. Portanto, tente tirar informações com algum atleta que já conhece o local para ter alguma dica, mas é sempre bom ter várias opções de pneus, inclusive para a lama

Além disso, tente chegar com antecedência ao local da competição para evitar o nervosismo e conhecer melhor a região. Seja autosuficiente, ou seja, leve kit de remendo, câmara reserva, canivete, gel energético e até uns trocados para alguma emergência.

Existem várias competições amadoras atualmente no calendário nacional e uma breve pesquisa online vai te trazer um monte de resultados!

Você pode consultar calendários nos diversos sites de bicicletas para ver uma prova que seja do seu nível e na sua região.

www.sampabikers.com.br
www.webventure.com.br
www.bikemagazine.com.br

Bons treinos e boa competição!


Postado em 21 de junho por gugamachado

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Audax é patrocinadora ouro do Festival Bike Brasil!

O maior festival de bicicletas da América Latina fecha, pelo segundo ano consecutivo, mais uma parceria com a Audax. A marca é a única no segmento de bicicletas que está patrocinando o encontro que acontece de 24 a 26 de agosto, no Centro de Exposição São Paulo Expo.

Com uma megaestrutura, o espetáculo ficará por conta das marcas Audax e Dax que realizarão exposições, lançamentos, além do teste ride com pista ampliada e a 2º edição da Audax Party, finalizando o último dia do encontro. A expectativa é de que o público alcance em torno de 20 mil pessoas durante os três dias de evento e que este será ainda maior e com mais atrações, tanto para profissionais do setor, quanto para consumidores finais.

Para o diretor de portfólio da Bike Brasil, Diego Carvalho, a parceria com a Audax dissemina novas possibilidades para o festival. “É um prazer enorme ter a Audax mais uma vez como nosso parceiro e patrocinador ouro, que aposta nas nossas ideias e auxilia em todo o processo. Na edição de 2017 fizemos muitas ações juntos e foi muito interessante. Este ano a ideia é ampliar nosso leque de projetos, como a pista de Cyclocross. O apoio e o auxílio da equipe da Audax, com certeza, contribuem para o sucesso do evento” comenta o diretor.

Novidade na feira em 2017, a Dax (autorizado Brasil das marcas Fox, Prólogo, Jawwire, ADX, FSA, Vision, TRP e Marzocchi) promete agitar o mundo do Mountain Bike. O gerente de marcas, Fábio Bertini, garante que esta edição dará mais oportunidades ao público de apreciar a marca.

“Com o novo pavilhão, mais próximo para os profissionais do setor, vai proporcionar um melhor fluxo de pessoas e essa proximidade vai ajudar bastante o público. Este ano teremos uma nova abordagem de exposição e levaremos os lançamentos das marcas autorizadas, como novos modelos direcionados para diversas modalidades do ciclismo”, revela Fábio.

Além disso, a Bike Brasil irá sediar a terceira etapa da Copa Internacional Levorin de Mountain Bike (CIMTB LEVORIN), onde espera mais de 500 atletas competindo pela liderança. Aqui a novidade é o Desafio Audax Cyclocross/Gravel (CX), que se tornou um sucesso na CIMTB Levorin. Junto com toda a linha Audax em exposição, os competidores poderão sentir a potência da linha Flanders, que serão disponibilizadas para o Desafio.

O Gerente de Marketing da Audax, Paulo Rubens acredita que este ano a organização da feira estará bem estruturada e que esta pode ser uma das maiores do mundo.

“A Bike Brasil é a confirmação de que a Audax investe e aposta na confraternização de grandes marcas, onde o consumidor pode conhecer os lançamentos e novas tecnologias que estamos trazendo para o Brasil, além de proporcionar a possibilidade para os visitantes sentirem a emoção de testar bikes e assistir os maiores pilotos de MTB disputarem o título da CIMTB Levorin. Com as mudanças implementadas na estrutura da feira e a participação de novos players do mercado de bikes, temos a convicção que o festival terá uma visitação e um volume de negócio muito superior aos anos anteriores”, declara Paulo.


Postado em 13 de junho por gugamachado

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10 Razões para tirar uma semana de folga dos treinos!

Quando estamos bem condicionados, ninguém gosta de interromper seus treinos, seja qual for o motivo. Porém, hoje em dia sabemos que este “break” pode na verdade dar um “boost” no seu progresso geral!

A idéia de ficar bem condicionado encostando a bike, guardando o seu tênis, ou mesmo deixando a poeira se acumular em seu tapete de yoga, pode parecer loucura, mas ter um tempo longe dos exercícios que você ama realmente pode torná-lo melhor, mais rápido, mais forte e mais feliz a longo prazo. Aqui estão 10 das principais razões para tirar um tempo de folga dos exercícios:

Dedique tempo para diminuir o seu estresse

Mesmo que você ame o seu treino, encaixá-lo em sua agenda diária significa ter menos tempo para lidar com outras responsabilidades que certamente você tem no seu dia-a-dia. E isto pode levar ao estresse, quer você perceba ou não. A consultora de desempenho mental Danelle Kabush, uma ex-atleta da categoria “pro” das corridas  ”Xterra”, diz que “muitas vezes vê clientes estressados com estes desequilíbrios em suas vidas. Tome esta semana livre de exercício para se concentrar em outras áreas de sua vida (como família, trabalho e atividades domésticas) que você pode estar ter deixando escapar,” ela aconselha.

Atualize seu sono

Use as horas que você normalmente gastaria em seus treinos para recuperar seu sono atrasado nesta semana sem treinos. Um estudo mostra que se você está constantemente tendo apenas seis horas de sono por noite, você está funcionando tão mal como alguém que não tenha conseguido dormir por duas noites consecutivas, mesmo se você estiver sentindo-se bem. Teste a teoria: Se você costuma dormir seis horas por noite e se exercitar por uma hora no dia, acrescente esta uma hora de exercício ao sono, dormindo sete horas por noite. E depois que retornar a sua rotina de treinos, identifique maneiras de acrescentar esta uma hora a mais de sono de maneira definitiva ao seu cotidiano.

Evite o famoso “Burnout Workout”

Se você curte ciclismo, spinnig, ou CrossFit, ao realizar sempre a mesma atividade mais e mais você pode começar a sentir-se enjoado, se você não “tomar um ar” de vez em quando. Mesmo se você ama seu esporte, parar por alguns dias só vai fazer seu retorno parecer melhor. “Você se lembra por que você ama algo quando não pode fazê-lo”! Diz Kabush.

Alongue-se

Tome esta semana para encontrar mais equilíbrio em sua vida e seus músculos! Alongue-se de forma a sentir aquele músculo escondido que você nunca havia sentido. Você pode fazer isto sozinho, ou através de uma massagem especial orientada neste sentido. Você pode inclusive fazer algumas aulas de yoga suave, ou até uma  sessão de meditação guiada. Ou seja, faça alguma coisa boa para seu corpo!

Seu cérebro precisa de uma pausa

Exercício físico pode ser a sua liberação do stress, mas ainda assim cobra um preço da sua mente! Especialmente se você está fazendo um treino intervalado ou trabalhando para dominar habilidades técnicas para um esporte específico, explica Kabush. Além disso, uma semana de folga destes treinos pode dar-lhe tempo para digerir o que você aprendeu de forma a abordar as coisas de maneira mais “fresca” quando você voltar a  treinar; pense nisso como dormir com um problema e acordar com uma mente mais calma e com uma solução razoável, diz fisioterapeuta e treinador de ciclismo Peter Glassford.

Evite o “Overtraining”

Alguns de vocês podem estar familiarizados com a síndrome de “overtraining”, que se desenvolve a partir de um treinamento muito pesado ao longo muito tempo, deixando-o fatigado, deprimido e cansado. Uma semana de recuperação dedicada pode salvá-lo do longo período de descanso que você vai, eventualmente, ter que enfrentar, se você entrar em um estado de  ”overtrained”. Uma vez que você tenha um diagnóstico sério de “overtraining”, pode levar meses ou anos longe de exercício para ficar totalmente recuperado. Dito isto, esta semana de “folga” fica bem menor, não é?

Fique forte!

Fisioculturistas têm um ditado: “Você não consegue levantar pesos mais fortes, você fica mais forte se recuperando de levantar pesos mais fortes.” Seu corpo precisa deste tempo de repouso para reconstruir e deixar que as adaptações de seu treinamento ocorram – por isso não se surpreenda se a sua semana de folga te fizer mais forte e mais capaz de subir seu nível de treinamento. “Curiosamente, eu vejo um monte de recordes pessoais após os meus atletas descansarem mais tempo. Muitas vezes, inclusive, mais tempo do que eles próprios  gostariam”, diz Glassford. Você ficará surpreso com o que seu corpo pode fazer quando não está tentando se recuperar.

Aborde as pequenas coisas

A maioria dos atletas tem dores incômodas, de joelhos ruins as quadris doloridos, ou uma “fisgada” na parte inferior das costas. Use esta semana de folga dos treinos para procurar aconselhamento especializado de um médico, quiroprático ou fisioterapeuta. Você também pode usar esta semana para olhar criticamente para a sua alimentação, registrando as suas refeições para se certificar de que você está recebendo bastante proteína, comer seus legumes, e ingerir a quantidade certa de gorduras saudáveis. Enquanto você está nisto, faça uma avaliação sincera de como está a progressão de sua rotina de treinos, converse com o seu treinador se tiver um, investigue se há algum ajuste que você gostaria de realizar ou quaisquer novas metas ou provas que você deseja adicionar ao seu calendário de treinos.

E, finalmente, entre em alguma “terapia de compra”: Se o seu equipamento de treino está ficando desgastado ou obsoleto, passar algum tempo substituindo este equipamento vai te motivar a utilizá-lo em seu retorno! Nada melhor do que um tênis novo, ou um novo frequencímetro (atualmente tem muitos modelos de “smartwatches ” bem interessantes) para nos motivar!

Renove sua motivação

Você se sente mal-humorado quando vai a academia no final de tarde? Irritabilidade é muitas vezes um dos primeiros indicadores de que você está treinando muito. É por isso que este é um dos principais testes de overtraining no questionário Hooper MacKinnon  para atletas, comumente utilizados durante os períodos  de treinamento de elite. Tire um tempo para perguntar a si mesmo, em uma escala de 1 a 7, como seu nível de irritabilidade está, sugeriu Glassford. Quando você sentí-la subir e ficar lá em cima, talvez seja tempo para uma semana de descanso. O tempo fora deve ajudar a aliviar o seu mau humor, ou pelo menos dar-lhe o tempo livre para chegar à raiz de por que você está se sentindo assim.

Mude suas expectativas

Esta semana pode ajudá-lo a sair de seu próprio modo, em termos de seus objetivos de desempenho. Se você não está atingindo seus objetivos, seja em uma sessão de treinamento em grupo ou uma competição, um bloqueio mental pode estar te segurando, diz Kabush. Mas se você está “fresquinho” a partir de uma semana de folga, pode ser mais fácil de entrar em grande forma e  obter um ótimo resultado, mesmo se você não está esperando por ele!


Postado em 11 de junho por gugamachado

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As ciclovias são só para bicicletas?

Há alguns anos,  a Prefeitura Municipal de São Paulo liberou o transito nas ciclovias para pessoas em cadeiras de rodas, patinadores e skatistas, e, é obvio, esta foi uma decisão polêmica na época.

Aqui no EVDB nós acreditamos no compartilhamento e apoiamos esta medida até os dias de hoje!

Passados estes anos, é cada vez mais comum ver outros modais dividindo de maneira harmônica as hoje consagradas ciclovias.

Em tempo, o decreto é este aqui!

Se tiver mais dúvidas acerca das ciclovias de São Paulo, a CET mantém uma página com dúvidas frequentes aqui.


Postado em 7 de junho por gugamachado

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Pedalando com o Pátio entra no clima de Copa do Mundo!

A primeira edição do ano do Pedalando com o Pátio – passeio de bike promovido pelo Shopping Pátio Paulista nos principais pontos do centro de São  Paulo  – dá início à contagem regressiva para o maior campeonato de futebol do mundo e à torcida pela Seleção Brasileira.

A pedalada pela Seleção será realizada no dia 10 de junho, às 8h, tendo como ponto de encontro o estacionamento, que fica no piso Maestro Cardim (área da expansão/Varanda). A partir das 7h, em clima de torcida organizada, o tradicional café de boas-vindas será servido, juntamente à entrega do kit do participante, com diversas surpresas oferecidas pelas empresas parceiras do evento. O retorno está previsto para as 10h, também  no shopping, onde será feito o encerramento.

Composto por cerca de 20 km, o trajeto passa por pontos turísticos, como Praça da Sé, Estação da Luz, Mercadão, entre outros e o percurso é acompanhado por guias profissionais, inclusive um fotógrafo, que registra os momentos e  compartilha as imagens na fanpage e no perfil do Instagram do  empreendimento.

As inscrições custam R$ 45 e são feitas pelo site  www.shoppingpatiopaulista.com.br, onde o interessado também pode locar bicicletas (R$ 35).


Postado em 17 de maio por gugamachado

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Bicicleta como meio de transporte poderia adicionar até R$ 870 milhões ao PIB da cidade São Paulo!

 

A bicicleta é um meio de transporte saudável, econômico e que proporciona um novo olhar para a cidade. Mas os impactos efetivos que ela traz ou pode trazer para a sociedade paulistana é algo que até agora não havia sido mensurado. É o que fizeram pesquisadores do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP), a pedido do Itaú Unibanco, com o estudo “Impacto Social do Uso da Bicicleta em São Paulo”.

A pesquisa, divulgada nessa ultima quinta-feira (10), é inédita ao dimensionar o potencial que o uso da bicicleta tem como elemento transformador da realidade social em três áreas centrais para a vida na cidade: Meio Ambiente, Saúde e Economia.

A partir de 1,1 mil entrevistas com moradores da capital paulista (ciclistas e não-ciclistas), o estudo mostra que, se parte dos deslocamentos feitos atualmente com automóveis e ônibus fossem realizados por bicicleta, haveria ganhos de produtividade, saúde e redução da poluição. Traduzindo em números: o PIB municipal poderia ter um acréscimo de até R$ 870 milhões, haveria economia de 13% (R$ 34 milhões) por ano no Sistema Único de Saúde com internações por doenças cardiovasculares e diabetes e as emissões de dióxido de carbono com transporte poderiam ser 18% menores.

“Se planejadores urbanos, políticos, estudantes ou mesmo a população têm dificuldade de enten­der por que é importante incentivar o uso da bicicleta em São Paulo ou em qualquer grande cidade, este estudo contribui com algumas respostas”, diz Carlos Torres Freire, coordenador do Cebrap responsável pela pesquisa.

“Temos a mobilidade urbana como uma de nossas causas, e uma das frentes dessa nossa atuação é fomentar iniciativas que contribuam para a formulação de políticas públicas que promovam a bicicleta como meio de transporte”, diz Luciana Nicola, Superintendente de Relações Governamentais e Institucionais do Itaú Unibanco. “O estudo representa uma ferramenta importante para evidenciar o poder de transformação que a bicicleta pode ter nas cidades”, conclui.

Meio Ambiente

Para mensurar os impactos ambientais, os pesquisadores do Cebrap identificaram os deslocamentos realizados por automóveis e ônibus que poderiam ser substituídos por bicicleta, considerando como ‘viagens pedaláveis’ aquelas com até 8 quilômetros de distância realizadas entre 6h e 20h por pessoas com até 50 anos de idade.

Desse modo, 31% das viagens de ônibus poderiam ser pedaladas, levando a uma diminuição de 8% do CO2emitido por este meio de transporte. Considerando-se os deslocamentos realizados de automóvel, até 43% deles poderiam ser realizados de bici­cleta, gerando um potencial de economia de 10% das emissões. Logo, se o potencial ciclável fosse atingido, poderíamos ter uma redução de até 18% da emissão de CO2 originárias dos transportes de pessoas na cidade de São Paulo.

A partir da análise, estima-se que os ciclistas de São Paulo são responsáveis, atualmente, por uma redução de 3% de todo o CO2 emitido com transporte de passageiros na cidade.

Saúde

Na perspectiva individual dos impactos na saúde, o estudo compa­rou os perfis de atividade física da popula­ção de São Paulo em geral e de ciclistas, com a hipótese de que o segundo grupo seria mais ativo. A proporção de indivíduos regularmente ativos entre ciclistas é quase três vezes maior que a da população em geral. No que diz respeito à dimensão social, partiu-se da ideia de inatividade física como fator de risco associado a doenças, projetando a potencial economia de recursos no sistema de saúde caso a população de São Paulo adotasse um perfil de atividade física semelhante ao dos ciclistas da cidade.

Concluiu-se, então, por um lado, que o uso da bici­cleta para os deslocamentos cotidianos propicia aos indivíduos uma redução nas chances de adquirir uma série de doenças. Por outro, traz um benefício social de economia no sistema de saúde que beneficia a sociedade.

Os pesquisadores projetam que, caso a população aderisse ao perfil de atividade física dos ciclistas, a redução da chance de ter diabetes ou doenças do aparelho circulatório, em função de um maior nível de atividade física, levaria a uma redução de gastos no Sistema Único de Saúde (SUS) com a internação em virtude dessas doenças. O impacto estimado poderia gerar mais de R$ 34 milhões em economia so­mente na cidade de São Paulo.

Economia

Na economia, a pesquisa projeta o potencial aumento do PIB municipal levando em consideração o ga­nho de tempo no deslocamento. Parte-se da premissa de que deslocamentos mais rápidos geram maior produtividade, impactando o PIB. Se o potencial ciclável das viagens realizadas de automóvel e ônibus em SP fosse aproveitado, haveria um acréscimo de aproximadamente R$ 870 mi­lhões no PIB municipal por ano.

Com base nas informações detalhadas de gastos mensais dos indivíduos, o estudo calculou o peso do item transporte na renda mensal pessoal. A partir daí, os pesquisadores estimaram quanto os indiví­duos poderiam economizar caso utilizassem a bicicleta nas viagens pedaláveis em dias úteis. O impacto seria maior nas classes mais baixas, com diminuição de 14 p.p na renda mensal pessoal (R$ 214 de economia, em média).

Hábitos da população

A pesquisa mostra ainda que, embora o potencial de impacto do uso da bici­cleta em relação a meio ambiente, economia e saúde seja significativo, metade da população da cidade não demonstra nenhuma disposi­ção de adotá-la como um meio de transporte cotidiano. Por outro lado, 31% da população estaria disposta a usar a bicicleta em seus deslocamentos cotidianos.

As pessoas que responderam que estariam dispostas a aderir ao uso de bicicleta apontaram melhorias na infraestrutura cicloviária (31%) e maior estímulo à atividade física (30%) como principais fatores que as levariam a mudar de hábito.

aqueles que responderam ter pouca ou nenhuma disposição para adotar a bicicleta como meio de transporte apontaram como motivos o fato de não gostarem ou terem medo (51%). 

Mais de 70% dos ciclistas da cidade passaram a utilizar a bicicleta como meio de transporte há mais de três anos. A principal motivação para começar a pedalar, é o tempo de deslocamento – ou seja, pessoas que consideravam que seu tempo de deslocamento era muito longo da forma como estava sendo feito.

E aí? O que você diz destes números? Nós por aqui achamos super significativos!

Viva a (silenciosa) revolução!!!!


Postado em 10 de maio por gugamachado

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Dia 11 de Maio é o Dia de Ir de Bike ao Trabalho!

O dia De Bike ao Trabalho em 2018 acontecerá no próximo dia 11 de maio, segunda Sexta-feira do mês, e é inspirado no Bike To Work Day, um evento anual realizado em várias partes do mundo para mostrar que a bicicleta é uma opção viável de transporte para o trabalho.

O movimento começou nos Estados Unidos, em 1956, organizado pela League of American Bicyclists. No Brasil este será o sexto ano de ação em âmbito nacional com a rede do Bike Anjo.

Então confira a seguir como você pode participar da campanha De Bike ao Trabalho 2018 aqui!

Você tem mais dicas ou sugestões para melhorar a campanha De Bike ao Trabalho 2018?

» Envie um e-mail para contato@bikeanjo.org e vamos melhorar juntos a campanha!

O dia De Bike ao Trabalho é uma oportunidade para realizar o máximo de atividades possível e ampliar a cultura da bicicleta dentro das organizações brasileiras e mostrar que a bicicleta é uma ferramenta para trazer mais qualidade de vida e motivação aos profissionais.

E o EVDB apoia esta iniciativa! Este ano inclusive tem premiação especial para as empresas! Saiba mais aqui!

Serviço:

O que: De Bike Ao Trabalho 2018

Data: 12 de maio de 2018

Realização: Bike Anjo

Parcerias: mais de 60 parceiros por todo o Brasil

Saiba mais: debikeaotrabalho.org

Contato: imprensa@bikeanjo.com.br , contato@bikeanjo.com.br


Postado em 3 de maio por Eu Vou de Bike

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Dicas de manutenção da bicicleta

Estamos compilando por aqui no Eu Vou de Bike uma série de dicas que já publicamos ao longo de quase oito anos de blog.

Desta vez vamos dar algumas dicas de manutenção para você deixar a bicicleta sempre pronta para o pedal com mais segurança. Trate bem a sua bike!

Pneus
Pneus carecas furam com mais facilidade e deixam sua bicicleta instável. Os ressecados podem se romper. Substitua-os sempre que necessário e calibre-os de acordo com as recomendações do fabricante. Você pode encontrá-las na lateral do pneu.

Rodas
Verifique sempre a centragem dos aros e o estado dos raios. Os cubos devem ser lubrificados periodicamente.

Transmissão
Coroas, catracas, correntes e pedais devem estar sempre lubrificados, mas não exagere para evitar o acúmulo de sujeira e detritos. Use lubrificantes específicos para este fim.

Câmbios
Mantenha os câmbios dianteiro e traseiro regulados para maior precisão na troca de marchas e evitar o desgaste prematuro de peças.

Freios
Tenha sempre os freios bem ajustados e cheque regularmente o estado das sapatas e cabos.

Quadro
Ruídos estranhos podem significar falta de lubrificação ou sujeira. Na pior das hipóteses, pode também haver trincas na estrutura da bicicleta ou problemas junto ao movimento central. Leve-a o mais rápido possível ao mecânico de sua confiança para uma checagem mais detalhada.

Guidão
Mantenha apertados os parafusos junto à mesa, ao guidão e manetes, bem como verifique se há folga na caixa de direção. A perda do controle da bicicleta é extremamente perigosa.

Reparos
Finalmente, se você pedala sozinho ou em grupos organizados, leve sempre um kit básico de sobrevivência para não “ficar na mão”.

Tenha sempre:
Uma câmara de ar reserva ou “kit remendo”;
Espátulas para retirar o pneu;
Bomba de ar (com ou sem indicador de pressão);
Chaves com medidas e tipos adequados aos componentes da sua bicicleta;
Chave de corrente e elos sobressalentes podem ser muito úteis (principalmente se você é um ciclista que prefere pedalar sozinho).

Bom pedal!



Próxima