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Blog Vou de Bike

Postado em 2 de julho por gugamachado

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Então sua bicicleta foi roubada…

Hoje estamos aqui para tratar de um assunto infelizmente muito recorrente em nossos dias. Com o aumento do uso da bicicleta como meio de transporte e de lazer no Brasil, em especial nas grandes capitais, aumentou também o número de furtos e roubos.

Antigamente, os criminosos não tinham muita noção dos valores das bicicletas, e achavam que bicicleta não era algo muito lucrativo, pois era coisa de “gente pobre”…

Infelizmente, eles descobriram que uma boa parte das bicicletas tem um valor considerável, algumas chegando a custar o valor de um automóvel! E mais infelizmente ainda, existe um grande comércio para este tipo de crime no Brasil, principalmente através de sites que vendem peças com preços muito abaixo dos de mercado, claramente suspeitos…

Então, aqui fica o primeiro alerta: se encontrar um site destes, fique atento! Pois se diminuirmos o comércio, diminui também a demanda por roubos e furtos…Ou seja: comprar bicicletas e peças, só com procedência idônea comprovada!

Então, sua bicicleta foi roubada… Depois de se recuperar do susto inicial e do sentimento de “soco no estômago”,  além do sentimento de impotência e de injustiça, a gente deve por a cabeça no lugar e começar a agir racionalmente com o foco de recuperar nossa querida amiga e companheira de todos os dias.

A boa notícia é que hoje em dia existem alguns recursos que podem permitir com que recuperemos nossa bicicleta. Obviamente, em primeiro lugar, existem algumas manobras preventivas que são:

- procurar não chamar atenção, até cobrindo a marca da bicicleta, e/ou utilizando outros recursos para disfarçar o valor da mesma;

- se for uma bicicleta com um valor significativo, você pode fazer um seguro da mesma;

- evitar pedalar em lugares notoriamente perigosos, onde já tenham havido outros roubos;

- evitar parar a bicicleta na rua, mesmo que bem presa. Mas se precisar fazê-lo, procurar amarrá-la através de bons cadeados e travas (tipo “U-Lock, por exemplo. Aqui, siga a dica de ciclistas mais experientes e procure comprar a melhor trava que seu dinheiro permita) em locais bem iluminados e com bastante visibilidade e trânsito de pessoas.

No caso do roubo/ furto consumado, você pode seguir alguns passos no sentido de ter sua magrela de volta!

Inicialmente, você deve registrar um Boletim de Ocorrência Policial na delegacia de sua região. Atualmente, esta manobra ficou bem mais fácil, e se não houver violência, em muitos casos pode até ser realizada “online”. Lembre-se de registrar todas as características possíveis da bike, e principalmente o número de série e fotos. Aliás, se você não tem estes dados com você, pare de ler este post agora e vá anotar o número de série da sua bicicleta, bem como fazer algumas fotos! O número de série da bicicleta geralmente se encontra embaixo do quadro, na região do movimento central (onde ficam instalados os pedais). Procure verificar se no local onde ocorreu o fato havia alguma camera de segurança, e registre também esta informação.

Inclusive com este número de série, você pode e deve fazer mais uma manobra preventiva: registrar sua bike num site especializado, tal como o Bike Registrada. Nós já tratamos dele neste post.

Após a ocorrência, você deve registrar o fato neste mesmo site, bem como em outros sites especializados na situação de roubos, tais como o “Bicicletas Roubadas”. Nestes registros, inclua o máximo de informações que puder.

Vasculhe anúncios de sites como “Mercado Livre” ou “Craigslist” para ver se encontra sua bicicleta. Parece loucura, mas já ouvimos situações onde bicicletas roubadas foram comercializadas nestes tipos de sites…Importante: se você conseguir encontrar sua bicicleta, contate a  polícia!!! Não tente dar “uma de herói” pois estes criminosos podem ser muito perigosos e violentos! Se você encontrar sua bicicleta num destes sites, faça um novo endereço de e-mail falso e finja ser um comprador interessado, tentando obter informações sobre e-mail e número de telefone do vendedor para que você pode passar para a polícia.

Espalhe a notícia sobre sua bicicleta roubada ao longo de suas redes sociais, bem como a de amigos. Ciclistas costumam ser muito “parceiros”, principalmente nestas horas! Poste uma foto bem nítida de sua bicicleta no Facebook e no Twitter e peça para que  seus amigos compartilhem. Quanto “mais olhos” você  tiver nas ruas à procura de sua bicicleta, maiores são as chances de encontrá-la!

Esperamos que este seja um post preventivo, e que você nunca necessite de utilizar as dicas que demos aqui…

Já anotou o número de série de sua bicicleta e registrou? Não? Então vai lá!!!


Postado em 25 de junho por leandro

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As influências climáticas na pedalada

Bicicleta na Chuva

Costumamos dizer que um dos maiores inimigos do ciclista é o clima, desde que este nos pegue despreparados!

Numa cidade como São Paulo, as vezes vivemos as quatro estações no mesmo dia!

O sol pode castigar o ciclista e a chuva pode esconder buracos no asfalto e ainda atrapalhar na hora de usar o freio. Portanto, esteja preparado para as mudanças climáticas e saiba como evitar acidentes nas mais variadas condições.

Quando pedalamos em dias ensolarados, é comum que o nível de raios ultra-violeta aumente, por isso é muito recomendado usar óculos com proteção aos raios UV. Além disso, o óculos também protege contra pequenos detritos do asfalto, levantados pelos carros que passam, até pequenas folhas, galhos e poeira, como já comentamos no post sobre equipamentos recomendados para uma pedalada mais segura.

Em dias de sol, o ciclista também deve dar atenção especial à hidratação do corpo, que acaba perdendo muito mais líquidos em dias quentes. A pele deve ser sempre protegida com creme ou gel bloqueador solar. Não se esqueça da nuca, que fica muito exposta na bicicleta, e também dos braços e mãos, caso não esteja usando luvas. Usar roupas claras também ajuda a dissipar o calor.

Pedalar na chuva é possível, mas você deve tomar cuidado redobrado. Com o chão molhado, reduza sempre a velocidade. Além de diminuir a visibilidade e a audição tanto do ciclista quanto do motorista, a pista molhada reduz a aderência dos pneus ao solo, fazendo com que a distância de frenagem da bicicleta aumente ou se torne irregular. Por isto, nesta situação, utilize o freio delicadamente.

Se houver muita água acumulada na pista, tome cuidado e desvie das poças, que podem esconder algum buraco no asfalto. Quando chove, o ciclista também deve ter cautela ao passar sobre paralelepípedos, tampas de bueiros e sinalização pintada no solo, que se tornam um “sabão” quando molhados. Ao pedalar durante a noite ou sob chuva, utilize sempre um farolete de iluminação para aumentar sua segurança. E capacete sempre, né?!

Com essas dicas, você vai ver como é possível pedalar sob as mais adversas condições. Mesmo que você não planeje pedalar na chuva, nunca se sabe quando o tempo vai virar e às vezes pode ser impossível fugir do temporal.


Postado em 20 de junho por gugamachado

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Conheça a Audax, a nova marca de bicicletas “premium” do Brasil !

João Claudino Jr., ceo da Audax e VP do grupo Claudino

A Audax surge para proporcionar novas experiências aos ciclistas que desejam superar seus próprios limites.O nome da marca vem originalmente do latim e significa “audacioso”, “corajoso”. Essa escolha surgiu do desejo de representar a grandiosidade do projeto, resultado do maior investimento em bicicletas de alta performance já realizado no mercado brasileiro, somado ao espírito de aventura que une os ciclistas.

Com investimentos de R$ 80 milhões, o Grupo Claudino, um dos maiores conglomerados empresariais do país, lançou oficialmente nesta última sexta-feira (06/03) a marca de bicicletas Audax, produzidas em uma nova fábrica na Zona Franca de Manaus. Os produtos serão vendidos em bike shops e lojas especializadas a partir de maio e o modelo mais caro custará cerca de R$ 45.000,00 com bicicletas para uso urbano, ciclismo e off-road. A Audax chega ao mercado nacional como excelente opção de compra e vai brigar de igual para igual com as maiores empresas do mundo no segmento.

A marca terá inicialmente 25 modelos feitos em alumínio e fibra de carbono, equipados com os melhores componentes disponíveis no mercado, como câmbio, freio e suspensão. “Nossa fábrica, a primeira do país para bicicletas premium, de médio e alto valor agregado, é uma das mais modernas do mundo e utiliza os melhores equipamentos do mercado. Tanto no processo de fabricação, quanto no produto final, usamos tecnologia de ponta. E temos uma grande vantagem: nossas bikes são feitas no Brasil para brasileiros. Conhecemos bem o perfil dos nossos consumidores e sabemos exatamente que tipo de produtos eles querem. Esse é o nosso grande diferencial”, afirma João Claudino Junior, CEO da Audax e vice-presidente do Grupo Claudino.

A nova marca nasce em alto estilo. A apresentação oficial das bicicletas foi durante a abertura da temporada da Copa Internacional de Mountain Bike, na cidade de Araxá (MG). O evento, que teve a participação de 1.400 atletas de 11 países diferentes, é um dos mais importantes do mundo porque é válido para ranking da UCI (União Ciclística Internacional), cujos pontos contam para a classificação olímpica, além da Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC) e da Federação Mineira de Ciclismo (FMC). “Reunimos em Araxá nossos representantes, proprietários de bike shops e lojistas de todo o país. A aceitação dos produtos está incrível, bem acima das nossas expectativas. Todos gostaram muito e estão bem animados”, conta Claudino. Dos R$ 80 milhões de investimento, R$ 10 milhões serão destinados a ações de marketing da Audax nos próximos dois anos.

Veja abaixo alguns destaques da marca!

A nova marca brasileira também estará no esporte. A Audax contará com uma equipe com sete atletas, a Audax Bike Team, com Daniel Zóia, Robson Aloisio, Eduardo Ramires, Anderson Robl, Enzo Ronzani, Eszter Dósa (Hungria) e Julyana Machado.

Team Audax

 

Fábrica

Instalada em um terreno de 180.000 metros quadrados, com 11.000 de área construída, a nova fábrica de bicicletas Audax deve contratar, no primeiro ano, de 150 a 180 trabalhadores e deve gerar 450 empregos indiretos. A expectativa é que em três anos, a unidade gere aproximadamente 1.000 empregos diretos e indiretos. A capacidade de produção será de até 300.000 bicicletas por ano.

“Queremos mostrar que é possível ter uma marca de bikes genuinamente brasileira de alta performance e qualidade, produzida em uma das fábricas mais modernas do mundo. Assim, além de trazermos ao mercado bicicletas de qualidade, teremos um preço competitivo e margens atrativas para revendas”, prevê Claudino. Além de em Manaus, a Audax terá operações em São Paulo e no Piauí.

 

Grupo Claudino

Fundado há 56 anos e com sede em Teresina (PI), o Grupo Claudino tem faturamento anual de cerca de R$ 3 bilhões e é formado por 14 empresas: Audax Bikes; Teresina Shopping; rede de varejo Armazém Paraíba; Guadalajara (fábrica de roupas das marcas Onix Jeans, Win, Vizzual, Opcion, Kids & Kids e Emepê); Socimol (indústria de colchões de molas e móveis, em sociedade com grupo SOCIC); Onix (indústria de colchões de espuma); Construtora Sucesso, Frigotil (frigorífico); Houston (fábrica de bicicletas, aparelhos fitness e ventiladores, também em sociedade com grupo SOCIC); Halley (gráfica e editora); Sucesso Publicidade; Remanso (tecnologia de informação e projetos) e Colon Carrocerias e Gestão Peles e Couros. O conglomerado empresarial gera 16 mil empregos diretos e aproximadamente 48 mil indiretos.

Site oficialwww.audaxbike.com

facebook.com/audaxbike

instagram.com/audaxbike

twitter.com/bikeaudax

 


Postado em 18 de junho por Eu Vou de Bike

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Características de uma bicicleta urbana

Por sugestão de nossa leitora Mariane, decidimos reunir neste post as principais características de uma bicicleta urbana, bem como os equipamentos obrigatórios e os desejados para uma melhor performance na cidade.

Com a recente especialização que o mercado das bicicletas vem experimentando, é possível adquirir uma bicicleta completamente concebida e manufaturada para o uso urbano como meio de transporte. Mas aqui no Brasil, infelizmente, isto ainda está muito longe da realidade, e o mais comum é encontrarmos bicicletas “adaptadas” para o uso na cidade, quando muito!

Na maioria dos casos, seja pela falta de informação ou de recursos, o que encontramos são mountain bikes, bicicletas utilitárias (aquelas com geometria para transportar grandes cargas), algumas estradeiras mais antigas e por aí vai. Todas elas executam a tarefa de nos transportar, mas se podemos realizar algo com mais conforto e eficácia, por que não?

A bicicleta é comprovadamente o melhor meio de transporte para distâncias até 7 km, aproximadamente. Lógico que ela pode ser utilizada em distâncias maiores, como também pode ser utilizada comutada com outros meios de transporte, tais como ônibus, trens, metrôs, e até carros.

Agora para quem utiliza a bicicleta como meio de transporte, algumas características mínimas são bem aceitáveis, a saber:

- geometria adequada, fornecendo uma posição mais “ereta” ao ciclista (upride), com isto possibilitando maior conforto e mais visibilidade, tanto do ciclista propriamente dito, quanto a percepção deste por parte dos outros integrantes do trânsito.

- pneus mais finos (de 1.0 a 1.5 polegada) e lisos, ou seja, sem os cravos tão comuns nas mountain bikes. Os pneus podem ser também do tipo híbridos, em que o centro do pneu é liso e a lateral contém alguns cravos baixos. Se o aro for 700 ao invés do 26 (mais comum) também teremos um rodar mais confortável e regular.

- bagageiro, que pode ser dianteiro, traseiro, ou mesmo, dependendo da necessidade de carga no transporte, bagageiros dianteiros e traseiros. Inclusive estes podem conter alforges, que protegem melhor nossa carga.

- paralamas dianteiro e traseiro, para evitar a provável “sujeira” que a cidade contém e que fatalmente nos atinge.

- protetor de corrente: para permitir a utilização de roupas “normais” em nossas idas e vindas aos compromissos.

- transmissão interna no cubo traseiro, evitando assim, mecanismos complexos expostos, e diminuindo a necessidade de manutenção periódica.

Como itens obrigatórios pelo código nacional de transito (CONTRAN, art. 105), temos que ter:

- a campainha;

- sinalização reflexiva noturna dianteira (cor branca):

- sinalização reflexiva noturna traseira (cor vermelha);

- sinalização reflexiva nos pedais, e

- espelho retrovisor do lado esquerdo.

Esperamos com estas informações ajudar a tornar seu pedal urbano mais eficiente e agradável.

E lembre-se: sempre que possível, vá de bike! E não se esqueça de usar os itens de proteção individual: capacete, luvas e óculos.

Por Guga Machado, com a colaboração de Leandro Valverdes, sócio-proprietário da loja especializada em bicicletas urbanas, a Ciclo Urbano. Agradecimentos também a Biketime


Postado em 11 de junho por Eu Vou de Bike

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Saiba como remendar a câmara da bicicleta

Continuando a série de posts sobre emergências mecânicas e manutenção de bicicletas, mostraremos como realizar um reparo (remendo) na câmara do pneu da bike.

Para saber como retirar a roda envolvida, chegando até a câmara, leia nosso post anterior.

Você vai precisar dos instrumentos abaixo, facilmente encontrados nas bikeshops e magazines de esporte:

Após ter acesso a câmara, a primeira coisa a fazer é identificar o furo. O ideal é até marcá-lo de alguma forma (uma caneta, por exemplo).

Uma vez identificado o furo, você deve deixar a câmara totalmente esticada (veja melhor no filme abaixo) utilizando o dorso da mão como apoio. Se o furo for pequeno e ela ainda estiver ligeiramente inflada, não há problema. Com isto, a câmara fica mais apoiada, tomando a forma do dorso da mão.

Feito este passo, pegamos a lixa (que acompanha a maioria dos kits de reparo de câmara disponíveis no mercado) e realizamos uma raspagem da área do furo, para retirar qualquer tipo de impureza que possa a vir impedir a boa fixação do remendo.

Note que uma vez fixada a câmara no dorso da mão, o ideal é que ela não seja mais solta, para que não haja a possibilidade de “perder” de vista a área preparada.

Em seguida, iniciamos a aplicação da cola (que acompanha a maioria dos kits de reparo de câmara disponíveis no mercado) utilizando o próprio corpo da embalagem da cola para a aplicação. Devemos evitar o uso do dedo na aplicação, para que a gordura da mão não “contamine” a área do reparo, minimizando a adesividade do remendo.

Após a aplicação, aguardamos a secagem da cola, que pode variar de acordo com o fabricante. Uma dica é perceber através da diminuição do “brilho” da mesma. Geralmente quando ela é aplicada ela fica brilhante, e na medida em que sua secagem se processa ela vai ficando “opaca”. A perda do brilho então indica o ponto de secagem ideal e a partir deste prosseguimos com nosso reparo.

Durante esta secagem a câmara pode ser retirada da posição em que estava, podendo “descansar” em alguma superfície plana, evitando contato com a região do reparo.

Após a secagem da cola, utilizamos então o “remendo” propriamente dito (que acompanha a maioria dos kits de reparo de câmara disponíveis no mercado, e em São Paulo é chamado de “estrelinha”), normalmente oferecido em tamanho único ou como uma peça grande cujo tamanho é definido no momento da aplicação, ao recortar a medida que for necessária. Este último é mais incomum, mas também presente no mercado.

Retire então a película protetora do remendo, evitando contato com a área adesiva do mesmo. Voltamos a “enrolar” a câmara da maneira anterior (no dorso da mão) de modo a termos o apoio da região a ser remendada e a seguir aplicamos o remendo com a outra mão no local previamente preparado.

Após a colocação do remendo, retire a película de proteção superior do mesmo, passando o dedo “por cima” do remendo para evitar imperfeições.

Agora é só encher a câmara e o remendo está concluído. Os procedimentos de montagem da câmara no pneu e da roda na bicicleta estão em nosso post anterior.

Acompanhe abaixo o vídeo com o “passo-a-passo”:

Bicicleta: Houston Mercury HT
Oficina: Biketime
Mecânico: José Maria


Postado em 3 de junho por Eu Vou de Bike

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Dicas para pedalar no frio


Ainda bem que no Brasil não chegamos a estes extremos

Pedalar no frio é muito legal e pode gerar momentos épicos e memoráveis, desde que estejamos bem equipados! Para um passeio confortável de bicicleta, sem a necessidade de cuidados especiais, consideramos a temperatura ambiente acima de 20 graus. Abaixo dela, e em algumas condições específicas, conforme vamos verificar ao longo deste post, nosso “pedal” precisa de alguns cuidados que vão de um simples colete do tipo “corta-vento” até roupas mais específicas e “pesadas”.

Lógico que a sensação térmica é muito subjetiva e pessoal e é comum encontrarmos ciclistas “só de camiseta” com 10 graus de temperatura, bem como outros “super agasalhados” com 18 graus de temperatura. A regra geral deve ser sempre o conforto e o bom senso!

Uma vantagem do inverno são as temperaturas mais amenas durante o dia, menos umidade e a ausência daquele “sol escaldante” para o pedal! Mas como desvantagens temos a falta de chuvas que, aliada ao chamado “efeito estufa” e condições de poluição atmosférica dos grandes centros urbanos, faz com que a qualidade do ar piore consideravelmente, muitas vezes até não sendo indicado exercícios ao ar livre. E nestas condições podemos sempre realizar o “ciclismo indoor”. O importante é não parar de pedalar!

Atualmente, temos uma grande variedade de equipamentos e acessórios que tornam o ato de pedalar em baixas temperaturas tão bom quanto no calor. São os chamados “equipamentos e roupas técnicas”. Mas tome cuidado: por serem equipamentos específicos, muitas vezes os preços atingem as alturas!

Pela nossa experiência, é possível se equipar adequadamente com um investimento bem razoável. E é lógico que não estamos falando de como os ciclistas “das antigas” faziam: colocar jornal por baixo da roupa! Acredite: isto funciona e já me livrou de muitas “roubadas”!

Um erro muito comum é o uso do famoso moletom com camisa de algodão. Eles acumulam muita umidade produzida pela corpo e demoram a secar, o que pode causar assaduras, micoses e resfriado, devido ao contato constante com a roupa molhada de suor. Além disso, o moletom é geralmente muito folgado no corpo e pode enroscar em galhos, postes ou até na própria bicicleta, gerando até acidentes.

Roupas para o frio

Nas baixas temperaturas, o mais importante é se vestir “em camadas”, como uma cebola. Quando inicamos a pedalada estamos “frios” e sentimos mais a necessidade de estarmos agasalhados. À medida em que vamos nos aquecendo, começamos até a sentir calor, e as camadas de roupas podem ser removidas aos poucos. Portanto, não adianta usar somente uma camiseta e um casaco pesado.

O ideal, então, é usar como “primeira pele” uma camiseta ou camisa do tipo “dry fit”, que absorve e expele o suor, um agasalho leve para aquecer, que pode ser do tipo “polartec” ou “fleece”, uma espécie de “moleton” moderno, que também atua como um “dry fit”. Neste tipo de agasalho, encontramos várias espessuras, que podem “segurar” tanto uma temperatura amena de uma manhã de outono, até quase um “frio polar”. Opte sempre pelo meio-termo. Por fim, um colete ou jaqueta do tipo “corta-vento”, de preferência impermeável. O importante é sempre manter a área do peito aquecida e protegida, para evitar problemas respiratórios.

Dependendo da temperatura, podemos utilizar gorros, toucas térmicas e até balaclavas. É muito importante proteger a região da cabeça, uma vez que ela é a grande responsável pela perda de energia térmica. Temos à disposição até “protetores de orelha”, geralmente feitos com o mesmo material do agasalho polartec acima.


Ciclistas preparados para o frio e chuva

Além dessas dicas, ainda há os chamados “tecidos inteligentes”. Os mais comuns nas lojas são os do tipo “termodry”, “coolmax”, “goretex” e “dryfit”. Converse sempre sobre as suas necessidades com o vendedor e procure comprar em lojas especializadas, que não necessariamente precisam ser de ciclismo, mas podem ser de “esportes outdoor”. Nestas lojas encontramos mais variedades de equipamentos, pois a necessidade dos alpinistas, caminhantes e demais praticantes de esportes outdoor no frio são muito parecidas com a do ciclista!

Além de tudo isto, ainda temos os tradicionais “manguitos” e “pernitos”, que são peças exclusivas para serem vestidas nas pernas e braços, como se fossem “grandes meias”. A vantagem deste equipamento é que ele é fácil de tirar e guardar. É muito comum vermos os ciclistas, em especial os mais experientes, se utilizarem deste vestuário, pois muitas vezes conseguimos até retirá-los e ou dobrá-los durante o pedal! Geralmente eles também são feitos nos materiais mencionados acima, pois sua função é a de aquecer.

Existe uma diferença entre o vestuário para aquecimento e o vestuário para proteção contra o vento. O ideal é compor o visual pensando nas duas situção. Uma dica é começar com roupas que aquecem (segunda pela, camisa de ciclismo, agasalho leve, manguitos e pernitos) e terminar com roupas que protegem do vento (jaquetas e coletes do tipo “corta-vento”), sempre lembrando das tradicionais luvas de dedo longo (que podem, sob frio muito intenso, ser de número maior acomodando uma luva térmica por baixo da luva de ciclismo), óculos e capacete.

No quesito calças (apesar da resistência de alguns quanto ao efeito “bailarina” – uma bobagem, por sinal), o ideal é usarmos a bermuda de ciclismo com os “pernitos”. Se a temperatura estiver muito baixa, podemos usar calças compridas do tipo “segunda pele”, com a bermuda de ciclismo por cima. Dependendo da temperatura, podemos usar o “overshoe” (ou cobre-sapatos), uma espécie de grande meias sem sola colocada sobre as sapatilhas, fazendo a ligação dos pés com as pernas, uma área geralmente descoberta e muito sensível.


Ciclista agasalhado e com protetor de orelha sob o capacete, mas de bermuda

Devemos nos lembrar também de usar protetor labial e, em pedaladas mais longas, colírios e/ou soro fisiológico para manter os olhos livres de ressecamento. E lembre-se sempre de retirar toda a roupa úmida e suja imediatamente após a pedalada.

Preparação

Pronto! Estou vestido, preparado e equipado para o pedal. Agora então é só pedalar. Não! No inverno, a necessidade do alongamento e aquecimento prévio é bem maior! Devemos prolongar o tempo do alongamento, e não a intensidade dos movimentos, aquecendo também as mãos e os pés.

Inicie com um pedal leve e, se possível, com a rotação bem elevada (acima de 90 RPM), utilizando uma marcha bem leve. Faça isto por 5 a 10 minutos. Lembre-se também de “desaquecer”, fazendo a mesma coisa ao final do pedal.

Mantenha sua hidratação sem alterações, com um gole generoso a cada 30 minutos, mesmo sem vontade de beber. Se o pedal for longo, aumente em cerca de 1/3 o que costuma levar para comer, pois no inverno costumamos sentir mais fome. Evite sair no início da manhã, quando as temperaturas ainda estão muito baixas, e durante a noite. O período mais propício para o pedal nestas condições é na hora do almoço, até o meio da tarde, para os que puderem.

Abaixo segue uma sugestão de equipamentos x temperatura:

- Frio Intenso (abaixo de 10 graus): segunda pele técnica com manga longa, camisa de ciclismo (se possível também de manga longa), blusa técnica (do tipo “fleece”), colete ou jaqueta “corta-vento”, calça térmica, bermuda de ciclismo, gorro ou balaclavas, luvas fechadas sobre luvas térmicas e over-shoes.

- Frio (entre 10 e 12 graus): segunda pele técnica com manga longa (ou manguitos), camisa de ciclismo (se possível também de manga longa), colete ou jaqueta “corta-vento”, calça térmica ou “pernito”, bermuda de ciclismo, gorro e luvas fechadas .

- Frio moderado (entre 13 e 17 graus): Camisa de ciclismo (se possível também de manga longa), jaqueta “corta-vento”, “pernito”, bermuda de ciclismo e luvas fechadas . Para os mais calorentos, aqui já podemos utilizar somente a bermuda. Para os mais sensíveis, podemos continuar utilizando o gorro.

- Frio Ameno (entre 18 e 20 graus): Camiseta de ciclismo, manguitos, luvas fechadas, bermuda de ciclismo e colete “corta vento”. Os manguitos podem ser substituidos por uma camisa de ciclismo de manda longa. A desvantagem é que ao aquecermos não podemos retirar a camisa como fazemos com os manguitos, se for o caso.


Postado em 28 de maio por gugamachado

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Água: Tudo a ver com o Pedal!

Não é de hoje que quem pedala sabe a necessidade de se hidratar constantemente, principalmente nos dias mais quentes, ou após “aquela subida” para “esfriar os motores”…

O ideal é nos hidratar a cada 20 minutos, não esperando a sede chegar. E para pedais maiores que uma hora, é bom também se alimentar de maneira leve.

E a relação do ciclista com a água vai muito além da simples hidratação, pois tem tudo a ver com o meio ambiente, e por consequência, com a sustentabilidade, tema tão “em moda”, mas na maioria das vezes debatido superficialmente, ou com meras “ações de marketing”, que na sua maioria são pensadas somente para a imagem positiva da empresa, com pouco comprometimento da mesma com a esta causa.

Foi pensando nisto que a empreendedora social holandesa Dopper, focada na redução do descarte de plástico e no incentivo ao consumo de água filtrada, lançou a marca em São Paulo. A companhia responsável pela produção da garrafa Dopper — uma peça de design exclusivo — representa iniciativas para diminuição da poluição causada pelo uso de garrafas PET nos rios e oceanos.

“A Dopper é uma empresa social e nós estamos aqui para causar um impacto positivo, não pensamos somente no lucro” explica Merijn Everaarts. “Ainda há muito a se fazer em relação ao conhecimento sobre a poluição do uso de plástico descartável e o acesso à água limpa no Brasil, por isso esse país é tão interessante para a Dopper, que tem a missão de levar  mensagens de consciência ambiental. Foi muito difícil para mim imaginar que um país como o Brasil, que tem uma das maiores reservas de água doce no mundo, ainda não consegue abastecer uma parte da população com água filtrada.”

Cinco por cento de todos os rendimentos brutos obtidos com as vendas das garrafas Dopper são reservados para a Fundação Dopper, que tem a missão de oferecer acesso à água filtrada para o máximo de pessoas no mundo e também fornecer educação. Isto é feito por meio de palestras, seminários e atividades externas.

A Dopper tem certificação Cradle to Cradle e é fabricada na Holanda. A garrafa é livre do BPA (bisfenol-A), pode ser levada à máquina de lavar louças, comporta 450 ml de água e está disponível em seis diferentes cores: verde, azul, laranja, vermelha, rosa e branca.  A certificação internacional Cradle to Cradle atesta que a Dopper é a primeira garrafa de água produzida de forma sustentável e que contribui para o bem estar das pessoas e para o meio ambiente.

Para mais informações visite a página da Dopper Foundation

Nós aqui do EVDB apoiamos todas as iniciativas ligadas a sustentabilidade além das duas rodas!

Se você conhecer alguma digna de nota, escreva para contato@euvoudebike.com !


Postado em 21 de maio por gugamachado

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Será que eu preciso de roupas específicas para pedalar na cidade?

Com o aumento considerável do uso da bicicleta como meio de transporte ( e nós queremos que aumente cada dia mais!!!), algumas práticas de vestuário vinda do ciclismo esportivo estão sendo revistas, tais como o uso de roupas exclusivas de ciclismo, geralmente em tecidos justos e técnicos (dry fit), e que não possibilitam com que trabalhemos normalmente em nossos dias, a não ser que você seja profissional de alguma área esportiva.

Ao mesmo tempo, em muitas situações, é quase impossível tomar banho e mudar de roupa ao chegar em nossos trabalhos.  Porém, algumas características das roupas especializadas de ciclismo são muito desejadas em nossos deslocamentos, pois continuamos suando, continuamos tendo a necessidade de “chamar a atenção” no trânsito com cores vivas e algo reflexivo, bem como continuamos tendo a necessidade de pedalar com uma roupa relativamente elástica, que não impeça nossos movimentos, e que, se possível, tenha maior resistência em certas regiões mais forçadas…Afinal, que nunca rasgou o “cavalo” de uma calça jeans?

Foi pensando nisto que alguns fabricantes de roupas casuais começaram a se preocupar com este crescente nicho de mercado, procurando acrescentar estas características em suas coleções.

E assim surge a linha “Commuter” da tradicional Levi’s.

Lançada já a algum tempo no exterior, agora é possível conhecer e experimentar esta linha aqui no Brasil também!

E o melhor: esta coleção foi especialmente desenvolvida por ciclistas, para ciclistas. E acredite: isto faz toda a diferença!!!

A coleção

Neste Inverno 2015, a coleção está mais forte e versátil. Como o número de mulheres que pedalam como meio de transporte vem crescendo muito ultimamente (graças a Deus!!!), pela primeira vez, a Levi’s apresenta a coleção feminina oferecendo conforto, proteção e mobilidade, tudo com estilo! A moda não é sacrificada, já que a linha feminina tem produtos multifuncionais para usar dia e noite, com ou sem bicicleta. Seu estilo valoriza mais as peças básicas do guarda-roupa do que a aparência técnica, segundo o que falamos no início deste texto.

A coleção feminina inclui a calça Skinny, o shorts High-Rise Jeans, camisa, moletom e a Trucker Jacket com uma jaqueta de sobreposição removível e dobrável. As cores continuam clássicas, em tons de preto, cinza, azul e branco.

Para os homens, a peça chave de performance é a Commuter Windbreaker (foto), com uma face em índigo e um forro macio de mistura de lãs. Fibras termorreguladoras são entremeadas no tecido para ajudar a resfriar ou esquentar, dependendo do tempo e da temperatura corporal da pessoa. Além disso, a coleção apresenta o 504™ Trouser Short, uma bermuda bem cool !

As principais características tecnológicas das coleções são:

- Tecido em stretch para mobilidade e maior durabilidade;

- Repelente a água com tecnologia antimicrobiana para repelir odores;

- Refletividade para segurança, com reflexivos instalados de maneira discreta ao longo das peças;

- Novos tecidos termorreguladores, com bainha traseira mais baixa nas blusas, e cinturas mais altas nas calças.

Dito tudo isto, fica aqui a pergunta inicial: eu preciso de tudo isto para pedalar? Depende muito do seu uso (dificuldade do trajeto, clima da cidade, etc). Mas que estas características ajudam, ajudam e muito! Principalmente para os que não tem condições de chegar ao seu destino, tomar banho e trocar de roupa para continuar seu dia de trabalho.

Por aqui nós já estamos testando algumas peças destas, e por enquanto estamos adorando! E confirmando a realidade e utilidade de cada uma destas características!

Por exemplo, o fato dos tecidos serem repelentes a água e odores ajudam muito. Estes dias pegamos uma garoa leve onde a roupa (masculina, calça e camisa) se manteve quase intacta, isto é, sem transferir a humidade e nem apresentar mau cheiro após o uso.

Vamos seguir testando algumas peças masculinas e femininas em nossos deslocamentos do dia a dia, e em breve vamos postando nossas impressões, bem como mais detalhes desta tão bem vinda coleção!


Postado em 16 de maio por gugamachado

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Pedalar na rua é perigoso?

Calma!!! Lógico que tanto o título quanto a imagem acima são só uma provocação!!!

Mas a mensagem que recebemos no Facebook esta semana de nossa leitora Melina Vasconcelos nos fez refletir bastante sobre o tema…

Antes, a mensagem:

” Olá, sou da cidade de São Jose do Rio Preto. Hoje passei por uma situação desagradável, enquanto voltava pedalando pra casa. Passando por uma avenida, entre fechadas de carros e ônibus um acontecimento foi mais que inesperado. Uma passageira em um carro jogou para fora uma bituca de cigarro, e por pouco não pegou em mim. Porém as cinzas se desfizeram no ar e acabaram por entrar nos meus olhos e aquilo ardeu muito! Fiquei quase sem ver nada e no meio da avenida entre os carros!

O carro parou em um semáforo e fui até ele, pedi (com educação) para que não fizessem mais aquilo, explicando que aquilo me prejudicou por um momento. A mulher logo se arrependeu e percebeu que aquela “inocente” bituca de cigarro poderia ferir alguem. Por fim ainda me pediram uma informação a qual auxiliei da maneira que pude, mas me coloquei a pensar que além da desconsideração que muitos motoristas demonstram para com o ciclista jogando o carro para cima da gente, ainda há aqueles que jogam todo tipo de lixo prejudicando o meio ambiente e dependendo, como ocorreu neste caso, quase ferindo o ciclista.

Com os olhos ardendo e sem ter como parar na hora, só imaginei que o ônibus atrás de mim iria me acertar. Por favor, gostaria que tivessem artigos sobre essa questão no site, tanto para alertar ciclistas novos ou experientes e também tentar fazer com que aqueles que lerem e tiverem esse hábito de jogar coisas pela rua entenda o perigo que é…”

E aí? O que responderemos pra Melina?

Nós aqui do EVDB somos 100 % ao compartilhamento das vias, pois isto, além de estar na lei, é uma atitude mais humana e cívica. Lógico que tudo tem limites e não devemos ficar em extremos. Pedalar em grandes avenidas e vias de circulação rápida deve ser só para os mais experientes, e sempre que possível, devemos traçar nossas rotas por vias secundárias.

Por fim, fazer como a Melina fez, procurando corrigir, sempre com equilíbrio, o erro/errado, ensinando através do exemplo,  pode e sempre é o melhor caminho!


Postado em 9 de maio por Eu Vou de Bike

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Como evitar a câimbra na hora do exercício

Se você pedala com frequência, é quase impossível que não tenha nenhum episódio de câimbra para contar. Ela chega sem avisar e, por causa da dor, nos deixa prostrados, muitas vezes no meio da estrada! Foi o que aconteceu comigo num treino da tradicional “Estrada dos Romeiros”, que fica no interior de São Paulo, e que me deixou sem condições inclusive de caminhar até o carro de apoio que nos acompanhava. Tiver que ir carregado! Um vexame que só quem passou sabe do que estou falando…

A sensação de dor que a câimbra traz é semelhante a um choque de 220 volts, e se o ciclista não estiver bem alimentado, bem hidratado e com o condicionamento físico equilibrado, fatalmente será vítima desta dor. Câimbras são contrações musculares intensas e momentâneas, que podem atingir um grupo muscular ou um músculo isolado. Elas normalmente ocorrem após esforços físicos extenuantes, e suas causas não são tão simples de serem identificadas, pois um ou mais fatores podem estar envolvidos neste processo.

As câimbras são um dos problemas mais “mal explicados” da medicina. Atualmente, a teoria mais bem aceita (de Tim Noakes) é que elas são “um reflexo anormal do fusomuscular, ou seja, uma alteração da atividade neural do músculo”. Outra teoria atual sugere que as câimbras são causadas principalmente por desidratação. Durante o exercício, perdemos sódio e potássio, assim como cálcio e magnésio, levando a alterações químicas que causam estas contrações involuntárias. Por isto que, ao realizarmos exercícios mais longos, o uso de isotônicos é indispensável, para repormos o sódio e o potássio através dos eletrólitos contidos nestas bebidas.


Banana, rica em potássio, pedal pode ajudar a prevenir câimbra

O ideal é sempre se hidratar sem sentir sede. Para os pedais mais rápidos, um gole generoso de água a cada 20 minutos é o suficiente. Se for treino, procure alternar água com o uso de isotônicos, a cada 20 minutos. Um outro ponto de atenção é saber diferenciar as câimbras das contraturas musculares. A contratura é causada por estresse e ou fadiga muscular, e, ao contrário da câimbra, a dor demora muito a passar e permance no local, causando inclusive lesão nos tecidos musculares. Neste caso, o ideal é procurar o médico para evitar lesões permanentes.

De uma maneira geral, para prevenir as câimbras, além do cuidado com a hidratação, devemos evitar pedalar com roupas muito pequenas, que possam atrapalhar nossa circulação; devemos evitar ainda ir além de nossa capacidade nos treinamentos; na véspera dos treinos devemos evitar utilizar alimentos com muitos conservantes e edulcorantes, bem como evitar a utilização de diuréticos com o objetivo de emagrecer, sem orientação médica.

Ainda sobre a prevenção, o ideal é aquecer pedalando de modo progressivo. Eu, por exemplo, quando inicio um treino, procuro colocar uma marcha bem leve e girar numa cadência alta, entre 100 a 120 rpms, por 5 a 10 minutos, dependendo do treino, realizando um aquecimento progressivo. O ideal também é mudar de posição de tempos em tempos na bicicleta, e principalmente, ter a bicicleta muito bem ajustada. Sobre isto já tratamos em outros posts, como este aqui.

E quando a câimbra aparecer durante uma pedalada, o ideal é agir o mais rapidamente possível. O primeiro de tudo é procurar localizar a dor: se ela for na panturrilha, alongue-a esticando como se houvesse um grande peso no seu calcanhar. Você pode fazer isto em cima da bike. Porém, se a dor for muito intensa, pare a bicicleta em um local seguro, apoie o calcanhar no chão e tente segurar o dedão do pé. Se a dor for no quadríceps, a parte da frente da coxa, se você tiver bom equilíbrio, pode permanecer em cima da bike, tirando o pé do pedal (da perna atingida) e, com o auxílio da mão, coloque o calcanhar o mais próximo possível da região do glúteo.

Mas se você for vítima constante de câimbras, ou ainda se, mesmo após o desaparecimento das mesmas, você ainda sentir dores no local, não deixe de consultar um médico!



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