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Blog Vou de Bike

Postado em 30 de março por Eu Vou de Bike

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Escolha e use corretamente o capacete

Apesar de não ser um acessório obrigatório, o uso de capacete como equipamento de proteção individual é muito importante para garantir a segurança do ciclista na hora de quedas. Como geralmente as bicicletas estão associadas a sensação de liberdade e prazer, muitas vezes o uso de capacete dá a falsa impressão da privação de experimentar estas sensações.

Porém a escolha e utilização correta deste acessório pode ser suficiente para salvar sua vida, sem tirar o prazer da pedalada!

Tendo suas primeiras utilizações pelos ciclistas registradas no início do século 19, o capacete como conhecemos hoje surgiu somente por volta da década de 70, quando a fabricante Bell Helmet Company criou o primeiro capacete em poliestileno expandido (EPS), bem mais leve e resistente do que os materiais que o antecederam, em especial o isopor.

No Brasil, esta tecnologia só chegou uma década depois, principalmente com a introdução do Mountain Bike e a abertura das importações.

Atualmente, com o avanço cada vez maior da tecnologia e dos materiais, e com a grande especialização que o ciclismo experimentou, temos uma variedade enorme de preços, utilizações e estilos. Logicamente, isto também aumentou em muito a dificuldade de selecionar um modelo mais adequado para utilização.

Como sempre, necessitamos realizar algumas reflexões e responder algumas perguntas iniciais para que possamos melhor efetuar nossa compra, a saber:

1-) Qual a modalidade de ciclismo eu vou praticar?

Basicamente, temos 3 tipos de capacetes: os totalmente fechados (“full face”), os abertos, que podem ter uma “pala” dianteira ou não, e os aerodinâmicos, além dos infantis.

Normalmente, os do tipo “full face” são utilizados para as modalidades mais “radicais”, tipo o “downhill” ou o “free style”. Os abertos com a pala dianteira são utilizados pelo pessoal do Mountain Bike ou ciclismo urbano e recreacional em geral, e são os mais comuns de se encontrar. E os abertos sem pala são os preferidos do pessoal do “speed”, a turma da estrada. Os aerodinâmicos são utilizados pelos praticantes de triatlo e contra-relógio, onde cada esforço para reduzir o arrasto do ar é bem vindo. E atualmente com o crescimento das intervenções radicais de bike nas cidades, também conhecidas por “urban assault”, é comum vermos ciclistas utilizando capacetes “importados” dos skatistas, que costumam cobrir mais a região da nuca, e dar mais “estilo” ao usuário.

2-) Qual o meu orçamento disponível?

Tenha em mente que quanto mais leve, resistente e arejado for o capacete, mais caro ele será. Se possível, pesquise bastante na net sobre os materiais e tendências para os capacetes atuais. Para termos uma idéia, existem capacetes que possuem uma trama interna de fibra de carbono, tornando-os muito mais leves e seguros. Quanto mais entradas de ar ele tiver, maior será a ventilação, e logo maior o conforto no uso. Porém, tais capacetes de alta performance só vão se justificar em uma competição. Se este não for seu caso, mas seu orçamento permitir, compre o melhor capacete que seu dinheiro possa adquirir. Em caso de um acidente, certamente os prejuízos serão bem maiores que o valor do capacete!

3) Onde comprar o capacete?

Procure uma bike shop que tenha muitos modelos e marcas disponíveis, pois muitas vezes o modelo P (pequeno) de um capacete pode ser maior ou menor que o de outra marca. Experimente todos os capacetes disponíveis no seu tamanho, até encontrar o que te “vista” melhor, em termos de conforto e adaptação. Procure vestir e ficar com o capacete por alguns minutos, pois os inconvenientes nunca aparecem logo que vestimos o capacete. O capacete nunca deve ficar frouxo ou com folga e nem demasiadamente apertado.

Abaixo, acompanhe algumas dicas de como escolher e utilizar corretamente seu capacete:

Acima um exemplo de dois modelos semelhantes de capacete, do mesmo tamanho (P), mas visivelmente com dimensões bem diferentes, pois são de marcas diferentes. Experimente todos os modelos disponíveis: o ideal é que ele encoste uniformemente em toda a sua cabeça.

Invista o tempo que for necessário na seleção do seu capacete. Observe o interior do capacete e veja se todo o sistema de fixação está solto, pronto para a colocação.

Vista o capacete. Posição correta do capacete. O capacete deve ficar de um a dois dedos de distância acima das suas sombrancelhas. E quando olhar para cima, se o seu capacete tiver pala, a borda desta não deve ficar muito visível.

O capacete deve ser colocado o mais baixo possível, para aumentar a cobertura lateral. Assim ele ficará bem encaixado e não balançará se houver um tombo. Observe também que as cintas laterais devem ficar em forma de um “Y”, com o vértice abaixo da orelha. O ideal é termos uma segunda pessoa para nos ajudar nos ajustes das cintas. Com relação ao tamanho da cinta do fecho, a medida ideal é abrir a boca e sentir uma pequena puxada do capacete contra a cabeça, a qual deve ser bem suave. A cinta ainda deve estar posicionada atrás do seu queixo, e não no próprio queixo.

Atualmente, vários modelos de capacetes possuem sistemas de estabilização, que promovem um ajuste fino evitando assim que o capacete fique “sambando” enquanto você passa por irregularidades, por exemplo. É importante observar que ele só funcionará bem se todas as outras cintas estiverem bem ajustadas, com suas regulagens ideais, conforme exposto acima.

Acompanhe abaixo exemplo de um capacete incorretamente selecionado (tamanho maior do que o requerido). Note que mesmo com o ajuste fino, ele ainda balança.

Quando o conjunto todo estiver ajustado, você deve chacoalhá-lo, tentando derrubá-lo para frente e para trás com movimentos bruscos. Se o capacete se mover mais do que um dedo, ou o tamanho dele não é o adequado, ou as cintas devem ser melhor ajustadas.

Outra coisa muito importante é que após uma eventual queda, troque seu capacete, mesmo que este não apresente dano ou avaria visível. Devido ao projeto, sua estrutura se deforma propositalmente para absorver os impactos, daí a necessidade de substituí-lo.

Por isso, nunca compre um capacete usado, e sempre veja se o seu está no prazo de validade, que normalmente vem gravado no interior do capacete.

Atualmente também os grafismos são bem atraentes, sendo inclusive especializados para o público infantil, infanto-juvenil e feminino, tornando o uso do mesmo mais lúdico!

Esperamos com isto colaborar para que o uso do capacete se torne algo tão natural quanto pedalar!


Postado em 23 de março por Eu Vou de Bike

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Saiba como remendar a câmara da bicicleta

Continuando a série de posts sobre emergências mecânicas e manutenção de bicicletas, mostraremos como realizar um reparo (remendo) na câmara do pneu da bike.

Para saber como retirar a roda envolvida, chegando até a câmara, leia nosso post anterior.

Você vai precisar dos instrumentos abaixo, facilmente encontrados nas bikeshops e magazines de esporte:

Após ter acesso a câmara, a primeira coisa a fazer é identificar o furo. O ideal é até marcá-lo de alguma forma (uma caneta, por exemplo).

Uma vez identificado o furo, você deve deixar a câmara totalmente esticada (veja melhor no filme abaixo) utilizando o dorso da mão como apoio. Se o furo for pequeno e ela ainda estiver ligeiramente inflada, não há problema. Com isto, a câmara fica mais apoiada, tomando a forma do dorso da mão.

Feito este passo, pegamos a lixa (que acompanha a maioria dos kits de reparo de câmara disponíveis no mercado) e realizamos uma raspagem da área do furo, para retirar qualquer tipo de impureza que possa a vir impedir a boa fixação do remendo.

Note que uma vez fixada a câmara no dorso da mão, o ideal é que ela não seja mais solta, para que não haja a possibilidade de “perder” de vista a área preparada.

Em seguida, iniciamos a aplicação da cola (que acompanha a maioria dos kits de reparo de câmara disponíveis no mercado) utilizando o próprio corpo da embalagem da cola para a aplicação. Devemos evitar o uso do dedo na aplicação, para que a gordura da mão não “contamine” a área do reparo, minimizando a adesividade do remendo.

Após a aplicação, aguardamos a secagem da cola, que pode variar de acordo com o fabricante. Uma dica é perceber através da diminuição do “brilho” da mesma. Geralmente quando ela é aplicada ela fica brilhante, e na medida em que sua secagem se processa ela vai ficando “opaca”. A perda do brilho então indica o ponto de secagem ideal e a partir deste prosseguimos com nosso reparo.

Durante esta secagem a câmara pode ser retirada da posição em que estava, podendo “descansar” em alguma superfície plana, evitando contato com a região do reparo.

Após a secagem da cola, utilizamos então o “remendo” propriamente dito (que acompanha a maioria dos kits de reparo de câmara disponíveis no mercado, e em São Paulo é chamado de “estrelinha”), normalmente oferecido em tamanho único ou como uma peça grande cujo tamanho é definido no momento da aplicação, ao recortar a medida que for necessária. Este último é mais incomum, mas também presente no mercado.

Retire então a película protetora do remendo, evitando contato com a área adesiva do mesmo. Voltamos a “enrolar” a câmara da maneira anterior (no dorso da mão) de modo a termos o apoio da região a ser remendada e a seguir aplicamos o remendo com a outra mão no local previamente preparado.

Após a colocação do remendo, retire a película de proteção superior do mesmo, passando o dedo “por cima” do remendo para evitar imperfeições.

Agora é só encher a câmara e o remendo está concluído. Os procedimentos de montagem da câmara no pneu e da roda na bicicleta estão em nosso post anterior.

Acompanhe abaixo o vídeo com o “passo-a-passo”:

Bicicleta: Houston Mercury HT
Oficina: Biketime
Mecânico: José Maria


Postado em 9 de março por Eu Vou de Bike

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Dicas de manutenção da bicicleta

Estamos compilando por aqui no Eu Vou de Bike uma série de dicas que já publicamos ao longo de quase sete anos de blog.

Desta vez vamos dar algumas dicas de manutenção para você deixar a bicicleta sempre pronta para o pedal com mais segurança. Trate bem a sua bike!

Pneus
Pneus carecas furam com mais facilidade e deixam sua bicicleta instável. Os ressecados podem se romper. Substitua-os sempre que necessário e calibre-os de acordo com as recomendações do fabricante. Você pode encontrá-las na lateral do pneu.

Rodas
Verifique sempre a centragem dos aros e o estado dos raios. Os cubos devem ser lubrificados periodicamente.

Transmissão
Coroas, catracas, correntes e pedais devem estar sempre lubrificados, mas não exagere para evitar o acúmulo de sujeira e detritos. Use lubrificantes específicos para este fim.

Câmbios
Mantenha os câmbios dianteiro e traseiro regulados para maior precisão na troca de marchas e evitar o desgaste prematuro de peças.

Freios
Tenha sempre os freios bem ajustados e cheque regularmente o estado das sapatas e cabos.

Quadro
Ruídos estranhos podem significar falta de lubrificação ou sujeira. Na pior das hipóteses, pode também haver trincas na estrutura da bicicleta ou problemas junto ao movimento central. Leve-a o mais rápido possível ao mecânico de sua confiança para uma checagem mais detalhada.

Guidão
Mantenha apertados os parafusos junto à mesa, ao guidão e manetes, bem como verifique se há folga na caixa de direção. A perda do controle da bicicleta é extremamente perigosa.

Reparos
Finalmente, se você pedala sozinho ou em grupos organizados, leve sempre um kit básico de sobrevivência para não “ficar na mão”.

Tenha sempre:
Uma câmara de ar reserva ou “kit remendo”;
Espátulas para retirar o pneu;
Bomba de ar (com ou sem indicador de pressão);
Chaves com medidas e tipos adequados aos componentes da sua bicicleta;
Chave de corrente e elos sobressalentes podem ser muito úteis (principalmente se você é um ciclista que prefere pedalar sozinho).

Bom pedal!


Postado em 2 de março por gugamachado

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Dicas para queimar melhor sua gordura!

 

Quem nos acompanha sabe que não somos um blog focado em nutrição. Porém, não adianta nada gastar uma fortuna na busca por tornar sua bike mais leve, enquanto o ciclista segue “pesado”. Mesmo que seu pedal não seja de “performance”, uns quilos a menos sempre vão bem, né?

E nada melhor do que eliminá-los fazendo o que a gente mais gosta: pedalar!!!

Adicione alguns intervalos difíceis a sua rotina de pedal:

Para maximizar a sua capacidade de queima de gordura, a treinadora olímpica Gale Bernhardt recomenda fazer o que ela considera como “intervalos milagrosos”, uma ou duas vezes por semana (mas não mais!). Estes intervalos são muito curtos, cerca de 10 a a 30 segundos de esforço máximo com recuperação completa entre eles. Combinado com o treinamento regular de resistência, pesquisas mostram que este tipo de intervalo de “muita alta intensidade (HIIT)” aumenta o seu consumo máximo de oxigênio, aumentando o seu limiar de lactato, e melhorando sua economia de eneriga no ciclismo, a qual vai permitir que você permaneça na sua zona “aeróbica” por mais tempo, para que você pode queimar mais gordura em intensidades mais elevadas.

Aqui cabe uma observação: você sabe qual é sua zona aeróbica ? Se não sabe, faça o seguinte: em primeiro lugar, você deve ter algo para medir a sua frequência cardíaca (FC) de maneira continuada. Você pode utilizar um frequencímetro, aparelho cada vez mais comum e barato. Daí pegue a sua idade, e faça o seguinte cálculo: 220 menos sua idade. Esta é a sua frequência cardíaca máxima (FCmax). A partir daí, sua zona aeróbia será de 60 a 70% deste valor. Vamos a um exemplo. Se você tem 30 anos, sua frequência cardíaca máxima será de 190 BPM (batimentos por minuto). E sua “zona aeróbica” será de 114 a 133 BPMs. E com a melhoria do nosso condicionamento, a tendência é termos nosso batimento cardíaco mais baixo, o que possibilita mais esforço (e consequentemente um maior gasto calórico) até atingirmos a nossa zona alvo.

Lógico que você vai precisar de algum condicionamento prévio para fazer estes intervalos com esforço maior. Por isso, se você é um iniciante, pedale regularmente por  alguns meses para conhecer seu corpo e se adaptar ao esporte e aos seus batimentos., antes de iniciar esta rotina!

Abaixo temos um exemplo de treino “intervalo milagre”:
• Aquecer durante 20 minutos a um esforço aeróbio
• 3 x 30 segundos pedalando com todo seu esforço (batimentos até 90% de sua FCmax), com 04:30 segundos de “giro leve” para recuperar;
• 3 x 20  segundos pedalando com todo seu esforço (batimentos até 90% de sua FCmax), com 04:40 segundos de “giro leve” para recuperar;
• 3 x 10 segundos  segundos pedalando com todo seu esforço (batimentos até 90% de sua FCmax), com 04:50 segundos de “giro leve” para recuperar;
• “Resfriar” por 5 minutos, girando bem leve, até abaixo de sua zona aeróbica.

Respeite a sua recuperação.

Lembre-se de que treinamentos pesados só funcionam se você permitir que seu corpo se recupere. Você precisa de passeios leves e dias de folga também, diz Bernhardt.  ”O maior erro que eu vejo ciclistas fazendo é que eles treinam pesado todos os dias, as vezes mais de uma vez por dia” diz ela. Nessa situação, a fadiga embota todas as adaptações que fazem de você um melhor “queimador de gordura”. Em qualquer semana, Bernhardt recomenda não fazer mais de três pedais “pesados”, que podem ser este intervalado, ou aquele pedal com seu grupo que “puxa mais”, ou aquele mais focado em subidas, ou até um pedal bem mais longo que o seu habitual.

Lembre-se  também de  ter um sono adequado. O sono é quando seu corpo se “auto-repara” e se recupera totalmente. Além disso, pesquisas demonstram que ao “economizarmos” no sono, retardamos nosso seu metabolismo, o quê, obviamente, não é benéfico para a queima de gordura, e leva ao ganho de peso.

Faça alguns pedais “café” a cada semana.

Quando os depósitos de glicogênio estão baixos, seu corpo é forçado a retirar de suas reservas de gordura, razão pela qual ciclistas profissionais juram fazer alguns treinos na sua rotina semanal em jejum. E é mais fácil de fazer isto na parte da manhã. Uma ou duas vezes por semana, você pode tomar um café preto, que estimula a liberação de ácidos graxos em sua corrente sanguínea e ir para o seu pedal, tomando seu café da manhã quando você retornar. “Se você está indo pedalar  mais de uma hora e meia, leve comida com você e começe a comer depois de cerca de uma hora e quinze minutos”, diz Bernhardt.

Algumas pesquisas sugerem que fazer duros esforços em jejum aumenta suas adaptações de queima de gordura ainda mais. Então, se o tempo é curto, você pode se levantar, partir para fazer seus “intervalos milagrosos”, voltar e tomar seu “café da manhã”, e depois seguir seu dia!

Comer mais gordura.

Baixo teor de gordura está oficialmente morto! E se você quiser ser um “queimador de gordura” mais eficiente, comer mais gordura ajuda, especialmente se você comer mais ômega-3 através de peixes gordos, nozes e abacates. A pesquisa mostra que esses ácidos graxos ativam os receptores em seu trato digestivo que melhoram seu metabolismo de queima de gordura. Bernhardt pessoalmente recomenda ingerir cerca de 50 por cento de suas calorias diárias deste tipo de  gordura. “Acho que quando meus atletas ingerem um alto percentual de calorias provenientes de gordura, eles só precisam de cerca de 70 a 100 calorias por hora em suas bicicletas. Mas atenção: a ingestão de gordura não deve acontecer durante a noite. Outra coisa: “você precisa dar seu corpo várias semanas para se adaptar antes de você se sentir realmente bem durante os treinos principais “, diz ela. Ou seja: se você é um ciclista recreacional que pedala “de vez em quando”, esqueça esta história de 50 % de gordura em sua dieta. E lembre-se que esta gordura deve vir dos ácidos graxos provenientes do “omega-3″, e não do fast food mais próximo!

E, para finalizar, mais um mito que cai! Ignore os alimentos energéticos para pedais curtos. Sim, até mesmo “máquinas de queima de gordura” precisa para alimentar-se durante longos e/ou treinos mais pesados e competições. Mas muitos ciclistas comem muito, ingerindo barras energéticas e bebidas isotônicas antes, durante e depois de cada pedal, atrapalhando assim sua queima de gordura e, em alguns casos, até ganhando peso! Para passeios de menos de uma hora, deixe as bebidas esportivas e as barrinhas em casa.

Esperamos com isto tornar você uma verdadeira “máquina de queimar gordura”!

Sempre lembrando que, ao decidir treinar mais pesado, procure seu médico e faça antes uma avaliação de seu estado de saúde geral!

Boas pedaladas!


Postado em 23 de fevereiro por Eu Vou de Bike

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Como trocar o pneu furado da bicicleta

Imagine que você está pedalando e seu pneu fura no meio do passeio. Que tristeza, não? Infelizmente esta é uma emergência mecânica muito mais comum do que a gente imagina. Dificilmente quem pedala nunca foi vítima do famigerado pneu furado.

Neste tutorial explicaremos como trocar a câmara enchendo-a tanto com a bomba de ar convencional como com a bomba de CO2, simulando o problema tanto na roda dianteira (mais simples), quanto na traseira (normalmente mais complicada, principalmente se sua bicicleta tiver transmissão). No próximo tutorial ensinaremos como fazer um reparo (remendo) na câmara.

Para que você não seja pego de surpresa com um imprevisto deste tipo, o ideal é sair de casa com um kit de reparação, que pode variar um pouco conforme as necessidades e o trajeto a ser percorrido. Se for um passeio rápido pela cidade, o kit é mais simples. Se for uma longa cicloviagem, o ideal é ter um kit mais completo.

Um kit de reparos de pneus é composto por:

- Canivete de ferramentas para bicicleta multifunção, facilmente encontrado nas bikeshops e grandes magazines de esporte*;
- Bomba de ar para bicicleta**;
- Kit de reparo de câmara;
- Câmara de ar reserva;
- Bomba de CO2;
- Adaptador de válvula presta (mais fina, presente nas bicicletas mais especializadas) ou schrader (a mais comum, igual aos automóveis)***;
- espátula para remoção da câmara****.

* Não é necessário para o conserto do pneu. Porém, se for um canivete completo, ele pode conter as espátulas para a remoção da câmara (caso do utilizado em nosso tutorial). Além disto, este é um item indispensável para quaquer emergência mecânica;

** Hoje estes equipamentos são cada vez mais leves e portáteis, facilitando muito o transporte e manuseio;

*** Este adaptador se faz necessário caso sua bicicleta tenha uma válvula do tipo presta, porque as bombas localizadas em postos de gasolina estão preparadas para lidar somente com a válvula do tipo schrader;

**** Apenas se este item não estiver presente em seu canivete. Dê preferência para as espátulas feitas em plástico, pois as metálicas requerem muita habilidade no manuseio para não danificar os aros.


Exemplo de válvula do tipo “schrader”


Exemplo de válvula do tipo “presta”


Kit mais completo, capaz de realizar reparo ou substituição da câmara, tendo uma bomba dual, ou seja, funciona tanto como uma bomba convencional como uma bomba de CO2


Kit básico para substituição de câmara

Os kits acima prevêm duas situações: uma troca rápida ou um remendo na câmara. E a decisão sobre qual maneira realizar o conserto pode depender de vários fatores. Se seu pneu furou em um lugar perigoso e não há local seguro para o reparo, por exemplo, o ideal é optar pela troca da câmara, enchendo-a com uma bomba de CO2. Em uma competição, a opção é a mesma.

Mas se o seu pneu furar em um local seguro e você não tiver pressa para executar o reparo (o famoso “remendo”) na câmara, esta pode ser a opção mais em conta porque você vai continuar usando a mesma câmara. Porém, o ideal é sempre que possível trocar a câmara, mesmo que posteriormente, uma vez que a área remendada quase sempre terá mais facilidade de se romper futuramente.

O ideal também é que sua bicicleta tenha as blocagens das rodas do tipo “quick release” (soltagem rápida), que custam barato e facilitam na hora de sacar a roda. O “quick release” ajuda também se você transporta sua bicicleta dentro de um automóvel e precisa tirar a roda dianteira para fechar o porta-malas. Se sua bicicleta não possui este sistema de blocagens, é um investimento que vale muito a pena!


Sistema de blocagem “quick release”

Trocando a câmara da bicicleta

1-) Se sua bicicleta tiver marchas, é necessário trocá-las para a seguinte posição (principalmente se o furo ocorreu na roda traseira):

- coroa dianteira menor (marcha mais leve, menor)
- catraca traseira menor (marcha mais pesada, maior)

Fazemos isto para retirar a tensão sobre a corrente da bicicleta, o que facilita o manuseio da roda traseira.

2-) Depois devemos desarmar o freio da roda envolvida.

Neste tutorial, utilizamos um sistema de freios do tipo “v-brake”, mais comum de se encontrar. Se sua bicicleta tiver freios do tipo cantilever, o desarme é muito parecido. Se for freio a disco, o desarme varia conforme o sistema: mecânico (mais simples e comum), ou hidráulico (mais complicado de manusear). Se este for seu caso, deixe seus comentários no post que responderemos posteriormente.

3-) Sacar a roda, soltando a blocagem, tomando cuidado para não desalinhá-la. Para não desalinhar a roda, basta observar que o pneu deve estar posicionado bem no centro do garfo durante a operação posterior de travamento do “quick release” (ou blocagem). Ao montar novamente a roda, gire-a observando se esta flui normalmente. Se ela estiver “pegando no freio”, solte-a e repita a operação novamente, até não encontrar mais problemas.

4-) Desmontar o pneu com as espátulas apropriadas, conforme a sequência abaixo:

5-) Retirar a câmara afetada, examinando-a para ver onde ocorreu o furo. Examine também o pneu, interna e externamente. Tal exame é importantíssimo, na medida em que o agente causador do furo (ex.: pedaços de vidro) ainda pode estar alojado no pneu e certamente vai furar a novamente a câmara. Inicie a retirada da câmara pela válvula, conforme indicado abaixo:

6-) Pegue a câmara nova e encha-a ligeiramente, para que ela “molde” melhor no pneu ao ser colocada, evitando assim que a mesma fique dobrada no interior do pneu, o que causará a deformação do mesmo.

7-) Posicione a câmara no pneu conforme a foto abaixo:

8-) Inicie a inserção da câmara no interior do pneu, começando pela válvula:

9-) Você pode usar as espátulas para inserir a câmara

10-) Remonte o pneu no aro

11-) Encha o pneu, procurando respeitar a medida impressa na lateral do mesmo, conforme explicado neste post

12-) Finalize remontando a roda em sua posição original, lembrando de armar novamente o freio.

Veja no vídeo como a troca de câmara é feita:

Desmontando a roda traseira

1-) Se sua bicicleta tiver marchas, troque-as para a seguinte posição:

- coroa dianteira menor (marcha mais leve, menor)
- catraca traseira menor (marcha mais pesada, maior)

2-) Desarme o freio traseiro, solte a blocagem e “empurre” a roda para frente e para baixo, sacando-a do quadro conforme a sequência abaixo:

3-) Realize os procedimentos explicados sobre a troca de câmara acima

4-) Coloque a roda novamente, inserindo a corrente inicialmente na catraca menor, posicionando-a no quadro, conforme as fotos abaixo (aqui vale a mesma dica para as blocagens comentada acima no post, com relação a centralização da roda)

Veja no vídeo como desmontar a roda traseira:

É isto! Esperamos que vocês tenham que executar estes procedimentos o mínimo possível! Na próxima semana, ensinaremos como reparar uma câmara.

Bicicleta usada no tutorial: Houston Mercury HT
Oficina: Biketime
Mecânico: José Maria


Postado em 16 de fevereiro por gugamachado

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Dicas de comportamento e sinalização para quem anda de bike no trânsito

Placa Bicicleta

Depois que você resolveu usar a bicicleta como meio de transporte, comprou os equipamentos necessários, chega a hora de colocar a bike na rua. E é quando você começa a pedalar entre os carros que dá aquele frio na barriga. Mas fique tranquilo! Seguindo algumas orientações básicas de postura no trânsito, sua pedalada será muito segura para você e para os outros.

Primeiramente, respeite sempre as leis de trânsito, que valem tanto para um carro, um ônibus ou uma bicicleta. Pare no farol vermelho, respeite a faixa de pedestre, dê a preferência quando necessário em um cruzamento…

Ciclistas e pedestres

Na calçada, o ciclista vira pedestre e deve empurrar a bike

Além disso, tome sempre cuidado com cuidado com cachorros, crianças brincando e idosos cruzando a rua. Se for usar a calçada, “vire pedestre”, desça e empurre a bicicleta até voltar para a rua. Lembre-se sempre: ser gentil e educado é sempre a melhor postura.

Na rua, pedale sempre do lado direito da via, sem andar em “ziguezague”, a cerca de um metro dos obstáculos. Se você “colar” no meio fio, os carros podem passar muito perto e você pode cair só com o susto! Por lei, os automóveis são obrigados a ultrapassar qualquer bicicleta a pelo menos 1,5 metro de distância lateral. Na prática, como sabemos, isso quase nunca acontece, seja por ignorância da lei ou por ignorância pura do condutor.

Ao pedalar perto do meio fio, tome cuidado com as portas de carros que se abrem e também com buracos, bueiros e valetas. Se um carro estacionar mais à frente, reduza a velocidade e fique atento para a hora em que o motorista vai abrir a porta. O risco maior de levar uma “portada” não é nem o choque em si, mas você cair na rua e ser atropelado.

Apesar de parecer mais seguro, nunca pedale na contramão. Se você estiver a 20 km/h e um carro na direção contrária a 50 km/h, a velocidade de aproximação será de 70 km/h. Em caso de colisão, o estrago é bem maior! E o tempo para desviar, menor. Além disso, o pedestre que cruza a rua e o motorista que dobra a esquina só olham para o lado de onde vêm os automóveis. Andar pela contramão é um dos grandes causadores de acidentes, e também denigre a imagem do uso da bike na cidade.

Comunicação por sinais

Assim como os carros, que precisam sinalizar com o “pisca” sempre que vão virar para algum lado ou acender a luz de freio na hora de brecar, os ciclistas também devem se “comunicar” de forma não-verbal com os outros ocupantes da via para evitar acidentes.

Sinalize com antecedência sempre que você for mudar sua rota ou realizar alguma manobra diferente.

Se for virar a direita, por exemplo, estique o braço nesta direção e aponte para baixo. Não faça movimentos bruscos: nunca entre em uma rua sem olhar, nem mude de pista sem avisar. Para virar a esquerda no cruzamento, peça passagem e vá mudando de pista, caso você seja experiente. Do contrário, desça da bike e atravesse na faixa, como pedestre.

Se você planeja seguir em frente e muitos automóveis forem virar a direita, faça um sinal para a frente com a mão esquerda, que facilita a visão do motorista. Se houver muitos carros, o ideal é encostar no meio fio e esperar os carros passarem para continuar.

Quando você perceber que um veículo que vem atrás de você quer dobrar uma esquina, tenha certeza de que o motorista esteja vendo sua posição. Faça um sinal para ele e, se precisar, dê um grito “Olha a bike!”. Mas não fique olhando para trás o tempo todo. Colisão por trás do ciclista corresponde a menos de 1% dos acidentes.

Seguindo essas dicas, você será mais visto e respeitado por motoristas e pedestres, um importante passo para uma pedalada segura e saudável.


Postado em 9 de fevereiro por Eu Vou de Bike

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Dicas para pedalar na cidade

Ao longo das próximas semanas, vamos compilar aqui no Eu Vou de Bike uma série de dicas que já publicamos ao longo de quase seis anos de blog.

Nesta primeira, vamos dar algumas dicas para você pedalar na cidade com mais segurança, sem se envolver em acidentes e garantindo um trajeto tranquilo. As dicas são para quem está começando e quer

1. Pedale no lado direito da via e, caso necessário, ocupe a faixa. Evite ao máximo pedalar na contra-mão. Na estrada, use o acostamento.

2. Cuidado com carros estacionados. Portas podem ser abertas a qualquer momento, e este acidente é mais comum do que se imagina. Ao passar por carros estacionados, procure observar se há ocupantes dentro destes, o que pode indicar alguém que vai sair sem prestar a devida atenção.

3. Seja previsível aos motoristas. Não mude de direção sem deixar clara a sua intenção. Procure não “costurar” nos congestionamentos e evite ao máximo trafegar pela calçada.

4. E agradeça sempre com sinal de positivo ou dizendo “Obrigado” aos motoristas que se mostrarem civilizados e facilitarem a sua passagem.

5. Não se envolva em discussões inúteis nem xingue os mais estressados.

6. Não execute manobras com sua “bike” para as quais não esteja treinado. É tombo na certa.

7. Procure vestir sempre roupas adequadas ao clima. Durante a noite, dê preferência a cores mais claras.

Foto: Nick-K


Postado em 2 de fevereiro por gugamachado

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Audax apresenta o Bike Team 2017 em Teresina !

Bike Team Audax/FSA

Com quase dois anos no mercado, a Audax, marca de bikes de alta performance do Grupo Claudino, já alcançou espaço no Brasil e no mundo, mostrando força e ousadia por onde passa. Com desafios ainda maiores para 2017, a marca anunciou o novo time de ciclistas que vai disputar competições levando o nome da Audax cada vez mais longe: o Audax Bike Team 2017. O evento de Lançamento aconteceu no Complexo Joca Claudino na última segunda (23/01).

João Claudino Júnior, ceo do grupo Claudino

Além dos campeões que dispararam nos rankings de diferentes categorias em 2016, Sofia Subtil, Zé Gabriel, Daniel Zóia, Luiz Alves e Lucas Borba, o Audax Bike Team, que passa a se chamar Bike Team Audax/FSA – em referência à parceria com a marca italiana – ganha um reforço com mais dois atletas de peso: André Aikawa, um garoto de 16 anos que acaba de ingressar na categoria Junior e Tiago dos Santos, paratleta revelação em triathlon, cross triathlon e mountain.

“A Audax oferece todas as possibilidades para que nosso desempenho seja extraordinário, com as melhores bikes, uma equipe muito boa de profissionais. Para o atleta isso é muito importante, acredito que vai fazer toda a diferença na minha carreira”, comenta Tiago, que busca uma vaga na Paraolimpíada de Tóquio. E o paratleta Luiz Alves,  piauiense natural de Floriano, que foi 2º colocado no ranking de paratletismo na categoria PNE PT2 em 2016 espera que esse ano seja de mais desafios e vitórias para chegar ao topo.

Com a equipe renovada, a marca pretende conquistar mais pódios em grandes competições dentro e fora do país. Outra novidade para a temporada vai ajudar na expansão dessas conquistas. A Audax fechou inúmeras parcerias com lojistas de todo o Brasil para apoiar as equipes que já disputam pelas lojas, agregando recursos aos atletas competidores e marcando presença em praticamente todas as disputas do país. Uma dessas parcerias é com o lojista de Teresina, MR Peças, que gerou o apoio com o atleta Francisco Edio, campeão Piauiense de Mountain Bike. Também são nossos parcerios: FL Bikes e equipe AT29.

Após a apresentação oficial da nova formação, o Audax Bike Team já encara as duras trilhas do Piocerá e segue para a Copa Internacional de Mountain Bike, disputa que abre o calendário da União Ciclística Internacional (UCI). A expectativa, segundo atletas e diretoria Audax, é de superar limites em busca da pedalada perfeita.


Postado em 26 de janeiro por gugamachado

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Como Fazer uma Viagem Incrível de Bicicleta!

 

Aproveitando este período de férias (que infelizmente está quase encerrando…), publicamos aqui um infográfico que o pessoal da  Net tv gentilmente nos cedeu. Está bem legal! Esperamos que aproveitem!

 

 


Postado em 23 de janeiro por gugamachado

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Mobike presenteará São Paulo com Passeio Ciclístico e plantio de mudas!

 

São Paulo (SP) – Em comemoração aos 463 anos de São Paulo, a Mobike realizará gratuitamente o passeio ciclístico São Paulo Verde, com plantio de mudas na cidade. O evento será no dia 25 de janeiro e sairá de frente do bike point, na Vila Butantan, às 9h. O percurso irá até a Praça Professor Aureliano Pimentel, próximo ao Parque Municipal Chácara do Jockey, onde serão plantadas árvores nativas. Após esta atividade, o grupo retornará para a Mobike para finalizar o passeio.

O passeio ciclístico, unido com o plantio de mudas, está associado aos valores da Mobike, responsabilidade social e ambiental. De acordo com o sócio-diretor da Mobike, Rafael Benjamin Rodrigues Pretto, a ideia do passeio veio de encontro com a necessidade de lazer da cidade, estimulando a qualidade de vida e a sustentabilidade. “A ideia é integrar os amigos e familiares, conhecendo mais sobre a paisagem da cidade de São Paulo e plantar o princípio da sustentabilidade e cuidado com o meio ambiente”, disse.

O passeio de 15 km terá o ritmo leve e é aberto para adultos e crianças a partir de 12 anos.  “Vamos realizar o passeio como uma forma de presentear São Paulo, não apenas com o plantio de mudas, mas também para conscientizar sobre os benefícios da mobilidade urbana através da bicicleta”, ressaltou a gerente de marketing, Célia Padilha.

Passeio Ciclístico São Paulo Verde

Quando: 25 de janeiro

Onde: Point Mobike – Rua Agostinho Cantu, 47 | Loja 21 | Vila Butantã | São Paulo | SP

Saída: às 9h

Previsão de retorno: às 12h

Como: As inscrições são gratuitas. Para se inscrever o ciclista deve entrar em contato com a Mobike através do Facebook ou Whats’s App (11) 9.9303-3220 ou ainda através do telefone 11 3628-7271.



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