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Blog Vou de Bike

Postado em 29 de janeiro por gugamachado

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As ciclovias são só para bicicletas?

Recentemente a Prefeitura Municipal de São Paulo liberou o transito nas ciclovias para pessoas em cadeiras de rodas, patinadores e skatistas, e, é obvio, esta foi uma decisão polêmica.

Aqui no EVDB nós acreditamos no compartilhamento e apoiamos esta medida!  Por isto estamos aqui para divulgar um passeio muito legal que acontece no próximo domingo, 01/02/15, na cidade de São Paulo.

Pessoas em cadeiras de rodas, ciclistas, patinadores e skatistas (com e sem deficiência) participarão no próximo domingo, dia 01 de fevereiro, do I Passeio Inclusivo pelas Ciclovias de São Paulo, evento promovido pela Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida. O percurso de 1 km iniciará na Praça da Sé, às 09h, e seguirá até a Praça das Artes, com encerramento na exposição “O Mundo Segundo Mafalda”. Não há necessidade de inscrição.

Pessoas com deficiência visual terão à disposição bikes-trenzinho conduzidas por guias e haverá também empréstimos de bicicletas, incluindo handbike, para os que precisarem. Durante o trajeto, os participantes contarão com um audiotour sobre pontos turísticos do trajeto. Na concentração, agentes da CET darão orientação sobre questões de segurança no uso das ciclovias.

A ideia do passeio é celebrar o uso compartilhado das ciclovias para promover a ocupação dos espaços da cidade, além de conscientizar sobre a segurança necessária para a relação harmônica e saudável entre todos os usuários. São Paulo possui 214 km de ciclovias e chegará a 400 km ainda este ano. Desde 16 de dezembro de 2014, um decreto assinado pelo prefeito Fernando Haddad autoriza a utilização de patins, patinetes, skates e cadeiras de rodas nas ciclovias, ciclofaixas e locais de tráfego, dividindo os espaços com a circulação de ciclos, incluindo bicicletas, bicicletas de carga, triciclos e quadriciclos.

“A decisão pelo compartilhamento das ciclovias com as pessoas em cadeiras de rodas oferece uma opção segura de mobilidade urbana e amplia a inclusão de milhares de cidadãos historicamente segregados, bem como incentiva à ocupação dos espaços da cidade, incluindo parques, praças, equipamentos de cultura, saúde e lazer”, comenta a secretária municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Marianne Pinotti.

A iniciativa do passeio conta com apoio do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência – CMPD/SP, Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo – Ciclocidade, BikeTourSP, Dreambike, Associação Skate Sem Limite, Movimento Conviva, e da Bradesco Seguros.

Serviço:

Quando: 01/02/2015

Onde: às 09h em frente à Catedral da Sé

Como: Praça da Sé, Praça do Ouvidor, Libero Badaró, Viaduto do Chá e Praça das Artes

Encerramento: Previsão às 10h30 na Praça das Artes com visitação à exposição “O Mundo Segundo Mafalda”


Postado em 27 de janeiro por leandro

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Transporte de bikes nos carros

O Contran (Conselho Nacional de Trânsito) publicou no Diário Oficial da União   já a algum tempo uma resolução que regulamenta o transporte das bikes em veículos. Quem deu a dica da notícia foi o José Inácio, lá no Twitter do @euvoudebike.

O transporte da bicicleta em veículos sempre foi uma área meio cinzenta no código de trânsito, sem uma definição específica. Agora, com a normatização do Contran, é possível saber exatamente qual é a regra para transportar sua bike em longas distâncias e na estrada.

A regulamentação publicada no Diário Oficial da União exalta as vantagens proporcionadas pelo uso da bicicleta. O texto diz:

“Considerando a conveniência de atualizar as normas que tratam do transporte de bicicletas nos veículos particulares.

Considerando as vantagens proporcionadas pelo uso da bicicleta ao meio ambiente, à mobilidade e à economia de combustível; resolve:
(…)
Art. 3º – A carga ou a bicicleta deverá estar acondicionada e afixada de modo que:
I- não coloque em perigo as pessoas nem cause danos a propriedades públicas ou privadas, e em especial, não se arraste pela via nem caia sobre esta;
II- não atrapalhe a visibilidade a frente do condutor nem comprometa a estabilidade ou condução do veículo;
III- não provoque ruído nem poeira;
IV- não oculte as luzes, incluídas as luzes de freio e os indicadores de direção e os dispositivos refletores; ressalvada, entretanto, a ocultação da lanterna de freio elevada (categoria S3);
V- não exceda a largura máxima do veículo;
VI- não ultrapasse as dimensões autorizadas para veículos estabelecidas na Resolução CONTRAN nº 210, de 13 de novembro de 2006, que estabelece os limites de pesos e dimensões para veículos que transitam por vias terrestres e dá outras providências, ou Resolução posterior que venha sucedê-la.
VII- todos os acessórios, tais como cabos, correntes, lonas, grades ou redes que sirvam para acondicionar, proteger e fixar a carga deverão estar devidamente ancorados e atender aos requisitos desta Resolução.
VIII- não se sobressaiam ou se projetem além do veículo pela frente.

(…)

Capítulo III
Regras aplicáveis ao transporte de bicicletas na parte externa dos veículos
Art. 8º A bicicleta poderá ser transportada na parte posterior externa ou sobre o teto, desde que fixada em dispositivo apropriado, móvel ou fixo, aplicado diretamente ao veículo ou acoplado ao gancho de reboque.
§ 1º O transporte de bicicletas na caçamba de caminhonetes deverá respeitar o disposto no Capítulo II desta Resolução.
§ 2º Na hipótese da bicicleta ser transportada sobre o teto não se aplica a altura especificada no parágrafo 2º do Artigo 5°.
Art. 9º O dispositivo para transporte de bicicletas para aplicação na parte externa dos veículos deverá ser fornecido com instruções precisas sobre:
I- Forma de instalação, permanente ou temporária, do dispositivo no veículo,
II- Modo de fixação da bicicleta ao dispositivo de transporte;
III- Quantidade máxima de bicicletas transportados, com segurança;
IV- Cuidados de segurança durante o transporte de forma a preservar a segurança do trânsito, do veículo, dos passageiros e de terceiros.

- Leia mais sobre a normatização do transporte de bicicletas em veículos no Observatório Eco

Tendo como base a normatização acima, podemos concluir que o melhor modo de transportar sua bike sobre quatro rodas é por meio da canaleta instalada sobre o carro.

Outro modo muito usado pelos ciclistas –  o rack na traseira dos veículos, pode prejudicar a visão do motorista, obstruir a identificação da placa do carro e ainda exceder a largura do carro. Em breve publicaremos algumas dicas práticas sobre o assunto.

Você tem alguma dica para transportar a bike? Deixe sua opinião nos comentários!


Postado em 22 de janeiro por gugamachado

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Conheça a Cicloponto!

Esta semana conversamos com o Vanderlei Torroni, sócio da Cicloponto, empresa de SP especializada em infra-estrutura cicloviária, paraciclos e bicicletários. Esperamos que aproveitem a nossa conversa!

Há quanto tempo a Cicloponto foi lançada?

A Cicloponto surgiu há uns seis anos, em meio a outros projetos voltados a bicicleta, cicloturismo, camisetas, etc.. É uma empresa formada por ciclistas.

- Como surgiu a ideia da Cicloponto? 

A Cicloponto surgiu a partir da necessidade cada vez maior em relação a mobilidade urbana nas grandes cidades, seja na forma de deslocamento das pessoas para o trabalho, lazer ou esporte.

- Qual o principal objetivo da Cicloponto?

Contribuir para que a bicicleta seja de fato vista pela sociedade como possibilidade de mobilidade urbana e, com isso, proporcionar mais qualidade de vida para todos.

- Na opinião de vocês, qual o público que tem adotado a bicicleta como meio de transporte?

As pessoas que prezam uma melhor qualidade de vida e querem de alguma forma colaborar com cidades mais sustentáveis. Hoje, depois de todos os investimentos em mobilidade urbana e com a crescente popularização do uso da bicicleta, temos todas as faixas etárias. As pessoas não querem mais ficar horas presas ao trânsito em carros e nem reféns da superlotação e falta de humanidade no transporte público. Eu mesmo não aguentava mais a falta de educação e o individualismo das pessoas nos carros, trens e ônibus. A bicicleta humaniza e integra as pessoas ao meio em que vivemos. Temos a possibilidade de maior interação com as pessoas, arquitetura, em fim, com a nossa cidade.

- Falando mais especificamente, o que podemos fazer para prevenir o furto de bikes?

Procurar sempre locais seguros e visíveis, estacionamentos com grande circulação de pedestres são mais seguros a furtos. Depois utilizar trancas mais seguras, nada daquelas travas simples. Eu mesmo já tive uma bicicleta furtada em segundos na via. Evitar é quase impossível, mas dificultar é possível com travas modelo u-lock.

- O que falta nas grandes cidades brasileiras para terem mais adeptos da bicicleta como meio de transporte?

Começamos por redução da carga tributária, depois por um maior incentivo de empresas e do governo. São Paulo já esta fazendo a sua lição de casa e se tornando referência para o Brasil. A educação é peça fundamental, mas não podemos deixar de pensar em estruturas de estacionamento. Incentivar este tipo de modal é implantar estruturas pensadas e adaptadas para a bicicleta. Um bicicletário adequado é um local de estacionamento exclusivo de bicicletas, que oferece segurança e conforto ao ciclista. O bicicletário deve ser instalado em um local visível, acessível e em alguns casos restrito, pois isso estimula a sua utilização. Ainda que pareça redundante, um bicicletário deve ser um local exclusivo para o estacionamento de bicicletas com sinalização indicativa. Compartilhar o espaço com motos e outros veículos é uma prática que não valoriza a bicicleta como meio de transporte.

- Finalizando, quais são suas dicas para aqueles que adotaram a bicicleta como estilo de vida?

Se não sabe andar, procure uma pessoa que possa de ensinar e até acompanhar em uma das suas viagens (bike anjo), procure um modelo de bicicleta mais apropriada, falo em bik fit, use sempre os equipamentos obrigatórios e recomendados, capacete, luzes, refletivos, roupas especificas para o ciclismo. Se a sua empresa não estimula, procure pessoas que tenham a mesma pretensão e pleiteiem junto a administração armários e chuveiros. Dá certo, pode confiar. Já vi muitos cases de sucesso.  Procure ciclorotas, ciclovias ou vias paralelas a de grande fluxo, pois são mais perigosas. Comece alternando os dias de uso da bicicleta e gradualmente aumente a frequência. Procure sempre gesticular a sua intenção no transito para o automóvel e sempre agradeça aos gestos de prudência de motoristas, pois assim você estará estimulando a prática.

O mais importante é tomar coragem e dar o primeira passo, ou pedalada, como o tempo tudo vai ficando mais fácil e deixando de ser “surreal”, como muitas pessoas pensam que é andar de bicicleta na ruas da cidade.

“Sonhe como se fosse viver para sempre, viva como se fosse morrer amanhã”

(James Dean)

Muito obrigado, Vanderlei, por dividir seu conhecimento conosco!


Postado em 20 de janeiro por leandro

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Equipamentos para um passeio seguro

A decisão de trocar o carro pela bike pode amedrontar muitas pessoas, especialmente devido ao trânsito caótico que vemos nas grandes cidades do Brasil. Mas se você fizer isso de forma planejada, usar equipamentos de segurança e tiver uma atitude de “direção defensiva”, vai diminuir muito a chance de um acidente ou imprevisto enquanto pedala.

A seguir, veja algumas dicas para você pedalar pela cidade de forma mais segura. E lembre-se: não há melhor equipamento de segurança que o bom senso!

De acordo com o Conselho Nacional de Trânsito, os seguintes equipamentos de segurança são obrigatórios em todas as bicicletas:

- Espelho Retrovisor: preso no lado esquerdo do guidão;

- Buzina: do tipo campainha, aquela que produz o som “trim-trim”;

- Refletivo: um adesivo como aqueles usados nas traseiras de caminhões que não possuem luz própria, mas se iluminam com o farol dos carros, nas cores branco ou amarelo (dianteira), vermelho (traseira) e amarelo (nas laterais e pedais).

Baseado na experiência de pedalar, recomendamos também:

- Capacete: apesar de não ser um item obrigatório na legislação, use-o sempre. Já vi muitos “tombos bobos” resultarem em danos graves em ciclistas que estavam sem proteção. Prefira sempre um capacete com múltiplos ajustes, que fique bem preso à cabeça e sem folgas, com adesivos refletivos na parte de trás e na lateral;

- Luva: quando caímos, por menor que seja o tombo, as mãos são instintivamente nossa primeira defesa, sendo que na maioria das vezes nos apoiamos nelas para nos defender da queda. Por isso, a luva é também um item muito importante de proteção. Procure escolher os modelos com gel na palma (para evitar adormecimentos) e as confeccionadas em couro;

- Óculos: deve ser usado para evitar danos aos olhos. Sempre que pedalamos, somos expostos aos mais variados agentes de agressão, que podem ser desde pequenos detritos do asfalto, levantados pelos carros que passam, até pequenas folhas, galhos e poeira, muito comuns ao logo do trajeto. Prefira os modelos com lentes intercambiáveis, o que possibilita a troca entre lentes transparentes (para dias nublados ou noite), escuras (para dias ensolarados) ou âmbar (para dias nublados ou noite).

- Faróis: é recomendado o uso de um farol branco na frente, para iluminação e sinalização (se andar a noite, a história se modifica bastante), e um vermelho com opção de “pisca-pisca” atrás. A variação deste acessório no mercado é bem grande e falaremos mais sobre ele nos próximos posts.

Farol de bicicleta

Ter a bike iluminada e visível aos motoristas é essencial

Além dos equipamentos básicos de segurança citados acima, algumas rotinas e atitudes em relação à bike podem evitar uma queda ou algum outro tipo de acidente enquanto se pedala.

Portanto, lembre-se sempre de:

- Levar sua bike para uma revisão mecânica regularmente. Dependendo do uso, você pode revisá-la a cada seis meses. Se o uso for mais intensivo, este intervalo pode ser ainda menor. Isto é tão importante que pode ser considerado um “item de segurança”. A última coisa que pode acontecer é uma falha mecânica, como o rompimento de um cabo, quando precisamos frear ou acelerar bruscamente para evitarmos um acidente.

- Não utilizar fones de ouvido ou outros equipamentos sonoros que possam desviar sua atenção ou dificultar a audição de alguma sinalização que ocorra ao seu redor, como a buzina de um carro ou o grito de algum pedestre.

- Usar sempre roupas claras e, se possível, reflexivas. Quanto mais pudermos chamar a atenção para nossa presença, menores serão as chances de um acidente. Acredite: muitos motoristas nos fecham por não nos enxergarem!

Com os cuidados básicos citados acima, sua pedalada em meio aos carros da sua cidade ficará muito mais segura. Lembre-se sempre de ver e ser visto pelos motoristas e a chance de acidentes enquanto pedala será muito menor.


Postado em 16 de janeiro por leandro

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Noções de ergonomia para a compra da bike

Bicicleta antiga

Assim como camas, cadeiras, mesas e vários outros objetos que adotamos em nossa rotina, a bicicleta também deve ser adaptada ao máximo ao nosso corpo para que ela seja usada de maneira mais eficiente e confortável. Isso se chama “ergonomia“, que nada mais é do que o “estudo científico das relações entre homem e máquina, visando a uma segurança e eficiência ideais no modo como um e outra interagem”.

Atualmente, as grandes lojas e hipermercados respondem pela maior parcela das vendas de bikes no Brasil, com uma grande variedade de modelos, principalmente os voltados ao transporte e ao lazer. Estes modelos, de uma forma geral, são mais simples em seus componentes e materiais de fabricação, tendo uma valor final mais acessível. Dependendo da proposta, podem servir tranquilamente como uma bicicleta para a pessoa entrar neste universo, fazendo “upgrades” com o passar do tempo.

O único problema é que, ao realizar a compra em magazines e hipermercados, dificilmente encontramos atendimento especializado, o que pode resultar em uma compra inadequada, trazendo sérias consequências ao praticante. Portanto, vamos dar abaixo algumas dicas para você comprar sua bike sem a ajuda de um atendente especilizado.

Os ângulos e as medidas dos diversos tubos de uma bicicleta influenciam diretamente sobre o seu comportamento. Então, uma vez decidido o tipo de bicicleta a ser comprado (se ela será uma mountain bike, uma speed, uma híbrida ou uma urbana), é preciso determinar o tamanho do quadro.

Apesar de não haver um procedimento padrão para estabelecer esta medida, a mais aceita e difundida é multiplicar a medida do nosso “cavalo” por 0,65. O resultado indicará o tamanho do quadro em centímetros. Para obter o cavalo, o ciclista deve ficar descalço, encostar-se numa parede e pressionar um bastão contra a zona do períneo; com uma fita métrica, medir a distância entre o solo e o cabo.

Não é uma operação muito simples encontrar quadros com medidas específicas. De uma maneira geral, podemos nos basear em nossa altura utilizando-se o seguinte quadro:

Outro ponto crítico que você deve levar em conta quando começar a pedalar é o selim (o banco, mas desde já você, futuro ciclista, deve-se acostumar com os nomes corretos dos componentes!).

Existem vários mitos com relação a este componente. Muitos ciclistas já passaram até por dormência genital, que é causada pela pressão que o selim exerce sobre os nervos genitais. Normalmente, este efeito é passageiro, como a simples dormência de um pé, mas deve ser evitado para não causar problemas maiores no futuro, como a dificuldade de ereção.

Use este checklist para evitar a dormência:

- O selim está muito longe do guidão? Se você precisa se inclinar excessivamente para alcançar o guidão, o bico do selim vai pressionar os nervos. Instale um avanço (componente que liga o quadro/garfo ao guidão da bike) menor para facilitar a pegada;

- O bico do selim está para cima ou para baixo? Bico levantando aumenta a pressão quando você se inclina para a frente. Se estiver apontado para baixo, você desliza para a parte mais estreita do selim. Este deve estar nivelado paralelamente ao solo;

- O selim está muito alto? Isso faz com que você pressione a genitália contra o selim para alcançar os pedais. Abaixe o selim até que seu calcanhar encoste ligeiramente no pedal em sua posição mais baixa;

- O selim é largo o suficiente para o suporte necessário? A porção traseira deve suportar seu osso isquiático – os ossos de sentar;

- O selim é muito macio? Um selim coberto por uma grossa camada de espuma ou gel não é a solução para o problema da dormência. Pelo contrário, exerce mais pressão na genitália;

- Seu selim está ultrapassado? Os mais modernos são desenhados para evitar a dormência;

- Você fica muito tempo sentado? Em longas pedaladas, você deve levantar-se periodicamente do selim e pedalar em pé por um minuto. Isso alivia a pressão e restaura a circulação. Essa técnica se faz mais essencialmente se não houver montanhas no percurso, em que geralmente o ciclista pedala de pé, ou se o ciclista usa guidões aerodinâmicos.

Com as dicas acima, você vai conseguir comprar uma bike muito mais adaptada ao seu corpo e, com isso, aproveitar melhor sua pedalada. Se tiver dúvidas, deixe nos comentários e tentaremos responder da melhor maneira possível!


Postado em 14 de janeiro por Eu Vou de Bike

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Veja dicas para sair do sedentarismo

Os grandes centros urbanos, com a sua automatização progressiva, fazem com que o estilo de vida do ser humano seja direcionado para diminuir a realização de atividades que envolvam um aumento do gasto energético, pois as inovações tecnológicas são cada vez mais voltadas para facilitar a vida do indivíduo.

Porém, a consequência desta comodidade é que, com a diminuição do gasto calórico, aparecem doenças relacionadas ao sedentarismo tais como o diabetes, a hipertensão arterial, a depressão, a obesidade, o câncer, o infarto agudo, a osteoporose e as doenças pulmonares.

Podemos definir como sedentária a pessoa que anda ou se exercita pouco, ou seja, inativa. Sedentarismo é a queima de menos de 2.200 calorias por semana em atividades físicas ou a ausência de prática de atividade física leve por menos de 30 minutos diariamente.

Existem outros fatores significantes que favorecem esta escolha do individuo em não se exercitar regularmente tais como: a falta de segurança urbana, que acaba sendo um obstáculo para quem pretende fazer atividades físicas, a redução de alimentos preparados em casa em detrimentos aos industrializados, o aumento do consumo de refrigerantes e bebidas alcoólicas, a redução do gasto de energia no trabalho e a utilização cada vez maior de automóveis.

O exercício físico atua diminuindo o estresss emocional, reduzindo a gordura corporal, aumentando a massa muscular e a densidade óssea, melhorando o desempenho do sistema cardiorespiratório e imunológico. Enfim, aprimorando a aptidão física para uma boa qualidade de vida.

Segundo trabalhos científicos recentes, praticar atividades físicas por um período mínimo de 30 minutos diariamente, contínuos ou acumulados, é a dose suficiente para prevenir doenças e melhorar a qualidade de vida. Tornar-se ativo pode ser uma tarefa muito difícil, porém não de todo impossível. As alternativas disponíveis muitas vezes estão ao alcance das pessoas, porém passam despercebidas.

Aumentar o gasto calórico semanal pode se tornar possível simplesmente reagindo aos confortos da vida moderna. Como exemplos disto temos:

- Ao chegar a casa ou no trabalho, se residir em edifícios, descer do elevador 3 a 4 andares antes e subir o restante de escada. Deste modo o metabolismo aumentará e junto com ele o gasto de calorias.

- Utilizar menos o controle remoto para mudar o canal da TV. Isto faz com que haja um gasto de energia ao levantar do sofá ou cadeira para se locomover até o aparelho.

- Estacionar o automóvel intencionalmente num local mais distante do lugar de destino. Desta forma, o fato de caminhar uma maior distância já estimula um maior gasto de calorias.

- Dispensar o uso da escada rolante no shopping center ou em lugares que a possuam, estimulando-se assim o hábito de praticar atividade física.

- Ao utilizar transporte público descer um ponto antes do trabalho e caminhar o restante do percurso.

- Ir trabalhar de bicicleta ou fazer uso regular da mesma como meio de transporte. Se trabalhar próximo ao metrô, verifique se a estação possui bicicletário para empréstimo ou estacionamento para bicicletas. Deste modo, o consumo de calorias do corpo humano aumentará e as doenças relacionadas ao sedentarismo serão prevenidas.

Estas atividades, apesar de parecerem simples, estimulam o aumento do metabolismo corporal.

Com relação ao gasto total de calorias por indivíduo, é necessário saber a idade, peso, altura, sexo, porcentual de massa muscular e tecido adiposo para se determinar com mais propriedade os valores individuais de cada pessoa. Mas o mais importante é se movimentar o suficiente para aumentar o consumo calórico pelo corpo, aumentando assim o metabolismo basal.

Portanto, estas são algumas alternativas que podem compor uma simples mudança de hábitos, podendo ser praticadas em locais abertos, não sendo assim necessária a prática em locais específicos, como academias e parques.

Lembre-se sempre de consultar-se com um médico antes de iniciar qualquer atividade física e procure a orientação de um profissional da área de Educação Física para saber qual é a intensidade mais adequada para você.

Por Luis Gustavo Corrêa Leite
Licenciado em Educação Física, com Pós-Graduação em Biomecânica Aplicada a Atividade Física e Saúde, possuindo 10 anos de experiência na prescrição de atividade física com ênfase nas áreas de Musculação e Personal Trainning para as diferentes faixas etárias da população, atuando em academias, residências e espaços de prática outdoor de atividade física.


Postado em 5 de janeiro por Eu Vou de Bike

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Comece o novo ano pedalando!

Eu vou de bike

Começo de ano é sempre a mesma coisa, com metas e resoluções que acabam esquecidas na rotina diária ao longo dos meses. Se a sua resolução para 2015 é ter uma vida mais saudável (e até perder uns quilinhos), a bicicleta pode ser uma ótima opção (calcule quantas calorias você perde ao trocar o carro pela bicicleta).

Para começar 2015 pedalando, separamos alguns textos que já publicamos aqui no Eu Vou de Bike que dão ótimas dicas para quem pensa em começar a rodar de bicicleta por aí, seja para lazer ou como uma ótima forma de transporte.

Antes de mais nada, você precisa saber que a decisão de começar a trocar o carro pela bicicleta não é tão difícil quanto parece. Para fazer esta troca de maneira prazerosa, a primeira questão é a escolha do trajeto. Você deve, sempre que possível, evitar as grandes avenidas, especialmente no início. E, mesmo quando se tornar um atleta e tiver mais experiência na bike, pense bem: é muito mais gostoso andar por ruas calmas e arborizadas! Veja mais dicas aqui no post inaugural deste site!

Depois que você decidiu pedalar, é muito importante saber quais são os equipamentos de segurança recomendados para um trajeto mais seguro. Luzes de identificação, buzina, faróis… Está tudo bem explicado aqui neste post.

Quando pedalamos em parques ou nas ruas, temos de ter consciência que estamos operando um veículo como outro qualquer. Portanto, nosso comportamento sobre a bicicleta deve seguir um padrão para, por exemplo, indicar aos motorista que vamos dobrar uma esquina. Veja algumas orientações básicas de postura no trânsito para uma pedalada muito mais segura para você e para os outros.

Se você que se aprofundar no assunto, vale dar uma olhada no texto em que explicamos algumas noções de ergonomia para a compra da bike e como se comportar sobre a bicicleta em dias de chuva.

Veja também como travar a sua bicicleta com mais segurança no paraciclo e como NÃO estacionar sua bicicleta. Por fim, veja algumas dicas de manutenção para que sua bike não te deixe na mão no meio da pedalada.

Com as informações acima, você já pode sair pedalando tranquilamente pelas ruas da sua cidade. Comece aos poucos, vá pegando confiança e aproveite o mês de férias para circular mais, uma vez que as ruas estão bem mais vazias.

Feliz 2015 e boas pedaladas!


Postado em 23 de dezembro por Eu Vou de Bike

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Feliz Natal e um Excelente 2015 !!!

O Eu Vou de Bike deseja a todos os ciclistas e não-ciclistas um Natal e um 2015 de muitas pedaladas e alegrias!

- Foto no Flickr do Bilobicicles


Postado em 18 de dezembro por Eu Vou de Bike

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Dicas de manutenção da bicicleta

Ao longo das próximas semanas, vamos compilar aqui no Eu Vou de Bike uma série de dicas que já publicamos ao longo de quase cinco anos de blog.

Nesta segunda, vamos dar algumas dicas de manutenção para você deixar a bicicleta sempre pronta para o pedal com mais segurança. Trate bem a sua bike!

Pneus
Pneus carecas furam com mais facilidade e deixam sua bicicleta instável. Os ressecados podem se romper. Substitua-os sempre que necessário e calibre-os de acordo com as recomendações do fabricante. Você pode encontrá-las na lateral do pneu.

Rodas
Verifique sempre a centragem dos aros e o estado dos raios. Os cubos devem ser lubrificados periodicamente.

Transmissão
Coroas, catracas, correntes e pedais devem estar sempre lubrificados, mas não exagere para evitar o acúmulo de sujeira e detritos. Use lubrificantes específicos para este fim.

Câmbios
Mantenha os câmbios dianteiro e traseiro regulados para maior precisão na troca de marchas e evitar o desgaste prematuro de peças.

Freios
Tenha sempre os freios bem ajustados e cheque regularmente o estado das sapatas e cabos.

Quadro
Ruídos estranhos podem significar falta de lubrificação ou sujeira. Na pior das hipóteses, pode também haver trincas na estrutura da bicicleta ou problemas junto ao movimento central. Leve-a o mais rápido possível ao mecânico de sua confiança para uma checagem mais detalhada.

Guidão
Mantenha apertados os parafusos junto à mesa, ao guidão e manetes, bem como verifique se há folga na caixa de direção. A perda do controle da bicicleta é extremamente perigosa.

Reparos
Finalmente, se você pedala sozinho ou em grupos organizados, leve sempre um kit básico de sobrevivência para não “ficar na mão”.

Tenha sempre:
Uma câmara de ar reserva ou “kit remendo”;
Espátulas para retirar o pneu;
Bomba de ar (com ou sem indicador de pressão);
Chaves com medidas e tipos adequados aos componentes da sua bicicleta;
Chave de corrente e elos sobressalentes podem ser muito úteis (principalmente se você é um ciclista que prefere pedalar sozinho).

Bom pedal!


Postado em 11 de dezembro por Eu Vou de Bike

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Dicas de segurança para pedalar na cidade

Ao longo das próximas semanas, vamos compilar aqui no Eu Vou de Bike uma série de dicas que já publicamos ao longo de quase cinco anos de blog.

Nesta quinta, vamos dar algumas dicas de segurança para pedalar nas grandes cidades com mais tranquilidade. Veja as dicas abaixo e deixe suas sugestões nos comentários!

- A primeira dica ao pedalar no trânsito é ter certeza de estar visível aos motoristas. Durante o dia, utilize cores vibrantes como amarelo, vermelho ou laranja. No período noturno, procure utilizar a cor branca, além das fundamentais iluminações dianteiras e traseiras e dos refletores obrigatórios.

- Pedale defensivamente, mas nunca timidamente. Você deve sempre ter uma postura ostensiva, de modo a transmitir segurança aos motoristas à sua volta. Com isto, você os ajudará a antecipar as suas intenções de percurso, deixando-os confortáveis em dividir a rua com você.

- Observe sempre o comportamento dos motoristas, inclusive os estacionados, e procure manter uma distância suficiente para não ser surpreendido com uma porta que se abra repentinamente e que possa atingir sua bicicleta.

- Você deve ficar atento e evitar os três principais erros dos motoristas, a saber: virar a esquerda na frente a um ciclista que seguirá reto; desobedecer aos sinais de trânsito, sendo o mais comum ultrapassar no farol vermelho; ultrapassar um ciclista para imediatamente fazer uma conversão a direita.

- Seus ouvidos devem ser utilizados como um verdadeiro “detector de perigo”. Para isto, evite pedalar com fones de ouvido, principalmente se o tráfego estiver intenso.

- Sempre que você sinaliza suas intenções, você ganha a confiança dos motoristas. Use o braço esquerdo (com o dedo apontando para baixo) para virar a esquerda. A palma da mão voltada para baixo significa que você vai frear.

- Uma dica aparentemente “boba” mas que acontece com uma grande frequência: jamais pegue a garrafinha de água com a mão direita. Desta forma, se precisar frear de repente, o ciclista o fará com a mão esquerda, freando apenas a roda dianteira, aumentando as chances de uma queda.

- Se o trânsito estiver parado, vá em frente com cuidado.

- E se estiver melhor para ir a pé, pare a bicicleta e vá a pé, conduzindo a bike junto a você.

- Procure não trafegar junto a ônibus ou caminhões.

- Não dispute espaço, evite ficar inesperadamente entre veículos e procure pedalar sempre onde possa ser visto.

JAMAIS:

- pedale na contra-mão;
- fique entre ônibus ou, pior, caminhões;
- pedale muito próximo do meio fio;
- brigue, xingue ou entre em discussões no trânsito.

CUIDADO:
- com pedestres em geral;
- quando o trânsito começa a se movimentar;
- com motociclistas apressados.

 



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