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Blog Vou de Bike

Postado em 6 de julho por Eu Vou de Bike

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O resultado do Mini Drome em São Paulo

Você se lembra que a gente falou aqui sobre o Mini Drome para bikes de roda fixa que foi instalado para a Virada Cultural de São Paulo, né? Pois é, o evento aconteceu, foi um sucesso e o vídeo com um resumo de tudo o que rolou já foi divulgado.

O Mini Drome é um mini velódromo construído pela Red Bull para competições especiais com as bicicletas de roda fixa, que atingem cerca de 30 km/h e exigem muita força no pedal! Esta foi a primeira vez que o Mini Drome foi construído no Brasil, e ele já passou por Paris, Tóquio, Toronto e Orlando.

Veja no vídeo abaixo como foi o evento:


Postado em 4 de julho por Eu Vou de Bike

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Centro de São Paulo terá ciclorrota turística

O centro de São Paulo tem uma série de atrações turísticas interessantes, como o Teatro Municipal, o Edifício Martinelli, o Pateo do Collegio, o Mosteiro São Bento… Uma maneira muito boa para conhecer tudo isso em um dia é de bicicleta!

Pensando nisso, a Prefeitura de São Paulo estuda a criação de uma ciclorrota para interligar as principais atrações turísticas do centro da cidade. Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, vinte e cinco pontos de interesse fazem parte do projeto, entre eles bibliotecas, prédios, praças e igrejas.

Além de tornar os trajetos pelas atrações mais seguros e convidativos de bicicleta, outro objetivo da ciclorrota é humanizar, valorizar e ocupar o centro histórico de São Paulo, especialmente aos fins de semana.

O trajeto passará pelas quatro estações de metrô da área -São Bento, República, Anhangabaú e Sé-, para atrair quem mora longe do centro. Veja abaixo no mapa da Folha de S. Paulo:

Foto CC no Flickr do Paulo Zapella


Postado em 26 de junho por Eu Vou de Bike

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PedalUSP será ampliado no campus da USP

O PedalUSP, sistema de compartilhamento de bicicletas da Universidade de São Paulo (USP) deve ser ampliado em breve. Lançado em 2011 e atualmente operando com apenas 16 bicicletas em duas estações, o PedalUSP terá cerca de 250 bikes espalhadas por 24 estações no campus do Butantã.

Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, o número de 250 bicicletas surgiu após um estudo de engenheiros da Poli, que mostrou que esse seria o número ideal para atender as cerca de 63 mil pessoas que circulam diariamente pela Cidade Universitária.

As novas estações vão ser distribuídas de acordo com a quantidade de pessoas que passa pelo local e a importância da região para a maioria das pessoas que frequentam a Cidade Universitária, como a área dos bancos e o restaurante universitário.

Veja abaixo onde ficarão as novas estações:

Atualmente, o PedalUSP tem cerca de 2.500 pessoas cadastradas, a maioria alunos, e a expectativa é que esse número cresça bastante com a implantação de novas estações de compartilhamento com mais bicicletas disponíveis.

>> Saiba mais sobre o PedalUSP

Crédito do mapa: Folha de S. Paulo


Postado em 18 de junho por Eu Vou de Bike

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Testamos o Bike Sampa: veja como funciona!

Já faz um tempo que estamos falando sobre o novo sistema de aluguel de bicicletas em SP, batizado de ‘Bike Sampa‘. Para mais informações sobre estações e outras características do sistema, clique aqui.

Na última semana, finalmente tivemos a oportunidade de testar o sistema do Bike Sampa por completo. Inicialmente é necessário realizar via internet ou pelo celular um cadastro prévio, que além dos dados habituais, irá solicitar um número de cartão de crédito e um débito inicial de R$ 10 neste cartão, para habilitar seu “passe”.

Após esta operação, nos dirigimos a uma das estações de aluguel, no caso a estação 2, da Cinemateca (veja o mapa), e iniciamos o aluguel propriamente dito, via aplicativo no smartphone. É possível também o desbloqueio via celular. As instruções no site são bem claras e práticas, tanto para uma modalidade quanto para outra.

Na primeira tentativa, o aplicativo funcionou perfeitamente porém a bike escolhida não foi liberada pelo sistema. Na segunda tentativa, o sistema funcionou, a luzinha verde do bicicletário acendeu e a bike foi liberada. Tudo via web, sendo que a estação de aluguel, aparentemente, é toda alimentada via energia solar. Ponto pro Bike Sampa!

A bicicleta

A “laranjinha” é bem legal! Simples, como uma bike com esta finalidade deve ser, porém com alguns requintes até “exagerados” para uma bike compartilhada, tais como câmbio interno Shimano Nexus de três velocidades. A escolha deste sistema de transmissão favorece muito a manutenção, porém, com as ladeiras que temos em nossa cidade, talvez alguns sentirão falta de mais marchas, principalmente as mais leves…

A bicicleta tem ainda paralamas dianteiro e traseiro, uma geometria neutra e voltada para o uso urbano, com ajuste de altura do selim, protetor de corrente e cestinha dianteira para transporte de pequenos objetos.

A crítica fica por conta dos pneus, que são largos e com cravos, quase um pneu de mountain bike. Eles poderiam ser mais lisos ou ao menos mistos, e com uma largura menor. Porém talvez para uma bike compartilhada, a robustez que o pneu instalado apresenta seja uma boa ideia.

Os pneus estavam calibrados, a bike lubrificada, porém com os freios um pouco duros e sem muito curso, mas nada que atrapalhasse a pedalada.

Bom, bike ajustada, vamos pedalar! A idéia era percorrer todas as estações de aluguel, num total de 9 ativas, localizadas no bairro de Vila Mariana/ Paraíso/ Vila Clementino. E assim fizemos.

Pudemos notar que no entorno de algumas das estações, havia sinalização da CET informando que aquela era uma via com circulação de bicicletas e recomendando a diminuição da velocidade. Porém não notamos nenhuma fiscalização.

Um fato curioso é que em quase todas as estações que paramos, sempre havia alguém nos perguntando sobre o sistema. Parece que o “mundo virtual” das estações, que não tem um funcionário presente, ainda carece do “ser humano analógico” para dar informações e testemunho de uso…

A nota bizarra fica por conta de um cidadão que nos perguntou se a bicicleta era boa, pois ele achava que com “uma chavinha e de madrugada” seria fácil de roubá-la. Nós nem respondemos, e confesso que pensei: “sistema de primeiro mundo num pais de terceiro mundo”. Porém, refletindo melhor, este é um pensamento antigo, anacrônico e limitador.

Nós merecemos sim um sistema de compartilhamento neste nível, e a intenção demonstrada por este ser humano existe aqui e também em países do exterior, pois é da natureza humana, e independe de local. Eu prefiro pensar na “teoria da janela quebrada” utilizada em NYC pelo prefeito para realizar uma “limpeza na cidade”. Mas isto é uma outra história…

Finalizando o teste, entregamos a bicicleta na última estação disponível, na rua Eça de Queirós. Um fato interessante foi que durante a pedalada, ao passar de uma hora de uso, recebemos uma ligação via celular da central de atendimento nos perguntando se ainda estávamos de posse da bike e se tudo estava a contento. Muito bom este procedimento de acompanhar o usuário. Note que em momento algum nos identificamos como sendo do site Eu Vou De Bike, o que poderia gerar uma diferenciação no atendimento.

Concluindo, é óbvio que o sistema está bem no início, ainda muito restrito quanto a disponibilidade e localização, em especial quando pensamos em comutação com outros meios de transporte. As estações disponíveis atualmente ainda estão relativamente distantes de estações de trem, terminais de ônibus. Apenas três estações estão relativamente perto das estações Paraíso, Ana Rosa e Vila Mariana de metrô.

O custo também tem sido alvo de diversas críticas. Porém, em nossa opinião, este é um sistema para curtas distâncias, que em sua maioria não totalizam 30 minutos de duração, e durante este período não é cobrado nada.

A situação ideal é ter uma estação destas próxima de minha origem, e outra do meu destino, onde eu pego a bicicleta na estação inicial e devolvo na estação final, fazendo todo o meu trajeto de bike, ou posso ter também uma estação final próxima ao trem/metrô, e incluir este modal em meu deslocamento.

Nós apostamos e acreditamos muito nesta iniciativa, e esperamos que em breve ela se expanda muito em nossa cidade, bem como em nosso país, modificando de uma vez o paradigma ‘carrocrata’!


Postado em 24 de maio por Eu Vou de Bike

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Compartilhamento de bicicletas começa a funcionar em SP

O sistema de compartilhamento de bicicletas em São Paulo começa a funcionar nesta quinta-feira (24), em um programa inicial com dez estações de empréstimos de bicicleta.

Como já falamos por aqui, a Vila Mariana e a a Vila Clementino são as regiões da cidade que recebem as primeiras estações, com cerca de 100 bicicletas espalhadas pelos bairros.

Veja abaixo o mapa das primeiras estações:

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, a ideia é que, nos próximos três anos, 300 estações coloquem à disposição dos paulistanos 3 mil bicicletas para aluguel.

O sistema de compartilhamento de bicicletas é parecido com o que já existe no Rio de Janeiro, e também é operado pelo banco Itaú. O Bike Sampa, como foi batizado, tem os mesmo recursos de aluguel de bicicletas pela internet ou pelo telefone celular.

A diferença para o Rio de Janeiro é que em São Paulo as viagens de até 30 minutos são gratuitas, e a hora excedente custará R$ 5. No Rio de Janeiro, a primeira hora é grátis, e a hora excedente também sai por R$ 5. Quem quiser usar o sistema deverá pagar uma mensalidade de R$ 10.

De acordo com o Estadão, quando todo o sistema estiver concluído, o objetivo é que a cidade tenha uma rede de estações de empréstimo em uma distância de um quilômetro entre uma e outra. Assim, será possível pegar uma bicicleta perto do metrô, do ponto de ônibus ou de casa, por exemplo, e deixá-la na estação mais próxima do trabalho.

Veja mais fotos da instalação das estações na Vila Mariana:


Postado em 21 de maio por Eu Vou de Bike

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Bike Sampa começa a tomar forma

E as bicicletas laranjinhas vão começar a tomar conta de São Paulo em breve! Nesta segunda-feira (21), flagramos um caminhão com algumas bicicletas e a estação #3 do sistema de compartilhamento de bicicletas que será instalado em São Paulo.

Pelo que pudemos ver no caminhão, a estação #3 será na Rua Capitão Macedo, perto da estação Vila Mariana do Metrô. No caminhão ainda havia algumas bicicletas iguais às usadas no sistema de compartilhamento de bikes do Rio de Janeiro, o Bike Rio.

Veja abaixo o totem e o guidão de uma bicicleta ali na caçamba do caminhão (a foto ficou bem ruim porque foi tirada na pressa no meio da rua):

No sistema de compartilhamento do Itaú em parceria com a Prefeitura de São Paulo, que deve ser batizado de Bike Sampa, serão instaladas cerca de 300 estações com 3 mil bicicletas disponíveis. As estações devem ser instaladas a cada 1 quilômetro e o período de uso grátis será de 30 minutos.

O site do Bike Sampa já está no ar, mas aparentemente ainda faltam alguns detalhes para ele começar a ser divulgado. O mapa das estações já tem alguns pontos marcados, todos na região da Vila Mariana/Ana Rosa. Veja abaixo:

Veja fotos da construção da estação abaixo:


Postado em 25 de abril por Eu Vou de Bike

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Mais estrutura = mais ciclistas!

Nós já mostramos aqui que as cidades que oferecem mais infraestrutura para os ciclistas, como ciclofaixas e ciclovias, acabam atraindo mais adeptos a essa modalidade de transporte. É o que está acontecendo em Nova York e é o que comprova um estudo de John Pucher e Ralph Buehl, da Universidade de Rutgers, de Nova Jersey.

A pesquisa, intitulada “Pedalando para o trabalho em 90 grandes cidades americanas: novas evidências do papel de ciclofaixas e ciclovias” (ufa!), analisa a relação entre a presença de ciclovias e ciclofaixas e o número de ciclistas em cerca de 90 cidades dos Estados Unidos.

Sem surpresa nenhuma, os pesquisadores concluíram que as cidades com um maior número vias próprias para os ciclistas – ciclofaixas, ciclovias e ciclorrotas – têm um manior número de pessoas que vão para o trabalho de bicicleta.

De acordo com os pesquisadores, essa correlação existe independente de fatores como geografia da cidade, clima, condições socioeconômicas, preço da gasolina ou qualidade do transporte público. Ou seja, é possível concluir que essa correlação poderia existir aqui no Brasil e o número de ciclistas seria muito maior se a infraestrutura fosse mais abrangente.

Além disso, a pesquisa mostrou que cidades mais compactas, com menor número de proprietários de carros e mais estudantes tinham um maior índice de uso da bicicleta como meio de transporte para o trabalho.

É aquela velha história de que “se você construir, eles virão“, frase consagrada no filme “Campo dos Sonhos“, com Kevin Costner*:

O estudo completo de Ralph Buehler e John Pucher pode ser lido na íntegra (pdf em inglês) aqui!

- Via TreeHugger

* Opa, o filme é com Kevin Costner, e não com Mel Gibson, como falamos anteriormente


Postado em 9 de abril por Eu Vou de Bike

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Ciclofaixa de Lazer na Avenida Paulista

Uma notícia que passou meio sem alarde no fim de semana de Páscoa foi a possibilidade de criação de uma ciclofaixa na Avenida Paulista. De acordo com reportagem do Estadão, a Prefeitura estuda a implantação de uma ciclofaixa de lazer na avenida, que funcionaria apenas aos domingos e feriados, seguindo o padrão das ciclofaixas de lazer já instaladas na cidade.

A Prefeitura não descarta, no entanto, a construção de uma ciclovia permanente na avenida, o que seria uma ótima notícia para todos nós que pedalamos diariamente pela cidade. Kassab, no entanto, não foi muito feliz ao dizer que a implantação de uma ciclovia fixa pode “causar um transtorno muito grande a milhões de pessoas”.

Mesmo se a ciclovia permanente não sair do papel, a ciclofaixa de lazer na Avenida Paulista pode trazer grandes benefícios para o uso da bicicleta como meio de transporte na cidade. Ela ficará na avenida mais emblemática da cidade e mostrará de uma vez por todas que a bicicleta é para todos, o que pode incentivar muita gente a tirar o pó da bicicleta para pedalar aos fins de semana. E, depois disso, nós já sabemos que é bem fácil essa pessoa pedalar cada vez mais, não apenas aos fins de semana.

Além da possível ciclofaixa de lazer na Paulista, uma outra boa notícia é que a Prefeitura vai começar a multar os motoristas que ameaçarem a segurança dos ciclistas no trânsito (o que já deveria ser feito “desde sempre”, de acordo com o artigo 201 do Código de Trânsito Brasileiro). Entre as ações que serão punidas está dirigir muito perto dos ciclistas, dar fechadas, cortar na frente das bicicletas para entrar nas ruas e colar na traseira das bicicletas.

Bom, a gente aguarda com grande expectativa, né?


Postado em 2 de abril por Eu Vou de Bike

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Bicicletas nas escolas de São Paulo


Foto: Mikael Colville Andersen

Apesar dos recentes acidentes, nós estamos muito felizes com o aumento do número de bicicletas nas ruas, quer seja nos finais de semana nas ciclofaixas de maneira recreacional, ou utilizadas no dia-a-dia como meio de transporte. O que importa é que a cidade de São Paulo, em especial, vai aos poucos se acostumando com a presença da bicicleta nas ruas.

Ultimamente também temos acompanhado e divulgado várias iniciativas no sentido de incluir a bicicleta em nosso cotidiano. Uma destas iniciativas é o projeto Escolas de Bicicleta, cujo slogan é “pedalar para educar“.

Esta é uma iniciativa da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, dirigida pelo também ciclista Alexandre Schneider, cujo assessor, o nosso amigo Daniel Guth, vai nos explicar melhor sobre este projeto.

 

Olha a bike, que linda! Notem que o quadro é feito de bambu! Mais sustentabilidade impossível…

 

Com a palavra, Daniel Guth:

- Qual a importância do incentivo ao uso da bicicleta para os jovens?
Do ponto de vista pedagógico, a bicicleta é uma das melhores ferramentas para trabalhar alguns conceitos e para promover determinadas transformações. A faixa etária que antecede o terceiro setênio, particularmente dos 12 aos 14 anos, é muito especial pela formação do caráter e dos valores que o aluno levará para o resto da vida. Também o desenvolvimento da atividade física e das regras assimiladas, atreladas a uma necessidade de expansão das relações comunitárias, fará com que o programa atinja seu propósito máximo: educar para a vida.

- Há algum apoio da iniciativa privada neste projeto?
Ainda não. Este é um programa público, com recursos da Educação, da Prefeitura, e que necessita de diretrizes e acompanhamentos muito claros no instante da implantação. Para o médio e longo prazo será possível ter apoio da iniciativa privada, sem perder estas diretrizes e o caráter público do programa.

- Qual a participação do dinamarquês Mikael Colville-Andersen no projeto?
Ele foi chamado para assinar a coordenação pedagógica do programa, trazendo a experiência de outras cidades e particularmente a de Copenhague. Vale ressaltar que desde 1947 a Dinamarca possui programas de apoio e incentivo a bicicletas em idade escolar, contemplando integração familiar e a expectativa destes jovens. A experiência dinamarquesa de entregar diplomas aos alunos que passaram pelos “testes” também é fantástica. Isto fortalece, com o tempo, os laços familiares e reafirma novos paradigmas da sociedade, fazendo com que o pai se orgulhe do filho – pois ele também guardou seu diploma de quando frequentou uma Escola de Bicicleta.

Enfim, acredito que Copenhague não é São Paulo, mas São Paulo pode ser cada vez mais Copenhague. Por isto esta chancela e a coordenação pedagógica do grupo Copenhagenize é fundamental.

- O que dizer para as pessoas que criticam a iniciativa e dizem que ela coloca os estudantes em perigo?
Esta é uma reação por vezes natural quando nos deparamos com mudanças, com quebras de paradigmas. Mas isto vale para qualquer situação de nossas vidas. O preconceito é também o medo do desconhecido, e muitas vezes ele se manifesta travestido de reações apaixonadas, emotivas.

É importante ressaltar que o apoio à bicicleta na Rede Municipal de Educação se deu a partir de uma constatação muito clara: já há utilização de bicicleta em nossas escolas. Seja por parte dos alunos, dos professores, dos funcionários ou dos pais. Na última pesquisa Origem/Destino, feita pelo metrô em 2007, dos deslocamentos feitos de bicicleta, 15% tinham como destino a “Escola”. Ou seja, qual é a função do agente público ao se deparar com estes fatos? No meu entendimento é o de compreender e estruturar o apoio necessário. Nós começamos a fazer isto com a instalação de paraciclos nas escolas e nos CEUs e o programa escolas de bicicleta surgiu na esteira deste apoio.

A segurança do aluno-ciclista do programa tem correspondência em ações imediatas, como o acompanhamento diário de monitores treinados; as aulas que somam mais de 32h para ensiná-los sinalização de trânsito, como pedalar em comboio, como sinalizar com as mãos, equilíbrio e postura; acessórios como capacetes, luzinhas, buzinas, colete, espelho retrovisor, bandeirinha e cadeado; a rede de articulação e comunicação nos bairros para divulgar a presença de crianças em comboio passando na porta da casa das pessoas; a escolha de rotas tranqüilas e amigáveis aos ciclistas, com ruas de 30km/h de velocidade máxima; e a possibilidade de sinalização da CET, a médio prazo.

Nenhuma ação direta de segurança é mais eficaz do que as comunidades do entorno dos CEUs impactadas com a presença dos comboios de bicicleta passando todos os dias na porta das casas. O efeito educativo, e, portanto, do respeito ao ciclista, será imediato. Afinal, quem poderia ser contra crianças pedalando?

- Há alguma proposta para associar o projeto ‘Escolas de Bicicleta’ com as estações de aluguel de bicicletas que devem ser instaladas em breve em São Paulo?
Neste momento não. Mesmo porque os 46 CEUs estão localizados nos bairros e muitos nas franjas da cidade, locais ainda não contemplados pelo planejamento destas estações de aluguel de bicicletas.

- Quantos alunos o projeto busca atingir a longo prazo?t
Nesta fase do programa contaremos com 4.600 alunos. A proposta é amplia-lo gradativamente, ano a ano. Nosso sonho é atingir todas as EMEFs do município, não apenas os CEUs. Mas vamos implantar, avaliar, consolidar e planejar como crescer.

Muito obrigado pela entrevista, Daniel Guth, e nós aqui do EVDB torcemos para que este seja um marco para o início de um tempo novo na história da bicicleta em nossa cidade, e, quem sabe, em nosso país!


Postado em 22 de março por Eu Vou de Bike

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Perguntas sobre aluguel de bicicletas em SP


Sistema do Itaú em SP será igual ao do Rio de Janeiro

Ficamos animados com a notícia de que São Paulo iria finalmente ganhar um sistema massificado de compartilhamento de bicicletas, semelhante aos existentes no Rio, em Londres e em Paris. As informações iniciais davam conta de que o banco Itaú iria gerenciar esse sistema, colocando à disposição da cidade cerca de 3 mil bicicletas.

Uma notícia publicada no jornal ‘O Estado de S. Paulo‘ na última quarta-feira, no entanto, começa a colocar algumas dúvidas sobre o plano da Prefeitura de implantar o aluguel de bicicletas na cidade.

De acordo com a reportagem, São Paulo terá quatro redes de aluguel de bicicletas separadas, cada uma com um sistema diferente. “Além de Bradesco e Itaú, que já prometeram colocar ao menos 3,3 mil bicicletas nas ruas da capital, a AES Eletropaulo e a Ambev também afirmaram à Prefeitura que vão apresentar propostas”.

Em um primeiro momento, é muito interessante saber que tem mais gente querendo colocar bicicletas nas ruas de São Paulo, mas como a própria reportagem afirma, “como os sistemas vão operar separadamente, os paulistanos não poderão pegar a bicicleta da área de uma empresa e devolver no bicicletário de outra”. Essa é uma grande desvantagem e pode desvirtuar completamente a ideia do sistema de compartilhamento de bicicletas, que é o uso da bicicleta de ‘ponto A’ a ‘ponto B’ como um eficaz meio de transporte.

A parceria entre Prefeitura e Itaú é a que está mais avançada no momento. Segundo o jornal, o acordo deve ser assinado nos próximos dias e as bicicletas começam a aparecer na cidade nos próximos dois meses. O Itaú vai bancar 3 mil bikes em 300 estações, que espalhadas a cada 1 quilômetro. A má notícia é que o período grátis de uso será de apenas 30 minutos, ao contrário do Rio de Janeiro, que tem 1 hora de cortesia.

Mesmo assim, ainda estamos bem empolgados com a implantação de um sistema de compartilhamento de bicicletas dessa magnitude em São Paulo. É um bom começo e vai ser lindo ver a cidade cada vez mais cheia de ciclistas.

Mas algumas perguntas ainda devem ser respondidas:

- Há um comitê de ciclistas ajudando a Prefeitura a escolher os locais das estações?

- Por que os 4 sistemas diferentes que devem ser implantados não usam o mesmo tipo de bicicleta, o mesmo modelo de estação e uma base de dados única? Assim, quem pega a bicicleta em uma estação Itaú poderia deixar em uma estação AES, e vice-versa.

- Os cidadãos vão ter de se cadastrar em 4 sistemas diferentes para poder alugar bicicletas bancadas por empresas diferentes?

- Qual o critério adotado para definir em meia hora, e não uma hora, a gratuidade do serviço?

Seria interessante saber as respostas a essas perguntas. E vamos torcer para tudo isso sair mesmo do papel e, ao final do ano, termos milhares de novos ciclistas pedalando pelas ruas e avenidas da cidade!



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