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Blog Vou de Bike

Postado em 21 de fevereiro por Eu Vou de Bike

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Escolha e use corretamente o capacete

Apesar de não ser um acessório obrigatório, o uso de capacete como equipamento de proteção individual é muito importante para garantir a segurança do ciclista na hora de quedas. Como geralmente as bicicletas estão associadas a sensação de liberdade e prazer, muitas vezes o uso de capacete dá a falsa impressão da privação de experimentar estas sensações.

Porém a escolha e utilização correta deste acessório pode ser suficiente para salvar sua vida, sem tirar o prazer da pedalada!

Tendo suas primeiras utilizações pelos ciclistas registradas no início do século 19, o capacete como conhecemos hoje surgiu somente por volta da década de 70, quando a fabricante Bell Helmet Company criou o primeiro capacete em poliestileno expandido (EPS), bem mais leve e resistente do que os materiais que o antecederam, em especial o isopor.

No Brasil, esta tecnologia só chegou uma década depois, principalmente com a introdução do Mountain Bike e a abertura das importações.

Atualmente, com o avanço cada vez maior da tecnologia e dos materiais, e com a grande especialização que o ciclismo experimentou, temos uma variedade enorme de preços, utilizações e estilos. Logicamente, isto também aumentou em muito a dificuldade de selecionar um modelo mais adequado para utilização.

Como sempre, necessitamos realizar algumas reflexões e responder algumas perguntas iniciais para que possamos melhor efetuar nossa compra, a saber:

1-) Qual a modalidade de ciclismo eu vou praticar?

Basicamente, temos 3 tipos de capacetes: os totalmente fechados (“full face”), os abertos, que podem ter uma “pala” dianteira ou não, e os aerodinâmicos, além dos infantis.

Normalmente, os do tipo “full face” são utilizados para as modalidades mais “radicais”, tipo o “downhill” ou o “free style”. Os abertos com a pala dianteira são utilizados pelo pessoal do Mountain Bike ou ciclismo urbano e recreacional em geral, e são os mais comuns de se encontrar. E os abertos sem pala são os preferidos do pessoal do “speed”, a turma da estrada. Os aerodinâmicos são utilizados pelos praticantes de triatlo e contra-relógio, onde cada esforço para reduzir o arrasto do ar é bem vindo. E atualmente com o crescimento das intervenções radicais de bike nas cidades, também conhecidas por “urban assault”, é comum vermos ciclistas utilizando capacetes “importados” dos skatistas, que costumam cobrir mais a região da nuca, e dar mais “estilo” ao usuário.

2-) Qual o meu orçamento disponível?

Tenha em mente que quanto mais leve, resistente e arejado for o capacete, mais caro ele será. Se possível, pesquise bastante na net sobre os materiais e tendências para os capacetes atuais. Para termos uma idéia, existem capacetes que possuem uma trama interna de fibra de carbono, tornando-os muito mais leves e seguros. Quanto mais entradas de ar ele tiver, maior será a ventilação, e logo maior o conforto no uso. Porém, tais capacetes de alta performance só vão se justificar em uma competição. Se este não for seu caso, mas seu orçamento permitir, compre o melhor capacete que seu dinheiro possa adquirir. Em caso de um acidente, certamente os prejuízos serão bem maiores que o valor do capacete!

3) Onde comprar o capacete?

Procure uma bike shop que tenha muitos modelos e marcas disponíveis, pois muitas vezes o modelo P (pequeno) de um capacete pode ser maior ou menor que o de outra marca. Experimente todos os capacetes disponíveis no seu tamanho, até encontrar o que te “vista” melhor, em termos de conforto e adaptação. Procure vestir e ficar com o capacete por alguns minutos, pois os inconvenientes nunca aparecem logo que vestimos o capacete. O capacete nunca deve ficar frouxo ou com folga e nem demasiadamente apertado.

Abaixo, acompanhe algumas dicas de como escolher e utilizar corretamente seu capacete:

Acima um exemplo de dois modelos semelhantes de capacete, do mesmo tamanho (P), mas visivelmente com dimensões bem diferentes, pois são de marcas diferentes. Experimente todos os modelos disponíveis: o ideal é que ele encoste uniformemente em toda a sua cabeça.

Invista o tempo que for necessário na seleção do seu capacete. Observe o interior do capacete e veja se todo o sistema de fixação está solto, pronto para a colocação.

Vista o capacete. Posição correta do capacete. O capacete deve ficar de um a dois dedos de distância acima das suas sombrancelhas. E quando olhar para cima, se o seu capacete tiver pala, a borda desta não deve ficar muito visível.

O capacete deve ser colocado o mais baixo possível, para aumentar a cobertura lateral. Assim ele ficará bem encaixado e não balançará se houver um tombo. Observe também que as cintas laterais devem ficar em forma de um “Y”, com o vértice abaixo da orelha. O ideal é termos uma segunda pessoa para nos ajudar nos ajustes das cintas. Com relação ao tamanho da cinta do fecho, a medida ideal é abrir a boca e sentir uma pequena puxada do capacete contra a cabeça, a qual deve ser bem suave. A cinta ainda deve estar posicionada atrás do seu queixo, e não no próprio queixo.

Atualmente, vários modelos de capacetes possuem sistemas de estabilização, que promovem um ajuste fino evitando assim que o capacete fique “sambando” enquanto você passa por irregularidades, por exemplo. É importante observar que ele só funcionará bem se todas as outras cintas estiverem bem ajustadas, com suas regulagens ideais, conforme exposto acima.

Acompanhe abaixo exemplo de um capacete incorretamente selecionado (tamanho maior do que o requerido). Note que mesmo com o ajuste fino, ele ainda balança.

Quando o conjunto todo estiver ajustado, você deve chacoalhá-lo, tentando derrubá-lo para frente e para trás com movimentos bruscos. Se o capacete se mover mais do que um dedo, ou o tamanho dele não é o adequado, ou as cintas devem ser melhor ajustadas.

Outra coisa muito importante é que após uma eventual queda, troque seu capacete, mesmo que este não apresente dano ou avaria visível. Devido ao projeto, sua estrutura se deforma propositalmente para absorver os impactos, daí a necessidade de substituí-lo.

Por isso, nunca compre um capacete usado, e sempre veja se o seu está no prazo de validade, que normalmente vem gravado no interior do capacete.

Atualmente também os grafismos são bem atraentes, sendo inclusive especializados para o público infantil, infanto-juvenil e feminino, tornando o uso do mesmo mais lúdico!

Esperamos com isto colaborar para que o uso do capacete se torne algo tão natural quanto pedalar!


Postado em 7 de fevereiro por Eu Vou de Bike

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Bicicleta protegida da chuva

O litoral de São Paulo tem um movimento interessante de bicicletas. Quem viaja para Santos, Guarujá ou Praia Grande logo nota que a bicicleta é um meio de transporte super comum, não apenas na orla, mas também nos bairros mais afastados da praia.

O litoral tem a vantagem de ter um terreno bem plano para o uso da bicicleta, mas nessa época do ano chove muito, o que pode atrapalhar quem quer ir trabalhar de bicicleta, por exemplo. Contra a chuva, flagramos um “acessório” especial em uma bicicleta no último fim de semana no Guarujá. Olha só:

Apesar de ir contra todas as recomendações de segurança, essa é uma ideia que pode funcionar. :)


Postado em 25 de outubro por gugamachado

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As influências climáticas na pedalada

Bicicleta na Chuva

Costumamos dizer que um dos maiores inimigos do ciclista é o clima, desde que este nos pegue despreparados!

Numa cidade como São Paulo, as vezes vivemos as quatro estações no mesmo dia!

O sol pode castigar o ciclista e a chuva pode esconder buracos no asfalto e ainda atrapalhar na hora de usar o freio. Portanto, esteja preparado para as mudanças climáticas e saiba como evitar acidentes nas mais variadas condições.

Quando pedalamos em dias ensolarados, é comum que o nível de raios ultra-violeta aumente, por isso é muito recomendado usar óculos com proteção aos raios UV. Além disso, o óculos também protege contra pequenos detritos do asfalto, levantados pelos carros que passam, até pequenas folhas, galhos e poeira, como já comentamos no post sobre equipamentos recomendados para uma pedalada mais segura.

Em dias de sol, o ciclista também deve dar atenção especial à hidratação do corpo, que acaba perdendo muito mais líquidos em dias quentes. A pele deve ser sempre protegida com creme ou gel bloqueador solar. Não se esqueça da nuca, que fica muito exposta na bicicleta, e também dos braços e mãos, caso não esteja usando luvas. Usar roupas claras também ajuda a dissipar o calor.

Pedalar na chuva é possível, mas você deve tomar cuidado redobrado. Com o chão molhado, reduza sempre a velocidade. Além de diminuir a visibilidade e a audição tanto do ciclista quanto do motorista, a pista molhada reduz a aderência dos pneus ao solo, fazendo com que a distância de frenagem da bicicleta aumente ou se torne irregular. Por isto, nesta situação, utilize o freio delicadamente.

Se houver muita água acumulada na pista, tome cuidado e desvie das poças, que podem esconder algum buraco no asfalto. Quando chove, o ciclista também deve ter cautela ao passar sobre paralelepípedos, tampas de bueiros e sinalização pintada no solo, que se tornam um “sabão” quando molhados. Ao pedalar durante a noite ou sob chuva, utilize sempre um farolete de iluminação para aumentar sua segurança. E capacete sempre, né?!

Com essas dicas, você vai ver como é possível pedalar sob as mais adversas condições. Mesmo que você não planeje pedalar na chuva, nunca se sabe quando o tempo vai virar e às vezes pode ser impossível fugir do temporal.


Postado em 27 de setembro por gugamachado

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Criança Segura realiza evento gratuito neste domingo!!!

Neste domingo, dia 30 de setembro, a partir das 9h, na Ciclofaixa de Lazer do Parque Linear Tiquatira, a Criança Segura realizará o segundo evento de sua campanha de mobilização “Vou de bike com a Criança Segura”, que tem o objetivo de conscientizar pais, familiares, responsáveis por crianças e toda a garotada sobre a importância de garantir a segurança de meninas e meninos ao andarem de bicicleta.
 
No encontro, gratuito, as crianças poderão aprender a andar de bike, tirar as rodinhas de apoio, aprender sobre segurança e comportamentos seguros de ciclistas, conhecer e testar algumas cadeirinhas de crianças para bike e muito mais!
 
O evento disponibilizará bicicletas e equipamentos de segurança, como o capacete, para que assim se possa ensinar às crianças sobre como serem ciclistas seguros, além de garantir uma pedalada sem riscos para os participantes.
 
Praticar atividades físicas é muito importante para o desenvolvimento saudável de meninas e meninos. Ao pedalar, além de se exercitar, a meninada desenvolve ainda sua autoestima, autoconfiança, independência, autonomia, iniciativa, equilíbrio e coordenação motora.
Evitar que meninas e meninos se machuquem seriamente ao andar de bicicleta não é nenhum bicho de sete cabeças. Mas, para isso, os adultos responsáveis devem estar atentos, orientar e realizar algumas ações para reduzir os riscos para as crianças nessa atividade.
 
Participe dessa ação e traga toda sua família!
Saiba mais aqui!
Serviço:
O quê: Oficina Educativa na Ciclofaixa de Lazer – Parque Linear Tiquatira – Eng. Werner Eugênio Zulauf
Quando: 30/09, das 09h às 13h
Onde: Rua São Florêncio x Av Gov. Carvalho Pinto
Como: gratuito

Postado em 9 de fevereiro por Eu Vou de Bike

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Dicas para pedalar na cidade

Ao longo das próximas semanas, vamos compilar aqui no Eu Vou de Bike uma série de dicas que já publicamos ao longo de quase seis anos de blog.

Nesta primeira, vamos dar algumas dicas para você pedalar na cidade com mais segurança, sem se envolver em acidentes e garantindo um trajeto tranquilo. As dicas são para quem está começando e quer

1. Pedale no lado direito da via e, caso necessário, ocupe a faixa. Evite ao máximo pedalar na contra-mão. Na estrada, use o acostamento.

2. Cuidado com carros estacionados. Portas podem ser abertas a qualquer momento, e este acidente é mais comum do que se imagina. Ao passar por carros estacionados, procure observar se há ocupantes dentro destes, o que pode indicar alguém que vai sair sem prestar a devida atenção.

3. Seja previsível aos motoristas. Não mude de direção sem deixar clara a sua intenção. Procure não “costurar” nos congestionamentos e evite ao máximo trafegar pela calçada.

4. E agradeça sempre com sinal de positivo ou dizendo “Obrigado” aos motoristas que se mostrarem civilizados e facilitarem a sua passagem.

5. Não se envolva em discussões inúteis nem xingue os mais estressados.

6. Não execute manobras com sua “bike” para as quais não esteja treinado. É tombo na certa.

7. Procure vestir sempre roupas adequadas ao clima. Durante a noite, dê preferência a cores mais claras.

Foto: Nick-K


Postado em 17 de novembro por gugamachado

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Capacetes podem ser menos eficazes do que pensamos…

Com este título polêmico, apresentamos aqui um estudo completo desenvolvido na Noruega, onde se concluiu que, apesar da utilização do capacete realmente diminuir os danos a cabeça em caso de queda, sua efetividade pode ser mais baixa do que pensamos.

Do recente livro “Bikenomics“, temos o seguinte comentário:

” Para alguns, os capacetes são extremamente importantes – uma questão de responsabilidade pessoal, e uma evidente consideração pelo que pode sair errado.  Para outros, os capacetes são uma distração dos fatores que realmente dão proteção aos ciclistas. Ademais, o enfoque nesta proteção de cabeça como síntese da segurança em bicicleta é uma forma sutil de se sugerir que pedalar é uma atividade anormalmente perigosa e que cabe, a cada um, decidir se irá se ferir ou não. Uma coisa que se sabe ao certo é que a imposição do uso capacete não só não aumenta a segurança de se pedalar, como reduz a segurança geral. Isto acontece pelo mecanismo da “segurança em números”. Evidências mostram que leis que tornam o capacete obrigatório fazem com que as pessoas desistam de pedalar, quer pela inconveniência do uso capacete ou pela mensagem velada de que pedalar é perigoso. Mas com certeza, exigir e focar exageradamente no capacete é uma barreira para a o uso da bicicleta, aumenta literalmente o custo da sua adoção e incute o temor por riscos improváveis, ao invés de enfatizar os benefícios. Sabe–se também que nos países mais seguros para se pedalar, ninguém usa capacete, a não ser quando se está curvado sobre uma bicicleta esportiva. E talvez seja esta a razão por que em países como Canadá, Austrália e os EUA enfoca–se tanto o seu uso – capacetes são parte de um aparato estético e cultural da bicicleta dentro do contexto esportivo, que é como a bicicleta ainda é grandemente vista por aqui.

Qualquer que seja a chave para a segurança na bicicleta, ela não está no capacete eu qualquer outra vestimenta de proteção – está sim, porém, no desenho, na velocidade e no uso que fazemos das ruas.”

Ótima reflexão, não é?

Segundo o pesquisador Rune Elvik, quando avaliamos o efeito do uso de capacetes em ferimentos na cabeça, face e pescoço, a redução do risco é de somente 33% quando se está utilizando o capacete no caso de um acidente, quase metade se comparado a um estudo anterior de 2001.

“Em termos de ferimentos na cabeça, há uma clara redução destes ferimentos quando as pessoas usam um capacete. Mas se olharmos para o pescoço e a nuca, podemos verificar que todos os estudos indicam um certo risco de lesão, mesmo quando usando um capacete “, diz ele, acrescentando que as lesões no pescoço/nuca geralmente não são tão graves como lesões na cabeça.”

“Alguém poderia pensar que os primeiros capacetes para bicicleta feitos eram menos eficazes do que os que são feitos hoje. Porém na verdade estamos vendo uma tendência oposta: tornou-se menos seguro usar um capacete ao longo dos anos, e que é surpreendente. “

Nós aqui do EVDB, mesmo com toda esta polêmica, somos a favor do uso do capacete, porém acreditamos na liberdade individual, desde que esta seja exercida com responsabilidade!

Leia o artigo original deste post aqui e veja o PDF do estudo aqui.


Postado em 18 de junho por Eu Vou de Bike

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Características de uma bicicleta urbana

Por sugestão de nossa leitora Mariane, decidimos reunir neste post as principais características de uma bicicleta urbana, bem como os equipamentos obrigatórios e os desejados para uma melhor performance na cidade.

Com a recente especialização que o mercado das bicicletas vem experimentando, é possível adquirir uma bicicleta completamente concebida e manufaturada para o uso urbano como meio de transporte. Mas aqui no Brasil, infelizmente, isto ainda está muito longe da realidade, e o mais comum é encontrarmos bicicletas “adaptadas” para o uso na cidade, quando muito!

Na maioria dos casos, seja pela falta de informação ou de recursos, o que encontramos são mountain bikes, bicicletas utilitárias (aquelas com geometria para transportar grandes cargas), algumas estradeiras mais antigas e por aí vai. Todas elas executam a tarefa de nos transportar, mas se podemos realizar algo com mais conforto e eficácia, por que não?

A bicicleta é comprovadamente o melhor meio de transporte para distâncias até 7 km, aproximadamente. Lógico que ela pode ser utilizada em distâncias maiores, como também pode ser utilizada comutada com outros meios de transporte, tais como ônibus, trens, metrôs, e até carros.

Agora para quem utiliza a bicicleta como meio de transporte, algumas características mínimas são bem aceitáveis, a saber:

- geometria adequada, fornecendo uma posição mais “ereta” ao ciclista (upride), com isto possibilitando maior conforto e mais visibilidade, tanto do ciclista propriamente dito, quanto a percepção deste por parte dos outros integrantes do trânsito.

- pneus mais finos (de 1.0 a 1.5 polegada) e lisos, ou seja, sem os cravos tão comuns nas mountain bikes. Os pneus podem ser também do tipo híbridos, em que o centro do pneu é liso e a lateral contém alguns cravos baixos. Se o aro for 700 ao invés do 26 (mais comum) também teremos um rodar mais confortável e regular.

- bagageiro, que pode ser dianteiro, traseiro, ou mesmo, dependendo da necessidade de carga no transporte, bagageiros dianteiros e traseiros. Inclusive estes podem conter alforges, que protegem melhor nossa carga.

- paralamas dianteiro e traseiro, para evitar a provável “sujeira” que a cidade contém e que fatalmente nos atinge.

- protetor de corrente: para permitir a utilização de roupas “normais” em nossas idas e vindas aos compromissos.

- transmissão interna no cubo traseiro, evitando assim, mecanismos complexos expostos, e diminuindo a necessidade de manutenção periódica.

Como itens obrigatórios pelo código nacional de transito (CONTRAN, art. 105), temos que ter:

- a campainha;

- sinalização reflexiva noturna dianteira (cor branca):

- sinalização reflexiva noturna traseira (cor vermelha);

- sinalização reflexiva nos pedais, e

- espelho retrovisor do lado esquerdo.

Esperamos com estas informações ajudar a tornar seu pedal urbano mais eficiente e agradável.

E lembre-se: sempre que possível, vá de bike! E não se esqueça de usar os itens de proteção individual: capacete, luvas e óculos.

Por Guga Machado, com a colaboração de Leandro Valverdes, sócio-proprietário da loja especializada em bicicletas urbanas, a Ciclo Urbano. Agradecimentos também a Biketime


Postado em 20 de janeiro por gugamachado

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Equipamentos para um passeio seguro

A decisão de trocar o carro pela bike pode amedrontar muitas pessoas, especialmente devido ao trânsito caótico que vemos nas grandes cidades do Brasil. Mas se você fizer isso de forma planejada, usar equipamentos de segurança e tiver uma atitude de “direção defensiva”, vai diminuir muito a chance de um acidente ou imprevisto enquanto pedala.

A seguir, veja algumas dicas para você pedalar pela cidade de forma mais segura. E lembre-se: não há melhor equipamento de segurança que o bom senso!

De acordo com o Conselho Nacional de Trânsito, os seguintes equipamentos de segurança são obrigatórios em todas as bicicletas:

- Espelho Retrovisor: preso no lado esquerdo do guidão;

- Buzina: do tipo campainha, aquela que produz o som “trim-trim”;

- Refletivo: um adesivo como aqueles usados nas traseiras de caminhões que não possuem luz própria, mas se iluminam com o farol dos carros, nas cores branco ou amarelo (dianteira), vermelho (traseira) e amarelo (nas laterais e pedais).

Baseado na experiência de pedalar, recomendamos também:

- Capacete: apesar de não ser um item obrigatório na legislação, use-o sempre. Já vi muitos “tombos bobos” resultarem em danos graves em ciclistas que estavam sem proteção. Prefira sempre um capacete com múltiplos ajustes, que fique bem preso à cabeça e sem folgas, com adesivos refletivos na parte de trás e na lateral;

- Luva: quando caímos, por menor que seja o tombo, as mãos são instintivamente nossa primeira defesa, sendo que na maioria das vezes nos apoiamos nelas para nos defender da queda. Por isso, a luva é também um item muito importante de proteção. Procure escolher os modelos com gel na palma (para evitar adormecimentos) e as confeccionadas em couro;

- Óculos: deve ser usado para evitar danos aos olhos. Sempre que pedalamos, somos expostos aos mais variados agentes de agressão, que podem ser desde pequenos detritos do asfalto, levantados pelos carros que passam, até pequenas folhas, galhos e poeira, muito comuns ao logo do trajeto. Prefira os modelos com lentes intercambiáveis, o que possibilita a troca entre lentes transparentes (para dias nublados ou noite), escuras (para dias ensolarados) ou âmbar (para dias nublados ou noite).

- Faróis: é recomendado o uso de um farol branco na frente, para iluminação e sinalização (se andar a noite, a história se modifica bastante), e um vermelho com opção de “pisca-pisca” atrás. A variação deste acessório no mercado é bem grande e falaremos mais sobre ele nos próximos posts.

Farol de bicicleta

Ter a bike iluminada e visível aos motoristas é essencial

Além dos equipamentos básicos de segurança citados acima, algumas rotinas e atitudes em relação à bike podem evitar uma queda ou algum outro tipo de acidente enquanto se pedala.

Portanto, lembre-se sempre de:

- Levar sua bike para uma revisão mecânica regularmente. Dependendo do uso, você pode revisá-la a cada seis meses. Se o uso for mais intensivo, este intervalo pode ser ainda menor. Isto é tão importante que pode ser considerado um “item de segurança”. A última coisa que pode acontecer é uma falha mecânica, como o rompimento de um cabo, quando precisamos frear ou acelerar bruscamente para evitarmos um acidente.

- Não utilizar fones de ouvido ou outros equipamentos sonoros que possam desviar sua atenção ou dificultar a audição de alguma sinalização que ocorra ao seu redor, como a buzina de um carro ou o grito de algum pedestre.

- Usar sempre roupas claras e, se possível, reflexivas. Quanto mais pudermos chamar a atenção para nossa presença, menores serão as chances de um acidente. Acredite: muitos motoristas nos fecham por não nos enxergarem!

Com os cuidados básicos citados acima, sua pedalada em meio aos carros da sua cidade ficará muito mais segura. Lembre-se sempre de ver e ser visto pelos motoristas e a chance de acidentes enquanto pedala será muito menor.


Postado em 22 de janeiro por Eu Vou de Bike

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Designer cria cadeado embutido no quadro da bicicleta

Você já deve ter se esquecido de levar uma corrente para prender a bicicleta em algum passeio, né? E aí, o que você faz? Bom, pensando nisso, e para facilitar a vida dos ciclistas, o designer Adrian Janzen criou a Interlock, um cabo de aço que fica embutida no quadro da bicicleta e pode ser usada a qualquer momento.

Veja no vídeo abaixo como funciona:

Apesar de ser uma ideia muito legal, o cabo de aço mostrado no vídeo é bem fino e pode ser cortado com facilidade se o ladrão realmente quiser levar sua bicicleta. O ideal é usar o cabo em conjunto com uma trava U-Lock. Neste caso, a trava U-Lock protegeria o quadro e o cabo da Interlock seria usado para travar as rodas, duplicando a dificuldade de furtos.

Veja como ficaria na imagem abaixo:

Veja o detalhe do cabo embutido no quadro:

Atualmente, a Interlock é apenas um projeto e para entrar em produção ela necessita do financiamento colaborativo dos seus entusiastas. Veja mais detalhes lá no site do Kickstarter e, se gostou da ideia, faça sua contribuição!

Veja mais fotos no site oficial do produto.

- Via The Cyclr


Postado em 19 de dezembro por Eu Vou de Bike

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Capacete de papelão é aprovado em testes de segurança

Fibra de carbono? Isopor? Que nada! Papelão é o novo material que pode baratear e popularizar cada vez mais os capacetes.

O papelão, material criado por volta de 1800 na Inglaterra, foi a matéria-prima escolhida por um estudante do Royal College of Art, em Londres, para criar o Kranium, um capacete super barato que promete absorver a energia de impactos e proteger o ciclista.

Segundo o Bike Radar, a chave do sucesso do design do Kranium são as ondulações internas do papelão. De acordo com o designer Anirudha Surabhi, essas ondulações são parecidas com a cartilagem encontrada no crânio do pica-pau, animal que recebe fortes impactos na cabeça. A ondulação, portanto, serviria como amortecedor.

O design de Anirudha Surabhi foi patenteado e será comercializado em breve pela empresa alemã Abus. O capacete será lançado com um casco plástico transparente para mostrar que o interior do capacete é feito de papelão.

Para poder chegar às lojas, o capacete já passou pelos testes de segurança mais rígidos da Europa, e os resultados apontam que o capacete de papelão pode absorver até três vezes a energia absorvida por capacetes de poliestireno.



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