Blog Vou de Bike
E as bicicletas laranjinhas vão começar a tomar conta de São Paulo em breve! Nesta segunda-feira (21), flagramos um caminhão com algumas bicicletas e a estação #3 do sistema de compartilhamento de bicicletas que será instalado em São Paulo.
Pelo que pudemos ver no caminhão, a estação #3 será na Rua Capitão Macedo, perto da estação Vila Mariana do Metrô. No caminhão ainda havia algumas bicicletas iguais às usadas no sistema de compartilhamento de bikes do Rio de Janeiro, o Bike Rio.
Veja abaixo o totem e o guidão de uma bicicleta ali na caçamba do caminhão (a foto ficou bem ruim porque foi tirada na pressa no meio da rua):


No sistema de compartilhamento do Itaú em parceria com a Prefeitura de São Paulo, que deve ser batizado de Bike Sampa, serão instaladas cerca de 300 estações com 3 mil bicicletas disponíveis. As estações devem ser instaladas a cada 1 quilômetro e o período de uso grátis será de 30 minutos.
O site do Bike Sampa já está no ar, mas aparentemente ainda faltam alguns detalhes para ele começar a ser divulgado. O mapa das estações já tem alguns pontos marcados, todos na região da Vila Mariana/Ana Rosa. Veja abaixo:


Foto por: Mikael Colville-Andersen
Em vários lugares do mundo, esta quinta-feira, 10 de maio, é marcada pelo “Bike To Work Day”, ou “Dia de Pedalar ao Trabalho”. Em outros lugares, a data é comemorada no dia 18 de maio.
Apesar de acreditarmos que todos os dias são bons para pedalar ao trabalho, o “Bike To Work Day” é uma data especial que busca a conscientização de empresas e funcionários para um meio alternativo de transporte.
Segundo a Wikipedia, a data surgiu em 1956 nos Estados Unidos, em uma iniciativa da Liga dos Ciclistas Americanos. Na semana do “Dia de Ir de Bicicleta Ao Trabalho”, vários eventos, palestras e passeios de bicicleta são organizados para encorajar quem ainda não usa a bicicleta como meio de transporte.
Pesquisando aqui sobre o assunto, descobrimos o site The Work Cycle, com belas fotos que “celebram o trabalhador ciclista”.
No site, eles retratam escritórios e empresas que apoiam a bicicleta como meio de transporte para seus funcionários e incentivam o uso da bike nos deslocamentos.
Dentre os vários exemplos de empresas que cuidam de seus funcionários ciclistas está a agência de marketing Mono, de Minneapolis, nos Estados Unidos, que tem 25 ciclistas na folha de pagamento. A agência foi projetada para receber bem os ciclistas e logo na entrada tem um grande paraciclo para guardar as bicicletas.
Veja algumas fotos abaixo:



- Curtiu? Veja mais no site The Work Cycle e conheça outras empresas ‘amigas’ dos ciclistas

Após a polêmica apreensão de uma bicicleta elétrica durante uma blitz da Lei Seca, a Prefeitura do Rio de Janeiro publicou um decreto nesta segunda (7) para regulamentar o uso das bikes elétricas, cada vez mais populares na Cidade Maravilhosa.
De acordo com a regulamentação, a bicicleta elétrica deve ser tratada como uma bicicleta comum, mas com algumas ressalvas. A velocidade não pode ultrapassar 20 km/h e o ciclista deve ter pelo menos 16 anos para operar uma e-bike.
De acordo com o decreto, os modelos elétricos devem ser considerados como as outras bicicletas, desde que o condutor obedeça ao limite de velocidade de 20 km por hora e tenha, pelo menos, 16 anos de idade.
A decisão da prefeitura do Rio de Janeiro vai em sentido contrário ao da definição do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que exige habilitação especial e emplacamento da bicicleta. Por enquanto, nada disso será necessário.
É interessante ver no texto do decreto que a Prefeitura do Rio de Janeiro já vê a bicicleta (elétrica ou não) como “meio alternativo de transporte (…) auxiliar na redução dos problemas enfrentados nas grandes metrópoles”. Bacana!
O assunto é polêmico e ainda vai dar pano pra manga. Por isso, queremos saber a sua opinião. Você acha que o condutor de uma bicicleta elétrica deve ter habilitação ou apenas seguir um limite de velocidade e manter para manter a sua segurança e a dos outros cidadãos? Deixe sua opinião nos comentários!
Veja a íntegra do decreto abaixo:
“O PREFEITO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO, no uso de suas atribuições legais; e
CONSIDERANDO que, na forma do art. 225 da Constituição Federal, é dever do Poder Público estimular práticas ambientalmente saudáveis e sustentáveis;
CONSIDERANDO que a utilização de bicicletas elétricas tende a auxiliar na redução dos problemas enfrentados nas grandes metrópoles pela poluição sonora, causada por motores à combustão;
CONSIDERANDO que utilização de bicicletas elétricas, como meio alternativo de transporte, tem impacto ambiental extremamente reduzido, por se servir de fonte de energia limpa;
CONSIDERANDO a necessidade de reduzir a dependência de veículos alimentados por fontes de energia provenientes de combustíveis fósseis;
CONSIDERANDO que compete ao Poder Público Municipal, na forma do art. 24, inciso II, da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, “planejar, projetar, regulamentar e operar o trânsito de veículos, de pedestres e de animais, e promover o desenvolvimento da circulação e da segurança de ciclistas”;
CONSIDERANDO o disposto no art. 129 da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, segundo o qual “o registro e o licenciamento dos veículos de propulsão humana, dos ciclomotores e dos veículos de tração animal obedecerão à regulamentação estabelecida em legislação municipal do domicílio ou residência de seus proprietários”;
CONSIDERANDO a singularidade da malha cicloviária existente na Cidade do Rio de Janeiro, com extensão superior a duzentos e setenta quilômetros, permitindo a ampla circulação de pessoas, tanto para fins de lazer como para fins de deslocamento da população;
CONSIDERANDO a necessidade de regulamentar a utilização de bicicletas elétricas no âmbito territorial do Município do Rio de Janeiro, observadas as especificidades e o interesse local, conforme autoriza o art. 30, I, da Constituição Federal;
DECRETA:
Art. 1º. Para fins de circulação em ciclovias, ciclofaixas e vias públicas, equiparam-se as bicicletas elétricas às bicicletas movidas a propulsão humana, cuja regulamentação específica deverá ser respeitada, desde que observado o limite de velocidade de vinte quilômetros por hora e que o ciclista possua idade mínima igual ou superior a dezesseis anos.
Art. 2º. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Rio de Janeiro, 4 de maio de 2012; 448º ano da fundação da Cidade.
EDUARDO PAES.”
Foto: Transporte Ativo

Ao longo das próximas semanas, vamos compilar aqui no Eu Vou de Bike uma série de dicas que já publicamos ao longo de quase dois anos de blog.
Nesta segunda, vamos dar algumas dicas para você pedalar na cidade com mais segurança, sem se envolver em acidentes e garantindo um trajeto tranquilo. As dicas são para quem está começando e quer
1. Pedale no lado direito da via e, caso necessário, ocupe a faixa. Evite ao máximo pedalar na contra-mão. Na estrada, use o acostamento.
2. Cuidado com carros estacionados. Portas podem ser abertas a qualquer momento, e este acidente é mais comum do que se imagina. Ao passar por carros estacionados, procure observar se há ocupantes dentro destes, o que pode indicar alguém que vai sair sem prestar a devida atenção.
3. Seja previsível aos motoristas. Não mude de direção sem deixar clara a sua intenção. Procure não “costurar” nos congestionamentos e evite ao máximo trafegar pela calçada.
4. E agradeça sempre com sinal de positivo ou dizendo “Obrigado” aos motoristas que se mostrarem civilizados e facilitarem a sua passagem.
5. Não se envolva em discussões inúteis nem xingue os mais estressados.
6. Não execute manobras com sua “bike” para as quais não esteja treinado. É tombo na certa.
7. Procure vestir sempre roupas adequadas ao clima. Durante a noite, dê preferência a cores mais claras.
Foto: Nick-K

As vendas de carros estão caindo no Brasil e no mundo, e isso é motivo de comemoração. Mesmo assim, muita gente ainda usa o carro como meio principal de transporte e não pode ficar sem o veículo para cumprir seus compromissos.
Uma concessionária de Newcastle, na Inglaterra, resolveu ajudar os motoristas que precisam deixar o carro para manutenção na oficina. A loja oferece uma bicicleta elétrica de cortesia ao dono do carro enquanto o veículo estiver parado.
A novidade está sendo testada em duas oficinas da Benfield Motor Group e, segundo o site Bike Radar.
As bicicletas emprestadas serão da empresa Storck Raddar, que forneceu alguns exemplares para as oficinas. “Esta é uma ótima ideia da concessionária, que incentiva não apenas o ciclismo, mas o transporte impulsinado por energia elétrica”, afirmou, em entrevista ao Bike Radar, o diretor da empresa.

Nós já mostramos aqui que as cidades que oferecem mais infraestrutura para os ciclistas, como ciclofaixas e ciclovias, acabam atraindo mais adeptos a essa modalidade de transporte. É o que está acontecendo em Nova York e é o que comprova um estudo de John Pucher e Ralph Buehl, da Universidade de Rutgers, de Nova Jersey.
A pesquisa, intitulada “Pedalando para o trabalho em 90 grandes cidades americanas: novas evidências do papel de ciclofaixas e ciclovias” (ufa!), analisa a relação entre a presença de ciclovias e ciclofaixas e o número de ciclistas em cerca de 90 cidades dos Estados Unidos.
Sem surpresa nenhuma, os pesquisadores concluíram que as cidades com um maior número vias próprias para os ciclistas – ciclofaixas, ciclovias e ciclorrotas – têm um manior número de pessoas que vão para o trabalho de bicicleta.
De acordo com os pesquisadores, essa correlação existe independente de fatores como geografia da cidade, clima, condições socioeconômicas, preço da gasolina ou qualidade do transporte público. Ou seja, é possível concluir que essa correlação poderia existir aqui no Brasil e o número de ciclistas seria muito maior se a infraestrutura fosse mais abrangente.
Além disso, a pesquisa mostrou que cidades mais compactas, com menor número de proprietários de carros e mais estudantes tinham um maior índice de uso da bicicleta como meio de transporte para o trabalho.
É aquela velha história de que “se você construir, eles virão“, frase consagrada no filme “Campo dos Sonhos“, com Kevin Costner*:
O estudo completo de Ralph Buehler e John Pucher pode ser lido na íntegra (pdf em inglês) aqui!
- Via TreeHugger
* Opa, o filme é com Kevin Costner, e não com Mel Gibson, como falamos anteriormente

Nós já demos algumas dicas de leituras para quem curte bicicleta por aqui, mas geralmente o assunto era relacionado a cicloviagens ou competição. Hoje, o tópico é mulheres no pedal e ‘cycle chic‘!
O livro ‘Heels on Wheels’ (‘Saltos Sobre Rodas’, em tradução livre), escrito pela inglesa Katie Dailey, pode ser uma ótima leitura para as mulheres que estão começando a pedalar ou pensando em adotar a bicicleta como meio de transporte.
Com belas ilustrações e uma linguagem super leve (até para quem não manja muito de inglês), ‘Heels on Wheels’ traz as dicas básicas de ciclismo – segurança, equipamentos, postura, comportamento no trânsito -, mas também traz temas voltados para as necessidades para mulheres, como maneiras de evitar que o cabelo fique amassado pelo capacete, dicas para pedalar de saia e sugestões de acessórios para dar um toque mais feminino à bicicleta.
E não se deixe enganar pelos desenhos fofinhos de mulheres pedalando que povoam boa parte das páginas do livro. O trabalho de Katie Dailey é super sério e todos os temas são abordados com profundidade, mas com muito bom humor.
O livro pode ser encomendado na Amazon.com por US$ 10!
E se todo esse tema de mulheres no pedal te interessa e você quer uma leitura mais séria, recomendamos bastante o livro “Wheels of Change: How Women Rode the Bicycle to Freedom”, da National Geographic, que conta a história fascinante de como as duas rodas ajudaram na emancipação das mulheres na América do Norte no final do século 19 e redefiniu radicalmente as convenções normativas da feminilidade. De acordo com Susan B. Anthony, líder feminista citada no livro, a “bicicleta fez mais para a emancipação feminina do que qualquer outra coias no mundo”.
Vimos a dica no TreeHuger e a foto é © do livro Heels on Wheels.

Além de Rio de Janeiro e São Paulo, outra capital brasileira vai passar a oferecer um sistema automatizado de aluguel de bicicletas: Curitiba!
O projeto está nas mãos da ‘Bicicletaria.Net‘, que vai instalar um sistema com 300 bicicletas. Segundo reportagem do Paraná Online, a empresa vai administrar os bicicletários já existentes no Centro Cívico, Jardim Botânico e São Lorenço, além de implementar um sistema integrado de bicicletários menores para o aluguel das bicicletas.
Ainda segundo o Paraná Online, a empresa prevê que cada bicicletário tenha cerca de 50 bicicletas para aluguel, e no futuro novos três pontos – Santa Quitéria, e terminais do Carmo e do Pinheirinho – devem entrar na malha.
As bicicletas serão monitoradas por GPS e a mensalidade para o usuário deve girar em torno de R$ 15 a R$ 25.

Ciclovia é uma ótima opção para quem usa a bicicleta como meio de transporte
As ciclovias estão cada vez mais difundidas pela paisagem urbana das grandes cidades. Agora, é a vez da Região Metropolitana de SP entrar nessa onda!
O governo do Estado de São Paulo anunciou a implantação de uma ciclovia para interligar sete cidades da Região Metropolitana – Mogi das Cruzes, Guarulhos, Santa Isabel, Itaquaquecetuba, Poá, Ferraz de Vasconcelos e Suzano. Inicialmente, a ciclovia terá apenas 13 quilômetros, mas deve ser prolongada nos próximos anos.
Segundo estudo da Dersa, citado pelo Jornal da Tarde, a Região Metropolitana de São Paulo conta com 305 mil viagens diárias de bicicleta, e é esse o foco desta nova ciclovia, que só deve ficar pronta em 2014 (quanto tempo, não?)
O ponto positivo é que a ciclovia está sendo estudada para interligar terminais de trens e ônibus, universidades e centros comerciais, criando assim um sistema de transporte sustentável e melhorando as condições de quem já pedala por lá.
O único problema é ter de esperar até 2014 para a ciclovia entrar em funcionamento. Quase 2 anos para a construção de 13 quilômetros de ciclovia não é um tempo meio exagerado? Não podemos esquecer que Nova York criou cerca de 400 quilômetros de ciclovias em apenas quatro anos!

Andar por aí de carro está cada vez mais caro. Além dos gastos com combustível, que não param de aumentar, o motorista ainda tem que se preocupar com seguro, IPVA, estacionamento… E ainda tem o tempo perdido nos congestionamentos, e nos dias de hoje, tempo é dinheiro, né?
E como economizar, então? Usando a bicicleta como meio de transporte! Um estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) constatou que ir de bicicleta ao trabalho custa 12 centavos por quilômetro. De carro, esse valor chega a 76 centavos por quilômetro rodado.
Segundo o estudo divulgado em 2011, quem adotar a bicicleta como meio de transporte pode economizar cerca de R$ R$ 2.700 por ano em relação à manutenção de um automóvel.
De acordo com reportagem do O Eco, o levantamento considerou o preço de uma bicicleta nova, a aquisição de acessórios, a depreciação e a manutenção do equipamento, com base em trajetos de 20 quilômetros por dia.
Quer saber, em média, quanto você economiza ao trocar o carro pela bicicleta? Aqui no Eu Vou de Bike, nós temos uma ferramenta que faz esses cálculos por você.
Abaixo, vamos fazer a simulação de uma situação em que a pessoa vai ao trabalho 5 dias por semana, a 7 quilômetros de distância, e também usa a bicicleta para ir até a academia, que fica a 4 quilômetros de distância, três vezes por semana. Veja só:

Em uma semana, apenas nesses dois trajetos, essa pessoa teria pedalado 52 quilômetros. Sabe o que isso significa de economia no bolso, apenas com combustível (sem contar estacionamento, manutenção do carro, seguro, etc)? R$ 16,90! Em um mês, fazendo apenas esses dois trajetos bem curtos, dá pra economizar quase R$ 70 só de combustível! Além disso, nesses 52 quilômetros, a pessoa queimou 3 mil calorias, o que é ótimo para a saúde, e ainda poupou o meio ambiente da emissão de 14 quilos de poluentes.
>> Faça as suas contas na calculadora do Eu Vou de Bike*
Viu como é possível evitar que o preço da gasolina tire o seu sono? Quanto mais você pedalar, mais vai economizar. E o único combustível necessário será o arroz e feijão para manter a força nas pernas na hora da subida!
* Atenção: os números da calculadora são aproximados e podem variar, dependendo do preço da gasolina da sua cidade, do nível de congestionamento, do seu preparo físico e do grau de subidas e descidas do percurso
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